Apostila Desenhos Eletricos SENAI

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    10-Jul-2015

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Guia completo sobre instalaes eletricas residenciais e sua simbologia do SENAI

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Esprito Santo

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CPM - Programa de Certificao de Pessoal de Manuteno

Eltrica Desenho Eltrico

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Esprito Santo

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Desenho Eltrico - Eltrica

SENAI - ES, 1996

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderrgica de Tubaro)

SENAI - Servio Nacional de Aprendizagem Industrial DAE - Diviso de Assistncia s Empresas Departamento Regional do Esprito Santo Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitria - ES. CEP 29045-401 - Caixa Postal 683 Telefone: (027) 325-0255 Telefax: (027) 227-9017

CST - Companhia Siderrgica de Tubaro AHD - Diviso de Desenvolvimento de Recursos Humanos AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES. CEP 29160-972 Telefone: (027) 348-1322 Telefax: (027) 348-1077

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Sumrio

Desenhos Eltricos .........................................................................................................03 Smbolos Grficos de Eletricidade e Eletrnica...............................................................09 Diagramas Eltricos Prediais ..........................................................................................23 Lmpada e Interruptor Simples...................................................................................23 Lmpada, Tomada e Interruptor Simples....................................................................24 Lmpada e Interruptor de Duas Sees .....................................................................24 Lmpada e Dois Interruptores Paralelos (Three-Way)................................................26 Lmpada, Dois Interruptores Paralelos (Three-Way) e um Intermedirio (FourWay)...........................................................................................................................27 Aparelhos de Sinalizao (campainha e cigarra) ........................................................28 Ligaes de Lmpadas Fluorescentes .......................................................................29 Simbologia..................................................................................................................31 Diagramas Eltricos Industriais .......................................................................................37 Partida de Motores ..........................................................................................................43 Partida Direta..............................................................................................................43 Chave estrela-tringulo...............................................................................................44 Inverso do sentido de rotao de motores trifsicos .................................................46 Compensador ou autotransformador de partida .........................................................46 Exerccios........................................................................................................................49

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Desenhos Eltricos

Introduo Quando vamos executar uma instalao eltrica qualquer, necessitamos de vrios dados como: localizao dos elementos, percursos de uma instalao, condutores, distribuio da carga, protees, etc... Para que possamos representar estes dados, somos obrigados a utilizar a planta baixa do prdio em questo. Nesta planta baixa, devemos representar, de acordo com a norma geral de desenhos NB-8 da ABNT, o seguinte: a localizao dos pontos de consumo de energia eltrica, seus comandos e indicaes dos circuitos a que esto ligados; a localizao dos quadros e centros de distribuio; o trajeto dos condutores e sua projeo mecnica (inclusive dimenses dos condutos e caixas); um diagrama unifilar discriminando os circuitos, seo dos condutores, dispositivos de manobra e proteo; as caractersticas do material a empregar, suficientes para indicar a adequabilidade de seu emprego tanto nos casos comuns, como em condies especiais. Como a planta baixa se encontra reduzida numa proporao 50 ou 100 vezes menor, seria impossvel representarmos os componentes de uma instalao tais como eles se apresentam abaixo.

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Seria trabalhoso e desnecessrio desenh-lo em tamanho menor, por isso, utilizamos uma forma de diagrama reduzido, denominado esquema unifilar, onde os dispositivos de comando, proteo, fontes de consumo, condutores etc., so representados como nos exemplos abaixo:

-

Lmpada Interruptor Tomada

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Estes e outros smbolos so normalizados pela ABNT atravs de normas especficas. Este esquema unifilar somente representado em plantas baixas, mas o eletricista necessita de um outro tipo de esquema chamado multifilar, onde se mostram detalhes de ligaes e funcionamento, representando todos os seus condutores, assim como smbolos explicativos do funcionamento, como demonstra o esquema a seguir:

