3ª edição - Revista Catavento

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    07-Mar-2016

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  • CataventCatavento

    uma publicao de sustentabilidade, educao e responsabilidade

    outubro/novembro de 2012

    economia verdeChegou o... Horrio de Vero!

    Ser Voluntrioespecial Dia D

    pais na escolaSua presena fundamental

  • Catavento outubro/novembro | 32 | Catavento outubro/novembro

    H

    editorial Ser voluntrio

    Caros amigos

    Esta uma publicao bimestral das empresas do Grupo DPaschoal sobre as prticas de sustentabilidade, Educao e responsabilidade. Produo de texto: Agncia Cambalhota; Reviso de texto: Katia rossini; Projeto grfico: BJ Carvalho (FocoEditorial); Coordenao: simone B. santos; tiragem: 4.400; Impresso: Citygrfica.

    Papel certificado

    NNa rotina corrida e com tantas tarefas, s vezes nos esquecemos de ser curiosos para observar e questionar algumas coisas por exemplo, o horrio de vero, que h tanto tempo entra e sai sem que saibamos exatamente a razo pela qual acontece. Nesta edio, explicamos a origem deste sistema e como, de fato, ele traz resultados no que se refere sustentabilidade do nosso planeta.

    Porm h situaes bem mais importantes e que nos afetam diretamente, as quais precisam ser percebidas rapidamente para ser resolvidas. Observar os filhos e perceber se h algo diferente em seu modo de agir uma delas. Quanto mais prximos os pais estiverem de seus filhos, mais facilmente podero identificar se h algo errado. A dislexia e o dficit de ateno, tambm conhecido como TDAH, so duas doenas bastante comentadas atualmente e, quando diagnosticadas ainda na idade infantil, podem ser revertidas.

    Ser prximo dos filhos no significa estar o tempo todo com eles ou sentir culpa por trabalhar o dia todo. Estar perto passar o tempo que for possvel, mas com qualidade, olhando-os nos olhos, escutando-os. Alm disso, conhecer seus amigos mais prximos, se possvel os pais deles, mas, principalmente, participar de sua vida escolar, conversar com os professores, conhecer sua escola, so tambm formas de estar bem prximos de nossos filhos e, desta forma, dar apoio e segurana a seu desenvolvimento.

    E, quando faltar animao e determinao para continuarmos com as nossas tarefas dirias, poderemos nos inspirar sempre em histrias como a do voluntrio Fbio, que mostra sua autonomia apesar das dificuldades motoras, por meio da fora de vontade.

    Boa leitura!Isabela Pascoal Becker

    Fale Conoscose voc tem alguma sugesto, comen-

    trio, ou sabe de algum exemplo de boas prticas, compartilhe conosco. Escreva para fundacao@educardpaschoal.org.br

    Voluntariado fortalece a autonomiaH 40 anos, a realidade das pessoas com qualquer deficincia (fsica, intelectual ou sensorial) era muito diferente de hoje. Elas mal saam de casa por falta de estrutura e severo preconceito. Se as coisas mudaram para melhor, foi graas atuao de militantes voluntrios dos Centros de Vida Independente (CVIs) existentes em diversos pases, inclusive no Brasil.

    Fabio Alves Ferreira voluntrio no CVI, que atua na cidade de Campinas. Em 1997, aps um mergulho em piscina rasa, ficou tetraplgico. No comeo quando me acidentei, passei por um processo difcil como todo mundo que, de uma hora para outra, se v com uma deficincia. Conhecer outras pessoas que tinham passado por esses mesmos problemas e levavam suas atividades cotidianas com autonomia me fez querer espelhar-me nelas para me reabilitar, conta Fbio Alves, que h trs anos tornou-se atleta integrante da seleo brasileira de rgbi e foi considerado o melhor jogador de defesa no ltimo campeonato brasileiro.

