Apostila 12 - escatologia

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    04-Sep-2015

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escatologia

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<p>Apostila 08</p> <p>SEMINRIO EVANGLICO TEOLGICO PARA OBREIROS</p> <p>Apoiado e Reconhecido pela CEADER e COIMIADMA </p> <p>Escritrio Provisrio: Rua So Cristovo, 06, Itinga, Lauro de Freitas BA </p> <p>CEP: 41.700-000</p> <p>Tel: (0xx75) 9156-7552 / (71 ) 8338-4883 claro/ 8610-9007 oi</p> <p>(71 ) 3212-0138/ 9682-2782 ( vivo ) </p> <p>E-mail: seminariosetepos@gmail.comPr.vcs@hotmail.com </p> <p>Site: http://seminarioteologicosetepos.webnode.com.pt APOSTILA N. 12/300.000 TEMOS VARIOS CURSOS EM NOSSA ESCOLA.</p> <p>Apostila 12</p> <p>Estudo Sobre a Escatologia</p> <p>Parte I </p> <p>ESPERANA ESCATOLGICA </p> <p>I -- Que princpios norteiam a pesquisa teolgica?</p> <p>A) O princpio arquitetnico &gt; revelao = base e eixo da teologia &gt; f objetiva.B) O princpio hermenutico &gt; interpretao dos aspectos histricos da salvao = produto da razo. Da razo ordinria, que a universalidade do senso comum; da razo filosfica, que produz ordenao; e da razo cientfica, ligada aos fenmenos.</p> <p>A utilizao de tais princpios possibilitam diferentes verses da revelao. Por que?Porque o princpio arquitetnico depende do que colocamos como base da estruturao geral de nosso estudo: a graa e a f, no caso de Lutero; a soberania de Deus, no caso de Calvino; ou o amor, a justia, a liberdade, etc.? </p> <p>E porque o princpio hermenutico depende do uso de uma ou de vrias das mltiplas vises filosficas que podem ser utilizadas como instrumento de interpretao da histria da salvao. por isso que se diz: a ideologia define a hermenutica.Aqui reside a dificuldade. A revelao universal e plena, mas toda teologia transitria, pois reflete um momento de compreenso da revelao e da histria da salvao. </p> <p>II -- Jrgen Moltmann, telogo da esperana</p> <p>Depois de uma criativa ruptura com a modernidade, enquanto pensamento, tradio e histria, necessrio sentir de novo a alegria da esperana escatolgica, para compreender a natureza do terreno sobre o qual pisamos.H um momento de ciso no qual modificou-se, de modo essencial, a concepo do que significa teologia. Esse momento foi assinalado a partir dos anos 60 com a teologia da esperana, de Jrgen Moltmann.Trata-se de uma reflexo prodigiosamente proftica, pois enuncia, no somente a queda do muro de Berlim, mas o processo de aglutinao vivido por alemes, em primeiro lugar, por europeus, na seqncia, e agora muito possivelmente por parte da humanidade. sem dvida, uma das elaboraes mais impressionantes, se entendermos sua abordagem epistemolgica. Sugere um campo normativo, a ser percorrido pelos movimentos e comunidades que abririam aguerridamente, a golpes de machado, a senda ps-moderna.A expresso abordagem epistemolgica no exagerada. Conforme, Bachelard, "os filsofos justamente conscientes do poder de coordenao das funes espirituais consideram suficiente uma mediao deste pensamento coordenado, sem se preocupar muito com o pluralismo e a variedade dos fatos (...). No se filsofo se no se tomar conscincia, num determinado momento da reflexo, da coerncia e da unidade do pensamento, se no se formularem as condies de sntese do saber. E sempre em funo desta unidade, desta sntese, que o filsofo coloca o problema geral do conhecimento". G. Bachelard, Filosofia do Novo Esprito Cientfico, Lisboa, Presena, 1972, pp. 8-9. </p> <p>Assim, abordagem epistemolgica, aqui utilizada, refere-se ao projeto teolgico, de herdadas estruturas hegelianas e marxistas, relidas e traduzidas por ele e Ernest Bloch. sobre a questo da identidade histrica, entendida como processo a realizar-se, que recai a crtica da teologia realizada por Moltmann.Usando a leitura de Roberto Machado, diramos com ele que "a histria