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Ensino do criacionismo nas escolas confessionais levanta discusso no meio secular. Em entrevista, o Presidente da Junta de Educao Teolgica da IPB fala sobre o assunto O Jornal Brasil Presbiteriano um rgo oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil Ano 50 n 651 Janeiro de 2009 Pginas 10 e 11 Pgina 08 Pgina 17 Folhapress

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  • O Jornal Brasil Presbiteriano um rgo oficialda Igreja Presbiteriana do Brasil

    Ano 50 n 651 Janeiro de 2009

    Pginas 10 e 11

    ESPERANA E FORA:A IPB E OS ATINGIDOS PELAS CHUVAS NO BRASIL

    Folhapress

    Ensino do criacionismo nas escolas confessionais levanta discusso no meio secular. Em entrevista, o Presidente da Junta de Educao Teolgica da IPB fala sobre o assunto Pgina 17

    Resultado do Exame Nacional de Avaliao dos Seminrios da IPB/2008 e as mudanas previstas para as provas deste ano Pgina 08

  • Brasil Presbiteriano Janeiro de 009

    preocupao com os necessitados tem sido marca do povo de Deus

    desde o comeo. O Senhor mesmo determinou que eles fossem atendidos e os israeli-tas deveriam se programar para cumprir essa determinao (Lv 19.10). Um dos primeiros gran-des impasses da Igreja Primitiva foi exatamente relativo situao das vivas carentes e a soluo foi tipicamente crist (At 6.1).

    Ao longo dos sculos essa marca da igreja no se perdeu, embo-ra s vezes tenha ficado quase apagada. O livro Dois Reinos, de Clouse, Pierard e Yamauchi (Cultura Crist 2003) aborda a preocupao missionria com o bem-estar social, relatando que "a grande maioria dos missio-nrios [via] como sua principal tarefa ganhar os perdidos para Cristo, [mas] o movimento como um todo teve um impacto enor-me na melhoria da qualidade de vida do mundo no-ocidental" (pg.482).

    Os efeitos da Revoluo Industrial desafiaram a igreja. Ainda segundo os autores cita-dos, "Relacionado ao aumento da populao, houve um cresci-mento das favelas. Cidades intei-ras pareciam surgir do nada e o crescimento descontrolado colo-cava um peso excessivo sobre os servios urbanos esgotos, coleta de lixo, abastecimento de gua, sade pblica, segurana e moradia. (...) As edificaes ... ficavam lotadas de gente. Muitas vezes, famlias inteiras moravam em um s cmodo e em alguns lugares a vida familiar desinte-

    grou-se ao mesmo tempo que inmeras crianas comearam a encher as ruas. A fumaa pesa-da e a fuligem do incio da era do carvo escureciam o cu e causavam doenas respiratrias. O fedor da sujeira e excremen-tos no cho era inacreditvel" (pg.447). A filantropia e o tra-balho voluntrio de caridade foram respostas crists naquele contexto. Grupos se organiza-ram. Sociedades beneficentes e orfanatos se multiplicaram. "O grupo Clapham foi um exemplo excepcional ... e seu trabalho refletia o papel chave desempe-nhado pelas sociedades volunt-rias nas atividades filantrpicas evanglicas" (pg.451).

    A IPB existe h 150 anos em um contexto que significa um desafio perene na rea social, e muitas tm sido as respostas dos presbiterianos carncia reinan-te. Este jornal tem informado a respeito dessas aes, como estmulo a que mais se faa nesse sentido e para que se glorifique a Deus por isso. , por isso, com gratido a Deus que acompa-nhamos e noticiamos a respeito das iniciativas de presbiterianos por ocasio da lamentvel tra-gdia que se abateu sobre Santa Catarina e sobre outros estados brasileiros (pgs. 10 e 11). a Jesus que estamos servindo (Mt 25.40).

    Outro destaque desta edio a matria sobre o ensino do cria-cionismo no Mackenzie e a rea-o da mdia secular. No come-amos nada que outras escolas evanglicas e confessionais j no estejam fazendo, mas o grito

    dos meios de comunicao foi notvel. O BP vai deix-lo bem informado a respeito (pgs. 17, 18 e 19).

    Mas no posso deixar de men-

    cionar, tambm, a matria sobre o resultado do provo, a ava-liao do ensino teolgico em nossos seminrios, medida que mostra a preocupao da igreja

    com o ensino teolgico. acom-panhando nossas casas de profe-tas e os candidatos ao ministrio que poderemos elevar o nvel pastoral na IPB.

