4ª Edição - Revista Saber Cooperar

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    15-Mar-2016

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Publicao feita pelo Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) - Braslia (Brasil)

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<ul><li><p>Cooperativas de sade se destacam na oferta de servios de qualidade</p><p>Planejamento estratgico do Sescoop chega aos estados</p><p>Ano I | Nmero 4 | novembro de 2011</p><p>O brasil em bOas mOs</p><p>Congresso de Direito discute participao de cooperativas em licitaes</p><p>Entrevista: Janurio Montone, secretrio municipal de Sade de So Paulo</p></li><li><p>Cooperativa Saudvel um programa do Sescoop voltado sade de cooperados e empregados de cooperativas. Seu objetivo mostrar os benefcios da preveno e da </p><p>escolha por uma vida mais saudvel, incentivando a prtica de exerccios fsicos, as visitas regulares ao </p><p>mdico e os cuidados com a alimentao.</p><p>Um programa do: Apoio:</p></li><li><p>desde o surgimento, na dcada de 1960, os modelos de gesto, as estratgias de integrao sistmica, os projetos de sus-tentabilidade e ainda as demandas relati-vas regulamentao do setor. Um pano-rama atual e abrangente de um mercado que no para de crescer.</p><p>Tambm trazemos uma entrevista ex-clusiva com Janurio Montone, primeiro presidente da Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS) e atual secretrio mu-nicipal de Sade de So Paulo. Montone fala sobre o passado, o presente e o futuro dos planos de sade no Brasil, e defende uma integrao estratgica entre os ser-vios pblicos e privados, como forma de aprimorar o atendimento aos cidados.</p><p>Alm do cooperativismo de sade, uma srie de outros temas so abordados nas pginas a seguir, como a participao das cooperativas em licitaes, o modelo de distribuio de sobras ao final de cada exerccio, a adoo das normas interna-cionais de contabilidade, a evoluo do setor no estado do Acre, experincias de sucesso na aplicao dos recursos do Fundecoop, entre outros assuntos.</p><p>Desejamos a todos uma boa leitura!</p><p> EDITORIAL </p><p>Banc</p><p>o de</p><p> Imag</p><p>ens s</p><p>esco</p><p>op/m</p><p>Ike R</p><p>onch</p><p>I</p><p>mrcio lopes de freitaspresidente da Organizao das Cooperativas Brasileiras-OCB e do </p><p>Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo- Sescoop</p><p>Nos seus diversos ramos, o cooperativis-mo tem dado, ao longo da histria, ntidas demonstraes de eficincia e inovao. No setor de sade no diferente. Em um pas de dimenses continentais como o Brasil, as cooperativas que atuam nesse segmento souberam consolidar uma pre-sena nacional, oferecendo atendimento de qualidade s populaes de todas as regies e estados. Seja como operadoras de planos de sade, seja na condio de prestadoras de servios tcnicos especia-lizados, as entidades cooperativistas ocu-pam espao cada vez maior no mercado de sade privada.</p><p>No em vo que a Unimed, por exemplo, transformou-se no maior sistema coope-rativista de sade do mundo, com unida-des em 80% dos municpios brasileiros, 110 mil profissionais cooperados e nada menos que 17 milhes de clientes. Por sua vez, o sistema Uniodonto trouxe um novo conceito para o atendimento odontolgi-co no pas, e hoje j conta com 20 mil den-tistas associados e 3 milhes de clientes.</p><p>Nesta edio, a Revista Saber Cooperar destaca o trabalho desenvolvido pelas cooperativas de sade. So apresentados aspectos como sua trajetria e evoluo </p><p>Sade em boas mos</p></li><li><p>Sinto-me importante e integrado ao mun-do cooperativista toda vez que recebo a Revista Saber Cooperar. Que esta revista consiga abranger o maior nmero de lei-tores envolvidos no ramo cooperativista.Parabns pelo trabalho de informar e levar conhecimento a todos os leitores.Nelson Krug BezerraColaborador do Secoop/RS</p><p> Agradeo pelo envio da 3 edio da Revis-ta do Sescoop- Saber Cooperar. importan-te a publicao da revista em prol do cresci-mento e aprendizagem do cooperativismo.Danbio Antonio de OliveiraDiretor administrativo-financeiro Unimed Cerrado</p><p>Com a palavra, o leitor!