Aula Pratica Blocos Ceramicos

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    11-Aug-2015

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<p>Avaliao dos Blocos Cermicos Estruturais e de Vedao1. ENSAIOS NORMALIZADOS PARA AVALIAO DOS BLOCOS CERMICOS</p> <p>2. PREPARAO DAS AMOSTRAS Os corpos-de-prova devem ser recebidos, identificados, limpos, ter as rebarbas retiradas e colocados em ambiente protegido que preserve suas caractersticas originais. 3. ENSAIO DE IDENTIFICAO O bloco cermico deve trazer, obrigatoriamente, gravado em uma de suas faces externas, a identificao do fabricante com caracteres de no mnimo 5 mm de altura, sem que prejudique o seu uso. a) identificao da empresa; b) dimenses de fabricao em centmetros, na sequncia largura (L), altura (H) e comprimento (C), na forma (L x H x C), podendo ser suprimida a inscrio da unidade de medida em centmetros. O no atendimento do item de identificao em qualquer corpo-de-prova suficiente para a rejeio do lote. 4. CARACTERSTICAS VISUAIS O bloco cermico de vedao no deve apresentar defeitos sistemticos, tais como quebras, superfcies irregulares ou deformaes que impeam o seu emprego na funo especificada. Na primeira amostragem: Para que o lote seja aceito na primeira amostragem, necessrio que o nmero de unidades no-conformes para os ensaios ou verificaes considerados seja igual ou inferior ao indicado na coluna de aceitao. Para que o lote seja rejeitado na primeira amostragem, necessrio que o nmero de unidades no-conformes para os ensaios ou verificaes considerados seja igual ou superior ao indicado na coluna de rejeio. Caso o nmero de unidades no-conformes para os ensaios ou verificaes considerados resulte maior que o indicado na coluna de aceitao e menor que o indicado na coluna de rejeio, devem ser repetidos os ensaios ou verificaes que impossibilitaram a aprovao do lote, empregando-se as unidades constituintes da segunda amostragem.</p> <p>Na segunda amostragem: Para que o lote seja aceito na segunda amostragem, necessrio que a soma das unidades no-conformes da primeira e da segunda amostragem para os ensaios ou verificaes considerados seja igual ou inferior ao indicado na coluna de aceitao. Para que o lote seja definitivamente rejeitado, necessrio que a soma do nmero de unidades no-conformes da primeira e segunda amostragem para os ensaios ou verificaes considerados seja igual ou superior ao indicado na coluna de rejeio.</p> <p>5. CARACTERTICAS GEOMTRICAS No caso de amostragem simples, para que o lote seja aceito necessrio que o nmero de unidades no conformes esteja abaixo ou igual ao nmero de aceitao. Caso contrrio, o lote deve ser rejeitado. Aceitao Na inspeo por ensaios referente dimenso efetiva, planeza das faces, desvio em relao ao esquadro e espessura das paredes externas e septos, a aceitao ou rejeio do lote fica condicionada :</p> <p>Equipamentos necessrios: A aparelhagem necessria para a execuo do ensaio a seguinte: a) paqumetro com sensibilidade mnima de 0,05 mm; b) rgua metlica com sensibilidade mnima de 0,5 mm; c) esquadro metlico de 90 0,5; d) balana com resoluo de at 10 g. Dimenses de fabricao: As dimenses devero estar dentro de uma das categorias da norma: Blocos cermicos de vedao.</p> <p>Blocos cermicos estruturais.</p> <p>Procedimentos a. Determinao das medidas das faces Dimenses efetivas Os blocos devem ser colocados sobre uma superfcie plana e indeformvel. Os valores da largura (L), altura (H) e comprimento (C) so obtidos fazendo-se as medies nos pontos indicados:</p> <p>Resultados: O lote deve ser rejeitado caso a mdia obtida a partir da verificao das dimenses efetivas individuais ultrapasse a tolerncia de: Para dimenses individuais relacionadas dimenso efetiva: 5mm. Para dimenses relacionadas mdia das dimenses efetivas: 3mm. estabelecida para a mdia indicada na tabela 3. Relatrio de ensaio: a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova; c) data do recebimento da amostra; d) data do ensaio; e) valores individuais das dimenses das faces de cada um dos corpos-de-prova, em milmetros;</p> <p>f) valor da mdia de cada uma das dimenses consideradas, calculado como a mdia aritmtica dos valores individuais, em milmetros; g) valores de referncia das tolerncias dimensionais; h) referncia Norma; i) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios. b. Determinao da espessura das paredes externas e septos dos blocos A espessura das paredes externas deve ser medida no mnimo nos pontos indicados na figura, buscando o ponto onde a parede apresenta a menor espessura. As medies das espessuras dos septos devem ser obtidas na regio central destes, utilizando no mnimo quatro medies, buscando os septos de menor espessura.