arqueolgica nem evolutiva, nem retrospectiva, nem mesmo recorrente; ela epistmica; nem postula a existncia de um progresso contnuo, nem de um progresso descontnuo; pensa a descontinuidade neutralizando a questo do progresso, o que possvel na medida em que abole a atualidade da cincia como critrio de um saber do passado". Roberto Machado, Cincia e saber. A trajetria arqueolgica de Foucault, Rio de Janeiro, Graal, 1982, p. 152. </p> <p> justamente a experincia de viver, enquanto comunidade que se realiza no futuro, que realada por Moltmann. No nvel antropolgico, trabalha os elementos dessa esperana, a partir da qual se produz saber e praxis crist. Suas heranas so translcidas: </p> <p>"Por meio de subverter e demolir todas as barreiras -- sejam da religio, da raa, da educao, ou da classe -- a comunidade dos cristos comprova que a comunidade de Cristo. Esta, na realidade, poderia tornar-se a nova marca identificadora da igreja no mundo, por ser composta, no de homens iguais e de mentalidade igual, mas, sim, de homens dessemelhantes, e, na realidade, daqueles que tinham sido inimigos... O caminho para este alvo de uma nova comunidade humanista que envolve todas as naes e lnguas , porm, um caminho revolucionrio". Jrgen Moltmann, "God in Revolution", em Religion, Revolution and the Future, NY, Scribner, 1969, p. 141. </p> <p>Como num laboratrio, o telogo da esperana extrai o fato teolgico de sua contingncia histrica, tratada sob condies de extrema pureza escatolgica. Muito claramente afirma a escatologia como essncia da histria da redeno e leva concluso de que essa mesma essncia seja a expresso maior da ressurreio, enquanto metfora da cruz de Cristo. Essa cruz repousa sobre o esvaziamento da desesperana, enquanto praesumptio e desperatio, na relao que mantm com o mundo. </p> <p>A teologia, vida crist em movimento, numa permanente autoformao, advm das pulsaes criadoras da prpria esperana, cujo sentido volta-se para ela prpria. Essa construo, que se nos apresenta como caleidoscpio, belo, mas aparentemente ilgico, traz em si a fora combinatria do devir cristo. Assim, a teologia de Moltmann quebra os grilhes do presente eterno da neo-ortodoxia, e nos oferece um conceito realista da histria, que tem por base um futuro real, lanando dessa maneira as bases para uma teologia que responda s reais necessidades do homem ps-moderno. </p> <p>"O passado e o futuro no esto dissolvidos num presente eterno. A realidade contm mais do que o presente. Ao desenvolver sua teologia futurista, Moltmann realmente tem o peso considervel da histria bblica do lado dele, e faz bom uso dela. (...) Ao enfatizar o futuro, desenvolveu um pensamento bblico legtimo que jazia profundamente enterrado na teologia tica e existencial dos sculos XIX e XX". Stanley Gundry, Teologia Contempornea, SP, Mundo Cristo, 1987, p.167. </p> <p>A teologia de Moltmann nasce enquanto reao ao existencialismo e absoro do revisionismo de Bloch. A descontruo do marxismo, realizada por esse filsofo, no agradou ao mundo comunista, mas estabeleceu uma ponte, diferente daquela da teologia da libertao, entre o hegelianismo de esquerda e o cristianismo. Substituiu a dialtica pelo ainda-no, enquanto espao que no est fechado diante de ns, e definiu uma antropologia que no mais est calcada no imprio dos fenmenos econmicos, mas na esperana. </p> <p>Os escritos filosficos do jovem Marx serviram de ponto de partida para o vo de Bloch. A alienao do homem um fato inquestionvel, no como determinao econmica, mas enquanto determinao ontolgica. Afinal, o universo em que vive essencialmente incompleto. Mas a importncia do incompleto que suceptvel de complemento. Por isso, o possvel, o ainda-no, o futuro traduz de fato a realidade. </p> <p>Nesse processo esto presentes a subjetividade humana e sua potncia inacabada e permanente em busca de soluo e a mutabilidade do mundo