AAACL Newsletter nº 4 . Fevereiro 2012

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Publicação Periódica da Associação dos Antigos Alunos do Colégio de Lamas

Text of AAACL Newsletter nº 4 . Fevereiro 2012

  • ASSOCIAO DOS ANTIGOS ALUNOS DO COLGIO DE LAMAS

    Auditrio de Santa Maria de Lamas Rua do Auditrio, 185 Apartado 39 4536-904 Santa Maria de Lamas Geral@AAACL.eu www.AAACL.eu www.Facebook.com/AAACL

    Publicao Peridica da Associao dos Antigos Alunos do Colgio de Lamas N 4 | Fevereiro 2012

    ENTREVISTA DO INSIGNE BENEMRITO COMENDADOR HENRIQUE ALVES AMORIM (JORNAL UNIO, 10 MAIO 1975)

    newsnews AAACLAAACL

    CURSOS DE SUPORTE BSICO DE VIDA, NO ISPAB

    Associao dos Antigos Alunos do Colgio de LamasAssociao dos Antigos Alunos do Colgio de Lamas

    AAAAAACLCL

    CURSOS DE PRIMEIROS SOCORROS, NO COLGIO DE

    LAMAS

    V A M O S S E R S O L I D R I O S ESTAMOS A RECOLHER COBERTORES, LENIS E ALMOFADAS PARA ENTREGAR A

    FAMLIAS CARENCIADAS.

    CONTACTE-NOS PARA ENTREGAR A SUA DOAO.

    AAACL ASSINA PROTOCOLOS

    COM NOVOS PARCEIROS:

    MAIS DESCONTOS PARA OS SCIOS DA AAACL

    Dra. Cristina Rodrigues

    Vice-Presidente Conselho Fiscal

    R O S T O S DA A A A C L COLGIO DE LAMAS, UMA ESCOLA COM VALOR

    Dra. Joana Vieira

  • Excertos da entrevista concedida pelo senhor Comendador Henrique Amorim, em 10 de Maio de 1975, ao jornal Unio.

    Uma outra particularidade desta campanha (alfabetizao) foi o obstculo criado pelo desmazelo e irresponsabilidade de muitos pais que preferiam aproveitar a fora de trabalho dos filhos para poder esbanjar nas tabernas. No contente com isto e eu estando frente das Caixas de Previdncia, na sesso de Cortia, movi diligncias junto do Ministro Veiga de Macedo para pr cobro a este estado de coisas. Assim, optei por cercear os pais do respectivo abono se no apresentassem os filhos na escola. Houve forte reaco, chamara-me todos os nomes, sobretudo Facho e Mata. No entanto, eu tinha uma escrita pormenorizada de cada caso particular e a partir do momento em que os pais cedessem eu reembol-sava-os, na ntegra, das respectivas importncias. O estado de cultura da nossa gente era ainda bastante precrio e o ensino primrio insuficiente. Impunha-se que se avanasse e progredisse mais e mais e mais. Ento, h 18 anos, na continuao das obras do Museu, resolvi construir um pavilho com destino a um colgio, nele instaurando 17 salas de aula. Dirigi-me a Lisboa para institucionalizar a obra e, nos contactos obtidos no Minist-rio da Educao e o Instituto Audio-Visual, fiquei com carta branca para a criao de postos de ensino Telescolas na zona. Dessas entidades consegui 5 televises que distribu assim: 3 por Lamas, 1 para Paos e outra para Lourosa. Entretanto eu comprometi-me a ceder as instalaes e o mobilirio. Lamas era o Posto central (Centro de Postos Telescola n 290) que supervisionava o concelho da Vila da Feira. E cheguei at a entrar nos concelhos de Gaia e Arouca. O Colgio nasceu na continuao desta campanha de alfabetizao. Os tempos em contnua mutao iam-me demonstrando a insuficincia da obra realizada. Os nossos alunos tinham evidenciando bom aproveitamento, quase sempre usu-fruindo das melhores mdias. Eram portanto uma fora que tinha de ser amparada e que merecia continuao. Da que eu me propusesse a constituio do Colgio. Mais uma vez fui a Lisboa contactar o Dr. Joo de Almeida e o Ministrio da Educa-o, para obter orgnica estatutria e verbas. Fui bem aceite, mas no havia ver-bas. No desanimei. Meti mos obra, acompanhado pelo Dr. Vieira que sempre admirei pelo esprito de dedicao e amor causa. Da a sua escolha para Director. Assim se fez a transio de Telescola para o Colgio que iniciou com o 3 ano, que iniciou com o 3 ano, com uma boa elite de professores trabalhando com abnega-o, alis sempre fizemos questo na aquisio de bons professores. E isto porque nas deslocaes que a minha vida me obrigava eu deparava noutros meios escola-res com rapaziada desarrozoada, libertina, sem amor ao estudo. Ora, um dos pontos principais da nossa orientao pedaggica era criar o ambiente ideal com vista a um melhor rendimento. Por isso contratmos professores compe-tentes, abnegados, nem que melhor remunerados, para que os nossos alunos tives-sem as condies indispensveis sua realizao. E, com este esprito construmos habitaes por baixo do Colgio que seriam em princpio para os professores, tendo assim o aluno a possibilidade de os ter sempre mo.

    SOB SOB AA NOSSANOSSA GIDEGIDE OO COLGIOCOLGIO MANTERMANTER UMAUMA ELITEELITE CONCEITUADACONCEITUADA DEDE PROFESSORESPROFESSORES, , GARANTINDOGARANTINDO ASSIMASSIM AA DIGNIDADEDIGNIDADE DADA INSTITUIOINSTITUIO. .