    O que mudou a vida de Fbio foram as conversas que manteve com um dos fundadores do CVI, o economista Vincius Gaspar Garcia, que, coincidentemente, um ano e meio antes do acidente de Fbio, havia tambm lesionado a medula em um mergulho em piscina que resultou em tetraplegia. O CVI chama de suporte entre pares essas conversas informais, que so um dos focos da ao dos voluntrios.

    De pessoa beneficiada pelo suporte entre pares, Fbio Alves entrou para o CVI e passou a desempenhar esta funo, ajudando a fortalecer a autonomia de pessoas com deficincia. uma conversa aberta, em que a gente ouve a pessoa, as dificuldades e responde perguntas, a partir de nossas experincias, afirma o voluntrio.

    Saiba mais CVIs pelo Brasil | Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente do Brasilhttp://www.cvi.org.br/cvibrasil.asp

    HistriaA histria da luta por uma vida autnoma comeou ainda na dcada de 1960, quando um norte-americano chamado Ed Roberts, ao lado de outros sete alunos universitrios, todos com deficincias, lutaram para que a Prefeitura rebaixasse todas as guias em Berkeley. Voluntrios por uma vida independente foram espalhando-se e, assim, segue a luta por uma sociedade mais justa, pautada pela incluso. Esta semente cada cidado pode levar adiante, basta querer e agir como fazem os voluntrios do CVI.

  • Catavento outubro/novembro | 54 | Catavento outubro/novembro

    Chegou o... Horrio de Vero!

    Medida ajuda a reduzir o consumo de energia eltrica nos horrios de pico durante o vero. Mas o uso racional da energia assunto para todas as estaes.

    No Brasil, sempre que ele chega, vira o assunto da vez, dividindo opinies. Parte da populao aprova-o, parte reprova-o. Estamos falando do Horrio de Vero, que neste ano comeou no dia 21 de outubro e permanecer at o dia 17 de fevereiro de 2013.

    A mudana no horrio ocorre anualmente, quando os brasileiros das regies Sul, Sudeste e Centro-Oeste adiantam seus relgios em uma hora para melhor aproveitamento da luz natural. Esta medida, instituda por meio de um decreto federal, ajuda a reduzir a concentrao do consumo de energia eltrica entre 18 e 20 horas. o que os especialistas chamam de reduo da demanda mxima do Sistema Interligado Nacional.

    O Horrio de Vero afeta diretamente os hbitos da populao. O artista plstico e produtor cultural Rodrigo Andreotti v, entre as vantagens do Horrio de Vero, a possibilidade de aproveitar a luz do dia para atividades de lazer: Eu gosto [...], porque o dia fica mais longo. H tempo para um futebolzinho com os amigos, um churrasquinho, avalia Andreotti.

    E so estas horas de lazer fora de casa que fazem com que as linhas de transmisso de energia, subestaes e sistemas de distribuio fiquem menos sobrecarregados no horrio de pico de consumo de energia eltrica. Mas o que significa isso na prtica?

    Nem todo mundo vai tomar aquele banho logo depois que chegou do trabalho, por exemplo. Como ainda existe luz do sol por volta das 19 horas, muita gente aproveita para se dedicar a outras atividades, deixando para utilizar energia mais tarde. Assim, diminuindo a demanda, as empresas que operam o sistema conseguem prestar um servio melhor ao consumidor, porque os troncos das linhas de transmisso ficam menos sobrecarregados.

    Por que no vero?O adiantamento dos relgios proposto estrategicamente no vero, pois nesta estao os dias so mais longos, ou seja, aumenta significativamente o perodo em que podemos desfrutar da luz solar. As regies Norte e Nordeste ficam fora do Horrio de Vero porque esto muito prximas da Linha do Equador e, por este motivo, l, a durao dos dias praticamente igual durante o ano todo, e a implantao deste horrio, ali, no proporcionaria economia significativa.

    Segundo dados divulgados pelo Ministrio das Minas e Energia, nos ltimos anos a reduo mdia da demanda tem-se situado em torno de 5%. Com isso, a economia que se consegue, de R$ 2 bilhes a cada ano, pode ser usada na construo de usinas geradoras de energia, por exemplo.

