Boletim de Conjuntura Econômica Fluminense

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    15-Mar-2016

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O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense, uma publicao mensal da CAPE- Coordenadoria de Acompanhamento Conjuntural e Pesquisas Econmicas, da Fundao Ceperj.

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<ul><li><p>WBOLETIM DE CONJUNTURA ECONMICA FLUMINENSE </p><p>Agosto de 2012 - Ano IV - n 6 - Ms de referncia: junho</p><p>3 anos</p></li><li><p>O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense uma publicao mensal da COPE - Coordenadoria de Polticas Econmicas da Fundao Ceperj.</p><p>Fundao Centro Estadual de Estatsticas, Pesquisas e Formao de Servidores Pblicos do Rio de Janeiro - CEPERJCentro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEPSite: www.ceperj.rj.gov.brE-mail: ceep@ceperj.rj.gov.brTel.: 21 2334-7320 / 7314</p></li><li><p>Apresentao 02</p><p>Desempenho por setor 03</p><p>Indstria 04</p><p>Comrcio 05</p><p>Emprego 06</p><p>Arrecadao ICMS 08</p><p>Sumrio</p></li><li><p>Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense</p><p>ExpedienteFundao Centro Estadual de Estatsticas,Pesquisas e Formao de Servidores Pblicosdo Rio de Janeiro - CEPERJ</p><p>PresidenteJorge Guilherme de Mello Barreto</p><p>Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEP</p><p>Diretora Monica Simioni</p><p>Coordenadoria de Polticas Econmicas - COPE</p><p>Equipe Tcnica ResponsvelArmando de Souza FilhoRodrigo Santos MartinsSerfita Azeredo vila</p><p>Assessoria de ComunicaoEloisa Leandro</p><p>ColaboraoThas Farias</p><p>Projeto grfico e DiagramaoPaloma Oliveira</p><p>ImpressoGrfica Ceperj</p><p>Tiragem500 exemplares</p><p>APRESENTAO</p><p>O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense, elaborado pelo Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas CEEP, tem por objetivo acompanhar mensalmente a economia do estado do Rio de Janeiro, bem como fornecer subsdios aos gestores pblicos para tomada de decises.</p><p>Os indicadores aqui apresentados refletem, de fato, um acompanhamento da economia fluminense dentro das limitaes impostas pela indisponibilidade de algumas informaes relevantes.</p><p>Os dados analisados referem-se s Indstrias Extrativa, de Transformao, de Construo Civil e ao Comrcio - que contribuem para o clculo da taxa de variao do Produto Interno Bruto (PIB) - e so complementados com os do Mercado do Trabalho, do Comrcio Exterior, alm da arrecadao do Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS). Os setores examinados, em termos de PIB e de emprego, representam 60% da economia do Estado.</p><p> Para a elaborao deste documento foram utilizadas </p><p>pesquisas do IBGE (Pesquisa Industrial Mensal Produo Fsica, Pesquisa Mensal de Comrcio, Pesquisa Mensal de Emprego); do Ministrio do Trabalho e Emprego (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados); do Ministrio da Fazenda; da Secretaria de Comrcio Exterior SECEX; da Secretaria de Estado de Fazenda (Arrecadao Mensal de ICMS); do Sindicato Nacional da Indstria do Cimento SNIC; e da Federao das Indstrias do Rio de Janeiro FIRJAN.</p><p>Fundao Ceperj @fundacaoceperj</p></li><li><p>Agosto de 2012 - Ano IV - Nmero 6</p><p>Os principais indicadores econmicos mostraram que a economia fluminense manteve ritmo de crescimento modesto no primeiro semestre de 2012, apesar do desempenho favorvel do comercio varejista (3,7%), do mercado de trabalho (saldo de 66 mil postos de trabalho) e da arrecadao do ICMS (1,3%). O destaque negativo do semestre foi o setor industrial (-7,1%), influenciado por significativas quedas na produo de automveis (-39,7%), Txtil (-21,2%) e Produtos Alimentares (-12,2%). Recentes medidas de estmulo atividade industrial (reduo do IPI e queda nos juros para financiamento de mquinas e equipamentos) sinalizam uma retomada favorvel para a economia local.