</p><p>www.brasilcooperativo.coop.brTodos os direitos reservados</p><p>CARTAS</p><p>Conselho naCional</p><p>Presidente Mrcio Lopes de Freitas</p><p>Representantes do executivo</p><p>Ministrio da Agricultura, Pecuria e AbastecimentoErikson Camargo Chandoha - TitularAlfredo Souza de Moraes Jr. - Suplente</p><p>Ministrio da FazendaGilson Alceu Bittencourt - TitularLucas Vieira Matias - Suplente</p><p>Ministrio da Previdncia SocialRose Mary Oliveira - TitularAcio Pereira Jnior - Suplente</p><p>Ministrio do Planejamento, Oramento e GestoJoo Batista Ferri de Oliveira - TitularDeuseles Rosa da Silva - Suplente</p><p>Ministrio do Trabalho e EmpregoIsmael Silva Lisboa - TitularAlex Sandro Gonalves Pereira - Suplente</p><p>Representantes da oCB</p><p>Regio Centro-OesteRoberto Marazi - TitularRemy Gorga Neto - Suplente</p><p>Regio Norte e NordesteRuiter Luiz Andrade Pdua - TitularAgamenon Leite Coutinho - Suplente</p><p>Regio SudesteEdivaldo Del Grande - TitularWagner Guerra da Fonseca - Suplente</p><p>Regio SulGuntolf Van Kaick - TitularGeci Pungan - Suplente</p><p>Representantes dos empregados de CooperativasRaimundo Srgio Campos - TitularAntonino Falchetti - Suplente</p><p>Conselho FisCal</p><p>Representantes do executivo</p><p>Ministrio da Agricultura, Pecuria e AbastecimentoMrcio Cndido Alves TitularHlcio Campos Botelho Suplente</p><p>Ministrio da FazendaVilmar Amaral de Oliveira TitularLuiz Fernando Alves Suplente</p><p>Ministrio da Previdncia SocialJoseilton Gonalves dos Santos TitularDnio Aparecido Ramos Suplente</p><p>Representantes do oCB</p><p>Malaquias Ancelmo de Oliveira TitularValria Mendes da Silva TitularCarlos Fabiano Braga SuplenteLlian Busche Almeida Suplente</p><p>Representantes dos empregados de cooperativasAna Cristina Maia Penido TitularFrancisca Rgia Dias de Morais Suplente </p><p>Mande seus comentrios e sugestes para: revistadosescoop@sescoop.coop.br</p><p>DIRETORIA EXECUTIVA</p><p>Presidente Mrcio Lopes de Freitas</p><p>superintendente Lus Tadeu Prudente Santos</p><p>GERNCIA GERAL DE OPERAESRyan Carlo Rodrigues dos Santos</p><p>GERNCIA GERAL DE DESENVOLVIMENTO DE COOPERATIVASMauricio Cordeiro Alves</p><p>CONSELHO EDITORIALAndrea Sayar Ferreira NunesAdriano Trentin FassineChristiane Rodrigues de LavorFernando RipariIns RosaKarla Tadeu Duarte de OliveiraMauricio Cordeiro AlvesRyan Carlo Rodrigues dos SantosSamuel Zanello Millo Filho</p><p>Gerente de Comunicao Ins Rosa</p><p>Jornalistas Daniela LemkeGabriela Prado</p><p>analista de Comunicao Visual Cludio Nbrega</p><p>PRODUOGrupo 108 de ComunicaoRegina Pessoa</p><p>Jornalistas responsveisCelso Cavalcanti (2552/DF)Larissa Bortoni (2513/DF)</p><p>Design grfico Marilda Donatelli</p><p>Reviso Helena Jansen</p><p>Grfica Coronrio</p><p>Tiragem 10.000 exemplares</p></li><li><p>SUMRIO</p><p>Capa | Ramo SadeO Brasil em boas mosLiderana mundialFoco no crescimentoAlm do atendimento em sade</p><p>06Entrevista Janurio Montone, secretrio municipal de Sade de So Paulo</p><p>Planejamento estratgicoGesto planejada</p><p>FundecoopEducao para o cooperativismo</p><p>Sustentabilidade Exemplo na agricultura orgnica</p><p>Distribuio de sobras Resultados coletivos</p><p>ArtigoFormar gente para o agro</p><p>Normas de contabilidadeContabilidade globalizada</p><p>10</p><p>22</p><p>26</p><p>30</p><p>34</p><p>41</p><p>50</p><p>44</p><p>Nos EstadosCooperativismo se consolida no Acre</p><p>CooperjovemCooperativismo na sala de aula 47</p><p>Cooperativas em licitaesPortas abertas para cooperativismo 52</p></li><li><p>6 saber cooperar novembro 2011</p><p>ENTREVISTA</p><p>em seu livro Planos de sade Passa-do e Futuro o sr. fala sobre a evoluo dos planos de sade no Brasil desde sua origem. Poderia destacar alguns pontos marcantes dessa trajetria?