Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor - ?· As Assembleias de Delegados e a área de Formação Cívica…

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    13-Nov-2018

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  • INSPECO-GERAL DA EDUCAO

    Agrupamento de Escolas de

    Ponte de Sor

    Delegao Regional do Alentejo da IGE Datas da visita: 8 a 10 de Novembro de 2010

    Avaliao Externa das Escolas Relatrio de escola

  • Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor

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    I INTRODUO

    A Lei n. 31/2002, de 20 de Dezembro, aprovou o sistema de avaliao dos estabelecimentos de educao pr-escolar e dos ensinos bsico e secundrio, definindo orientaes gerais para a auto-avaliao e para a avaliao externa.

    Aps a realizao de uma fase-piloto, da responsabilidade de um Grupo de Trabalho (Despacho Conjunto n. 370/2006, de 3 de Maio), a Senhora Ministra da Educao incumbiu a Inspeco-Geral da Educao (IGE) de acolher e dar continuidade ao programa nacional de avaliao externa das escolas. Neste sentido, apoiando-se no modelo construdo e na experincia adquirida durante a fase-piloto, a IGE est a desenvolver esta actividade, entretanto consignada como sua competncia no Decreto Regulamentar n. 81-B/2007, de 31 de Julho.

    O presente relatrio expressa os resultados da avaliao externa do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor, realizada pela equipa de avaliao, na sequncia visita efectuada entre 8 e 10 de Novembro de 2010.

    Os captulos do relatrio Caracterizao do Agrupamento, Concluses da avaliao por domnio, Avaliao por factor e Consideraes finais decorrem da anlise dos documentos fundamentais do Agrupamento, da sua apresentao e da realizao de entrevistas em painel.

    Espera-se que o processo de avaliao externa fomente a auto-avaliao e resulte numa oportunidade de melhoria para o Agrupamento, constituindo este relatrio um instrumento de reflexo e de debate. De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliao externa oferece elementos para a construo ou o aperfeioamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulao com a administrao educativa e com a comunidade em que se insere.

    A equipa de avaliao externa congratula-se com a atitude de colaborao demonstrada pelas pessoas com quem interagiu na preparao e no decurso da avaliao.

    ESCALA DE AVALIAO

    Nve is de c lass i f i cao dos c inco domn ios

    MUITO BOM Predominam os pontos fortes, evidenciando uma regulao sistemtica, com base em procedimentos explcitos, generalizados e eficazes. Apesar de alguns aspectos menos conseguidos, a organizao mobiliza-se para o aperfeioa-mento contnuo e a sua aco tem proporcionado um impacto muito forte na melhoria dos resultados dos alunos.

    BOM A escola revela bastantes pontos fortes decorrentes de uma aco intencional e frequente, com base em procedimentos explcitos e eficazes. As actuaes positivas so a norma, mas decorrem muitas vezes do empenho e da iniciativa indi-viduais. As aces desenvolvidas tm proporcionado um impacto forte na melhoria dos resultados dos alunos.

    SUFICIENTE Os pontos fortes e os pontos fracos equilibram-se, revelando uma aco com alguns aspectos positivos, mas pouco explcita e sistemtica. As aces de aperfeioamento so pouco consistentes ao longo do tempo e envolvem reas limitadas da escola. No entanto, essas aces tm um impacto positivo na melhoria dos resultados dos alunos.

    INSUFICIENTE Os pontos fracos sobrepem-se aos pontos fortes. A escola no demonstra uma prtica coerente e no desenvolve suficientes aces positivas e coesas. A capacidade interna de melhoria reduzida, podendo existir alguns aspectos positivos, mas pouco relevantes para o desempenho global. As aces desenvolvidas tm proporcionado um impacto limitado na melhoria dos resultados dos alunos.