    Desafios de nosso tempo

    Conselho de Educao Crist e Publicaes:Mauro Meister presidenteAndr Luis Ramos - secretrioAlexandre Henrique Moraes - tesoureiro

    EXPEDIENTE

    Uma publicao do Conselho de

    Educao Crist e Publicaes

    Brasil PRESBITERIANOAno 50, n 651 Janeiro de 2009

    rgo Oficial da

    www.ipb.org.br

    Editorial

    Edio e textos: Raquel Magalhes - ES - 01149/JPE-mail: bp@cep.org.br Diagramao: Aristides NetoImpresso: Folhagrfica

    Conselho Editorial:

    Alexandre Henrique MoraesAnzio Alves BorgesCludio Marra (superviso)Hermisten Maia Pereira da Costa

    A

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  • Brasil Presbiteriano Janeiro de 009

    ara poder adquirir propriedades em seu prprio nome, e no

    em nome dos missionrios, o Presbitrio do Rio de Janeiro pediu ao governo imperial a aprovao dos seus artigos orgnicos em documento de 15 de julho de 1871, assinado por cinco de seus membros (Alexander Blackford, Francis Schneider, George Chamberlain, Robert Lenington e Joo Fernandes Dagama). Transcrevem-se abaixo alguns dos 17 artigos:

    Art. 1 - Os abaixo-assinados, membros da Igreja Presbiteriana, incorporam-se em sociedade, sob o ttulo de Presbitrio do Rio de Janeiro, para o fim de adquirir, possuir e administrar os estabelecimentos necessrios ao culto e instruo das comunidades que pertencem mesma Igreja neste Imprio, residncia dos respectivos pastores, e para hospitais.

    Art. 2 - Sero membros desta sociedade os abaixo-assinados, e todos os mais ministros e pastores do mesmo rito que se reunirem ao mesmo presbitrio, segundo as constituies e disciplina da mesma igreja.

    Art. 13 A Sociedade fica com licena para adquirir os terrenos e prdios que lhe forem precisos para o seu culto, morada dos pastores e instruo, tudo na forma do

    decreto legislativo n 1225 de 20 de agosto de 1864.

    Art. 14 Os abaixo-assinados A. L. Blackford e F. J. C. Schneider entram para a Sociedade com o prdio e o terreno situados nesta cidade travessa da Barreira n 11, dos quais so c o - p ro p r i e t r i o s , tendo-os comprado para, em casa sem forma exterior de templo, servirem como servem para seu culto particular e domstico, como permitido pelo art. 5 da Constituio do Imprio, e tambm para residncia dos pastores, e casas de instruo j legalmente autorizadas. E o a b a i x o - a s s i n a d o Roberto Lenington tambm entra para a Sociedade com um terreno e casa que possui na vila de Brotas, provncia de So Paulo...

    Art. 17 Aprovado que seja este compromisso pelo governo imperial, ficam obrigados ao cumprimento de todas as suas clusulas os abaixo-assinados e todos os mais membros da Sociedade presentes e futuros. Qualquer reforma fica dependendo da assemblia geral do presbitrio, e somente ser executada depois da aprovao pelo governo imperial. Rio de Janeiro, 15

    de julho de 1871.

    Decorrido pouco mais de um ano, D. Pedro II aprovou os referidos artigos orgnicos mediante o Decreto n 5105 de 3 de outubro de 1872. No dia 17 do mesmo ms, emitiu

    uma carta rgia, selada com as Armas Imperiais e registrada na Secretaria do Estado dos Negcios do Imprio, declarando tal fato. O teor da carta rgia o seguinte:

    Dom Pedro, por graa de Deus e unnime aclamao dos povos Imperador Constitucional e Defensor Perptuo do Brasil, fao saber aos que esta minha carta virem que, atendendo ao que requereram os membros da Sociedade Presbitrio do Rio

    de Janeiro e conformando-me, por minha imediata Resoluo de 18 de setembro findo, com os pareceres das Sees de Negcios do Imprio e da Justia do Conselho de Estado exarados em consultas de 21 de agosto de 1871 e de 10 de

    fevereiro ltimo, houve por bem, por Decreto No. 5105 de 3 do corrente ms de outubro, aprovar, para os efeitos civis, os artigos orgnicos ou compromisso da mesma Sociedade, datados de 15 de julho de 1871 e divididos em 17 artigos, com a clusula, porm, de que a Sociedade fica obrigada, nos casos e para os fins designados no Decreto No. 1225 de 20 de agosto de 1864, a impetrar licena especial quanto aos bens que dora em diante adquirir. Pelo que lhes mandei passar a presente por mim assinada, e que ser selada com as Armas

    Imperiais. Dada no Palcio do Rio de Janeiro, em dezessete de outubro de mil oitocentos e setenta e dois, qinquagsimo primeiro aniversrio da Independncia e do Imprio. [Assinatura do Imperador].