no quadro de suas leis. Dessa maneira, o ainda-no do subjetivo e do objetivo a matriz da esperana e da utopia. A esperana traduz a certeza da busca e a utopia nos d as figuras concretas desse possvel. </p> <p>Para Bloch, o homem impelido, assim, ao esforo permanente de transcender a alienao presente, em busca de uma ptria de identidade'. no vermelho quente' do futuro que est a razo fundamental da existncia humana. </p> <p>Nenhum marxista chegou to prximo da escatologia crist! </p> <p>"Deus -- enquanto problema do radicalmente novo, do absoluto libertador, do fenmeno da nossa liberdade e do nosso verdadeiro contedo -- torna-senos presente somente como um evento opaco, no objetivo, somente como conjunto da obscuridade do omomento vivido e do smbolo no acabado da questo suprema. O que significa que o Deus supremo, verdadeiro, desconhecido, superior a todas as outras divindades, revelador de todo o nosso ser, vive' desde j, embora ainda no coroado, ainda no objetivado (...) Aparece claro e seguro agora que a esperana exatamente aquilo em que o elemento obscuro vem luz. Ela tambm imerge no elemento obscuro e participa da sua invisibilidade. E como o obscuro e o misterioso esto sempre unidos, a esperana ameaa desaparecer quando algum se avizinha muito dela ou pe em discusso, de modo muito presunoso, este elemento obscuro". Ernst Bloch, Geist der Utopie, Franckfurt, 1964, p. 254 in Battista Mondin, Curso de Filosofia, So Paulo, Paulinas, 1987, vl. 3, pp. 246-7. </p> <p>Bloch realiza uma penetrante releitura da cosmoviso judaico-crist. Entende o clamor proftico do mundo bblico e da proclamao crist no como alienao e pio, mas como fermentos explosivos de esperana, protestos contra o presente em nome da realidade futuro, a utopia. </p> <p>Talvez por isso possamos dizer que nos anos 60, os caminhos de Moltmann e Bloch no apenas cruzaram-se na universidade de Tbingen, mas abriram espao para o mais enriquecedor dilogo cristo-marxista que conhecemos. </p> <p> interessante lembrar que em 1968, quando manifestaes estudantis varriam Tbingen, Heidelberg, Mnster e Berlim Ocidental, grande parte dos lderes estudantis eram oriundos das faculdades de teologia. Sua Theologie der Hoffnung (Jrgen Moltmann, Teologia della Speranza, Queriniana, Brscia, 1969), publicada no incio da dcada na Alemanha, estava na oitava edio, e no ano seguinte, ele lanaria Religion, Revolution and the Future nos Estados Unidos. </p> <p>Agora, a partir da escatologia da esperana de Jrgen Moltmann apresentamos um rpido esboo de sermo que tem por base o texto de Apocalipse 22.6-21. </p> <p>III -- Fiel a Palavra</p> <p>Introduo1. No Apocalipse, o futuro define o presente.O Apocalipse inverte a nossa noo de tempo. O futuro modela e estrutura o presente. </p> <p>2. Saber como a histria termina nos ajuda a entender como devemos nos encaixar nela, agora. Por isso, j estamos vivendo os ltimos dias. </p> <p>3. As vises de Joo mostram a realidade do juzo divino, quando cada um de ns dar conta de sua existncia diante de Deus. Deus recompensar aqueles que, s vezes, ao custo de sua prpria vida "guardaram as palavras da profecia deste livro". </p> <p>4. Profecia proclamao da Palavra de Deus. E no Novo Testamento proclamao das boas novas. </p> <p>Trs blocos de textos10 blocoVers. 6 &gt; As palavras so fiis e verdadeiras.Vers. 7 &gt; feliz quem guarda as palavras daquilo que proclamado (profecia) neste livro. </p> <p>20 blocoVers. 10 &gt; No feche este livro. O futuro hoje.Vers. 11 e 12 &gt; O futuro deve definir o que voc faz. E voc dar conta disso. E receber o troco. </p> <p>30 blocoO que Cristo diz queles que obedecem s palavras desse livro?Vers. 18 &gt; Quem acrescentar = sofrer os flagelosVers. 19 &gt; Quem tirar = fica fora. Sem acesso rvore da vida, fora da cidade santa e sem as benes prometidas no livro. </p> <p>Concluso</p> <p>A Palavra fielVers. 