    O texto integral deste relatrio est disponvel no stio da IGE na rea

    Avaliao Externa das Escolas 2010-2011

    http://www.ige.min-edu.pt/upload/Legisla%E7%E3o/Lei_21_2002.pdfhttp://www.ige.min-edu.pt/upload/Legisla%E7%E3o/Despacho_Conjunto_370_2006.pdfhttp://www.ige.min-edu.pt/upload/Legisla%E7%E3o/Decreto_Regulamentar_81_B_2007.pdfhttp://www.ige.min-edu.pt/content_01.asp?BtreeID=03/01&treeID=03/01/03/00&auxID=

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    II CARACTERIZAO DO AGRUPAMENTO O Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor, constitudo em Abril de 2005, pela juno do ento Agrupamento Vertical Dr. Joo Alves Pimenta com a Escola Bsica dos 2. e 3. Ciclos Joo Pedro de Andrade, actual Escola- Sede, formado, tambm, pelas EB1/JI de Tramaga, Vale de Aor, Ervideira, Longomel e de Ponte de Sor e pela EB1 de Galveias. Situado no Alentejo Norte, o concelho de Ponte de Sor estende-se por uma superfcie aproximada de 840 km2, sendo grande parte de cariz rural. Em termos econmicos, a sua populao activa tem vindo a preterir o sector primrio, em benefcio, principalmente, do sector tercirio. O seu tecido empresarial, com forte expanso h duas dcadas, perdeu importncia, acarretando, no presente, dificuldades socioeconmicas aos habitantes, o que se reflecte na populao escolar.

    A oferta educativa, que abrange um total de 1167 crianas/alunos, inclui a educao pr-escolar (216), o ensino bsico (927) e o curso de educao e formao de Operador de Informtica (24). Dos alunos, 55% beneficiam de auxlios econmicos, no mbito da Aco Social Escolar. Cerca de 47% no possui computador, enquanto 30% dispe de equipamento informtico, com ligao Internet.

    O Agrupamento conta com 131 docentes, a maioria pertencente ao Quadro de Agrupamento (51%). O pessoal no docente composto por 47 trabalhadores, sendo 41 assistentes operacionais e seis tcnicos.

    No que se refere formao acadmica dos pais/mes, 15% concluram o 1. Ciclo, 23% o 2. Ciclo, 16% o 3. Ciclo, 15% o Ensino Secundrio e 6% a Licenciatura. As profisses que exercem so muito variadas, distribudas pelas seguintes categorias: Trabalhadores no Qualificados das Minas, da Construo e Obras Pblicas, da Indstria Transformadora e dos Transportes (21%); Operrios, Artfices e Trabalhadores Similares das Indstrias Extractivas e da Construo Civil (7%); e Pessoal dos Servios Directos e Particulares, de Proteco e Segurana (6%). De salientar que 27% dos pais/mes no se enquadram nas profisses tipificadas.

    III CONCLUSES DA AVALIAO POR DOMNIO

    1. Resultados

    BOM A anlise regular dos resultados acadmicos dos alunos pelos rgos e pelas estruturas de orientao educativa e superviso pedaggica, baseada nos dados sobre taxas de transio, desempenhos por disciplina e por ano de escolaridade e nos das provas de avaliao externas, obtidos nos ltimos anos, tem impulsionado a implementao de medidas educativas conducentes ao sucesso e consecuo dos objectivos traados. Nesta perspectiva, insere-se a diversificao da oferta formativa, com impacto na diminuio do absentismo e do abandono escolares e no aumento das expectativas das famlias. No ano lectivo de 2009-2010, a disciplina de Matemtica e, no global, o 3. ciclo sobressaem com os indicadores de insucesso mais elevados. Entre 2008 e 2010, as classificaes das provas de aferio dos 4. e 6. anos foram consideradas satisfatrias internamente, em particular, na disciplina de Lngua Portuguesa, tendo, contudo, ficado sempre aqum das da populao de referncia. Nos exames nacionais do ensino bsico, e em igual perodo, tanto em Lngua Portuguesa como em Matemtica, as mdias de exame foram inferiores s nacionais e s internas de frequncia.

