A vanguarda europeia

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  1. 1. A VANGUARDA EUROPEIA Lngua Portuguesa e Literatura 3 ano do Ensino Mdio Professora: Lisandra
  2. 2. ATIVIDADE 1. Dividir a sala em cinco grupos; 2. Cada grupo dever ficar responsvel por um movimento de vanguarda, escolhido por sorteio; 3. Os integrantes tero a tarefa de apresentar a anlise de uma pintura ou um desenho, e um poema com as caractersticas do movimento de vanguarda pelo qual ficaram responsveis; 4. Cada grupo apresentar o trabalho, detalhando, primeiramente, as caractersticas do movimento e, depois, o trabalho que elaboraram.
  3. 3. Entende-se VANGUARDA como um movimento que discute um conhecimento ideolgico na arte. As Vanguardas europeias anunciavam e deliberavam uma subverso radical da cultura e dos costumes sociais. As Vanguardas surgem, no incio do sculo XX, atravessando a I Guerra Mundial e finda com o incio da II Guerra Mundial, momento em que as produes artsticas cessam diante do terror nazista.
  4. 4. O FUTURISMO A ARTE DA DESTRUIO O Manifesto Futurista, de autoria do poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti (1876 - 1944), publicado em Paris em 1909.
  5. 5. O Manifesto Futurista, de autoria do poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti (1876 - 1944), publicado em Paris em 1909. PROPOSTAS: o Futurismo propunha a ruptura com o passado. Mais que isso: destruir o passado. Exaltavam: a velocidade, o progresso; a coragem, a audcia e a revolta; o soco e a bofetada; a guerra nica higiene do mundo; pregava a demolio de bibliotecas e museus, alm de combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitrias.
  6. 6. Em 1912, surge um Manifesto Tcnico da Literatura Futurista, propondo a destruio da sintaxe, eliminando os adjetivos, advrbios. Usar os substantivos como nascem. Trocar sinais de pontuao por smbolos matemticos e notas musicais. relevante salientar a total identificao entre o movimento e seu lder, a ponto de virarem sinnimos FUTURISMO/MARINETTI e, a partir de 1919, as evidentes afinidades do movimento com Fascismo de Mussolini.
  7. 7. HUMBERTO BOCCIONI
  8. 8. A RUA ENTRA NA CASA (1911)
  9. 9. O EXPRESSIONISMO A EXPRESSO DA DOR HUMANA Na Frana e na Alemanha, no incio do sculo XX, surge um grupo de pintores chamados expressionistas, na Alemanha, e fauvistas, na Frana. O objetivo era expor a subjetividade do mundo interior do artista, e isto implicava no distanciamento da beleza, seja pela caricatura (resultado da distoro da imagem), seja pela expresso do sofrimento humano como pobreza, violncia, paixo, viso da morte e outros sofrimentos humanos.
  10. 10. O MORCEGO AUGUSTO DOS ANJOS Meia-noite. Ao meu quarto me recolho. Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede: Na bruta ardncia orgnica da sede, Morde-me a goela gneo e escaldante molho. Vou mandar levantar outra parede - Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho, Circularmente sobre a minha rede! Pego de um pau. Esforos fao. Chego A toc-lo. Minhalma se concentra. Que ventre produziu to feio parto?! A Conscincia Humana este morcego! Por mais que a gente faa, noite, ele entra Imperceptivelmente em nosso quarto!
