2ª FASE MODERNISTA 1930-1945 Prof. Juliano Munhoz

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    17-Apr-2015

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> 2 FASE MODERNISTA 1930-1945 Prof. Juliano Munhoz </li> <li> Slide 2 </li> <li> Artes Literatura desejo desejo REALIDADE SOCIALESPIRITUAL CULTURAL </li> <li> Slide 3 </li> <li> 2 FASE DO MODERNISMO A arte mergulhou fundo no tenso panorama ideolgico da poca, buscando analisar as contradies vividas pelo pas e represent-las pela linguagem esttica. A primeira fase do Modernismo, demolidora e experimental, preparou terreno para este segundo momento. A nova linguagem dos modernistas j no chocava mais. </li> <li> Slide 4 </li> <li> Produo literria do perodo: PROSA Diferentemente da primeira fase, em que reinou a poesia, agora a prosa de fico ocupa lugar de maior destaque, sobretudo pela estria de muitos escritores. Prosa Regionalista Examinada em conjunto, a prosa divide-se em: Prosa Urbana Prosa Intimista </li> <li> Slide 5 </li> <li> Prosa Regionalista Busca de traos peculiares de nossa Realidade, trazida pelos romnticos. Uso de uma linguagem muito mais prxima fala brasileira brasileira. Influncia das idias socialistas socialistas. A regio nordeste, marcada por contrastes sociais mais chocantes, forneceu material para grande parte da prosa: seca, cangao e misticismo so motivaes para essa fase. Muito conhecida como Literatura do Nordeste. </li> <li> Slide 6 </li> <li> Prosa Regionalista OBRA INAUGURAL A bagaceira bagaceira de Jos Amrico de Almeida, publicada em 1928. Rachel de Queiroz Jos Lins do Rego Jorge Amado Graciliano Ramos IMPORTANTES REGIONALISTAS </li> <li> Slide 7 </li> <li> Prosa Urbana As grandes cidades, com seus tipos e problemas caractersticos, seriam a temtica de rico Verssimo pelo menos no comeo de sua carreira, e de Marques Rabelo, entre outros. </li> <li> Slide 8 </li> <li> Prosa Intimista Novidade surgida na segunda fase do Modernismo. A teoria psicanaltica de Freud extensamente divulgada, incorporando as sugestes de psicanlise em que alguns autores preocupam-se em desvendar o mundo interior de suas personagens, analisando angstias e conflitos internos. Tambm chamada prosa de sondagem psicolgica. </li> <li> Slide 9 </li> <li> Prosa Intimista Lcio Cardoso PRINCIPAIS AUTORES Dyonlio Machado Cornlio Pena (Fronteira)Otvio de Faria </li> <li> Slide 10 </li> <li> 2 FASE DO MODERNISMO ATENO O mais importante dessa tendncia surgir na terceira Fase modernista </li> <li> Slide 11 </li> <li> Autores da segunda gerao modernista poesia 1930 Carlos Drummond de Andrad Ceclia Meireles Vinicius de Moraes Murilo Mendes Jorge de Lima </li> <li> Slide 12 </li> <li> A segunda gerao modernista poesia (1930-1945) Ceclia Meireles Ceclia Meireles nasceu no Rio de janeiro em novembro de 1901, trs meses aps a morte de seu pai. Aos trs anos de idade, ficou rf de me e foi criada pela av materna.Sempre aluna destacada, em 1917, formou-se na Escola Normal do Rio, passando a atuar como professora. </li> <li> Slide 13 </li> <li> Sua estria literria ocorreu com Espectros, coleo de sonetos de influncia parnasiana e simbolista publicado em 1919. Porm sua consagrao ocorreu com Viagem, publicado em 1938. Morreu em 1964, no Rio de Janeiro, em pleno apogeu de sua atividade literria. </li> <li> Slide 14 </li> <li> Obras : Espectros (1919); Nunca Mais...e Poema dos Poemas(1923), Baladas para El-rei (1925);Viagem (1939); Vaga Msica (1942); Mar Absoluto (1945); Retrato Natural (1949);Amor em Leonoreta; Doze Noturnos de Holanda e O Aeronauta (1952); Romanceiro da Inconfidncia (1953); Romance de Santa Ceclia;Solombra ; ou Isto ou Aquilo(poesias infantis). Poesia : </li> <li> Slide 15 </li> <li> Prosa: Girofl, Girofl (1956) Escolha o Seu Sonho ( 1964) Olhinhos de Gato (1980) </li> <li> Slide 16 </li> <li> Motivo Eu canto porque o instante existe E a minha vida est completa. No sou alegre nem sou triste :sou poeta. Irmo das coisas fugidas, No sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, Se permaneo ou me desfao, No sei, no sei. No sei se fico ou passo. Sei que canto.E a cano tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: -mais nada. </li> <li> Slide 17 </li> <li> Lua Adversa Tenho fases,como a lua fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdio da minha vida! Tenho fases de ser tua, tenho outra de ser sozinha. </li> <li> Slide 18 </li> <li> Fases que vo e que vm no secreto calendrio que um astrlogo arbitrrio inventou para meu uso. E roda a melancolia Seu interminvel fuso! No me encontro com ningum (tenho fases, como a lua...) No dia de algum ser meu no dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu... </li> <li> Slide 19 </li> <li> Carlos Drummond de Andrade considerado nosso poeta maior.Para conhece-lo, nada melhor que ler o que o prprio poeta escreve a respeito de si mesmo: </li> <li> Slide 20 </li> <li> Aos novos leitores Nasci em Itabira, Minas Gerais, em 1902, e o meio fsico e social de minha terra marcou-me profundamente. Perteno classe mdia brasileira. Ganhei a vida como funcionrio pblico e jornalista. Dediquei- me literatura por prazer. </li> <li> Slide 21 </li> <li> Meus livros so de prosa e poesia. Na primeira categoria, os textos compreendem contos, crnicas e algumas tentativas de crtica literria. Liguei-me na mocidade ao movimento modernista brasileiro, que se afirmou em So Paulo, em 1922, e que deu maior liberdade criao potica. Liberdade que no absoluta, pois a poesia pode prescindir da mtrica regular e do apoio da rima, porm no pode fugir ao ritmo, essencial sua natureza. H muitas experincias de vanguarda, procurando abolir tudo que caracteriza a arte da poesia, mas ningum at hoje conseguiu acabar com a melodia e a emoo do verso autntico. Fui muito criticado e ridicularizado quando jovem.O meu poema No meio do caminho, composto de dez versos, repete de propsito sete vezes as palavras meioe caminho e sete vezes as palavras tinha e pedra. Isto foi julgado escandaloso; hoje o poema est traduzido em 17 lnguas. </li> <li> Slide 22 </li> <li> Atualmente, a maioria das opinies favorvel minha poesia, e direi at que h talvez excesso de benevolncia em relao a ela. No tenho pretenso de ser mestre em coisa alguma, e conheo minhas limitaes. Depois de praticar a literatura durante mais de 60 anos, publicando 16 livros de prosa e 25 de poesia, no cultivo iluses, mas continuo acreditando com o mesmo fervor na beleza da palavra e no texto elaborado com arte. Acho que a literatura, tal como as artes plsticas e a msica, uma das grandes consolaes da vida, e um dos modos de elevao do ser humano sobre a precariedade da sua condio. </li> <li> Slide 23 </li> <li> Principais obras Poesia:Alguma Poesia(1930); Brejo das Almas(1934); Sentimento do Mundo(1940); Poesias (1942); A Rosa do Povo(1945); Claro Enigma(1951); Viola de Bolso (1952); Fazendeiro do Ar(1954); A Vida Passada a Limpo (1959); Lio de Coisas (1962); As Impurezas do Branco(1973); A Paixo Medida(1980); Corpo- Novos Poemas(1984); Amar se Aprende Amando(1985);O Amor Natural(1922). </li> <li> Slide 24 </li> <li> Prosa Confisses de Minas 1944 Contos de Aprendiz 1951 Passeio na ilha 1952 Fala amendoeira 1957 A Bolsa e a Vida 1962 Cadeira de Balano 1970 O Poder Ultrajovem e outros textos 1972 Boca de Luar 1984 Tempo Vida Poesia (1986) </li> <li> Slide 25 </li> <li> Caractersticas da obra de Drummond O poeta organizou seus textos em nove eixos temticos: O indivduo A terra natal A famlia Os amigos O choque social O conhecimento amoroso A prpria