20 &gt; Jesus, a Palavra que reina, garante: Estou chegando! naiv, evvrcomai tacuv.</p> <p>Parte II</p> <p>O APOCALIPSE - Estudo 12"Eis que vem com as nuvens..." </p> <p>Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA </p> <p>Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br</p> <p>O Apocalipse hoje</p> <p>O inspirador livro do Apocalipse foi escrito, como vimos ao longo de todo o estudo, para dar foras espirituais aos crentes que sofriam a perseguio das autoridades polticas, e eram alvo de ataques dos hereges dentro da Igreja dos dias apostlicos.</p> <p>As vises e suas lies So sete as vises que ocorrem nos seus vinte e dois captulos. Mas a mensagem a mesma: a Igreja de Jesus Cristo, apesar de sofrer perseguio, apesar das tribulaes, do martrio, tem um glorioso destino: A VITRIA! A condenao atingir o sistema deste mundo, e Jesus Cristo reinar para todo o sempre como Rei dos reis e Senhor dos senhores! Procuremos, ento, ser prticos, e extrair lies de todo o livro do Apocalipse. Como o livro formado por vises, sete ao todo, um plano adequado para a nossa pesquisa partir de cada uma.</p> <p>E por falar em vises...A primeira viso (1-5)Seu tema "Jesus Cristo e a Igreja Militante no mundo e na vida celeste". Apropriadssimo como abertura para todo o livro.</p> <p>A primeira lio que devemos aprender que, visto que Jesus Cristo o comeo e o fim de todas as coisas, o "Alfa e o mega" (1.8), "o autor e consumador da nossa f" (Hb 12.2), nossa esperana deve estar unicamente nEle. Ele o "que vem sobre as nuvens" e Aquele "que todo olho ver" (Ap 1.7). </p> <p>Isso significa que inadmissvel para o discpulo de Jesus abraar qualquer movimento ou idia que no reflita a atitude e a mente de Cristo. vigiar como se Jesus estivesse para retornar a qualquer momento (o que, alis, verdade), sem facilitar as coisas para o Tentador, aguardando a suprema alegria de louvar o Cristo vitorioso!</p> <p>Outra importante lio aprendemos nas cartas as igrejas da sia (captulos 2 e 3). Algumas falam de deslealdade, verdade. Outras, no entanto, mencionam a fraternidade e a comunho que existiam ou deveriam existir na comunidade de f que se chama igreja. Voc tem vivido isso? Ou quando cantamos:</p> <p>"No te irrites mas tolera com amor, com amor.Tudo sofre, tudo espera pelo amor.Desavenas e rancores no convm a pecadores,No convm a pecadores salvos pelo amor."</p> <p>Ou, ainda, Como precioso, irmo, estar bem junto a ti;E juntos, lado a lado, andarmos com Jesus,E expressarmos o amor que um dia Ele nos deu,Pelo sangue no Calvrio Sua vida trouxe a ns.</p> <p>Aliana no Senhor eu tenho com voc:No existem mais barreiras em meu ser.Eu sou livre pra te amar, pra te aceitare para te pedir: "Perdoa-me, irmo";Eu sou um com voc no amor do nosso Pai,Somos um no amor de Jesus!</p> <p>Isso verdade, ou apenas uma linda figura de linguagem?</p> <p>As cartas tambm exaltam a pessoa de Jesus Cristo, o Qual concede o dom da vida e compartilha a Sua glria, razo porque est no meio dos candelabros como ressaltam os versos 12 e 13 do captulo 1.</p> <p>Outras preciosas lies esto nas cartas: o cuidado para no perder "o primeiro amor", ou seja, o doutrinamento, o ardor evangelstico, e a j destacada comunho. O lugar especial da fidelidade, lealdade e sinceridade uma questo de honra e de carter do cristo.</p> <p>Mais uma lio: receber um novo nome ter o carter restaurado. O nome para o povo hebreu era a personalidade e o carter de algum, era seu carto de visita. Receber um novo nome igual a ter o carter reajustado luz da graa de Deus (2.17). </p> <p>Um evangelho sem compromissos com Jesus Cristo, Cuja mente devemos ter, insensatez. Cuidado, portanto, com os falsos ensinos (2.20)! Isso significa um compromisso total com Cristo, o que se chama tambm testemunho, a confisso pblica de f (3.4), o zelo com o amor entre os irmos na graa de Cristo, signifi...</p>