Aula 12 - Adensamento Em Solos

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    12-Dec-2015

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Adensamento Em Solos

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<ul><li><p> ADENSAMENTO EM SOLOS </p></li><li><p>Adensamento de Solos </p><p> Adensamento um processo lento e gradual de reduo do </p><p>ndice de vazios de um solo por expulso do fluido intersticial </p><p>e transferncia da presso do fluido (gua) para o esqueleto </p><p>slido, devido a cargas aplicadas ou ao peso prprio das </p><p>camadas sobrejacentes. </p><p> A variao de volume dos solos por efeito de compresso </p><p>influenciada pela: granulometria, densidade, grau de </p><p>saturao, permeabilidade e tempo de ao da carga de </p><p>compresso. </p></li><li><p>Recalque </p><p> a deformao vertical da superfcie do terreno, </p><p>proveniente da aplicao de cargas ou devido ao </p><p>peso prprio das camadas. </p><p> Tipos: </p><p> Imediatos: por deformao elstica (solos arenosos ou </p><p>solos argilosos no saturados); </p><p> Por adensamento: devido sada de gua do solo (solos </p><p>argilosos). </p></li><li><p>Recalque </p><p> Causas: </p><p> Cargas estticas (presso transmitida pelas estruturas, peso </p><p>prprio do solo, etc.); </p><p> Cargas dinmicas (cravao de estacas, terremotos, etc.); </p><p> Eroso do subsolo; </p><p> Variaes do nvel dgua (rebaixamento). </p><p> Efeitos: Danos estrutura (Aparncia; </p><p>Funcionalidade; Estabilidade). </p></li><li><p>Deformaes no Solo </p><p> Todos os materiais sofrem deformao quando sujeitos a uma </p><p>mudana de esforo; </p><p> A deformao dos solos, principalmente os solos finos, no </p><p>instantnea, isto , no ocorre imediatamente aps a aplicao </p><p>da solicitao, mas sim com o tempo; </p><p> As deformaes do solo, geralmente no uniformes, podem </p><p>no ser prejudiciais ao solo, mas comprometer as estruturas </p><p>que assentam sobre ele. </p></li><li><p>Determinao do Recalque </p><p> Para estimativa da ordem de grandeza dos recalques </p><p>por adensamento, alm do reconhecimento do </p><p>subsolo (espessura, posio, natureza das camadas, </p><p>nvel da gua), devemos conhecer ainda a </p><p>distribuio das presses produzidas em cada um dos </p><p>pontos do terreno, pela carga da obra, e as </p><p>propriedades dos solos. </p></li><li><p>Determinao do Recalque Total </p><p> Quando uma camada de solo sofre o efeito de uma </p><p>sobrecarga ela se deforma, em consequncia da </p><p>diminuio do valor de seu ndice de vazios inicial </p><p>(e0) para um valor final ef, motivada pela sua </p><p>compressibilidade. </p><p> Sua espessura passa, portanto, de um valor inicial H0 </p><p>para um valor final Hf, cuja diferena (H = H0 - Hf) </p><p>corresponde ao recalque total sofrido. </p></li><li><p>Determinao do Recalque Total </p></li><li><p> O arcabouo slido de um solo/rocha se deforma por </p><p>adensamento quando submetido ao aumento das tenses </p><p>efetivas (Terzaghi, 1925): </p><p>s = se + u </p><p>onde : s = tenso total </p><p> se = tenso efetiva u = poro-presso (presso total) </p><p>3 Adensamento </p><p>Quando a poro-presso se reduz, a presso efetiva nos </p><p>contatos dos gros aumenta, provocando adensamento. </p></li><li><p>Material Compressibilidade (Pa-1) </p><p>Argila 10 6 a 10 -8 </p><p>Areia 10 7 a 10 -9 </p><p>Rocha s 10 9 a 10 -11 </p><p>gua 10 10 </p><p>Quando os aqferos so explorados, pode haver </p><p>drenana (leakage) dos aquitardos encaixantes, pois a </p><p>compressibilidade destes , muitas vezes, de 1 a 2 </p><p>ordens de magnitude maior que dos aquferos. </p></li><li><p>Como os aquitardos so menos permeveis, o </p><p>excesso de presso dissipado mais lentamente. </p><p>Um aquitardo sob drenana mostrar variao da </p><p>carga hidrulica (Dh). </p><p>A somatria das quedas de carga e o aumento </p><p>concomitante das presses efetivas pela </p><p>compressibilidade de cada camada de espessura b </p><p>do aqitardo fornece o adensamento total Db </p><p>(Terzaghi, 1925): </p><p>Db t1-t2 = b S r g a Dhi </p><p>onde a a compressibilidade vertical do aquitardo </p></li><li><p>Exemplo de adensamento devido a explotao </p><p>excessiva de gua subterrnea, na Cidade do Mxico. </p></li><li><p>Recalques Diferenciais </p><p> Recalques diferenciais provocam nas estruturas </p><p>esforos adicionais que comprometem sua prpria </p><p>estabilidade. </p><p> Quando projetamos uma construo deve-se prever </p><p>os recalques a que esta estar sujeita, para da decidir </p><p>sobre o tipo de fundao, e at mesmo, sobre o </p><p>sistema estrutural a ser adotado. </p></li><li><p>Recalques Diferenciais </p><p> O recalque diferencial impe distores aos elementos estruturais </p><p>das edificaes de tal forma que, dependo de sua magnitude, </p><p>podero gerar fissuras e trincas nas mesmas. </p></li><li><p>Exemplos... </p></li><li><p>EDIFCIOS EM SANTOS/SP </p></li><li><p>ETAPAS PARA A SOLUO DO PROBLEMA </p></li><li><p>Como evitar? </p><p> Mtodos de identificao prvia, como mapeamentos geolgicos-</p><p>geotcnicos, mapeamentos geoestatsticos de variveis geotcnicas </p><p>associadas aos fenmenos de colapso e subsidncia; </p><p> Elaborao de cartas de risco de colapso de solos e cartas do </p><p>potencial de colapso de solos; </p><p> Mtodos de preveno de recalques diferenciais, como </p><p>compactao/ adensamento prvio da camada de solo compressvel </p><p>e adoo de fundaes profundas. </p></li><li><p>Como evitar recalques </p><p>diferenciais? </p><p> Compactao prvia da camada de solo ou, no caso de camada de solo </p><p>compressvel, a partir do adensamento prvio das camadas de baixa </p><p>resistncia; </p><p> Adotar fundaes profundas em ambos os casos; </p><p> Ressalta-se que tais mtodos preventivos no dispensam a etapa de </p><p>investigaes detalhadas do macio de solos, sendo imprescindvel a </p><p>realizao de sondagens de simples reconhecimento SPT para o </p><p>dimensionamento adequado dos elementos de fundao e para garantir um </p><p>desempenho satisfatrio dos mesmos. </p></li></ul>