26ª Edição - Revista O Empresário

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    16-Mar-2016

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26 Edio - Novembro/Dezembro 2012 - Revista O Empresrio

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<ul><li><p>1Entidades empresariais, de classee instituies de ensino reagem faltade mo-de-obra qualificada</p><p>Esforoconcentrado</p><p>EnergiaEletrosul investe pesado</p><p>na gerao elica e solar</p><p>Gesto PblicaPrefeitos eleitos querem</p><p>trabalhar em parceria</p></li><li><p>4DIREODIREODIREODIREODIREO</p><p>Andreia Thives Borges</p><p>JORNALISTJORNALISTJORNALISTJORNALISTJORNALISTA RESPONSVELA RESPONSVELA RESPONSVELA RESPONSVELA RESPONSVEL</p><p>Carla Pessotto - MTb 21692 - SP</p><p>TEXTTEXTTEXTTEXTTEXTOSOSOSOSOS</p><p>Carla Pessotto - MTb 21692 - SP</p><p>Luciane Zu - SC 00354 -JP</p><p>Mirela Maria Vieira - SC 00215 JP</p><p>DESIGN GRFICODESIGN GRFICODESIGN GRFICODESIGN GRFICODESIGN GRFICO</p><p>Luciane Zu</p><p>PLANEJAMENTPLANEJAMENTPLANEJAMENTPLANEJAMENTPLANEJAMENTO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVOOOOO</p><p>Andreia Borges Publicidade Ltda</p><p>COMERCIALIZAOCOMERCIALIZAOCOMERCIALIZAOCOMERCIALIZAOCOMERCIALIZAO</p><p>Andreia Borges Publicidade Ltda</p><p>contato@revistaoempresrio.com.br</p><p>andreia.revista@gmail.com</p><p>REPRESENTREPRESENTREPRESENTREPRESENTREPRESENTANTEANTEANTEANTEANTE</p><p>Virtual Brazil - Paulo Della Pasqua</p><p>paulo@virtualbrazil.com.br</p><p>FONESFONESFONESFONESFONES</p><p>(48) 3034 7958 / 7811 1925</p><p>TIRATIRATIRATIRATIRAGEMGEMGEMGEMGEM</p><p>8.000 exemplares</p><p>Expediente</p><p>EDITEDITEDITEDITEDITORIALORIALORIALORIALORIAL</p><p>Caroleitor,</p><p>Tere</p><p>zinh</p><p>a B</p><p>onfa</p><p>nti</p><p>Andreia Thives BorgesAndreia Thives BorgesAndreia Thives BorgesAndreia Thives BorgesAndreia Thives Borges</p><p>F altam poucos dias para darmos boas-vindas a 2013. No ano quetermina, todos ns pas, estado, empresrios enfrentamosmomentos difceis, principalmente em funo da situaomacroeconmica nacional e internacional. Mas, como sempre,soubemos driblar os problemas, com a criatividade que inerente ao</p><p>brasileiro e, especialmente ao catarinense, e temos tambm coisas a</p><p>comemorar.</p><p>Esta a ltima edio do ano da revista e na reportagem de capa</p><p>abordamos um entrave para o crescimento de Santa Catarina e,</p><p>particularmente, da Grande Florianpolis: a carncia de profissionais</p><p>especializados em diferentes segmentos, mas com maior nfase em reas</p><p>como construo civil e tecnologia da informao. Mas, mais do que apenas</p><p>relatar essa carncia e suas consequncias, mostramos as estratgias que</p><p>entidades e instituies de ensino esto desenvolvendo para acabar ou</p><p>pelo menos minimizar o problema.</p><p>O prximo ano tambm ser marcado por novas administraes</p><p>municipais, com os prefeitos eleitos em outubro passado tomando posse.</p><p>Aqui, mostramos os planos de ao de quatro deles Capital, So Jos,</p><p>Biguau e Santo Amaro da Imperatriz. Em comum nos discursos, a vontade</p><p>de trabalhar em parceria para resolver problemas que afetam a todos, caso</p><p>da mobilidade urbana.</p><p>E para 2013, ns, da Revista O Empresrio, tambm teremos grandes</p><p>novidades para nossos leitores e parceiros comerciais. Mas, no vamos</p><p>nos antecipar ainda, deixando um pouco de curiosidade no ar.</p><p>Desejamos a todos um final de ano com muita paz de esprito e um</p><p>2013 de sucesso e realizaes.</p><p>Boa leitura.