</p><p>Os primeiros grandes planos comearam a surgir no Brasil em So Paulo, ainda na dcada de 1960, quando as multinacio-nais passaram a investir por aqui. Foram essas empresas que trouxeram a figura dos planos de sade para a pauta dos trabalhadores. E a exigncia de que os patres oferecessem esse benefcio aca-bou se incorporando quase como uma obrigatoriedade nas pautas sindicais em todo o pas. O plano virou um diferencial competitivo para contratao de mo de obra qualificada. O que observamos, ento, o crescimento desse mercado de convnios de sade exatamente nas regies mais ricas; e desde o incio, liga-dos muito mais a um benefcio trabalhis-ta - os chamados planos coletivos - do que a planos individuais. At hoje, 80% dos beneficirios de planos de sade so vinculados a planos coletivos, com ou sem patrocinador. Outro momento que destaco o da regulamentao do setor, a partir de 1998, com a criao da ANS. Essa regulamentao foi o que po-demos chamar de segunda onda da re-forma sanitria no Brasil.</p><p> preciso integrar os </p><p>servios pblicos e </p><p>privados de sade</p><p>Janurio Montonesecretrio municipal de Sade de So Paulo</p><p>atual secretrio municipal de sade de so paulo, Janurio montone est h mais de 20 anos na administrao pblica. Foi o primeiro presidente da agncia nacional de sade suplementar (ans), e tambm comandou a Fundao nacional de sade (Funasa). nesta entrevista exclusiva Revista saber cooperar, ele fala sobre a evoluo dos servios de sade no Brasil. montone destaca o papel inovador do cooperativismo na operacionalizao de planos de sade. Tambm defende uma integrao estratgica entre os setores pblico e privado, de modo a aprimorar o atendimento prestado nas diversas regies brasileiras</p><p>dIvulgao/secReTaRIa munIcIpal de sade/sp</p></li><li><p>7saber cooperar novembro 2011</p><p>Qual a primeira onda dessa reforma?</p><p>Foi a criao do Sistema nico de Sade (SUS), pela Constituio de 1988. O SUS produto de uma longa luta poltica pela reforma sanitria. Antes da Constituio, o modelo era muito diferente do que temos hoje. Primeiro porque no era o Ministrio da Sade que cuidava do atendimento populao. Os hospitais do INPS ou INAMPS eram ligados ao Ministrio da Previdncia. Ao Ministrio da Sade cabiam as grandes campanhas de vacinao, preveno, etc. Na poca tambm no havia o conceito de univer-salizao dos servios; o atendimento pblico era ligado ao mercado formal de trabalho. Para usar os servios p-blicos de sade era preciso ter carteira de trabalho. Quem no tinha era aten-dido pelas santas casas e outras entida-des de benemerncia. Ento a criao do SUS foi um verdadeiro terremoto, a primeira onda da reforma sanitria. E a Constituio de 1988 j previa que o se-tor privado seria regulamentado, o que demorou dez anos para ser feito.</p><p>e quais os reais impactos da regula-mentao do setor?</p><p>De fato foi um abalo muito forte no mer-cado. Alis, com o fim da inflao galo-pante, antes mesmo da regulamenta-o, o setor j havia mudado muito. Isso porque, no perodo inflacionrio, quase todo o mercado financeiro entrou nes-se segmento; as grandes seguradoras montaram sistemas de seguro de sade e o real negcio dos planos era o over-night. bvio que havia setores com maior compromisso tico e a incluo as cooperativas do ramo. </p><p>Com relao regulamentao em si, ela praticamente equiparou os planos </p><p>de sade no que se refere ao cumpri-mento da lei. Estabeleceu regras, proi-biu excluses. Hoje, excetuando proce-dimentos como transplantes e alguns outros de altssima complexidade que ainda no foram includos, a diferena entre um plano de sade e outro ba-sicamente hotelaria e rede assistencial. Voc no tem mais, por lei, diferena no que atendido e no que no . Aquilo que deve ser atendido basicamente o mesmo para todos os planos. </p><p>Como o sr. avalia a participao do cooperativismo no setor de sade privada?