    Carta pela qual Vossa Majestade Imperial h por bem aprovar os artigos orgnicos ou compromissos da Sociedade Presbitrio do Rio de Janeiro, como acima

    Documentos da Histria da IPB

    PAlderi Souza de Matos

    Artigos orgnicos do presbitrio do Rio de Janeiro

    O Rev. Alderi Souza de Matos pastor presbiteriano e historiador oficial da IPB.

    asdm@mackenzie.com.br

    D. Pedro Ii

  • Brasil Presbiteriano Janeiro de 009

    A Academia de Genebra e a Evangelizaoalvino (1509-1564) viveu no sculo 16. Era francs de nasci-

    mento, tornando-se gene-brino de corao. Teve uma slida formao huma-nista, aderindo Reforma Protestante entre 1532-1534, tendo sido levado de modo definitivo a liderar o processo reformador em Genebra a partir de 1541, o que o fez at a sua morte em 1564. Nos seus poucos anos de

    vida Calvino teve tarefas gigantescas que at hoje no conseguimos com-preender adequadamen-te como ele conseguiu desempenh-las com tanto brilho. Se nos ativermos apenas aos seus coment-rios de quase toda a Bblia, isso seria mais do que sufi-ciente para reverenci-lo como um servo de Deus que prestou valiosssimo servio Igreja de Cris-to. Contudo, alm dessa obra, ele produziu dezenas de outras, envolvendo car-tas (mais de quatro mil), sermes, panfletos, livros e o seu principal traba-lho sistemtico, As Insti-tutas da Religio Crist (1536-1559). Participou de conclios, pregou mais de trs mil sermes, trabalhou arduamente na Reforma de Genebra, aconselhou, orientou, instruiu, superin-tendeu, etc. E tudo isso, com uma sade dbil e em muito pouco tempo.

    Curiosamente, ainda que no tenha escrito trabalhos especficos sobre econo-mia, direito, pedagogia, retrica, administrao e evangelizao, influenciou todas estas reas sim-plesmente expondo a Palavra de Deus. especialmente das Institutas e de seus comentrios que extramos os seus princpios orienta-dores das diversas reas mencionadas, os quais nos permi-tem compreender o seu quadro de refe-rncia fornecendo-nos assim, elemen-tos para uma cosmo-viso Reformada. Neste texto desta-

    caremos (de forma embrionria) apenas alguns aspectos da sua viso mission-ria.

    A Academia: Esco-la de Misses

    Fiel ao seu princ-pio de que "... as escolas teolgicas [so] ber-rios de pastores", Calvino criou com donativos que ele pessoalmente ajudou a recolher , uma Academia em Genebra (5/6/1559) contando com seiscen-tos alunos, aumentando j no primeiro ano para novecentos alunos , a quem coube a educao dos protestantes da lngua francesa, atingindo em

    sua maioria, alunos estran-geiros vindos da Fran-a, Holanda, Inglaterra, da Alemanha, da Itlia e de outras cidades da Sua. Alm disso, Genebra se

    tornou um grande centro missionrio, uma verda-deira "escola de misses", porque os foragidos que l se instalaram, puderam, posteriormente, levar para os seus pases e cidades o evangelho ali aprendi-do. "O estabelecimento da Academia foi em parte rea-lizado por causa do desejo de suprir e treinar missio-nrios evanglicos", infor-ma-nos Mackinnon. Des-

    tacamos que, com exceo de Isaas, todos os comen-trios de Calvino sobre os profetas "consistem em sermes direcionados a alunos em treinamento para

    o trabalho mission-rio, principalmente na Frana". Acontece que o

    envio de mission-rios para outras cida-des e pases era uma questo delicada para a qual a Com-panhia de Pastores manteve, enquanto pode, sigilo absoluto at mesmo do Con-selho Municipal. Os nomes dos mis-sionrios eram em geral mantidos em sigilo. A primeira vez que tais nomes so mencionados na Companhia de Pas-tores de Genebra foi em 22 de abril de 1555, Jehan Vernoul e Jehan Lauverge-at, enviados para as igrejas dos vales de Piemonte e Jacques

    Langlois Tours, Lausanne e Lyon, onde seria martiri-zado em 1572.Outro exemplo: o envio

    de dois ministros para a misso no Brasil, em res-posta ao apelo de Villegag-non, descrita de forma sumarssima: O registro simplesmente menciona (25/08/1556) que Pier-re Richier ( 1580) e M. Guillaume Charretier (Chartier) foram enviados.