    Mas... de onde surgiu esta ideia? A origem do Horrio de Vero est ligada economia. Antes mesmo de existir luz eltrica, em 1784, nos Estados Unidos, o jornalista e inventor Benjamim Franklin percebeu que, se adiantasse os relgios em uma hora, em alguns meses do ano, poderia aproveitar melhor a luz do dia e economizar velas, pois no escreveria tanto no perodo noturno. Naquela poca, a ideia no foi levada adiante. J em 1907, uma nova tentativa de implementar o Horrio de Vero, desta vez na Inglaterra, pelo construtor William Willett, tambm acabou por no obter xito, devido grande resistncia por parte da populao.

    Foi apenas em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, que trouxe a necessidade de economizar

    energia, que o Horrio de Vero foi finalmente adotado pelos alemes..

    No Brasil, a medida foi instituda pela primeira vez nos veres de 1931 e 1932, pelo ento presidente Getlio Vargas, durante um perodo de quase seis meses. A medida foi reeditada no ano seguinte e, depois, passou a ser adotada sem regularidade. A partir de 1985, o Horrio de Vero passou a ser implementado anualmente e, em 2008, por meio de um decreto especfico, foi estabelecido um perodo anual para sua implantao. Assim, ficou definido que o Horrio de Vero sempre comea no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval, ele se encerra no domingo seguinte.

    A mudana no horrio ocorre anualmente, quando os brasileiros das regies Sul, Sudeste e Centro-Oeste adiantam seus relgios em uma hora para melhor aproveitamento da luz natural.

    Se possvel, use aparelhos eltricos fora do horrio de pico (das 18h s 21h), principalmente o chuveiro, pois este um dos equipamentos que mais consome energia. Quando no estiver fazendo frio, deixe a chave do chuveiro na posio vero.

    Feche a torneira quando se ensaboar. Lembre--se de que a economia de gua fundamental para a reduo do consumo de energia.

    Procure reduzir o tempo do banho.

    Escolha geladeiras, freezers e aparelhos de ar condicionado com o Selo Procel, que atesta que o equipamento mais eficiente.

    Ao viajar, desligue a chave-geral.

    Tomadas quentes so sinnimo de desperdcio. Por isso, evite o uso de benjamins.

    Evite acender lmpadas durante o dia. Use melhor a luz do sol, abrindo bem as janelas, cortinas e persianas.

    Apague as lmpadas dos ambientes desocu-pados.

    Pinte o teto e as paredes internas com cores claras, que refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminao artificial.

    Substitua as lmpadas incandescentes por fluorescentes compactas ou circulares, na rea da cozinha, rea de servio, garagem e qualquer outro local que fique com as luzes acesas mais de quatro horas por dia.

    A lmpada fluorescente economiza at 80% de energia, se comparada lmpada comum.

    Fonte: Procel Progama Nacional de Conservao de Energia Eltrica.

    Uso racional para todas as estaesA energia a grande questo do sculo XXI. Desde a escolha das fontes de energia at nosso consumo dirio, tudo causa impacto em nossa vida. Por isso, o uso racional da energia no deve ficar restrito ao vero. Segundo ltima a pesquisa divulgada pelo IBGE (2010), 97,8% das residncias brasileiras esto ligadas rede de energia eltrica. Estudos apontam que o que mais consome energia nas casas brasileiras so o chuveiro e a geladeira. O grfico ao lado traz dados que podem ajudar a transformar velhos hbitos e gerar economia: 0 5 10 15 20 25 30

    3% Mquina de lavar

    Consumo de energia residencial no Brasil

    27% Chuveiro

    27% Geladeira

    25% Fogo

    12% TV

    6% Micro-ondas

    Fica a dica...

    economia verdeeconomia verde

  • 6 | Catavento outubro/novembro Catavento outubro/novembro | 7

    SS

    pais na escola

    Seu filho uma criana que no para, que no aprende, que no presta ateno, ou que escreve tudo errado? Problemas no aprendizado merecem acompanhamento, e a presena dos pais e o dilogo com a escola so fundamentais.

