10ª EDIÇÃO REVISTA CONILON BRASIL

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    22-Mar-2016

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EDIO AGOSTO / SETEMBRO 2011

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<ul><li><p>DISTRIBUIO GRATUITAVENDA PROIBIDA</p><p>ARTIGOIWCA: Aliana Internacional Mulheres do Caf</p><p>COLHEITAColheita do Conilon a plenovapor no Esprito Santo</p><p>ENTREVISTA COM ROMRIO GAVA FERRO, PESQUISADOR DO INCAPER DO ES</p></li><li><p>NA INTERNET</p><p>conilonbrasil.com.br</p><p>Atualizaes dirias, estamos ligados em tudo que acontece no agronegcio mundial.</p><p>Informaes a jato no Twitter twitter.com/conilonbrasil</p><p>Acompanhe o vai e vem do mercado, as pre-vises, cotaes, o que acontece na bolsa em Londres e em Nova York.</p><p>Mercado</p><p>Eventos</p><p>NotciasConfira as principais notcias e acontecimen-tos do agronegcio caf.</p><p>Calendrio de exposies e feiras dos eventos ligados a agricultura.</p><p>Banestes vai investir R$ 130 milhes no caf capixaba </p><p>O Banestes vai aplicar, este ano, R$ 130 milhes na cafeicul-tura. Os recursos, oriundos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcaf), destinam-se safra 2011/2012. O montante soma-se aos R$ 40 milhes destinados para a colheita do caf, investimento feito com recursos prprios da instituio.</p><p>O anncio foi feito pelo diretor Comercial do Banco, Jos An-tnio Bof Buffon, na ltima sexta-feira (03), durante visita Fazenda Experimental de Marilndia (FEM), localizada no mu-nicpio de mesmo nome. A FEM uma das 12 unidades do g-nero pertencentes ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistncia Tcnica e Extenso Rural (Incaper). </p><p>Representantes do Banestes estiveram na Fazenda para conhe-cer as pesquisas desenvolvidas pelo Incaper e tambm para ter contato direto com a produo de caf. Eles estiveram em um cafezal e assitiram aos processos de colheita, de secagem e de moagem do gro.</p><p>O valor liberado pelo Banestes por meio do Funcaf o mais expressivo at ento e, portanto, histrico. imprescindvel que os gerentes do Banestes entendam a atividade cafeeira, pois li-dam diariamente com o produtor rural e podem melhor orient-lo sobre o uso do crdito, afirmou Buffon. </p><p>Os gerentes das agncias Banestes subordinadas Superinten-dncia Regional Norte (Suren) participaram de uma espcie de treinamento para conhecerem o processo de produo do caf, desde o plantio at a venda. Estiveram presentes tambm os su-perintendentes Joo Carlos Bussular e Jos Gidalberto Santana. </p><p>As explanaes sobre a cultura cafeeira ficaram por conta do pesquisador do Incaper Romrio Gava Ferro; do gerente Co-mercial e de Relacionamento do Banco de Desenvolvimento do Esprito Santo (Bandes), Paulo Srgio Dias Federici; e da as-sessora tcnica da rea de Crdito Rural do Banestes, Priscila Andrade Silva Faria. </p><p>A gerente da Agncia Banestes So Gabriel da Palha, Gilvnia Boldrin Bonomo Guimares, revelou-se satisfeita com a visita: A rotina de trabalho da Agncia no permite que faamos isso, mas uma visita assim fundamental para conhecermos melhor as atividades que estamos financiando... </p><p>Dora Dalmasio</p></li><li><p>Sumrio CONILON BRASIL - JUNH0 / JULHO 2011ANO II - EDIO N 10 </p><p>CAPA 14</p></li><li><p>7ENTREVISTARomrio Gava Ferro, Pesquisador e Coordenador do Incaper</p><p>12ARTIGOSIWCA: Aliana Internacional Mulheres do Caf</p><p>23GUAElemento fundamenrtal da vida</p><p>26GESTO DO AGRONEGCIOVix Partners</p><p>28ESPAO GOURMETAna ArgentaIniciando um negcio de sucesso em cafeteria</p><p>COLHEITAColheita do Conilon a pleno</p><p>vapor no Esprito Santo</p><p>19</p><p>18</p><p>CONILON TECHAzadiractina</p><p> 23 Feira de Cafs Especiais - Houston, </p><p> Texas</p><p>20</p><p>COBERTURA</p></li><li><p>Carta do EditorPrezados amigos, com grande alegria que comeo esse novo desafio dentro da equipe Conilon Brasil, espero que a partir dessa edio, possamos levar para vocs assuntos de relevncia dentro da cadeia do caf. </p><p>Comear um trabalho sempre motivador e desafiador, como sabem, sou o gerente de marketing da empresa, e agora como editor, tenho o objetivo de aproximar ainda mais nossos leitores e anunciantes de nossa revista, atravs de notcias e reportagens de interesse do agronegcio caf. </p><p>Essa edio foi feita com assuntos observados em diversas visitas a produtores, feiras do setor e anlises de mercado, com temas atuais para os envolvidos em melhorar a qualidade do caf conilon e posicion-lo em um mercado com valor agregado.