    O evangelho deve ser oferecido a todos os povos

    A proclamao do evan-gelho objetiva glorificar a Deus: "O nome de Deus nunca melhor celebrado do que quando a verda-deira religio extensa-mente propagada e quan-do a Igreja cresce, a qual por essa conta chama-da 'plantaes do Senhor, para que Ele seja glorifi-cado' [Is 61.3". Este obje-tivo da Academia faz jus compreenso missionria de Calvino. Considerando que o reino de Deus envol-ve todos os povos Jesus Cristo no foi enviado ape-nas aos judeus , a mensa-gem do evangelho deve ser anunciada a todos. Comen-tando 1Timteo 2.4, Cal-vino afirma: ".... nenhuma nao da terra e nenhuma classe social so excludas da salvao, visto que Deus quer oferecer o evange-lho a todos sem exceo". frente: "Aqueles que se encontram sob o gover-no do mesmo Deus no so excludos para sem-pre da esperana de salva-o". Por isso, "O Senhor ordena aos ministros do evangelho (que preguem) em lugares distantes, com o propsito de espalhar a doutrina da salvao em cada parte do mundo". Analisando uma das impli-caes da petio "venha o teu reino", comenta: "Por-

    Hermisten Maia Pereirada Costa

    500 anos de Joo Calvino

    C

    Curiosamente, ainda que no tenha escrito trabalhos especficos sobre economia, direito, pedagogia, retrica, administrao e evangeliza-o, Calvino influenciou todas estas reas simplesmente expondo a Palavra de Deus

    Joo Calvino

  • Brasil Presbiteriano 5Janeiro de 009tanto, ns oramos pedindo que venha o reino de Deus; quer dizer, que todos os dias e cada vez mais o Senhor aumente o nmero dos Seus sditos e dos que nele crem....". Devemos trabalhar com

    urgncia dentro da esfera que nos foi confiada por Deus. O que no nos per-tence deixemos onde est de modo firme e seguro: sob os cuidados de Deus. Portanto, "como ns no sabemos quem so os que pertencem ou deixam de pertencer ao nmero e companhia dos predestina-dos, devemos ter tal afeto, que desejemos que todos se salvem; e assim, pro-curaremos fazer a todos aqueles que encontrarmos, sejam participantes de nossa paz (...). Quanto a ns concerne, dever ser a todos aplicada, seme-lhana de um remdio, salutar e severa correo, para que no peream eles prprios, ou a outros no percam. A Deus, porm, pertencer faz-la eficaz queles a quem preconhe-ceu e predestinou". O nosso trabalho deve ser

    feito com total confiana de Deus, sabendo que cabe a Ele converter o corao do homem e, que a rejeio do evangelho neste momen-to no implica necessaria-mente na rejeio abso-luta. Essa convico nos estimula a trabalhar com fervor e alegre perseveran-a: "Visto que a converso de uma pessoa est nas mos de Deus, quem sabe se aqueles que hoje pare-cem empedernidos subita-mente no sejam transfor-mados pelo poder de Deus em pessoas diferentes? E

    assim, ao recordarmos que o arrependimento dom e obra de Deus, acalen-taremos esperana mais viva e, encorajados por essa certeza, aceleraremos nosso labor e cuidaremos da instruo dos rebeldes. Devemos encar-lo da seguinte forma: nosso dever semear e regar e, enquanto o fazemos, deve-mos esperar que Deus d o crescimento (1Co 3.6). Portanto, nossos esforos e labores so por si ss infrutferos; e no entanto, pela graa de Deus, no so infrutferos". A nossa responsabilidade: ".... nosso dever proclamar a bondade de Deus a toda nao".

    Consideraes Finais

    A Academia tornou-se grandemente respeitada

    em toda a Europa; o grau concedido aos seus alu-nos era amplamente aceito e considerado em univer-sidades de pases protes-tantes como, por exemplo, na Holanda. O historia-dor catlico Marc Venard, comenta que a Academia "ser da em diante um viveiro de pastores para toda a Europa reformada". A Academia contribuiu em grandes propores para fazer de Genebra "um dos faris do Ocidente" admi-te Daniel-Rops. A forma-o dada em Genebra era intelectual e espiritual; os alunos participavam dos cultos das quartas-feiras bem como em todos os trs cultos prestados a Deus no domingo. Um escritor referiu-se a Genebra deste modo: "Deus fez de Gene-bra sua Belm, isto , sua casa do po".