    HONRAR, DIGNIFICAR, RESPEITAR E CONSERVAR AS MAIS ELEVADAS TRADIES DO COLGIO DE LAMAS

    newsnews AAAAAACLCL

    OS TRS MOSQUETEIROS () No entanto no quis tomar uma deciso sozinho e adiei a resposta para auscultar o Dr. Vieira. Encontramo-nos depois os trs trs mosqueteirosmosqueteiros () - senhores Comendador Henrique Amorim, Dr. Vieira e Ministro Veiga de Macedo.

    N 4 | Fevereiro 2012 | 2

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    COLGIO DE LAMAS, UMA ESCOLA COM VALOR COLGIO DE LAMAS, UMA ESCOLA COM VALOR

    HONRAR, DIGNIFICAR, RESPEITAR E CONSERVAR AS MAIS ELEVADAS TRADIES DO COLGIO DE LAMAS

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    O projeto pedaggico e educativo do Colgio assenta sobre dois pilares: a formao acadmica e a

    formao humana dos nossos alunos. O primeiro pilar tem a ver com o trabalho escolar, desenvolvi-

    do nas salas de aula com o apoio fundamental dos professores, complementado com o trabalho aut-

    nomo dos alunos e a consolidao do estudo em casa. No trabalho letivo, procuramos ser muito rigo-

    rosos e exigentes, para prepararmos os nossos alunos da forma mais competente e completa poss-

    vel. Queremos dot-los de conhecimentos e competncias que os preparem para o ensino superior

    ou para o mundo do trabalho. Queremos que os nossos alunos sejam os melhores!

    Quanto ao segundo pilar, tambm a queremos que os nossos alunos sejam os melhores! Melhores

    em solidariedade, em humanismo, em bondade, em altrusmo, em respeito pelos outros e pelo mundo

    que os rodeia. A formao humana, no Colgio, tem uma forte componente moral e tica, porque

    queremos proporcionar aos nossos alunos uma viso humanista crist do mundo, preparando-os, ao

    mesmo tempo, para poderem fazer conscientemente as suas escolhas e tomarem as suas decises,

    devidamente informados e esclarecidos.

    Evidentemente que esta misso que nos move no seria visvel nem alcanvel sem a colaborao e

    dedicao dos nossos professores. O corpo docente do Colgio est imbudo deste esprito semper

    ascendens e verdadeiramente graas a ele que fazemos do Colgio uma escola de valor e de valo-

    res!

    A comunidade discente muito heterognea. Convivem aqui alunos vindos de zonas diversas e de

    estratos socioculturais tambm muito diferentes. Mas o que conseguimos todos juntos, fomentando

    a amizade e o companheirismo, sentirmo-nos como uma grande famlia, esbatendo-se essas dife-

    renas. Os nossos alunos, na sua grande maioria, so estudantes dedicados e trabalhadores, procu-

    rando alcanar bons resultados escolares. A par desta caracterstica, os nossos meninos e meninas

    so tambm educados, simpticos e atentos aos mais desfavorecidos, pois tm recebido com muito

    entusiasmo todas as propostas que o Colgio tem vindo a apresentar no mbito da responsabilidade

    social e da solidariedade.

    O nosso Colgio uma comunidade multifacetada, um cantinho do mundo: temos gente das artes e

    do desporto, escritores e msicos, especialistas em informtica e eletrnica, pequenos cientistas,

    bilogos, gegrafos, historiadores, qumicos e fsicos, temos ainda os matemticos e os poetas! Com

    alunos to brilhantes, s podemos sentir-nos orgulhosos com o trabalho feito! Esta , verdadeira-

    mente, uma escola com valor!

    Joana Vieira

    Diretora Pedaggica

    N 4 | Fevereiro 2012 | 3

  • A Associao dos Antigos Alunos do Colgio de Lamas, tal como disse o Presidente da Direo na sesso solene da tomada de posse

    dos rgos sociais para o trinio 2012-2015, uma flor que ir brotar e encher-se de cor e perfume. Vamos lutar para que assim seja.

    A Associao veio preencher uma lacuna que h muito se vinha fazendo sentir e que urgia

    colmatar. O Dr. Paulo Jesus, esprito empreendedor, determinado e, sobretudo, arrebatador

    a alma deste nascimento. Acredito que sem ele a Associao ainda no teria visto a luz do dia

    e sem a sua paixo contagiante no seramos tantos a integrar o projeto. de todos os cole-

    gas reencontrados o que mais verifico estar profundamente ligado ao colgio e aos valores

    que lhe esto inerentes. Responder chamada foi, portanto, algo natural.

    Reviver o tempo passado reencontrando antigos colegas, conhecer novos colegas e, com

    eles, participar ativamente em iniciativas para ajudar quem precisa, tornaram este apelo

    irrecusvel.

    ambio de utilidade social, este projeto associa uma outra oportunidade, a que me permite

    estar sempre em contato com todos aqueles que cresceram e se formaram na mesma casa.

    E o reencontro com os amigos tem uma particularidade interessante; que se um reencontro

    implica que tenha existido um encontro, neste caso h reencontros de pessoas que nunca se conheceram!

    Hoje convivo com colegas como se h muito os conhecesse, como se tivssemos estudado juntos quando nem na mesma dcada fre-

    quentmos o Colgio. O que muito simples de perceber: somos todos uma famlia. como o caso do primo do Brasil.

    Quem no teve ou conheceu algum que tinha um primo nascido no Brasil, que nunca veio a Portugal, e com quem era trocada corres-

    pondncia regular? E que, quando veio a Portugal a primeira vez, apesar de desconhec