Aplicação da Ecologia Energética na Gestão de Parques em MG

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    19-Jan-2016

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Aplicao da Ecologia Energtica na Gesto de Parques em MG. Guilherme Augusto Azevedo Lima Ecologia Energtica Ricardo M.P-C. A energia rege todo o universo. A biodiversidade est em crise. A energia. O que energia? - PowerPoint PPT Presentation

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  • Aplicao da Ecologia Energtica na Gesto de Parques em MGGuilherme Augusto Azevedo Lima

    Ecologia Energtica Ricardo M.P-C.

  • A energia rege todo o universo.

    A biodiversidade est em crise.

  • A energiaO que energia?

    a capacidade de realizar trabalho. Esta capacidade pode-se manifestar sob vrias formas: radiao eletromagntica, energia potencial ou incorporada, energia cintica, energia qumica - dos alimentos - e calor (www.icb.ufmg.br/~rmpc/energetica/).

  • A energia1 Lei da Termodinmica: (Conservao da energia)

    A energia pode ser transformada de um tipo em outro, mas no pode ser criada nem destruda. Exemplos destas transformaes: luz em calor, energia potencial em cintica (www.icb.ufmg.br/~rmpc/energetica/).

  • A energia2 Lei da Termodinmica: (Lei da Entropia, S)

    Nenhum processo que implique numa transformao energtica ocorrer espontaneamente, a menos que haja uma degradao de energia de uma forma concentrada numa forma mais dispersa (ou desorganizada). Assim sendo, nenhuma transformao de energia 100% eficiente. A entropia (S) uma medida de energia no disponvel, que resulta das transformaes energticas. Sua variao sempre positiva em qualquer transformao (www.icb.ufmg.br/~rmpc/energetica/).

  • A biodiversidadeO que diversidade biolgica?

    Espcies inclui toda a gama de organismos na Terra.

    Variao gentica tanto entre as populaes geograficamente separadas como entre os indivduos de uma mesma populao

    Comunidades variao entre as comunidades biolgicas nas quais as espcies vivem, os ecossistemas nos quais as comunidades se encontram e as interaes entre esses nveis.

  • A biodiversidadeImportncia

    O ser humano depende do equilbrio ecolgico entre os seres vivos e o meio e dos recursos naturais, direta ou indiretamente (como matria prima para produtos que mantm sua sobrevivncia).

  • A crise da biodiversidadeSegundo Fonseca (1999) a situao brasileira em relao conservao da biodiversidade, uma das mais graves do mundo.

    A Amaznia j perdeu quase 15% da sua cobertura florestal (Fearnside,1995).

    A Mata Atlntica est reduzida a cerca de 18,5% de sua extenso original (Fundao SOS Mata Atlntica & INPE, 2002) e o cerrado encontra-se hoje com cerca de 60% de sua rea sob influncia antrpica (Dias, 1993).

    No perodo de 1994 a 2001 foram registrados mais de 110 mil focos de queimadas, em cada ano, no Brasil - em 2001 foi atingido o nmero de 145 mil (Camargo, et al. 2002).

  • A crise da biodiversidadeSo justamente essas as regies que concentram grande parte da diversidade biolgica do pas, assim como a maior frao das espcies endmicas ao nosso territrio.

  • A crise da biodiversidadeConsequncias

    A lista brasileira da fauna ameaada de extino registra 395 espcies (Fundao Biodiversitas, 2003). A lista paulista registra 313 espcies da fauna ameaadas de extino e a do Rio de Janeiro 257 (Camargo, et al. 2002)

    A eroso das espcies est ocorrendo em uma velocidade bem mais elevada do que a demonstrada na histria geolgica da terra e a causa primria so as atividades antrpicas.

  • A crise da biodiversidade em MG

    HistoricoA ocupao de Minas Gerais remonta ao final do sculo XVII, com a descoberta das jazidas de ouro, promovendo uma grande corrida para a regio das minas.

  • A crise da biodiversidade em MG

    HistoricoDe 1750 at o sculo XIX, a base da economia mineira foi a atividade agrcola de subsistncia.

  • A crise da biodiversidade em MG

    HistoricoNo sculo XIX, a entrada do caf, a partir da Zona da Mata, impulsionou o desenvolvimento de obras de infra-estrutura e o crescimento de cidades.