    Calvino insistiu junto aos Conselhos para melhorar as prprias condies do ensino, bem como os recur-sos das escolas. Visto que o Estado estava empobre-

    cido, apelou para doaes e legados. Sem dvida, entre os Reformadores, Calvino foi quem mais

    amplamente compreendeu a abrangncia das impli-caes do evangelho, nas diversas facetas da vida humana, entendendo que "o evangelho no uma doutrina de lngua, seno de vida. No pode assimi-lar-se somente por meio da razo e da memria, seno que chega a compreender-se de forma total quan-do ele possui toda a alma, e penetra no mais ntimo recesso do corao". Por isso, ele exerceu poderosa influncia sobre a Europa e Estados Unidos. Schaff chega dizer que Calvino "de certo modo, pode ser considerado o pai da Nova Inglaterra e da repblica americana.".

    Considerando que o reino de Deus envolve todos os povos Jesus Cristo no foi enviadoapenas aos judeus , a mensagem do evangelho deve ser anunciada a todos

    Sem dvida, entre os Reformadores, Calvino foi quem mais amplamen-te compreendeu a abrangncia das implicaes do evangelho, nas diversas facetas da vida humana, enten-dendo que "o evan-gelho no uma doutrina de lngua, seno de vida

    Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa integra a Equipe de Pastores da

    IP em So Bernardo do Campo (SP) e professor de Teologia Sistemtica no Seminrio Presbiteriano Rev. Jos

    Manoel da Conceio.

  • Brasil Presbiteriano Janeiro de 009

    Responsabilidade Pastoral

    importncia do tra-balho missionrio amplamente confessada pela maioria dos pas-

    tores de formao evanglica. Pregar o evangelho a todas as naes considerado uma das principais atividades da igreja de Cristo sobre a terra. Contudo, a prtica ministerial de alguns parece refletir a convico de Juan Carlos Ortiz de que pasto-res no geram ovelhas, apenas as alimenta; ovelha quem gera ovelha. Segundo Ortiz:

    . . . o arquiteto no cons-tri os prdios que projeta; ele faz os clculos e planos, e outros os constroem . . . os pastores podem treinar novos pastores. As ovelhas geram outras ovelhas; e, por que no poderiam elas mes-mas alimentar com leite os seus cordeirinhos? Este o processo natural e, tambm o segredo da multiplicao (ORTIZ 1980, p. 104).

    De acordo com esta perspecti-va, o envolvimento no trabalho missionrio uma responsabili-dade que se limita aos membros da igreja local. Todavia, aque-les que pensam que o envol-vimento missionrio respon-sabilidade apenas das ovelhas nunca devem se esquecer de que eles tambm so ovelhas do Supremo Pastor.

    Uma vez que a igreja local orientada, discipulada e moti-vada por sua liderana, espe-cialmente pelo pastor, a falta de comprometimento dos lderes com o despertamento mission-rio de suas comunidades resulta em srios prejuzos para a seara do Mestre. Quando os pastores negligenciam a responsabilidade de motivar suas igrejas em prol da obra missionria esta tarefa relegada s agncias mission-rias. Embora essas agncias se esforcem por realizar um traba-lho a contento, o fato que elas

    no o conseguem, pois sempre esto muito distantes das igrejas locais e sua contribuio mais valiosa facilitar o ingresso do missionrio no campo. A moti-vao missionria, a formao, o pastoreio dos obreiros e o sus-tento dos mesmos esto intima-mente conectados igreja local. O fato que h uma gerao de missionrios retornando do campo por ter atingido a idade da aposentadoria e os candida-tos a substitu-los so poucos, alguns despreparados e outros sem as devidas condies finan-ceiras, pois "misses" no faz parte dos temas freqentemente abordados nos plpitos das igre-jas locais.