</p><p>A anlise mais detalhada dos indicadores revela o seguinte desempenho: A produo industrial do Rio de Janeiro, medida pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, apresentou, no primeiro semestre de 2012 em relao ano anterior taxa negativa de 7,1%. As principais quedas ocorreram nas seguintes atividades: Veculos Automotores (-39,7%), Txtil (-21,2%), Produtos Alimentares (-12,2%), Farmacutica (-10,1%) e Minerais no metlicos (-10,4 %). </p><p>1Quanto ao comrcio varejista do estado do Rio de Janeiro, os </p><p>nmeros registrados neste primeiro semestre apontam para uma melhora no ritmo de crescimento do volume de vendas, com aumento de 3,7%, em relao ao primeiro semestre de 2011. As atividades pesquisadas que apresentaram melhores resultados foram: Mveis e eletrodomsticos (+12,7%), e Equipamentos e material para escritrio, informtica e comunicao (+6,4%).</p><p>O emprego formal, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apresentou aumento em relao ao estoque de trabalhadores assalariados, no estado do Rio de Janeiro. Foram acrescentados, somente no primeiro semestre de 2012, 66 mil postos de trabalho. Tal acrscimo deve-se, principalmente ao saldo positivo nos empregos do setor de Servios e de Construo Civil.</p><p>E, por ltimo, arrecadao de ICMS de janeiro a junho de 2012 totalizou R$ 13.107,1 milhes, indicando crescimento real de 1,3 % no primeiro semestre do ano. Entre os principais setores o Comrcio revelou bom desempenho, com crescimento de 5,0%.</p><p>2 3</p><p>A economia fluminense manteve ritmo de crescimento modesto no segundo semestre de 2012</p><p>DESEMPENHO POR SETOR (em junho de 2012)</p></li><li><p>Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense</p><p>Desempenho mensal da Economia Fluminense Junho de 2012</p><p>2.1- Indstria Extrativa, de Transformao e da Construo Civil </p><p>2Em junho, a produo industrial do Rio de Janeiro, medida </p><p>pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, com ajuste sazonal, registrou queda de 4,3% em relao a maio. Na comparao com igual ms do ano anterior (junho de 2011) observa-se uma reduo de 8,6% na Indstria Geral, um desempenho negativo de 10,1% na Indstria de Transformao e um decrscimo de 2,5 % na Extrativa (petrleo/gs).</p><p>Ainda comparando com junho de 2011, o principal impacto negativo veio de veculos automotores (-64,0%), influenciado, principalmente, pela menor fabricao de caminhes e automveis. Vale tambm citar os recuos de alimentos (-17,6%), de txtil (-17,5%) e de metalurgia bsica (-12,7%), influenciados, principalmente, pela queda na produo de caf torrado e modo, produtos embutidos ou de salamaria e preparaes e conservas de peixes, no primeiro ramo, e de folhas de flandres, vergalhes de aos ao carbono e ligas de alumnio em formas brutas, no ltimo. </p><p>O indicador acumulado no primeiro semestre de 2012 apresentou queda de 7,1% para o total da indstria fluminense, influenciada, sobretudo, pelo perfil disseminado de queda </p><p>na indstria, atingindo dez dos treze setores pesquisados. O principal impacto negativo ficou com o setor de veculos automotores (-39,7%), pressionado, especialmente, pela menor produo de caminhes e automveis. Vale tambm citar os recuos em Alimentos (-12,2%), Farmacutica (-10,9%), Minerais no metlicos (-10,4%), Metalurgia bsica (-4,1%), Bebidas (-7,0%) e Edio, impresso e reproduo de gravaes (-5,7%).</p><p>Por sua vez, os indicadores da FIRJAN mostraram, ainda neste ms de junho em relao a maio de 2012, reduo de 4,3% nas vendas reais e de 4,8% nas horas trabalhadas. Quanto utilizao da capacidade instalada, o resultado de junho de 2012 foi de 79,8%, portanto, inferior ao registrado no ms anterior (81,9%).</p><p>Em relao indstria da construo civil, medida indiretamente atravs do consumo de cimento, em abril de 2012, ltimo dado disponvel, registra-se decrscimo de 16,0%, em relao ao ms anterior e crescimento de 12,8% no acumulado de janeiro a abril de 2012. Com relao a abril de 2011 ocorreu um crescimento de 5,1%.