</p> <p>Resultados: Blocos cermicos de vedao: A espessura dos septos dos blocos cermicos de vedao deve ser no mnimo 6 mm e das paredes externas no mnimo 7 mm. Blocos cermicos estruturais de parede vazada: A espessura dos septos dos blocos cermicos estruturais de parede vazada deve ser no mnimo 7 mm e das paredes externas no mnimo 8 mm. Blocos cermicos estruturais de parede macia: A espessura dos septos dos blocos cermicos estruturais de parede macia deve ser no mnimo 20 mm, podendo as paredes internas apresentar vazados, desde que a sua espessura total seja maior ou igual a 30 mm, sendo 8 mm a espessura mnima de qualquer septo. Blocos cermicos estruturais perfurados: A espessura dos septos e paredes externas dos blocos cermicos estruturais perfurados deve ser no mnimo 8 mm. Relatrio de ensaio: a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova; c) data do recebimento da amostra;</p> <p>d) data do ensaio; e) um esquema da face de corte transversal aos furos, com as indicaes dos pontos onde os valores das espessuras foram obtidos; f) os valores individuais das espessuras das paredes externas e dos septos, para cada um dos corpos-de-prova, expressos em milmetros; g) valores de referncia dos limites dimensionais; h) referncia Norma; i) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios. c. Determinao do desvio em relao ao esquadro (D) Deve-se medir o desvio em relao ao esquadro entre uma das faces destinadas ao assentamento e a maior face destinada ao revestimento do bloco, conforme a figura, empregando-se o esquadro metlico e a rgua metlica.</p> <p>Resultados: O desvio em relao ao esquadro deve ser de no mximo 3mm. Relatrio de ensaio: a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova; c) data do recebimento da amostra; d) data do ensaio; e) valores individuais do desvio em relao ao esquadro (D) para cada um dos corpos-deprova, expressos em milmetros; f) valor de referncia do limite dimensional; g) referncia Norma; h) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios.</p> <p>d. Determinao da planeza das faces (F) Deve-se determinar a planeza de uma das faces destinadas ao revestimento atravs da flecha formada na diagonal, conforme as figuras, empregando-se o esquadro metlico e a rgua metlica.</p> <p>Resultados: A flecha deve ser de no mximo 3 mm. Relatrio de ensaio: a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova; c) data do recebimento da amostra; d) data do ensaio; e) valores individuais da planeza das faces (F) para cada um dos corpos-de-prova, expressos em milmetros; f) valor de referncia do limite dimensional; g) referncia Norma; h) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios.</p> <p>e. Determinao da rea bruta (Ab) e da rea lquida (Aliq) A determinao da rea bruta aplicvel para o bloco de vedao e estrutural e a determinao da rea lquida exclusivamente para bloco estrutural. Determinao da rea bruta (Ab) a) medir a largura (L), a altura (H) e o comprimento (C) dos blocos a serem ensaiados; b) a rea bruta de cada bloco obtida pela expresso L x C, expressa em centmetros quadrados, com aproximao decimal. Determinao da rea lquida (Aliq) a) aps a determinao da rea bruta, imergir os blocos em gua fervente por 2 h ou em gua temperatura ambiente por 24 h; b) aps saturados, os blocos devem ser pesados imersos em gua temperatura de (23 5)C; o valor obtido a sua massa aparente ma; c) retirar os blocos, enxug-los superficialmente com um pano mido e pes-los imediatamente, obtendo-se a sua massa saturada mu; d) rea lquida, expressa em centmetros quadrados, de cada bloco, calculada segundo a expresso: ( ) onde: Aliq igual rea lquida, em centmetros quadrados, com aproximao decimal; mu igual massa do bloco saturado, em gramas; ma igual massa aparente do bloco, em gramas; H igual altura do bloco, em centmetros; igual massa especfica da gua, tomada igual a 1, em gramas por centmetro cbico. Relatrio de ensaios: a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova; c) data do recebimento da amostra; d) data do ensaio; e) valor mdio da rea bruta, calculado como a mdia aritmtica dos valores individuais; f) valor mdio da rea lquida, calculado como a mdia aritmtica dos valores individuais; g) referncia Norma; h) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios. 6. CARACTERSTICAS FSICAS Equipamentos necessrios: A aparelhagem necessria para a execuo do ensaio a seguinte: a) balana com resoluo de at 5 g; b) estufa com temperatura ajustvel a (105 5)C. d) balana com resoluo de at 10 g.</p> <p>a. </p> <p>Determinao da massa seca (ms) retirar do corpo-de-prova o p e outras partculas soltas; submeter os corpos-de-prova secagem em estufa a (105 5)C; determinar a massa individual, em intervalos de 1 h, at que duas pesagens consecutivas de cada um deles difiram em no mximo 0,25%, pesando-os imediatamente aps a remoo da estufa; medir a massa seca (ms) dos corpos-de-prova aps a estabilizao das pesagens, nas condies acima estabelecidas, expressando-as em gramas.</p> <p>b. Determinao da massa mida (mu) aps a determinao da massa seca (ms), os corpos-de-prova devem ser colocados em um recipiente de dimenses apropriadas, preenchido com gua temperatura ambiente, em volume suficiente para mant-los totalmente imersos; o recipiente deve ser gradativamente aquecido at a gua no seu interior entrar em ebulio; os corpos-de-prova devem ser mantidos completamente imersos em gua fervente por 2 h. NOTAS 1 O volume de gua evaporado do recipiente deve ser reposto para que a imerso dos corposde-prova no seja comprometida. 