Adensamento - Comportamento de Areias

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    31-Jan-2016

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Adensamento - Comportamento de Areias

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<ul><li><p> 136 </p><p>Comportamento de areias </p><p>Para o estudo da compressibilidade de areias consideram-se os resultados de ensaios oedomtricos </p><p>realizados por Roberts (1964) e de compresso isotrpica efetuados por Vesic e Clough (1968). Os </p><p>primeiros esto plotados na figura 6.5, representando-se, nas ordenadas, a variao do ndice de vazios </p><p>durante o ensaio e, no eixo das abscissas, a presso em escala logartmica. </p><p>Fig. 6.5. Resultados de ensaios realizados para o estudo da compressibilidade de areias (Roberts, 1964) </p><p>Observa-se que a curva da areia ensaiada apresenta uma fase inicial quase horizontal, em que </p><p>praticamente no h variao do ndice de vazios com o aumento de log v, ou seja, a compresso </p><p>volumtrica quase nula at atingir presses verticais v muito elevadas, da ordem de 10 MPa. A partir </p><p>deste valor, as deformaes volumtricas so sensivelmente maiores. Observa-se tambm que os </p><p>0.1 1 10 100 1000</p><p>0.2</p><p>0.4</p><p>0.6</p><p>0.8</p><p>Areia</p><p>Quartzo modo</p><p>48 a 150 m</p><p>Feldspato modo</p><p>400 a 800 m</p><p>e</p><p>Presso vertical ' (MPa)</p><p>Faixa de presses queocorrem em engenharia</p><p>v</p></li><li><p>Mec Solos dos Estados Crticos J A R Ortigo </p><p> 137 </p><p>resultados relativos a materiais granulares fabricados com quartzo e feldspato modo so equivalentes aos </p><p>da areia. </p><p>Para todos os materiais ensaiados possvel determinar um valor de presso vertical a partir do qual as </p><p>deformaes volumtricas aumentam rapidamente com o logaritmo de v. Essa presso efetiva pode ser </p><p>denominada presso de escoamento, para a qual adotada a notao vm. As deformaes volumtricas </p><p>para presses inferiores a vm so pequenas e praticamente desprezveis. Ultrapassando-se vm, as </p><p>deformaes so considerveis. </p><p>Analisando a distribuio granulomtrica antes e aps os ensaios (eg Datta et al, 1980; Almeida et al, </p><p>1987), verifica-se que esse fenmeno se deve quebra de gros, que provoca o aumento da </p><p>compressibilidade volumtrica. De fato, em ensaios em areias com gros de slica que no ultrapassa m </p><p>vm, no h alterao na distribuio granulomtrica; j naqueles em que se atingem presses superiores </p><p>ao valor de vm, verifica-s uma grande percentagem de quebra de gros do material, frente s altas </p><p>presses aplicadas. </p><p>Outra concluso importante que se tira dos ensaios em areias que o valor de vm est associado </p><p>dureza dos gros, isto , quanto maior a dureza, maior o valor de vm. Em areias de slica ou quartzo, </p><p>vm em geral superior a 10 MPa, como indica a figura 6.5. Este valor superio r s presses aplicadas </p><p>na grande maioria dos projetos de engenharia, visto que os carregamentos, as estacas e as sapatas de </p><p>fundao transmitem ao solo presses inferiores a 10 MPa. Por esta razo, recalques em areias so </p><p>desprezveis na grande maioria dos projetos. </p><p>Os resultados obtidos por Vesic e Clough (1968) esto plotados na figura 6.6, tambm com a variao dos </p><p>ndices de vazios nas ordenadas e a presso, em escala logartmica, no eixo das abscissas. Esses </p><p>resultados foram obtidos em ensaios de compresso isotrpica, uma vez que, devido s altas presses </p><p>necessrias para se alcanar vm, experimentalmente mais fcil induzir altas presses em uma clula de </p><p>compresso isotrpica do que no oedmetro. </p><p>A figura 6.6 compara a compresso volumtrica de duas areias, uma fofa e outra compacta, mostrando </p><p>que a compressibilidade independe da compacidade, mas que o valor de vm influenciado. Em areias </p><p>fofas, portanto, os projetos de engenharia devem considerar a influncia, ainda que na maioria das vezes </p><p>pequena, dos recalques em areias. </p></li><li><p> 138 </p><p>Fig. 6.6. Resultados de ensaios realizados para o estudo da compressibilidade de areias (Vesic e Clough, </p><p>1968) </p><p>Uma importante exceo nesse comportamento o dos depsitos martimos de areia calcria que ocorrem </p><p>na plataforma continental, longe da costa brasileira, conforme comentado no captulo 1 (figura 1.16). </p><p>Esses materiais apresentam gros muito frgeis e quebradios e, em conseqncia, excessiva compresso </p><p>volumtrica, sendo que vrias estruturas offshore da bacia de Campos foram construdas sobre os </p><p>mesmos. Entretanto, no h registro de ocorrncia em terra, no Brasil, de depsitos de areia calcria. </p><p>1 MPa 4 MPa</p><p>Idealizao</p><p>.04 .1 .4 1 4 10 40</p><p>Areia fofa</p><p>Areia compacta</p><p>Dados experimentais</p><p>0.2</p><p>0.4</p><p>0.6</p><p>0.8</p><p>1.0</p><p>e</p><p>e</p><p>p401041.4.1.04</p><p>1.0</p><p>0.8</p><p>0.6</p><p>0.4</p><p>0.2</p><p>' (MPa)</p><p>p ' (MPa)</p></li></ul>