</p><p>Acreditamos que temos que olhar o caf conilon de forma sistmica, para isso, ser mostrado o papel do mercado, em uma reportagem esclarecedora sobre comrcio justo. Teremos tambm o artigo da IWCA, discorrendo sobre o importante papel das mulheres no caf.</p><p>Espero que desfrutem de uma boa leitura, com um bom caf conilon ( 100% maduro, seco em terreiro, cereja descascado ou natural, fica a dica). </p><p>Arthur Fiorottarthur@conilonbrasil.com.br</p><p>Editor: Arthur Fiorott Consultor Tcnico: Adelino ThomaziniDiretora Financeira: Neide Baldo Editora de Texto: Tania ThomaziniDiretor de Arte: Jaques Brinco Jr Impresso: Grfica e Editora GSAColaboradores Nesta Edio: Josiane Cotrim, Sebrae, Enio Queijada de Souza, Sylvia Cassimiro Pinheiro, Rogrio Galuppo Fernandes, Adriano Matos Rodrigues, Joo Augusto Prsico, Jackeline Uliana da Pronova, Ana Argenta.Atendimento Comercial: 27 3224 - 3412 comercial@conilonbrasil.com.brEndereo para correspondncia: Rua Clvis Machado, 176 - Sala 405 Ed. Conilon, Enseada do Su CEP 29050-900 Vitria - ES</p><p>Revista com Tiragem Bimestral: 2 mil exemplaresDistribuio Gratuita: ES, RJ, SP, MG, BA, RO, MT, GODistribuio Nacional: Governo dos Estados, Associaes, Prefeituras, Setor Produtivo Industrial e Comercial, Produtores Rurais, Agrnomos, Cooperativas e Universidades.</p><p>*Os textos, incluindo opinies e conceitos emitidos, so de responsabilidade exclusiva de seus autores.</p><p>Receba a revista em sua casa, cadastre-se em nosso site.www.conilonbrasil.com.brCadastro gratuitoSugestes e opinies:sac@conilonbrasil.com.brrevista@conilonbrasil.com.br</p></li><li><p>ENTREVISTA</p><p>Conilon Brasil 7</p><p>CB: Quais so as novas tecnologias para o desenvolvimento do caf coni-lon no Esprito Santo e Brasil?</p><p>Romrio: A pesquisa cientfica com o caf conilon, uma atividade dinmica desenvolvida no Esprito Santo, pelo Incaper desde 1985. Nesses mais de 25 anos de pesquisa, vm sendo executados trabalhos baseados nas demandas levan-tadas pela cadeia do caf. Atualmente so 30 projetos de pesquisas, 103 expe-rimentos, conduzidos nas diferentes re-as do conhecimento, que geraram vrias tecnologias, produtos e conhecimentos, amplamente utilizados pelos cafeiculto-res. Foram seis variedades, plantio em linha, espaamento, vergamento, reco-mendaes de calagem e adubao, a poda programada de ciclo, manejo de </p><p>pragas e doenas, conservao de solo, manejo de irrigao e tecnologias para a melhoria da qualidade final do produ-to, descritas em diferentes publicaes, sendo a mais completa, o livro Caf Conilon. Grande parte dos trabalhos tm sido realizados em parcerias com vrias instituies nacionais e interna-cionais, envolvendo pesquisas bsicas e aplicadas. Os destaques atuais e futu-ros, so as novas variedades clonais a serem lanadas; identificao de genes que conferem resistncia a ferrugem e a seca; caracterizao de germoplas-ma; trabalhos associados a qualidade de bebida, a ferrugem, os nematides, a nutrio e o manejo de irrigao. Os re-sultados obtidos so usados por mais de 40% dos cafeicultores capixabas, numa rea estimada de 120 mil hectares. Os </p><p>produtores que utilizam adequamente as tecnologias, alcanam produtividades de 45 a 150 sacas/ha. Essas tecnologias contribuiram nos ltimos 18 anos,para o aumento de mais de 200% na produtivi-dade e na produo de caf conilon do Esprito Santo.