AO REDOR Clarice Lispector AO REDOR Clarice Lispector

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    18-Apr-2015

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  • Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de ns e a isso considerado vitria nossa de cada dia. No temos amado, acima de todas as coisas. No temos aceite o que no se entende porque no queremos passar por tolos.
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  • Temos amontoado coisas e seguranas por no nos termos um ao outro. No temos nenhuma alegria que no tenha sido catalogada.
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  • Temos construdo catedrais, e ficado do lado de fora pois tememos que as catedrais que ns mesmos construmos, sejam armadilhas. No nos temos entregue a ns mesmos, pois isso seria o comeo de uma vida larga e ns a tememos.
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  • Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de ns que por amor diga: TENS MEDO! Temos organizado associaes e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
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  • Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvao para no nos envergonharmos de ser inocentes. No temos usado a palavra amor para no termos de reconhecer a sua contextura de dio, de cime e de tantos outros contraditrios.
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  • Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possvel. Muitos de ns fazem arte por no saber como a outra coisa.
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  • Temos disfarado com falso amor a nossa indiferena, sabendo que nossa indiferena angstia disfarada.
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  • Temos disfarado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa considerado uma gafe.
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  • No temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
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  • No temos sido puros e ingnuos para no rirmos de ns mesmos e para que no fim do dia possamos dizer pelo menos no fui tolo e assim no ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
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  • Temos sorrido em pblico do que no sorriramos quando ficssemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
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  • Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitria nossa de cada dia.
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