    As Assembleias de Delegados e a rea de Formao Cvica constituem oportunidades de observao das regras estabelecidas no Regulamento Interno e de auscultao dos alunos. Estes so envolvidos na preparao de actividades, algumas constantes do Plano Anual de Actividades, e na escolha de tarefas de natureza curricular. O desenvolvimento de aces, como o baile de finalistas, os concursos e as campanhas de solidariedade, a criao do Quadro de Valor e a publicao dos trabalhos incutem nos discentes o sentido de pertena instituio e promovem valores e a valorizao dos saberes. O comportamento dos discentes tem influenciado favoravelmente o clima educativo, baseado no respeito mtuo e na cordialidade das relaes.

    2. Prestao do servio educativo BOM Em sede de departamento curricular, de grupo disciplinar e de conselho de docentes, realizam-se as planificaes de mdio e longo prazo, constroem-se materiais e instrumentos de trabalho e definem-se estratgias pedaggicas e critrios de avaliao. A interdisciplinaridade e a articulao vertical do currculo

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    processam-se, com maior acuidade, nos conselhos de turma e nas estruturas de apoio implementao dos Novos Programas da Matemtica, do Plano Nacional de Leitura e do Plano da Matemtica II. A abordagem a estes projectos, a manuteno das equipas pedaggicas e a transmisso de informaes sobre os alunos, aquando da sua passagem de ciclo, tm contribudo para a sequencialidade das aprendizagens. A planificao individual adequa as orientaes dos departamentos curriculares s caractersticas dos grupos/turmas, visando a consecuo das metas educativas. A apreciao regular dos projectos curriculares de grupo/turma norteia o processo de ensino e de aprendizagem e tem alicerado a gesto pedaggica. Existe um trabalho efectivo de cooperao entre os docentes titulares, os directores de turma e os professores de educao especial e de apoio educativo na referenciao das crianas/alunos com necessidades educativas e na definio, na avaliao e na reformulao dos respectivos programas educativos. Os pais, informados das medidas educativas aplicadas aos seus educandos, raramente participam nessa deciso.

    O Agrupamento integra, na sua oferta, actividades diversificadas que versam as componentes activas, sociais, culturais, artsticas e desportivas, com o intuito de dotar os discentes de uma formao mais abrangente.

    3. Organizao e gesto escolar BOM O projecto TEIP tem vindo a determinar a poltica educativa do Agrupamento, ainda que nem toda a comunidade escolar se reveja nele. Estabelece como prioridades a melhoria da qualidade das aprendizagens, a diversificao da oferta formativa, a promoo da formao integral dos alunos e o envolvimento familiar no ensino e na aprendizagem. O Plano Anual de Actividades e os projectos curriculares de grupo/turma orientam a programao da actividade educativa, dada a inexistncia de Projecto Curricular de Agrupamento. Estes documentos encerram princpios de equidade e de justia, notrios nas medidas de discriminao positiva, tendentes a esbater as diferenas de ordem cultural, social e econmica da populao.

    A distribuio do servio docente e no docente assenta no conhecimento das competncias pessoais e profissionais dos trabalhadores, na sua adequao ao perfil definido para o exerccio das funes e respeita os critrios aprovados em Conselho Pedaggico, em especial, a continuidade das equipas pedaggicas.

    No geral, os edifcios e os equipamentos so adequados finalidade educativa a que se destinam, no obstante algumas debilidades ao nvel dos espaos exteriores cobertos, na Escola-Sede, e da ligao Internet, nos jardins-de-infncia e nas escolas do 1. ciclo.

    A recm-criada Associao de Pais e Encarregados de Educao tem concorrido para uma crescente dinamizao das famlias no acompanhamento dos seus educandos, com a dinamizao das actividades do Plano Anual de Actividades. Os responsveis pela organizao e os docentes denotam uma grande preocupao com a participao das famlias e dos parceiros locais na educao.