  • A crise da biodiversidade em MG

    HistoricoEm 1950 o estado descobriu sua pontencialidade, para tornar-se um grande plo siderrgico, em virtude da expressiva riqueza mineral e disponibilidade energtica, representada pelas florestas nativas e pelo alto potencial hidreltrico.

  • A crise da biodiversidade em MG

    ConsequnciasEsta devastao tem se refletido fortemente sobre a fauna e a flora silvestre. A lista das espcies ameaadas de extino relaciona 178 espcies para a fauna e 538 para a flora. A destruio dos hbitats o principal fator.

  • Biologia da conservaoCincia multidisciplinar (ecologia, biogeografia, gentica de populaes, geografia, economia, sociologia, antropologia, filosofia, e outras) que foi desenvolvida como resposta crise com a qual a diversidade biolgica se confronta atualmente (Soul, 1995).

    Objetivos:

    Entender os efeitos da atividade humana nas espcies, comunidades e ecossistemas;

    Desenvolver abordagens prticas para prevenir a extino de espcies e, se possvel, reintegrar as espcies ameaadas ao seu ecossistema funcional.

  • Biologia da conservaoOs bilogos e outros conservacionistas de reas afins, so pessoas adequadas para fornecer a orientao que os governos, as empresas e o pblico em geral necessitam quando tm de tomar decises cruciais.

  • Ecologia da restauraoCincia nova, poucos conceitos gerais;

    Ecossistemas devem ser restaurados seguindo a seqncia de aspectos fsicos, qumicos e biolgicos (Bradshaw, 1984);

    Em casos especficos pode-se intercalar os aspectos.

  • O papel das UCs na minimizao da Crise da biodiversidadeAs unidades de conservao UCs so um instrumento fundamental na reverso da crise de biodiversidade (Moore & Ormzabal, 1988). No entanto, os resultados alcanados por este instrumento, iro depender de como as UCs so selecionadas, planejadas, criadas e geridas (De Faria, 1997).

  • O papel das UCs na minimizao da Crise da biodiversidadeAs UCs servem como refgio para as espcies que no podem sobreviver em paisagens manejadas e como reas onde os processos ecolgicos podem continuar sem a interferncia humana. So recursos vitais para a continuidade da evoluo natural e, em muitas partes do mundo, para uma futura restaurao ecolgica (Carey et al. 2000).

  • O papel das UCs na minimizao da Crise da biodiversidadeA idia de delimitar reas naturais para conservao, ganhou fora a partir da revoluo industrial e de suas conseqncias sobre a ocupao do solo. A desvalorizao do mundo selvagem, vigente at ento, comeou a perder espao. Alguns fatores contriburam para isso, dentre os quais podemos citar:

  • O papel das UCs na minimizao da Crise da biodiversidadeRespeito pelo mundo natural demonstrada pelos naturalistas;

    Incio da conscientizao de que o avano capitalista provocava impactos no meio-ambiente;

    Adensamento demogrfico e proliferao de ambientes insalubres;

    Valorizao do bucolismo pelos escritores romnticos europeus.

  • O papel das UCs na minimizao da Crise da biodiversidadeA IUCN (1994) Unio Internacional de Proteo Natureza props um sistema de classificao para as reas protegidas baseado nos objetivos de manejo.

    Os objetivos de manejo que guiaram esta classificao so:

    Investigao cientfica;Proteo de zonas silvestres;Preservao de espcies e da diversidade gentica;Manuteno dos servios ambientais;Proteo de caractersticas naturais e culturais;Turismo e recreao;Educao;Utilizao sustentvel dos recursos derivados dos ecossistemas naturais;Manuteno de atributos culturais e tradicionais.

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsA ecologia tem abordado a diversidade da vida a partir de dois pontos de vista paradigmas diferentes: o do equilbrio e do no-equilbrio (Pickett et al. 1992).

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsEquilbrio

    Maioria das UCs criadas ao longo do sculo XX;

    Sob um determinado conjunto de condies fsicas (temperatura, pluviosidade) h um limite mximo para o nmero de espcies que poderiam coexistir e formar uma comunidade estvel (Futuyama, 1992).

    Sistemas ecolgicos fechados.

    Sistemas ecolgicos funcionalmente e estruturalmente completos em si mesmos, se auto-regulam.