</p></li><li><p>5ndi</p><p>ce 060814182432343642616264</p><p>entrevistaGlauco Jos Crte, presidente da Fiesc</p><p>capaEstratgias para vencer a baixa qualificao e a carncia de profissionais</p><p>construo civilSteinmetz - Gilberto Habitatus</p><p>decorao &amp; interioresSanta Maria Casa Roka J. Ziliotto</p><p>case de negciosBellacotton investe em reposicionamento da marca</p><p>gestoMPEs catarinenses esto entre as que mais crescem no pas</p><p>coluna mercadoNegcios &amp; tendncias</p><p>energiaOs planos da Eletrosul no setor de gerao</p><p>gesto pblicaPrefeitos eleitos apostam na unio de foras para vencer desafios</p><p>crnicas do cotidianoMamo com mel, por Mrio Motta</p><p>gastronomiaNovo cardpio do Joy Joy Bistrot traz referncias francesa e espanhola</p><p>socialModecol na Mostra Casa Nova Os 34 anos da AM Construes</p></li><li><p>6ENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTA / A / A / A / A / Glauco Jos CrteGlauco Jos CrteGlauco Jos CrteGlauco Jos CrteGlauco Jos Crte</p><p>A indstria brasileira e a catarinense padecem da faltade competncias tcnicas para acompanhar as exi-gncias de competitividade e inovao do mercadomundial, calcanhar de Aquiles da economia nacionalque pode desequilibrar perigosamente a balanacomercial e manter o gigante recm-desperto nolimbo da produo bruta e da importao de bensde maior valor agregado. Conforme o Mapa do Tra-balho Industrial 2012 do Senai Nacional, o Brasil terque formar 7,2 milhes de trabalhadores em nveltcnico e em reas de mdia qualificao para atua-rem em profisses industriais at 2015. Em SantaCatarina, o estudo apontou uma demanda de maisde 400 mil. Em entrevista exclusiva Revista O Em-presrio, o presidente da Federao das Indstriasde Santa Catarina (Fiesc), Glauco Jos Crte, faz umaradiografia das necessidades do parque industrialcatarinense e das aes necessrias e em curso paragarantir competitividade e inovao.</p><p>culdades para encontrar profissionais qualificados.As deficincias dos candidatos podem estar tantorelacionadas falta de educao bsica (ensinos fun-damental ou mdio incompletos), quanto falta di-ploma de qualificao profissional. Em outras palavras,precisamos de mais pessoas com as competnciastcnicas para desempenhar as funes demandadas.A maior dificuldade encontrar pessoas para cargosoperacionais e tcnicos. Enquanto 61% das empre-sas reclamam da falta de engenheiros, a carncia deoperadores de mquinas e tcnicos atinge, respecti-vamente, 82% e 94% das empresas. Levantamentodo Senai Nacional estima que, at 2015, ser precisoqualificar profissionalmente cerca de 461 mil pesso-as em Santa Catarina. No se trata de apontar os se-tores de maior demanda, mas, sim, funes. Esse le-vantamento, por exemplo, mostra que a maior parteda carncia ser nas chamadas funes transversais(teis para vrios setores) como tcnico emeletrotcnica, em eletrnica ou em controle de pro-duo, alm de mecnicos de manuteno.</p><p>OE - Segundo pesquisa do IBGEOE - Segundo pesquisa do IBGEOE - Segundo pesquisa do IBGEOE - Segundo pesquisa do IBGEOE - Segundo pesquisa do IBGE, apenas 7% da po, apenas 7% da po, apenas 7% da po, apenas 7% da po, apenas 7% da po-----pulao catarinense acima de 25 anos tem escolari-pulao catarinense acima de 25 anos tem escolari-pulao catarinense acima de 25 anos tem escolari-pulao catarinense acima de 25 anos tem escolari-pulao catarinense acima de 25 anos tem escolari-dade mdia completa. Como resolver os problemasdade mdia completa. Como resolver os problemasdade mdia completa. Como resolver os problemasdade mdia completa. Como resolver os problemasdade mdia completa. Como resolver os problemasestruturais do nosso sistema educacional?estruturais do nosso sistema educacional?estruturais do nosso sistema educacional?estruturais do nosso sistema educacional?estruturais do nosso sistema educacional?GJC -GJC -GJC -GJC -GJC - Uma viso que tem ganhado fora na socieda-de, com grande aceitao no meio empresarial, ade que preciso melhorar a gesto da educao nopas. Pois hoje se gasta muito, especialmente no en-sino superior, mas sem conseguir alcanar nvel dequalidade satisfatrio. A questo no aumentar de5% para 10% do PIB o investimento em educao e,sim, melhorar a forma como os recursos so utiliza-dos. Para isso, uma das aes propostas fazer comque a educao seja melhor avaliada. No s o resul-tado obtido por alunos, mas tambm professores, ainfraestrutura, a proposta pedaggica. Enfim, a edu-cao como um todo.