  11. 11. O GRITO Edvard Munch
  12. 12. Os retirantes Portinari
  13. 13. O CUBISMO: A REALIDADE EM FORMAS GEOMTRICAS A arte uma mentira que nos faz perceber a verdade Pablo Picasso
  14. 14. O Cubismo nasceu das experincias de Pablo Picasso e Georges Braque em 1907. A pintura cubista, valorizando as formas geomtricas (cones, esferas, cilindros, etc.), objetivava revelar o objeto em seus variados ngulos. Na literatura, o Cubismo viveu seu primeiro momento com um manifesto-sntese assinado por Guillaume Apollinaire e publicado em 1913 e, neste caso, buscava-se aproximar, ao mximo, as vrias manifestaes artsticas (pintura, msica, literatura, escultura), ressaltando a importncia dos espaos em branco e em preto da folha de papel e da impresso tipogrfica. Propunha ainda as palavras em liberdade, inveno de palavras e a destruio da sintaxe j condenada pelo uso
  15. 15. Poema concreto de Guillaume Apollinaire 1908
  16. 16. Os trs msicos Pablo Picasso
  17. 17. O DADASMO: A ARTE QUE NO ARTE, MAS ARTE...
  18. 18. Em 1916, em plena guerra, quando tudo fazia supor uma vitria alem, um grupo de refugiados em Zurique, na Sua, inicia o mais radical movimento de Vanguarda Europeia: o Dadasmo. Este movimento foi iniciado por TRISTAN TZARA, em seu manifesto DAD, em 1918. Embora a palavra DADA em francs signifique cavalo de madeira, sua utilizao marca o non- sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na fala de um beb). Para reforar esta ideia, foi estabelecido o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, desta forma, abrindo-se uma pgina de um dicionrio e inserindo-se um estilete sobre ela. Isso foi feito para simbolizar o carter antirracional do movimento.
  19. 19. CARACTERSTICAS - Objetos comuns do cotidiano so apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artstico; - Irreverncia artstica; - Combate s formas de arte institucionalizadas; - Crtica ao capitalismo e ao consumismo; - nfase no absurdo, nos temas e nos contedos sem lgica; - Uso de vrios formatos de expresso (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, msicas, jornais, etc.) na composio das obras de artes plsticas; - Forte carter pessimista e irnico, principalmente com relao aos acontecimentos polticos do mundo.
  20. 20. PARA FAZER UM POEMA DADASTA Pegue um jornal, Pegue uma tesoura, Escolha no jornal um artigo do tamanho que voc deseja dar ao seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com ateno algumas palavras que formam este artigo e meta-os no saco. Agite suavemente, Tire em seguida cada pedao um aps o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas so tirada do saco. O poema se parecer com voc. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do pblico. Tristan Tzara
  21. 21. DUCHAMP A Fonte, 1917
  22. 22. O SURREALISMO A arte do sonho, do subconsciente, da no razo, da influncia Freudiana
  23. 23. O Manifesto Surrealista foi lanado em Paris, em 1924, por Andr Breton, um ex-participante do Dadasmo que rompera com Tristan Tzara. importante salientar que o Surrealismo um movimento iniciado num perodo entre guerras entre as cinzas da I Guerra Mundial e as experincias acumuladas de todos os outros movimentos. O movimento recebe forte influncia das teorias psicanalticas de Sigmund Freud. A partir da, os surrealistas proclamam que a arte nunca pode ser produzida pela razo inteiramente desperta. influenciado tambm pelo Expressionismo, sondando o mundo interior, em busca do homem primitivo, da libertao do inconsciente, da valorizao do sonho.
  24. 24. Os escritores do surrealismo rejeitaram o romance e a poesia em estilos tradicionais e que representavam os valores sociais da burguesia. As poesias e textos deste movimento so marcados pela livre associao de ideias, frases montadas com palavras recortadas de revistas e jornais e muitas imagens e ideias do inconsciente.
  25. 25. O livro MACUNAMA de Mrio de Andrade um bom exemplo do surrealismo na literatura brasileira. Ele foi escrito em apenas seis dias, possuindo uma narrativa mgica, quase automtica, o autor reelabora temas de mitologia indgena e vises folclricas.
  26. 26. Salvador Dal O maior nome do Surrealismo Desmaterilizao prximo rosa de Nero Salvador Dal
  27. 27. Galatea das esferas Salvador Dal