    Outro problema com a negli-gncia dos pastores em motivar suas igrejas para a obra missio-nria est relacionado ao que ocorre com a prpria vizinhan-a dessas igrejas. Normalmente aqueles que no so desafia-dos ao envolvimento missio-nrio no conseguem alcanar os que moram ao seu redor. A freqncia dessas igrejas, no geral, consiste de membros que moram em reas mais afasta-das, que dependem de veculos para sua locomoo ao templo e no daqueles que moram na vizinhana e poderiam vir a p. Alm de resultar em um acmu-lo de veculos no estacionamen-to da igreja, este quadro revela que algumas comunidades no possuem olhos nem para os que esto ao seu lado! Alm do mais, essa atitude alimenta a convico de que misses s podem ser realizadas por aque-les que cruzam os oceanos e nunca por aqueles que se dis-pem a cruzar a rua para falar de Cristo para o prximo. Pior

    ainda, o descaso da liderana eclesistica com a prtica mis-sionria transmite a mensagem de que esta atividade secun-dria, que s deve ser lembrada uma vez por ano e que somente algumas pessoas "anormais" se interessam por ela.

    O fato que o envolvimento de um pastor com a atividade mis-sionria da igreja depende de sua teologia sobre Deus e de sua perspectiva sobre o ser humano. Alm do mais, o entendimen-to dessas reas est sujeito ao conhecimento bblico que esse pastor possui. Por exemplo, a revelao bblica sobre Deus que ele absolutamente sobe-rano, sbio e comprometido com sua criao. A mensagem missionria teve sua iniciativa no prprio Deus que amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho (Jo 3.16). Dessa forma, qualquer pastor que tem sua prtica ministerial funda-mentada na revelao bblica de Deus invariavelmente ser comprometido com o mundo de Deus, sua obra redentora e sua mensagem salvadora. De certa forma, toda negligncia atividade missionria pode estar vinculada a uma teologia errnea.

    O comprometimento com a atividade missionria da igreja ainda depende da compreen-so que a pessoa tem sobre o ser humano. O ensino bblico nesse caso que o homem um pecador, destitudo da glria de Deus, condenado perdio eterna se no se arrepender dos seus pecados e se no crer em Cristo como o nico Salvador. Paulo, em seu ministrio apos-tlico, afirmava esforar-se para anunciar o evangelho a fim de que as pessoas se convertessem das coisas vs e se voltassem para o Deus vivo (At 14.15). O homem sem Deus considerado filho da ira e est sem esperana de Deus no mundo (Ef 2.12). Somente a mensagem do evan-

    gelho poderosa para transfor-mar "filhos da ira" em "filhos de Deus". Logo, qualquer pastor que tiver uma perspectiva cor-reta sobre a humanidade estar comprometido com o anncio do evangelho e a prtica missio-nria da igreja crist.

    O que um pastor poderia fazer para se envolver com misses? Primeiramente ele poderia man-ter uma agenda sistemtica de intercesso pela obra missio-nria. H vrias informaes sobre povos no-alcanados, sobre campos missionrios e, especialmente, sobre o contex-to no qual o prprio Deus o colocou como pastor. Assim, o vnculo criado pela intercesso logo ser transmitido em suas conversas, sermes e atitudes em geral. Depois, ele pode man-ter o compromisso de pregar periodicamente sobre o assunto. A Bblia est repleta de sub-sdios a esse respeito. H tex-tos que indicam a importncia da prtica missionria, outros desafiam a um maior envolvi-

    mento e ainda outros descre-vem as bnos advindas desse comprometimento. Quando a igreja ouve o seu pastor pre-gando periodicamente sobre um assunto ela se convence de que o mesmo importante!

    Em terceiro lugar, o pastor ainda pode convidar missio-nrios para compartilhar suas experincias do campo com a igreja local. H muitos pastores que temem fazer isto com receio de que os missionrios abusem de oportunidades como estas para pedir dinheiro. Quando o pastor escrupuloso com ques-tes financeiras ele sempre teme que o seu rebanho seja

    explorado nesta rea. Todavia, por mais que tal cuidado seja louvvel, o mesmo no deve ser um empecilho exposio do rebanho s experincias mara-vilhosas do cuidado e graa de Deus com os seus servos missionrios. Nesse sentido, h ainda a possibilidade de moti-var algumas famlias da igreja a convidar missionrios para almoos e jantares. Alguns pais ficariam admirados em obser-var o quanto seus filhos podem aprender com esses encontros.

    Finalmente, tanto o pastor quanto o restante da liderana de uma igreja local poderiam se oferecer para experincias pes-soais em campos missionrios. Hoje em dia h vrias oportu-nidades de viagens missionrias de curta-temporada, de auxlios prestados a igrejas no interior, de viagens evangelsticas em determinadas regies do pas. O propsito dessas experincias expor seus participantes a uma realidade que eles s conhecem por meio de relatos verbais ou escritos. Embora o tempo seja curto em algumas dessas via-gens, nunca se deve desprezar o dia de pequenos comeos. Vrios pais poderiam se alegrar no Senhor com os resultados espirituais de terem doado suas frias para misses!

