4ª Edição - Revista Saber Cooperar

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Publicao feita pelo Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) - Braslia (Brasil)

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  • Cooperativas de sade se destacam na oferta de servios de qualidade

    Planejamento estratgico do Sescoop chega aos estados

    Ano I | Nmero 4 | novembro de 2011

    O brasil em bOas mOs

    Congresso de Direito discute participao de cooperativas em licitaes

    Entrevista: Janurio Montone, secretrio municipal de Sade de So Paulo

  • Cooperativa Saudvel um programa do Sescoop voltado sade de cooperados e empregados de cooperativas. Seu objetivo mostrar os benefcios da preveno e da

    escolha por uma vida mais saudvel, incentivando a prtica de exerccios fsicos, as visitas regulares ao

    mdico e os cuidados com a alimentao.

    Um programa do: Apoio:

  • desde o surgimento, na dcada de 1960, os modelos de gesto, as estratgias de integrao sistmica, os projetos de sus-tentabilidade e ainda as demandas relati-vas regulamentao do setor. Um pano-rama atual e abrangente de um mercado que no para de crescer.

    Tambm trazemos uma entrevista ex-clusiva com Janurio Montone, primeiro presidente da Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS) e atual secretrio mu-nicipal de Sade de So Paulo. Montone fala sobre o passado, o presente e o futuro dos planos de sade no Brasil, e defende uma integrao estratgica entre os ser-vios pblicos e privados, como forma de aprimorar o atendimento aos cidados.

    Alm do cooperativismo de sade, uma srie de outros temas so abordados nas pginas a seguir, como a participao das cooperativas em licitaes, o modelo de distribuio de sobras ao final de cada exerccio, a adoo das normas interna-cionais de contabilidade, a evoluo do setor no estado do Acre, experincias de sucesso na aplicao dos recursos do Fundecoop, entre outros assuntos.

    Desejamos a todos uma boa leitura!

    EDITORIAL

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    mrcio lopes de freitaspresidente da Organizao das Cooperativas Brasileiras-OCB e do

    Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo- Sescoop

    Nos seus diversos ramos, o cooperativis-mo tem dado, ao longo da histria, ntidas demonstraes de eficincia e inovao. No setor de sade no diferente. Em um pas de dimenses continentais como o Brasil, as cooperativas que atuam nesse segmento souberam consolidar uma pre-sena nacional, oferecendo atendimento de qualidade s populaes de todas as regies e estados. Seja como operadoras de planos de sade, seja na condio de prestadoras de servios tcnicos especia-lizados, as entidades cooperativistas ocu-pam espao cada vez maior no mercado de sade privada.

    No em vo que a Unimed, por exemplo, transformou-se no maior sistema coope-rativista de sade do mundo, com unida-des em 80% dos municpios brasileiros, 110 mil profissionais cooperados e nada menos que 17 milhes de clientes. Por sua vez, o sistema Uniodonto trouxe um novo conceito para o atendimento odontolgi-co no pas, e hoje j conta com 20 mil den-tistas associados e 3 milhes de clientes.

    Nesta edio, a Revista Saber Cooperar destaca o trabalho desenvolvido pelas cooperativas de sade. So apresentados aspectos como sua trajetria e evoluo

    Sade em boas mos

  • Sinto-me importante e integrado ao mun-do cooperativista toda vez que recebo a Revista Saber Cooperar. Que esta revista consiga abranger o maior nmero de lei-tores envolvidos no ramo cooperativista.Parabns pelo trabalho de informar e levar conhecimento a todos os leitores.Nelson Krug BezerraColaborador do Secoop/RS

    Agradeo pelo envio da 3 edio da Revis-ta do Sescoop- Saber Cooperar. importan-te a publicao da revista em prol do cresci-mento e aprendizagem do cooperativismo.Danbio Antonio de OliveiraDiretor administrativo-financeiro Unimed Cerrado

    Com a palavra, o leitor!

    www.brasilcooperativo.coop.brTodos os direitos reservados

    CARTAS

    Conselho naCional

    Presidente Mrcio Lopes de Freitas

    Representantes do executivo

    Ministrio da Agricultura, Pecuria e AbastecimentoErikson Camargo Chandoha - TitularAlfredo Souza de Moraes Jr. - Suplente

    Ministrio da FazendaGilson Alceu Bittencourt - TitularLucas Vieira Matias - Suplente

    Ministrio da Previdncia SocialRose Mary Oliveira - TitularAcio Pereira Jnior - Suplente

    Ministrio do Planejamento, Oramento e GestoJoo Batista Ferri de Oliveira - TitularDeuseles Rosa da Silva - Suplente

    Ministrio do Trabalho e EmpregoIsmael Silva Lisboa - TitularAlex Sandro Gonalves Pereira - Suplente

    Representantes da oCB

    Regio Centro-OesteRoberto Marazi - TitularRemy Gorga Neto - Suplente

    Regio Norte e NordesteRuiter Luiz Andrade Pdua - TitularAgamenon Leite Coutinho - Suplente

    Regio SudesteEdivaldo Del Grande - TitularWagner Guerra da Fonseca - Suplente

    Regio SulGuntolf Van Kaick - TitularGeci Pungan - Suplente

    Representantes dos empregados de CooperativasRaimundo Srgio Campos - TitularAntonino Falchetti - Suplente

    Conselho FisCal

    Representantes do executivo

    Ministrio da Agricultura, Pecuria e AbastecimentoMrcio Cndido Alves TitularHlcio Campos Botelho Suplente