</p></li><li><p>Agosto de 2012 - Ano IV - Nmero 6</p><p>2.2 - Comrcio Varejista e do Exterior</p><p>De acordo com a Pesquisa Mensal de Comrcio do IBGE, o comrcio varejista do estado do Rio de Janeiro apresentou, em junho de 2012, resultado positivo na comparao com o ms anterior (sries ajustadas sazonalmente), assinalando variao de (2,4%) no volume de vendas, superior ao do Pas que foi de (1,5%). Nas demais comparaes, obtidas das sries sem ajustes, o comrcio varejista fluminense obteve, em termos de volume de vendas, um acrscimo da ordem de 6,6 % sobre o ms de junho de 2011 e de 3,7% no primeiro semestre do ano.</p><p>Das atividades pesquisadas pelo IBGE, extradas das sries sem ajustamento, apenas trs obtiveram crescimento no volume de vendas no ms de junho: Equipamentos de informtica (6,2%); Combustveis e lubrificantes (2,6%) e Supermercados (0,2%). As demais atividades apresentaram queda nas vendas, a saber: Livros e jornais (-7,0 %); Mveis e eletrodomsticos (-6,2%); Tecidos, vesturio e calados (-2,0%) e Artigos farmacuticos (-1,4%).</p><p>Com relao comparao Junho 11/ Junho 10 (srie sem ajuste), todas as atividades do varejo pesquisadas apresentaram taxa de variao positiva no volume de vendas, conforme os registros a seguir: Combustveis (19,2%); Mveis e eletrodomsticos (+10,8%); Tecido e vesturio (+1,8 %); Outros artigos de uso pessoal e domstico (+5,3%); Hipermercados </p><p>e supermercados (+3,5%); Artigos farmacuticos (+7,2 %); As atividades de Veculos e motos e de Material de Construo, que esto contempladas nas estatsticas do Comrcio Varejista ampliado, registraram as seguintes taxas (+13,0 %) e (9,7%), respectivamente.</p><p>Resultado do Primeiro Semestre</p><p>O primeiro semestre de 2012 apresentou crescimento de 3,7% em relao ao mesmo perodo do ano anterior. Segundo tcnicos do setor, a explicao para este comportamento deve-se s medidas de incentivo ao consumo, tais como reduo do IPI para alguns setores; crescimento da massa salarial; oferta de crdito e reduo das taxas de juros. Os setores com os melhores desempenhos foram: Mveis e eletrodomsticos (+12,7%) e equipamentos de comunicao e informtica (6,4%).</p><p>Quanto ao comrcio exterior, a balana comercial do estado do Rio de Janeiro, depois de vinte meses positiva , apresentou um saldo negativo, em junho de 2012, de US$ 592 milhes. Contriburam para este dficit as importaes de leo bruto de petrleo; turbos reatores para avies; automveis; Litorinas Automotoras e Helicpteros.</p><p>4 5</p><p>Fonte: IBGE, PIM-PF,. Elaborao: Fundao Ceperj - CEEP</p><p>Grfico 2ndice de volume da Indstria</p><p>Estado do Rio de Janeiro - Junho 2011 - Junho 2012</p><p>Ind. Extrativa</p><p>Ind. Geral</p><p>Ind. Transformao</p></li><li><p>Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense</p><p>2.3 - Emprego</p><p>Em junho de 2012, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), verifica-se aumento de 0,18% no nvel de emprego em relao ao estoque de trabalhadores assalariados, no estado do Rio de Janeiro. Foram acrescentados 7.861 postos de trabalho. Tal acrscimo deve-se, principalmente ao saldo positivo nos empregos do setor de Servios (+3.717 postos) e Agropecuria (+1.679). Comparando-se o acumulado de janeiro a junho de 2012 com o mesmo perodo do ano anterior, houve queda de 25,1% no saldo de empregos formais.</p><p>O saldo acumulado de admitidos no primeiro semestre de 2012 foi de 66 mil postos. Esse resultado positivo foi influenciado, principalmente, pelo desempenho dos setores de servios e de construo civil, responsveis por (+38.093) e (+25.833) postos, respectivamente. A grande influncia negativa foi o setor de comrcio que ainda no se recuperou das demisses do incio do ano, este setor apresentou reduo de (-12.019) postos de trabalho. Os nmeros acumulados at junho de 2012 so os piores desde 2009, perodo em que a economia ainda sofria com os efeitos da crise mundial.