</p><p>CB: Um dos grandes problemas do caf conilon a no mecanizao de sua colheita, existem estudos para que em breve possamos usar colheitadei-ras na lavoura de Conilon?</p><p>Romrio: A planta do caf conilon muito diferente do arbica, nos aspec-tos de porte, arquitetura, produtividade, nas tcnicas de implantao e manejo das lavouras, colheita, secagem e bene-ficiamento. A planta multicaule e os </p><p>Romrio Gava FerroEngenheiro Agrnomo formado pela UFES, Mestre e Doutor em Gentica e Melhoramento de Plantas pela UFV. Pesquisador do Incaper desde 1985, Coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura, Bolsista de Produtividade Cientfica no CNPq, autor de mais de 300 trabalhos tcnicos-cientficos.</p><p>Romrio Gava FerroCoordenador do Programa Estadual de Cafeicultura do Incaper</p></li><li><p>ENTREVISTA</p><p>8 Conilon Brasil</p><p>frutos so bastante aderidos aos ramos. No geral a maturao uniforme e os frutos no despreendem dos ramos ao atingirem a maturao fisiolgica. As mquinas desenvolvidas para a colheita do caf arbica no se adaptam bem a do Conilon. do conhecimento de to-dos que a colheita a prtica que mais onera o custo de produo, e quase na sua totalidade realizada de forma ma-nual. Mesmo sabendo que a maioria da colheita do Conilon realizada pelas fa-mlias, verifica-se que os grandes produ-tores, os mais empresariais, esto tendo dificuldade de aumentar a sua produo pela falta e elevado custo da mo de obra, principalmente nessa operao. H demanda por tecnologias para colheita mecnica. Houveram vrias iniciativas nesse sentido, mas ainda no foram de-senvolvidas tecnologias bem ajustadas para resolver essa questo, em funo das caractersticas que possui essa plan-ta. Visando resposta a esse problema, h um projeto ainda em discusso, entre o Incaper e instituies privadas, objeti-vando pesquisar variedades, manejo da planta e desenvolvimento de mquinas, para atender a colheita mecnica do caf conilon. CB: Em seu livro ( ... ) voc relata que o caf conilon que plantamos no Esp-rito santo proveniente da regio do rio Koulliou , entre o Congo e o Ga-</p><p>bo, na frica. Se tratando de c. cane-phora, quais as diferenas existentes entre o caf conilon e o caf robusta? Romrio: Quando pensamos em caf, direcionamos a mente para mais de 100 espcies. Dessas, apenas duas so responsveis por todo o caf produzi-do e consumido no mundo, que so as Coffea arabica (Caf arbica) e Coffea canephora (cafs Robusta e Conilon), que representam 62% e 38% da produ-o mundial, que atualmente, est na or-dem de 133 milhes de sacas por ano. A variedade Conilon que cultivada no Brasil, e a Robusta, sobretudo, no Viet-n, Indonsia, India e Costa do Marfim, so de fecundaes cruzadas, diplides e apresentam o fenmeno de auto-incom-patibilidade gentica. Elas so muito di-ferentes quanto a porte, arquitetura, tipo, tamanho, colorao de folhas e frutos, susceptibilidade aos fatores biticos e abiticos. A variedade Robusta apre-senta plantas com hbito de crescimen-to ereto, caules de maiores dimetros e pouco ramificados, folhas e frutos de maior tamanho, maturao tardia, maior vigor e tolerncia a ferrugem, menor tolerncia a seca e no geral melhor qua-lidade de bebida. A variedade Conilon se caracteriza por apresentar plantas de hbito de crescimento arbustivo, caules ramificados, folhas alongadas, flores-cimento precoce, resistncia seca e </p><p>maior susceptibilidade s doenas. No Esprito Santo, predomina o cultivo da variedade Conilon, principalmente pela sua tolerncia a seca. Os trabalhos de pesquisa realizados pelo Incaper, na ara de melhoramento em mais 1000 clones, mostram grande variabilidade gentica do caf conilon para diferentes caracte-rsticas. A explorao dessa variabilida-de, possibilitou ao Incaper desenvolver e lanar seis variedades. Essa variabili-dade continua sendo explorada, visando sobretudo o agrupamento de clones por ciclo de maturao para formao de novas variedades mais estveis e produ-tivas; com tolerncias a seca, as pragas e doenas; com arquiteturas mais adequa-das para aplicao da Poda Programada de Ciclo; com adequados desenvolvi-mentos no viveiro; com gros grandes e maiores rendimentos de beneficiamen-to; e com melhor qualidade.