    4. Liderana BOM A direco apresenta uma viso clara do caminho a percorrer pelo Agrupamento, definida nos documentos orientadores da aco educativa, com metas quantificveis e que expressam a determinao em superar os problemas identificados, atravs de uma dinmica partilhada. A estratgia de melhoria implica activamente os diferentes rgos e as estruturas de coordenao educativa e superviso pedaggica, que agem de forma autnoma e com zelo na sua esfera de aco, e mobiliza docentes, no docentes e tcnicos para o desempenho das suas atribuies. Todavia, surge ainda a este nvel a necessidade de um investimento na divulgao da informao a todos e de um maior envolvimento dos agentes nas actividades.

    A abertura inovao evidente, sobretudo, no uso das Tecnologias de Informao e Comunicao, no funcionamento organizativo, no domnio da incluso de crianas e de alunos com necessidades educativas especiais e de diferentes etnias, na viso de futuro, patente na oferta formativa, e na capacidade de envolvimento dos pais. As parcerias e os protocolos e o desenvolvimento de programas, de mbito nacional, e de projectos locais tm vindo a enriquecer a resposta educativa e a diversificar as actividades e as opes dos alunos, no sentido da qualidade e da valorizao das aces de ndole social e cultural.

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    5. Capacidade de auto-regulao e melhoria do Agrupamento SUFICIENTE A auto-avaliao, iniciada em Fevereiro de 2007, com base no modelo EFQM (Excellence Model) e suportada na anlise documental e em questionrios, incidiu nos critrios de liderana, poltica e estratgia, gesto das pessoas, parcerias e recursos, processos pedaggicos e de suporte, resultados e impacto na sociedade. O relatrio final, contendo o descritivo dos pontos fortes e das oportunidades de melhoria, teve divulgao diminuta, sem repercusses na definio de planos de aco, como corolrio de uma reflexo conjunta com a implicao dos vrios intervenientes.

    De facto, a auscultao dos parceiros, a recolha de dados que sustentem a tomada de deciso e a informao sobre as medidas adoptadas sobressaem como fragilidades nos indicadores internos. Os responsveis esto conscientes do contexto em que o Agrupamento se insere e encontram-se mobilizados para a superao das debilidades, potenciando os pontos fortes, consubstanciados no ambiente escolar favorvel s aprendizagens, nas relaes de cordialidade e de cooperao entre as estruturas e numa liderana co-responsvel.

    IV AVALIAO POR FACTOR

    1. Resultados

    1.1 Sucesso acadmico

    A importncia atribuda ao sucesso, notria na definio de metas de aprendizagem quantificadas, tem levado a um estudo sistemtico dos resultados. Os dados estatsticos por disciplina, ano de escolaridade, ciclo de estudos e por turma e as taxas de transio possibilitam aos rgos e s estruturas de coordenao educativa e superviso pedaggica a observao dos desempenhos, num histrico comparativo, desde, pelo menos, o ano lectivo de 2005-2006. No que respeita ao 3. ciclo, o Agrupamento procedeu anlise do fluxo de alunos que iniciou o 7. ano, em 2007-2008, diagnosticando a sua situao no final de 2009-2010, trs anos aps o incio do ciclo. Decorrente da reflexo, surgem medidas educativas de melhoria do sucesso, que passam pelo reforo curricular, o estabelecimento de parcerias e de assessorias pedaggicas e pela dinamizao de Programas Nacionais (Plano da Matemtica II, Plano Nacional de Leitura). Nos anos finais de ciclo, o confronto entre a avaliao final interna e externa representa outro indicador, tendo em conta o referente nacional. Em termos globais, no ano de 2009-2010, a disciplina de Matemtica foi a que apresentou maiores nveis de insucesso e o 3. ciclo o que evidenciou a taxa de transio mais baixa (89,37%). Na educao pr-escolar, existem, de igual forma, registos s...

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