    Enfim, motivar a igreja local para o envolvimento mission-rio parte essencial da tarefa dos pastores e lderes, pois eles tambm so ovelhas do Bom Pastor. A responsabilidade de pregar o evangelho pertence a todos os servos de Jesus, pois somente assim possvel inter-pretar que o consolo e com-panhia que ele prometeu at a consumao dos sculos diz respeito a cada um desses ser-vos (Mt 28.18-20). Aqueles que desejam o consolo devem abra-ar a responsabilidade!

    A

    Hora de despertar!Valdeci da Silva Santos

    Somente a mensa-gem do evangelho poderosa para trans-formar "filhos da ira" em "filhos de Deus"

    A responsabilidade de pregar o evange-lho pertence a todos os servos de Jesus

    O Rev. Valdeci da Silva Santos pastor presbiteriano e Coordenador

    do D. Min./RTS/CPAJ

  • Brasil Presbiteriano Janeiro de 009

    Tesouraria do Supre-mo Conclio da IPB e os Snodos

    do interior do Estado de So Paulo (Bauru, Campinas, Mogiana, Oeste de So Paulo, Sorocaba e

    Sudoeste Paulista) promo-veram o Workshop para Tesoureiros na cidade de Bauru, nos dias 21 e 22 de novembro. O evento con-tou a direo do Pb. Renato Piragibe, Tesoureiro do SC-IPB. Estiveram pre-sentes mais de 120 pes-

    soas, sendo deste total de presentes 64 tesoureiros. Todos os Snodos se fize-

    ram representar. O Snodo de Bauru, atravs do seu Presidente Rev. Leonardo Santana de Oliveira, e a 1. Igreja Presbiteriana de Bauru, apoiaram e parti-ciparam amplamente do Workshop. No sbado de manh

    (22/11) a devocional foi realizada pelo Presidente do Supremo Conclio, Rev. Roberto Brasileiro da Silva. Tambm foram preletores: Pb. Renato Piragibe, Pb. Andr Luiz da Rocha de Souza e Pb.

    Jos Alfredo Presidente da Junta Patrimonial Econmica e Financeira (JPEF). No sbado de manh, aps

    o trmino da devocional, a Tesouraria do SC-IPB rea-lizou a despedida da fun-cionria Elaine de Oliveira Stauffer da Silva que dei-xaria o quadro de funcio-nrios da Tesouraria no dia 30 de novembro de 2008. O Rev. Roberto Brasileiro orou pela vida da irm, agradecendo a Deus por todo o trabalho que ela realizou nos sete anos que gerenciou o escritrio da Tesouraria em Cachoeiro

    do Itapemirim. Os Presidentes dos

    Snodos do Estado de So Paulo agradecem a Tesouraria do SC, na pessoa do Pb. Renato Piragibe; e a toda equipe da Tesouraria pela orga-nizao e realizao do Workshop. Agradecem tambm, na pessoa do Rev. Roberto Brasileiro, todos os preletores que participaram deste impor-tante evento. Os frutos do trabalho foram muitos e de grande relevncia para a Igreja Presbiteriana do Brasil no Estado de So Paulo.

    Snodos de SP unidos em Workshop

    Organizadores preparam atividades para 009Finanas

    A

    Workshops realizados em 2008

    11 e 12/07 - Catedral Presbiteriana do Rio - Rio de Janeiro

    15 e 16/08 - Cmara Municipal de Jacund - Par

    26 e 27/09 - 1 Igreja Presbiteriana de Vitria - Esprito Santo

    10 e 11/10 - CTE - Fortaleza - Cear

    14 e 15/11 - IP Ebenzer - So Paulo

    21 e 22/11 - Hotel Obeid Plaza - Bauru - So Paulo

    Workshops previstos para 2009

    27 e 28/03 - Cachoeiro de Itapemirim (ES) - Regio sul do ES e norte do RJ

    Abril - Belm (PA) - Regio Norte do Par

    22 e 23/05 - Aracaju - Regio de Alagoas e Sergipe

    Junho - Curitiba - Regio do Paran

    Julho - Volta Redonda - Regio snodo Oeste Fluminense e Serrano Fluminense

    Agosto - Recife - Regioz de PernambucoMais de 120 pessoas estiveram presentes no evento realizado na IP de Bauru