</p><p>CB: Estados como: So Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, esto bus-cando tecnologias para plantar o caf conilon. O que isso pode impactar na cafeicultura do Esprito Santo?</p><p>Romrio: A evoluo da cafeicultura do conilon considerada um Caso de Sucesso no estado do Esprito Santo, devido a renovao do parque cafeeiro, seguindo novas bases tecnolgicas. Os conhecimentos e as informaes so so-</p><p>A evoluo da cafeicultura do </p><p>conilon considerada um Caso </p><p>de Sucesso no estado do Esprito </p><p>Santo, devido a renovao do </p><p>parque cafeeiro, seguindo novas </p><p>bases tecnolgicas. </p></li><li><p>ENTREVISTA</p><p>Conilon Brasil 9</p><p>cializadas rapidamente pelos diferentes meios de comunicao. Assim, devido as adequadas tecnologias, a rusticidade e alto potencial de rendimento, associado ao menor custo de produo, tm des-pertado interesse de muitos cafeicultores de diferentes partes do Brasil, tradicio-nalmente produtores de caf arbica para o plantio do Conilon. H uma cres-cente demanda por Conilon/Robusta de qualidade superior em todo o mundo. Segundo autoridades do mercado, a pro-duo de Robusta de pases tradicionais da sia e frica esto no seu limite, e o Brasil o nico pas que incrementa a sua produo em mais 6 milhes de sacas desse caf por ano, para atender a demanda de Robusta projetada para 2015. O momento muito bom para o Conilon devido aos estoques baixos, o preo do caf arbica elevado, melhoria da qualidade final do produto e disponi-bilidade de tecnologias apropriadas para os cafeicultores. Alertamos cautela aos cafeicultores de outras regies do Brasil, em utilizarem as tecnologias desenvol-vidas para Estado, uma vez que as con-</p><p>dies agroclimticas de outros estados podem ser distintas do Esprito Santo. Ao continuar o cenrio atual, o mundo absorver toda a produo de Conilon com qualidade superior. </p><p>CB: A cafeicultura de Conilon no Es-prito Santo basicamente familiar, com poucas tcnicas de gesto da pro-priedade. Como podemos melhorar a eficincia da cafeicultura Capixaba?</p><p>Romrio: A rea mdia de caf conilon colhida no Esprito Santo cerca de 9,0 hectares. Mesmo considerada de peque-na dimenso, visando enfrentar o mundo globalizado do caf, importante fazer uma boa gesto desse negcio. Para tal, recomenda-se ao produtor administrar seu cultivo de forma empresarial. As-sim, sugere-se seguir os princpios da sustentabilidade; utilizar corretamente as tecnologias; se profissionalizar por intermdio de leituras e treinamentos; planejar todas as atividades e execut-las adequadamente, avaliando o tem-po, custo, operao, retorno e eficcia; </p><p>planejar e acompanhar a execuo das operaes associadas a atividade, da im-plantao e conduo da lavoura at a comercializao do produto; fazer con-ta visando saber o custo de uma saca de caf; se organizar em associao e/ou cooperativa; e saber que as garantias de retorno e de mercados esto diretamente relacionadas as obtenes de altas pro-dutividades econmicas e produo de caf com qualidade superior.</p><p>CB: Durante esses 30 anos de pesqui-sa, samos de uma produtividade bem baixa para ser referncia no quesito produtividade. Qual o caminho para a qualidade ser instalada no caf co-nilon?</p><p>Romrio: Os cafeicultores de coni-lon no geral so empreendedores. Eles evoluiram muito devido ao uso correto das tecnologias e tm conhecimento da importncia de melhoria da qualidade. O Conilon ganha espao no consumo, por intermdio de sua maior utilizao nos blends com o caf arbica, no so-lvel e nos espressos, que so os cafs, que mais crescem o consumo no cenrio mundial. Atualmente, cerca de 38% do consumo de caf conilon/robusta, mas as literaturas mostram a utilizao de 50% desses cafs para 2015, desde que se melhore a q...</p></li></ul>