</p><p>Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal do Comrcio</p><p>Grfico 3ndice de Volume do Comrcio Varejista</p><p>Brasil e Estado do Rio de Janeiro - Jun 11/ Jun 12</p><p>Brasil</p><p>Rio de Janeiro</p></li><li><p>Agosto de 2012 - Ano IV - Nmero 6</p><p>Pesquisa Mensal de Emprego (PME)</p><p>Ao analisar o emprego no ms de maio, medido pela Pesquisa Mensal de Emprego - PME, observa-se que a taxa de desocupao na Regio Metropolitana do Rio de Fevereiro foi de 5,2%, ficando abaixo da mdia nacional (5,8%). As demais regies metropolitanas da Regio Sudeste apresentaram as seguintes taxas de desemprego: Regio Metropolitana de Belo Horizonte, 5,1% e Regio Metropolitana de So Paulo, 6,2%.</p><p>Na Regio Metropolitana do Rio de Janeiro, a taxa de </p><p>desocupao em maio de 2012 (5,2%) foi inferior a de abril de 2012 (5,6%) e a de maio de 2011 (5,4%). A populao ocupada, com aproximadamente 5.470 mil pessoas, se manteve estvel no ms e cresceu 2,9% em relao a maio de 2011. Por sua vez, o rendimento mdio real da populao ocupada foi estimado em R$ 1.789,70 no ms de maio de 2012, permanecendo estvel em relao ao ms anterior e aumentando 0,4% na comparao com maio do ano anterior.</p><p>6 7</p><p>1</p><p>2</p><p> Total de pessoas desocupadas dividido pela Populao Economicamente Ativa - PEA (Populao entre 15 e 65 anos que esto trabalhando ou procurando emprego).</p><p> ltimos dados disponveis devido greve dos servidores federais que afetou as atividades do IBGE.</p><p>Grfico 4Saldo acumulado de Admitidos - Estado do Rio de Janeiro - 2012</p><p>Fonte: IMTE/CAGED. Elaborao: Fundao Ceperj - CEEP</p><p>2.4 - Arrecadao do ICMS</p><p>O Estado do Rio de Janeiro, dentre os principais estados arrecadadores de ICMS da Regio Sudeste, em maio de 2012, apresentou melhor performance, revelada pelo crescimento real de 7,3% no acumulado do ano, contra 6,0% de Minas Gerais e 1,4% de So Paulo, segundo os ltimos dados divulgados pelo Ministrio da Fazenda .</p><p>A Receita de ICMS de junho de 2012 totalizou R$ 2.197,5 milhes, indicando crescimento real de 1,3% no primeiro semestre do ano, expanso de 8,2% na variao mensal (jun-2012/mai-2012) e decrscimo de 1,1% (jun-2012/jun-2011). No acumulado do ano, o comrcio revelou boa performance, com aumento de 5,0%, enquanto a Indstria e os servios registraram taxas negativas, de 2,4% e 3,2%, respectivamente. Na comparao de junho com o ms anterior, os resultados foram melhores para os trs principais setores da economia fluminense: Indstria (9,3%); Servios (9,1%); e Comrcio (6,9%), segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda.</p><p>A arrecadao de ICMS, nas principais atividades econmicas, em junho de 2012, comparada ao mesmo ms do ano anterior, apresentou o seguinte comportamento: Refino de petrleo revelou acrscimo de 43,2%, com ganho de participao de 1,9 pontos percentuais (passou de 5,8% para 7,7%); Eletricidade, gs e outras utilidades, continuou em queda, registrando variao de 8,1%, com perda de 2,7 p.p.; e Informao e Comunicao, crescimento de 9,1%, com ganho de 0,1 p.p.( 17,2% para 17,3%).</p><p>Nos demais setores industriais, merecem destaque as variaes positivas verificadas em Alimentos (+27,8%), Celulose e Papel (+24,1%), Produtos qumicos (+12,3%), Produtos farmacuticos e Txtil (9,7% cada), bem como as variaes negativas em Informtica (-18,1%) e Metalurgia (-2,4%). No Comrcio varejista, os principais segmentos apresentaram comportamentos contrrios: hipermercados e supermercados, retrao de 6,0% e Tecidos e vesturio, expanso de 32,8%.</p><p>3</p><p> Inclui Dvida Ativa, Multa e Mora.</p></li><li><p>Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense</p><p>Grfico 5Taxa de Desocupao por Regio Metropolitana e Total das reas PME. (%)</p><p>Junho 11 / Junho 12</p><p>Fontes: SEF. Elaborao FUNDAO CEPERJ - CEEP</p><p>jun/11</p><p>jul/1</p><p>1</p><p>ago/11</p><p>set/1</p><p>1</p><p>out/1</p><p>1</p><p>nov/11</p><p>dez/11</p><p>jan/12</p><p>fev/12</p><p>mar/12</p><p>abr/12</p><p>mai/12</p><p>jun/12</p></li><li><p>Agosto de 2012 - Ano IV - Nmero 6</p><p>O comrcio varejista em junho apresentou resultado positivo, com vari...</p></li></ul>