</p><p>As cooperativas sempre foram inova-doras e o cooperativismo de sade soube se organizar de forma muito forte, encontrando um modelo de ne-gcio capaz de nacionalizar o atendi-mento aos seus usurios. Esse sistema que as Unimeds, por exemplo, conse-guiram montar, de uma rede nacional reunindo todas as suas cooperativas, os outros segmentos no consegui-ram. Desde o incio, as cooperativas mdicas tiveram um papel muito forte no mercado. Sabemos que as coopera-tivas se ressentiram muito da regula-mentao do setor, por serem forma-das por mdicos e outros profissionais de sade, diferentemente de outras empresas mercantis. Nesse sentido elas tinham at certa razo, pois eram mais ligadas sade em si. Entretanto, no tinha como elas ficarem de fora da regulamentao sob a tica de quem est sendo atendido.</p><p>outros tipos de operadoras tambm reagiram regulamentao? </p><p>O setor de sade suplementar com-posto por quatro grandes segmentos: </p></li><li><p>8 saber cooperar novembro 2011</p><p>medicina de grupo, cooperativas, au-togesto e seguradoras. Os trs ltimos resistiram conceitualmente regula-mentao. Achavam que no deviam ser regulados, por j o serem por legis-laes especficas. As cooperativas de-fenderam essa posio com muita cla-reza, assim como as seguradoras, que alegavam vender um produto que era seguro mdico econmico-financeiro. E as autogestes, ligadas principalmen-te s empresas estatais, tambm acha-vam que deviam ficar de fora. A regula-mentao tratou cada uma de forma di-ferente, para que as regras econmicas e financeiras respeitassem as caracte-rsticas de cada um desses segmentos. No se podia exigir, por exemplo, que uma cooperativa fizesse uma reserva tcnica financeira do mesmo porte de uma seguradora. Em dois anos e meio, a ANS editou 145 normas reguladoras, e em muitos casos, a discusso ocorreu a partir dos primeiros casos concretos que apareciam. Nenhum outro pas ha-via feito uma regulamentao como essa, tudo estava em aberto, e a ANS teve de regulamentar tudo com o pro-cesso em andamento.</p><p>Por que ainda existem resistncias a vrios aspectos da regulamentao?</p><p> verdade. At hoje os diferentes seg-mentos formadores do mercado s vezes continuam se colocando numa posio de querer sair do processo de regulao. Mas para mim essa uma discusso superada. O que precisa ser conversado a partir de agora o aper-feioamento do modelo. Primeiramente no que diz respeito a algumas especia-lizaes. Veja o caso da odontologia: a partir de uma discusso provocada pelo prprio setor dos planos de odontolo-gia, a regulamentao desses planos foi </p><p>adaptada para as caractersticas espe-cficas da rea. E hoje ela a de maior crescimento no mercado. J a assistn-cia farmacutica continua sendo um bu-raco negro nessa discusso, porque no faz parte da obrigatoriedade do rol de procedimentos. Essa uma lacuna mui-to sria, que em algum momento pre-cisar ser enfrentada. A outra discusso a integrao estratgica com a sade pblica como um todo. Porque no faz sentido ns continuarmos trabalhando no modelo atual.</p><p>em que consiste essa integrao estratgica?</p><p>Falo de uma integrao no nvel do planejamento estratgico do setor. De uma forma ou de outra, as duas reas esto ligadas sade pblica. O SUS contm a sade suplementar. Devera-mos estar discutindo a organizao do sistema nacional de sade, composto pela assistncia pblica, pela assistncia privada e pela vigilncia em sade, que a polcia sanitria e a vigilncia epide-miolgica. So trs grandes segmentos a serem organizados num sistema na-cional. Da forma atual, o setor pblico no tem como fazer um planejamento verdadeiro que lhe permita ter ganhos pela presena do setor privado. O municpio de So Paulo, por exemplo, tem 11 milhes de habitantes, e cerca de 55% deles so beneficirios de pla-nos de sade. S que o gestor pblico no sabe quem so essas pessoas, en-quanto as operadoras privadas sabem exatamente quem elas tm de atender. Mas o gestor pblico obrigado por lei a montar um sistema para atender os 11 milhes de habitantes. Isso um absurdo, no faz sentido. impossvel planejarmos o sistema pblico, pois no temos informaes do setor priva-</p><p>ENTREVISTA</p></li><li><p>9saber cooperar novembro 2011</p><p>do. Ento toda nossa estrutura de sa-de pblica tem de ser construda para cobrir toda a populao do municpio, desconsiderando as pessoas que so atendidas pelo setor privado. Fica difcil estabelecer...</p></li></ul>