poesia Exerccios ldicos Uma viso, ou tentativa de, da existncia </li> <li> Slide 26 </li> <li> A Bruxa Nesta cidade do Rio, estou sozinho no quarto estou sozinho na |Amrica, Precisava de um amigo, Desses calados, distantes, Que lem versos de Horcio Mas secretamente influem Na vida, no amor, na carne. Estou s, no tenho amigo, E a essa hora tardia Como procurar amigo? O indivduo </li> <li> Slide 27 </li> <li> Confidncia do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferros nas caladas, Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida porosidade e comunicao. A TERRA NATAL </li> <li> Slide 28 </li> <li> Infncia Meu pai montava a cavalo, ia para o campo. Minha me ficava sentada cosendo. |Meu irmo pequeno dormia. Eu sozinho menino entre mangueiras lia a comprida histria de Robinson Cruso Comprida histria que no acaba mais. L longe meu pai campeava no mato sem fim da fazenda. E eu no sabia que minha histria era mais bonita que a de Robinson Cruso. A FAMLIA </li> <li> Slide 29 </li> <li> Murilo Mendes O uso linguagem coloquial </li> <li> Slide 30 </li> <li> OS DOIS LADOS Deste lado tem meu corpo Tem o sonho Tem a minha namorada na janela Tem as ruas gritando de luzes e movimentos Tem meu amor to lento Tem meu anjo da guarda Que s vezes se esquece de me guardar Tem o mundo batendo na minha memria Tem o caminho pro trabalho. Do outro lado tem outras vidas vivendo da minha vida Tem pensamento srios me esperando na sala de visitas Tem a minha noiva definitiva me esperando com flores na mo, Tem a morte, as colunas da ordem e da desordem. </li> <li> Slide 31 </li> <li> VINCIUS DE MORAES </li> <li> Slide 32 </li> <li> Nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913. Formou-se em Direito em 1933, porm nunca advogou.Neste mesmo ano,publicou seu primeiro livro de poemas. Ingressou na carreira diplomtica em 1946.Comeou a compor em 1953, atividade que realizaria o resto da vida. Foi poeta, cronista, autor teatral e compositor famoso. Morreu em janeiro de 1980, consagrado como um dos principais msicos populares brasileiros. </li> <li> Slide 33 </li> <li> PRINCIPAIS OBRAS Forma e Exegese Poesia: O Caminho para a Distncia; Adriana, a Mulher Novos Poemas Cinco Elegias Poemas, Sonetos e Baladas livro de Sonetos Novos Poemas II O Mergulhador A Arca de No </li> <li> Slide 34 </li> <li> PROSA O Amor dos Homens Para Viver um Grande Amor Para uma Menina com uma Flor </li> <li> Slide 35 </li> <li> TEATRO Orfeu da Conceio Pobre Menina Rica </li> <li> Slide 36 </li> <li> CARACTERSTICAS DA OBRA DO AUTOR Numa primeira fase,predomina a temtica de cunho religioso, h um confronto entre matria e esprito, o texto melanclico e o verso, livre. Num segundo momento(Adriana, a Mulher e Novos Poemas), surgem os primeiros toques de sensualidade e erotismo, que so marca de sua obra posterior. </li> <li> Slide 37 </li> <li> SONETO Amor fogo que arde sem se ver; ferida que di e no se sente; um contentamento descontente; dor que desatina sem doer. um no querer mais que bem querer; solitrio andar por entre a gente; nunca contentar-sede contente; cuidar que se ganha em se perder. querer estar preso por vontade; servir a quem vence, o vencedor; ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos coraes humanos amizade Se to contrrio a si o mesmo Amor? </li> <li> Slide 38 </li> <li> SONETO DO AMOR TOTAL Amo-te tanto, meu amor...no cante O humano corao com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. Amo-te afim, de um calmo amor prestante E te amo alm, presente na saudade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente, De um amor sem mistrio e sem virtude Com um desejo macio e permanente. E de te amar assim muito e amide que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. </li> </ul>