Para o eletricista, o modelo de uma instalao eltrica no lhe adianta, pois um prdio dificilmente igual a outro, apesar das ligaes serem semelhantes. O desenho de esquemas eltricos conforme normas recomendadas pela ABNT uma linguagem que deve ser conhecida tanto pelos engenheiros como pelos projetistas e eletricistas; portanto, indispensvel a todos os que se dedicarem ao ramo especfico da eletricidade. O estudo destes esquemas objetiva capacitar o educando a ler, interpretar e executar esquemas de circuitos eltricos, a fim de que possamos transportar o que foi escrito pelo projetista, sob forma de desenho na planta baixa, para a obra a ser executada. Os desenhos das plantas de arquitetura, dos detalhes, etc., so feitos no com as dimenses reais, pois exigiriam um papel do tamanho daquilo que estamos desenhando. No caso de uma planta baixa, seria to grande que no caberia no cmodo, alm de difcil de ler._________________________________________________________________________________________________ __ CST Companhia Siderrgica de Tubaro 8

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Desenhamos aquilo que desejamos, reduzindo todas as dimenses proporcionalmente segundo uma escala. Podemos, por exemplo, reduzir todas igualmente 10 vezes. Temos neste caso uma escala de 1:10 (l-se: um para dez). Fica claro, portanto, que a escala uma relao entre a dimenso usada para representar um objeto no desenho e a sua dimenso real. Alguns exemplos serviro para clarear os conceitos. 1 Exemplo - Um objeto tem 10 metros de comprimento. Se seu comprimento for representado num desenho por 1 metro, qual foi a escala usada?o

Escala =

Comprimento no desenho 1 metro = = 1:10 Comprimento real 10 metros

2 Exemplo - Sabemos que a escala usada numa planta baixa 1:50. Medindo, no desenho, a largura de uma sala encontramos 3,4 cm. Qual a dimenso real da sala?

o

1 50

Significa

1m 1 dm 1 cm

representa representa representa

50 m 5m 0,5 m

3,4 cm x 0,5 = 1,7 metros 3,4 cm representam 1,7 metros.

3 Exemplo - Um terreno est sendo representado em escala num desenho. Se o terreno de 12 metros est representado no desenho por 24 centmetros, qual a escala usada no desenho?

o

Escala =

24 cm 0,24 m 0,24 1 1 = = = = = 1:50 12 12 m 12 m 12 50 0,24

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Escala de 1:50 (a mais comum em arquitetura). Cada metro no desenho corresponde a 50 metros reais ou seja:1 cm corresponde a 0,5m

Medimos com o metro sobre o desenho 4,7 cm. Isto corresponde a 4,7 x 0,5 = 2,35 m. Devemos, portanto marcar na obra 2,35 m.

Escala de 1:100 Cada metro no desenho corresponde a 100 metros reais, ou seja:1 cm corresponde a 1m

Medimos com o metro sobre o desenho 6,9 cm. Devemos marcar na obra 6,9 x 1 = 6,9 m.

Escala de 1:20 Cada metro no desenho corresponde a 20 metros reais, ou seja:1 cm corresponde a 0,2 m

Com um metro de pedreiro medimos sobre o desenho uma certa distncia e achamos 6,75 cm. Devemos marcar na obra 6,75 x 0,2 = 1,35 m.

Escala de 1:25 Cada metro no desenho corresponde a 25 metros reais, ou seja:1 cm corresponde a 0,25 m

Em desenho de detalhe, medindo uma distncia com escala mtrica qualquer (metro de pedreiro por exemplo), achamos 35,4 mm ou 3,54 cm. O valor real a ser marcado na obra dever ser 3,54 x 0,25 = 0,885 m ou 88,5 cm.