</p><p>OE - O Sistema FOE - O Sistema FOE - O Sistema FOE - O Sistema FOE - O Sistema Fiesc planeja investir R$ 330 milhesiesc planeja investir R$ 330 milhesiesc planeja investir R$ 330 milhesiesc planeja investir R$ 330 milhesiesc planeja investir R$ 330 milhesna educao de trabalhadores do setor industrial ena educao de trabalhadores do setor industrial ena educao de trabalhadores do setor industrial ena educao de trabalhadores do setor industrial ena educao de trabalhadores do setor industrial e</p><p>O Empresrio - Qual o tamanho do dficit de moO Empresrio - Qual o tamanho do dficit de moO Empresrio - Qual o tamanho do dficit de moO Empresrio - Qual o tamanho do dficit de moO Empresrio - Qual o tamanho do dficit de mo-----dedededede-----obra especializada, qualificada adequadamente paraobra especializada, qualificada adequadamente paraobra especializada, qualificada adequadamente paraobra especializada, qualificada adequadamente paraobra especializada, qualificada adequadamente paraatender s demandas impostas pela tecnologia na li-atender s demandas impostas pela tecnologia na li-atender s demandas impostas pela tecnologia na li-atender s demandas impostas pela tecnologia na li-atender s demandas impostas pela tecnologia na li-nha de produo, e quais os setores industriais esnha de produo, e quais os setores industriais esnha de produo, e quais os setores industriais esnha de produo, e quais os setores industriais esnha de produo, e quais os setores industriais es-----pecficos mais atingidos por essa carncia?pecficos mais atingidos por essa carncia?pecficos mais atingidos por essa carncia?pecficos mais atingidos por essa carncia?pecficos mais atingidos por essa carncia?Glauco Jos Crte - Glauco Jos Crte - Glauco Jos Crte - Glauco Jos Crte - Glauco Jos Crte - Uma pesquisa realizada pela Con-federao Nacional da Indstria (CNI) em 2011 mos-trou que 69% das empresas ouvidas enfrentam difi-</p><p> preciso melhorar a gesto da educao</p><p>"O mercado necessita de mais pessoas com as competncias</p><p>tcnicas para desempenhar as funes demandadas"</p><p>A questo no aumentar de 5%para 10% do PIB o investimento emeducao e, sim, melhorar a forma comoos recursos so utilizados.</p></li><li><p>7ENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTA / A / A / A / A / Glauco Jos CrteGlauco Jos CrteGlauco Jos CrteGlauco Jos CrteGlauco Jos Crte</p><p>realizar cerca de 795 mil matrculas em trs anos.realizar cerca de 795 mil matrculas em trs anos.realizar cerca de 795 mil matrculas em trs anos.realizar cerca de 795 mil matrculas em trs anos.realizar cerca de 795 mil matrculas em trs anos.Quais as estratgias e aes concretas para alcan-Quais as estratgias e aes concretas para alcan-Quais as estratgias e aes concretas para alcan-Quais as estratgias e aes concretas para alcan-Quais as estratgias e aes concretas para alcan-ar essa meta?ar essa meta?ar essa meta?ar essa meta?ar essa meta?GJC - GJC - GJC - GJC - GJC - A ampliao das matrculas se dar pela atua-o das entidades que compem o Sistema Fiesc(Sesi, Senai e IEL), cujas aes educacionais preten-dem fomentar a elevao da educao bsica, conti-nuada e profissionalizante dos trabalhadores das in-dstrias, a educao executiva para gerentes e diri-gentes de empresas, programas de estgio ecapacitaes para estagirios e supervisores de est-gio. Soma-se a essas aes a criao de centros detecnologia para incentivo e promoo da inovao deprodutos, processos e modelo de negcio. Vamosoferecer quase 200 modalidades de cursos e assumoo compromisso de estruturar as capacitaes que aindstria precisar, caso no as tenhamos. Em 2011,registramos 95 mil matrculas pelo Senai e 97,5 milpelo Sesi, totalizando 197 mil por anos. Porm, paraalcanar a meta de 795 mil matrculas nos prximostrs anos, precisamos da adeso da indstria ao Mo-vimento A Indstria pela Educao. Hoje, sabemosque a produtividade de quem tem mais tempo de es-tudo melhor, e isso que queremos para fazer San-ta Catarina ser ainda mais competitiva.