    Alguns fatores, como dificuldade de audio ou viso, impactam no rendimento escolar, porm so mais fceis de se detectarem. Outras doenas so um pouco mais difceis de ser diagnosticadas, pois podem se confundir com caractersticas comuns de algumas fases do desenvolvimento natural de crianas e adolescentes. Hoje, com a maior divulgao das informaes, possvel suspeitar de doenas como hiperatividade, dislexia, transtornos de dficit de ateno, depresso e transtornos bipolares. E como lidar com essa situao em casa e na escola?

    A ex-analista de sistemas, hoje mestre em sade da criana e do adolescente, a educadora Ynayah Arajo Teixeira, teve os quatro

    filhos diagnosticados na fase de alfabetizao com dificuldades de aprendizagem. Todos foram encaminhados a psiclogos,

    neurologistas e fonoaudilogos. Na dcada de 1990, quando a medicao foi receitada caula sem um diagnstico preciso,

    Ynayah percebeu que as coisas no caminhavam para uma soluo. Minha filha virou um zumbi, era aptica

    e indiferente a tudo. Foi quando ela buscou escolas que tratassem as dificuldades das crianas de forma

    individual para matricular seus filhos.

    Os resultados positivos com os quatro filhos de Ynayah surgiram em pouco tempo. Para ela, ao identificar o problema, escola e famlia devem buscar solues para que essa criana no perca a autoestima ou fique em defasagem no aprendizado.

    A conversa entre pais e professores deve ser cada vez mais estreita, para que possam trocar informaes sobre o comportamento das crianas em cada ambiente.

    Sua presena fundamental

    O papel do educador, de perceber cada aluno em sala de aula, fundamental para identificar algumas doenas. o caso da dislexia, nome que se d dificuldade que algumas crianas apresentam para aprender a ler, escrever, ou para compreender um texto. Geralmente, os dislxicos tm dificuldades em relacionar letras com os sons que elas representam, invertem sua posio dentro da palavra, demoram a seguir instrues e entender enunciados. Esta desordem, muitas vezes, confundida com desinteresse e m vontade por parte do aluno, ou como sinal de comprometimento da inteligncia, uma concluso equivocada, porque essas pessoas costumam ser inteligentes e bastante criativas.

    O mdico neuropediatra Andr Leite Gonalves, pesqui-sador do Instituto Israelita de Ensino e do Hospital Albert Einstein, acredita que, de um tempo para c, as crianas com dislexia esto tendo a chance de resolver o proble-

    ma cada vez mais cedo. No h aumento do nmero de casos; houve, sim, aumento na divulgao das informa-es sobre o transtorno e, consequentemente, um maior nmero de diagnsticos. Segundo dados da Associao Brasileira de Dislexia, o transtorno atinge 4% da popula-o infantil, afirma.

    Outra doena que atinge cerca de 5% das crianas o dficit de ateno e hiperatividade (TDAH). Se em casa seu filho no fica quieto para comer, espalha roupas e objetos pela casa, revira gavetas e no fecha as portas de armrios, a ateno deve ser redobrada. No entanto, o transtorno de dficit de ateno e hiperatividade (TDAH) fica evidente quando a criana vai para a escola. Muitas vezes, ela sabe a matria, mas no acerta as repostas porque est distrada. Por isso, pais e professores so bons informantes para ajudar o mdico que observa a criana no consultrio.

    Dica de leitura de livros da Fundao Educar acesse o site: www.educardpaschoal.org.br.

    O pequeno Joo descobre que tem dislexia. Todos os seus amigos e familiares iro ajud-lo, fazendo com que se sinta capaz de fazer muitas coisas.

    O livro conta a histria de uma famlia que reside numa casa amarela e tem um filho chamado Cau. Os pais do garoto vivem tristes e angustiados, pois o filho tem dificuldade em se c...