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Smbolos Grficos de Eletricidade e Eletrnica

Introduo O trabalho relaciona as normas nacionais e internacionais dos smbolos de maior uso, comparado a simbologia brasileira (ABNT) com a internacional (IEC), com a alem (DIN) , e com a norte-americana (ANSI) visando facilitar a modificao de diagramas esquemticos, segundo as normas estrangeiras, para as normas brasileiras, e apresentar ao profissional a simbologia correta em uso no territrio nacional. A simbologia tem por objetivo estabelecer smbolos grficos que devem ser usados para, em desenhos tcnicos ou diagramas de circuitos de comandos eletromecnicos, representar componentes e a relao entre estes. A simbologia aplica-se generalizadamente nos campos industrial, didtico e outros onde fatos de natureza eltrica precisem ser esquematizados graficamente. O significado e a simbologia esto de acordo com as abreviaturas das principais normas nacionais e internacionais adotadas na construo e instalao de componentes e rgos dos sistemas eltricos

SIGLA

SIGNIFICADO E NATUREZA Associao Brasileira de Normas Tcnicas Atua em todas as reas tcnicas do pas. Os textos de normas so adotados pelos rgos governamentais (federais, estaduais e municipais) e pelas firmas. Compem-se de Normas (NB), Terminologia (TB), Simbologia (SB), Especificaes (EB), Mtodo de ensaio e Padronizao. (PB). American National Standards Institute Instituto de Normas dos Estados Unidos, que publica recomendaes e normas em praticamente todas as reas tcnicas. Na rea dos dispositivos de comando de baixa tenso tem adotado freqentemente especificaes da UL e da NEMA.

ABNT

ANSI

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SIGLA

SIGNIFICADO E NATUREZA International Comission on Rules of the approval of Eletrical Equipment Especificaes internacionais, destinadas sobretudo ao material de instalao. Canadian Eletrical Manufctures Association Associao Canadense dos Fabricantes de Material Eltrico. Canadian Standards Association Entidade Canadense de Normas Tcnicas, que publica as normas e concede certificado de conformidade. Danmarks Elektriske Materielkontrol Autoridade Dinamarquesa de Controle dos Materiais Eltricos que publica normas e concede certificados de conformidade. Deutsche Industrie Normen Associao de Normas Industriais Alems. Suas publicaes so devidamente coordenadas com as da VDE. International Electrotechinical Comission Esta comisso formada por representantes de todos os pases industrializados. Recomendaes da IEC, publicadas por esta Comisso, j so parcialmente adotadas e caminham para uma adoo na ntegra pelos diversos pases ou, em outros casos, est se procedendo a uma aproximao ou adaptao das normas nacionais ao texto dessas normas internacionais. Japanese Electrotechinical Committee Comisso Japonesa de Eletrotcnica.

CEE

CEMA

CSA

DEMKO

DIN

IEC

JEC

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SIGLA

SIGNIFICADO E NATUREZA The Standards of Japan Electrical Manufactures Association Normas da Associao de Fabricantes de Material Eltrico do Japo. Japanese Industrial Standards Associao de Normas Industriais Japonesas. Kenring van Elektrotechnische Materialen Associao Holandesa de ensaio de Materiais Eltricos. National Electrical Manufactures Association Associao Nacional dos Fabricantes de Material Eltrico (E.U.A.). Osterreichischer Verband fur Elektrotechnik Associao Austraca de Normas Tcnicas, cujas determinaes geralmente coincidem com as da IEC e VDE. Svensk Standard Associao Sueca de Normas Tcnicas. Underwriters Laboratories Inc Entidade nacional de ensaio da rea de proteo contra incndio, nos Estados Unidos, que, entre outros, realiza os ensaios de equipamentos eltricos e publica as suas prescries. Union Tecnique de lElectricit Associao Francesa de Normas Tcnicas. Verband Deutscher Elektrotechniker Associao de Normas Tcnicas alems, que publica normas e recomendaes da rea de eletricidade.

JEM

JIM

KEMA

NEMA

OVE

SEN

UL

UTE

VDE

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