</p><p>OE - O Movimento projeta cercar o dficit no setorOE - O Movimento projeta cercar o dficit no setorOE - O Movimento projeta cercar o dficit no setorOE - O Movimento projeta cercar o dficit no setorOE - O Movimento projeta cercar o dficit no setortecnolgico e de inovao com a criao de oito instecnolgico e de inovao com a criao de oito instecnolgico e de inovao com a criao de oito instecnolgico e de inovao com a criao de oito instecnolgico e de inovao com a criao de oito ins-----titutos de tecnologia que sero referncia em suastitutos de tecnologia que sero referncia em suastitutos de tecnologia que sero referncia em suastitutos de tecnologia que sero referncia em suastitutos de tecnologia que sero referncia em suasreas de conhecimento. Como far isso em um pra-reas de conhecimento. Como far isso em um pra-reas de conhecimento. Como far isso em um pra-reas de conhecimento. Como far isso em um pra-reas de conhecimento. Como far isso em um pra-zo de apenas trs anos?zo de apenas trs anos?zo de apenas trs anos?zo de apenas trs anos?zo de apenas trs anos?GJC - GJC - GJC - GJC - GJC - Para criao de institutos de tecnologia e deinovao do Senai, o Sistema Fiesc realizou workshopsinternacionais que apontaram as tendncias de cadarea, alm de levantar demandas junto s empresas.Tambm temos parcerias com instituies mundiaisde referncia em cada uma dessas reas, para acele-rar o processo de implantao. Cito, por exemplo,parceria com o MIT, dos Estados Unidos, e a Socieda-de Fraunhofer, da Alemanha.</p><p>OE - Qual a contrapartida do Estado neste esforoOE - Qual a contrapartida do Estado neste esforoOE - Qual a contrapartida do Estado neste esforoOE - Qual a contrapartida do Estado neste esforoOE - Qual a contrapartida do Estado neste esforoque a indstria est fazendo?que a indstria est fazendo?que a indstria est fazendo?que a indstria est fazendo?que a indstria est fazendo?</p><p>GJC - GJC - GJC - GJC - GJC - Por estar ligado ao meio empresarial, o SistemaIndstria tem como prtica a eficincia, a eficcia e autilizao racional de recursos. Assim, a partir do mo-mento em que o Estado percebe que no consegue,sozinho, resolver o problema da educao no Pas, oadequado permitir que outros agentes possam darsua contribuio. o caso do Pronatec, o ProgramaNacional de Acesso ao Ensino Tcnico e Emprego,que tem repassado recursos para entidades do Siste-ma S*, incluindo o Senai, para que seja possvel am-pliar a oferta de educao profissional. </p><p>OE - Quanto estes setores que carecem de moOE - Quanto estes setores que carecem de moOE - Quanto estes setores que carecem de moOE - Quanto estes setores que carecem de moOE - Quanto estes setores que carecem de mo-----dedededede-----obra especializada esto perdendo, no contextoobra especializada esto perdendo, no contextoobra especializada esto perdendo, no contextoobra especializada esto perdendo, no contextoobra especializada esto perdendo, no contextobrasileiro de economia em crescimento que se con-brasileiro de economia em crescimento que se con-brasileiro de economia em crescimento que se con-brasileiro de economia em crescimento que se con-brasileiro de economia em crescimento que se con-trape ao quadro internacional recessivo, o que nostrape ao quadro internacional recessivo, o que nostrape ao quadro internacional recessivo, o que nostrape ao quadro internacional recessivo, o que nostrape ao quadro internacional recessivo, o que nosdaria condies de ampliar os espaos que ocupa-daria condies de ampliar os espaos que ocupa-daria condies de ampliar os espaos que ocupa-daria condies de ampliar os espaos que ocupa-daria condies de ampliar os espaos que ocupa-mos no mercado mundial?mos no mercado mundial?mos no mercado mundial?mos no mercado mundial?mos no mercado mundial?GJC - GJC - GJC - GJC - GJC - No possumos dados que deem a estimativafinanceira do quanto se perde com a falta de trabalha-dores qualificados. Mas temos conscincia de queesse dfic...</p></li></ul>