2 Alternativamente, esta operao pode ser substituda pela imerso completa dos corpos-deprova em gua temperatura ambiente durante 24 h. 3 Havendo divergncia quanto ao resultado deste ensaio, prevalece o resultado obtido em gua fervente. no caso de uso de gua fervente, transcorrido o tempo de imerso de 2 h de fervura, deve ser interrompida a operao e os corpos-de-prova devem ser resfriados via substituio lenta da gua quente do recipiente por gua temperatura ambiente; estando a gua do recipiente temperatura ambiente, os corpos-de-prova saturados devem ser removidos e colocados em bancada para permitir o escorrimento do excesso de gua; a gua remanescente deve ser removida com o auxlio de um pano limpo e mido, observando-se que o tempo decorrido entre a remoo do excesso de gua na superfcie e o trmino das pesagens no deve ser superior a 15 min; a massa mida (mu), expressa em gramas, determinada pela pesagem de cada corpo-de-prova saturado; os resultados das pesagens devem ser expressos em gramas. c. Determinao do ndice de absoro dgua (AA) O ndice de absoro dgua (AA) de cada corpo-de-prova determinado pela expresso: ( )</p> <p>Onde: mu e ms representam a massa mida e a massa seca de cada corpo-de-prova, respectivamente, expressas em gramas.</p> <p>Resultado: O ndice de absoro dgua no deve ser inferior a 8% nem superior a 22% Na inspeo por ensaios referente ao ndice de absoro dgua, a aceitao ou rejeio do lote fica condicionada ao disposto na tabela:</p> <p>Relatrio de ensaios: a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova; c) data do recebimento da amostra; d) data do ensaio; e) valores individuais da massa seca (ms), em gramas; f) valores individuais do ndice de absoro dgua AA, em porcentagem; g) valores de referncia do ndice de absoro dgua; h) referncia Norma; i) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios. 7. CARACTERSTICAS MECNICAS Procedimentos Generalidades a) medir a largura (L), altura (H) e o comprimento (C) dos blocos; b) para a regularizao das faces de trabalho dos corpos-de-prova, devem ser utilizadas pastas de cimento ou argamassas com resistncias superiores s resistncias dos blocos na rea bruta; c) a superfcie onde o capeamento ser executado no deve se afastar do plano mais que 8 x 10-2mm para cada 4 x 102 mm; d) o capeamento deve apresentar-se plano e uniforme no momento do ensaio, no sendo permitidos remendos; e) a espessura mxima do capeamento no deve exceder 3 mm; f) alternativamente, as faces dos corpos-de-prova podem ser regularizadas por meio de uma retfica, dispensando-se assim o capeamento. Posio dos corpos- de- prova nos ensaios compresso Todos os corpos-de-prova devem ser ensaiados de modo que a carga seja aplicada na direo do esforo que o bloco deve suportar durante o seu emprego, sempre perpendicular ao comprimento e na face destinada ao assentamento. Blocos cermicos estruturais e de vedao Os corpos-de-prova devem ser preparados da seguinte forma: a) cobrir com pasta de cimento (ou argamassa) uma placa plana indeformvel recoberta com uma folha de papel umedecida ou com uma leve camada de leo mineral;</p> <p>b) aplicar face destinada ao assentamento sobre essa pasta (ou argamassa) exercendo sobre o bloco uma presso manual suficiente para fazer refluir a pasta (ou argamassa) interposta, de modo a reduzir a espessura no mximo a 3 mm; c) logo que a pasta (ou argamassa) estiver endurecida, retirar com esptulas o excesso de pasta existente; d) passar, em seguida, regularizao da face oposta; e) deve-se obter assim um corpo-de-prova com duas faces de trabalho devidamente regularizadas e tanto quanto possvel paralelas conforme figura;</p> <p>f) aps o endurecimento das camadas de capeamento, imergir os corpos-de-prova em gua no mnimo durante 6 h. Execuo do ensaio A execuo do ensaio deve ser a seguinte: a) os blocos devem ser ensaiados na condio saturada; b) todos os corpos-de-prova devem ser ensaiados de modo que a carga seja aplicada na direo do esforo que o bloco deve suportar durante o seu emprego, sempre perpendicular ao comprimento e na face destinada ao assentamento; c) o corpo-de-prova deve ser colocado na prensa de modo que o seu centro de gravidade esteja no eixo de carga dos pratos da prensa; d) proceder ao ensaio de compresso, regulando os comandos da prensa, de forma que a tenso aplicada, calculada em relao rea bruta se eleve progressivamente razo de (0,05 0,01) MPa/s. Relatrio de ensaios: Bloco estrutural a) identificao do solicitante; b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova, inclusive sua indicao de rastreabilidade; c) data do recebimento da amostra; d) data do ensaio; e) valor mdio de cada uma das dimenses dos blocos medidos; f) desenho esquemtico de como os corpos-de-prova foram ensaiados, ressaltando a posio dos fu...</p>