    Ministrio da FazendaVilmar Amaral de Oliveira TitularLuiz Fernando Alves Suplente

    Ministrio da Previdncia SocialJoseilton Gonalves dos Santos TitularDnio Aparecido Ramos Suplente

    Representantes do oCB

    Malaquias Ancelmo de Oliveira TitularValria Mendes da Silva TitularCarlos Fabiano Braga SuplenteLlian Busche Almeida Suplente

    Representantes dos empregados de cooperativasAna Cristina Maia Penido TitularFrancisca Rgia Dias de Morais Suplente

    Mande seus comentrios e sugestes para: revistadosescoop@sescoop.coop.br

    DIRETORIA EXECUTIVA

    Presidente Mrcio Lopes de Freitas

    superintendente Lus Tadeu Prudente Santos

    GERNCIA GERAL DE OPERAESRyan Carlo Rodrigues dos Santos

    GERNCIA GERAL DE DESENVOLVIMENTO DE COOPERATIVASMauricio Cordeiro Alves

    CONSELHO EDITORIALAndrea Sayar Ferreira NunesAdriano Trentin FassineChristiane Rodrigues de LavorFernando RipariIns RosaKarla Tadeu Duarte de OliveiraMauricio Cordeiro AlvesRyan Carlo Rodrigues dos SantosSamuel Zanello Millo Filho

    Gerente de Comunicao Ins Rosa

    Jornalistas Daniela LemkeGabriela Prado

    analista de Comunicao Visual Cludio Nbrega

    PRODUOGrupo 108 de ComunicaoRegina Pessoa

    Jornalistas responsveisCelso Cavalcanti (2552/DF)Larissa Bortoni (2513/DF)

    Design grfico Marilda Donatelli

    Reviso Helena Jansen

    Grfica Coronrio

    Tiragem 10.000 exemplares

  • SUMRIO

    Capa | Ramo SadeO Brasil em boas mosLiderana mundialFoco no crescimentoAlm do atendimento em sade

    06Entrevista Janurio Montone, secretrio municipal de Sade de So Paulo

    Planejamento estratgicoGesto planejada

    FundecoopEducao para o cooperativismo

    Sustentabilidade Exemplo na agricultura orgnica

    Distribuio de sobras Resultados coletivos

    ArtigoFormar gente para o agro

    Normas de contabilidadeContabilidade globalizada

    10

    22

    26

    30

    34

    41

    50

    44

    Nos EstadosCooperativismo se consolida no Acre

    CooperjovemCooperativismo na sala de aula 47

    Cooperativas em licitaesPortas abertas para cooperativismo 52

  • 6 saber cooperar novembro 2011

    ENTREVISTA

    em seu livro Planos de sade Passa-do e Futuro o sr. fala sobre a evoluo dos planos de sade no Brasil desde sua origem. Poderia destacar alguns pontos marcantes dessa trajetria?

    Os primeiros grandes planos comearam a surgir no Brasil em So Paulo, ainda na dcada de 1960, quando as multinacio-nais passaram a investir por aqui. Foram essas empresas que trouxeram a figura dos planos de sade para a pauta dos trabalhadores. E a exigncia de que os patres oferecessem esse benefcio aca-bou se incorporando quase como uma obrigatoriedade nas pautas sindicais em todo o pas. O plano virou um diferencial competitivo para contratao de mo de obra qualificada. O que observamos, ento, o crescimento desse mercado de convnios de sade exatamente nas regies mais ricas; e desde o incio, liga-dos muito mais a um benefcio trabalhis-ta - os chamados planos coletivos - do que a planos individuais. At hoje, 80% dos beneficirios de planos de sade so vinculados a planos coletivos, com ou sem patrocinador. Outro momento que destaco o da regulamentao do setor, a partir de 1998, com a criao da ANS. Essa regulamentao foi o que po-demos chamar de segunda onda da re-forma sanitria no Brasil.

    preciso integrar os

    servios pblicos e

    privados de sade

    Janurio Montonesecretrio municipal de Sade de So Paulo

    atual secretrio municipal de sade de so paulo, Janurio montone est h mais de 20 anos na administrao pblica. Foi o primeiro presidente da agncia nacional de sade suplementar (ans), e tambm comandou a Fundao nacional de sade (Funasa). nesta entrevista exclusiva Revista saber cooperar, ele fala sobre a evoluo dos servios de sade no Brasil. montone destaca o papel inovador do cooperativismo na operacionalizao de planos de sade. Tambm defende uma integrao estratgica entre os setores pblico e privado, de modo a aprimorar o atendimento prestado nas diversas regies brasileiras

    dIvulgao/secReTaRIa munIcIpal de sade/sp

  • 7saber cooperar novembro 2011

    Qual a primeira onda dessa reforma?

    Foi a criao do Sistema nico de Sade (SUS), pela Constituio de 1988. O SUS produto de uma longa luta poltica pela reforma sanitria. Antes da Constituio, o modelo era muito diferente do que temos hoje. Primeiro porque no era o Ministrio da Sade que cuidava do atendimento populao. Os hospitais do INPS ou INAMPS eram ligados ao Ministrio da Previdncia. Ao Ministrio da Sade cabiam as grandes campanhas de vacinao, preveno, etc. Na poca tambm no havia o conceito de univer-salizao dos servios; o atendimento pblico era ligado ao mercado formal de trabalho. Para usar os ser