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsNo-equilbrio

    Comunidades abertas, em constante fluxo;

    Sem estabilidade a longo prazo e aleatoriamente afetadas por uma srie de fatores (padres climticos globais, ex.) externos comunidade.

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsPrincipais mecanismos empregados para explicar as comunidades em equilbrio

    Teoria clssica da competio;

    Predao;

    Variao espacial

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsPrincipais mecanismos empregados para explicar as comunidades em no-equilbrio

    Flutuaes ambientais;

    Independncia da densidade;

    Mudana ambiental;

    Lento deslocamento competitivo.

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsA emergncia do paradigma do no-equilbrio abriu uma nova perspectiva para gesto das unidades de conservao. Trata-se do manejo de ecossistemas (Agee, 1996). Para Grumbine (1994), o manejo de ecossistemas integra o conhecimento cientfico das relaes ecolgicas, dentro do complexo sociopoltico e de valores para se alcanar a meta de proteger a integridade dos ecossistemas nativos por um longo perodo. A partir de uma ampla reviso bibliogrfica, este autor identificou alguns temas dominantes dentro do manejo de ecossitemas.

  • As bases ecolgicas para estabelecimento de UCsMetas colocadas pelo manejo de ecossistemas

    Manter populaes viveis de todas as espcies nativas in situ;

    Representar, dentro das UCs, todos os tipos de ecossistemas naturais

    Manter os processos ecolgicos e evolucionrios (regimes de distrbios, ciclagem de nutrientes);

    Manejar sobre perodos de tempo longo o suficiente para manter o potencial evolucionrio das espcies e ecossistemas;

    Acomodar o uso e a ocupao humana dentro destes limites.

  • Conseqncias da fragmentao de hbitats para a biodiversidadeReduao da quantidade de hbitat na paisagem (reduo do hbitat);

    Aumento do nmero de parcelas do hbitat;

    Reduo do tamanho das parcelas dos hbitats restantes na paisagem;

    Aumento no isolamento dos hbitats restantes na paisagem.

  • Conseqncias da fragmentao de hbitats para a biodiversidadeDiferentes efeitos refletem de diferentes maneiras sobre a biodiversidade

    Nas florestas tropicais do Brasil tem se registrado forte impacto negativo do efeito de borda sobre diversos taxa (Laurance & Bierregaard, 1997; Bierregaard et al., 2001);

    Alterao nos padres de migrao e disperso dos organismos, geralmente, levando a uma reduo no tamanho das populaes e do pool gnico, e espcies exticas passam a ter acesso rea do fragmento (Murcia, 1995; Turton & Freiburger, 1997);

    Com a reduo das populaes, estas se tornam mais susceptveis extino por problemas relacionados a estocasticidade demogrfica, ambiental ou gentica (Gilpen e Soul, 1986).

  • ConclusoO homem criou a conscincia de que as suas atividades degradam o meio-ambiente. O homem tambm aprendeu que isso prejudicial pra ele. Durante muitos anos foram tomadas medidas com o intuito de mitigar os efeitos da presso antrpica, mas elas nem sempre foram acertadas. Hoje, aps exaustivos estudos e trabalhos de vrias cincias, se sabe que no basta cercar uma rea e mant-la isolada de ns. Existem muitas relaes complexas na natureza que hoje dependem do homem para serem corrigidas e mantidas. Outra descoberta foi que existem alguns fatores degradantes que no se limitam a sua rea de origem, e podem alcanar longas distncias ou at mesmo atingir propores globais.

  • ConclusoA gesto de um parque deve considerar muito mais do que proteo...

    EcossistemaNichoSucessoCapacidade de suporte do ambienteRelaes ecolgicasNveis trficosTeia alimentarEspcie-chaveRecurso-chaveRiqueza de diversidadee muito mais...

  • Referncias bibliogrgicasArajo, M. A. R. SUBSDIOS AO PLANEJAMENTO DO SISTEMA ESTADUAL DE UNIDADES DE CONSERVAO: TAMANHO, REPRESENTATIVIDADE E GESTO DE PARQUES EM MG. 2004.

    Primack, R. B. & Rodrigues, E. BIOLOGIA DA CONSERVAO. 2001.

    www.icb.ufmg.br/~rmpc/energetica/

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