    Clodoaldo Furlan

    Fotos: Divulgao

  • Brasil Presbiteriano Janeiro de 009Resultado

    aiu o resultado do Exame Nacional de Avaliao dos

    Seminrios da IPB/2008, o provo, como ficou conhecido. Em primei-ro lugar, na classificao geral dos seminrios, est o Seminrio Teolgico do Nordeste. Em segundo, o Seminrio Presbiteriano do Sul; e em terceiro o Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Jos Manuel da Conceio.As provas foram aplica-

    das no dia 22 de Outubro de 2008, em todos os Seminrios da IPB. As ava-liaes constaram de cin-quenta questes de mltipla escolha, divididas em sete reas: Teologia Sistemtica, Teologia Pastoral, Teologia Exegtica (Bblica), Histria da Igreja, Filosofia, Lngua Portuguesa, Constituio, Ordem e Governo da IPB. Participaram dos exames 128 alunos. De acordo com o presi-

    dente da Junta de Educao Teolgica da Igreja Presbiteriana do Brasil (JET), Solano Portela, o objetivo do provo avaliar a qualidade de ensi-no dos seminrios da IPB. Mas sabemos que o exame no a palavra final na afe-rio dos nossos seminaris-tas. H outros pontos como comunho e vida espiritu-al que contribuem para o desenvolvimento e treina-mento pessoal de cada um em seu ministrio pastoral, ressalva ele. Ele acredita, no entanto,

    que por meio do provo

    possvel identificar e tra-tar reas de deficincia. Esperamos que, com base nos resultados apresenta-dos, os seminrios busquem uma melhoria e invistam nos pontos em que apresen-taram menores ndices de desempenho, recomenda Portela. Provo 2009 Para este

    ano, Portela anuncia algu-mas modificaes no exame, entre elas o aumento no nmero de questes. Em vez de cinqenta sero cem, afirma ele. Alm disso, as provas sero elaboradas por uma equipe de professores formada por representantes de todos os seminrios pres-biterianos. importante que os seminaristas encarem o provo com responsabi-lidade, afinal de contas, de certa forma, a credibili-dade da instituio em que eles estudam que est em jogo, recomenda Portela. O Pb. Eli Medeiros, rela-

    tor da Comisso do Provo, conclama os seminrios para que os resultados sejam utilizados para o aperfeio-amento da formao dos futuros pastores da IPB. a qualidade dos pastores que almejamos para uma melhor nutrio espiritual das igrejas. Os concluintes devem se conscientizar que a realizao de um bom curso e busca de responder da melhor maneira possvel ao provo uma grande evidncia do compromisso com o Reino que se espe-ra dos futuros pastores da denominao, recomenda ele.

    SO cuidado da IPB com o ensino teolgico

    Exame Nacional de Avaliao dos Seminrios da IPB/00

    DESTAQUES DA PONTUAO DOS SEMINRIOS

    1 lugar

    Alexandre de Jesus dos Prazeres Robson Grey Gomes da Silva

    2 lugar

    Anderson Rodrigues BatalhaCarlos Scrates de SiqueiraCludio Daniel GalloDyemmes Procpio de CarvalhoFbio Barreto CunhaJos Luiz Martins CarvalhoWendel da Silva Ribeiro

    COMPARAES HISTRICAS

    COLOCAO GERAL DOS SEMINRIOS - 2002 A 2008 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

    1 SPAS 55.6 SPAS 52.3 SPAS 55.8 STNe 61 STNe 69.1 JMC 61 STNe 63,75

    2 JMC 55 JMC 50.6 SDNE 54.5 SPAS 57.6 JMC 61.3 SDNE 60 SPS 62,57

    3 SPS 55 SPS 50.0 STNe 50.7 JMC 56.6 SPAS 60.9 SPS 58 JMC 61,56

    4 STNe 54 SDNE 49.5 SPS 49.8 SDNE 50.9 SDNE 57.1 SPAS 57 SPAS 59,64

    5 SPBC 54 STNe 48.9 JMC 49.7 SPB 50.2 SPB 55.6 STNe 56 SPBC 55,68

    6 SDNE 50 SPBC 46.5 SPB 47.9 SPBC 49.3 SPN 55.4 SPB 49 SDNE 54,76

    7 SPB 48 SPB 44.5 SPBC 47.3 SPN 48.3 SPS 55.4 SPBC 46 SPN 54,67

    8 SPN 45 SPN 40.3 SPN 46.9 SPS 47.4 SPBC 55.1 SPN 46 SPB 53,25

    Seminrio Teolgico do Nordeste

    - 1 lugar na mdia geral.

    - Acima da mdia em Teologia Sistemtica, Teologia Pastoral, Histria da Igreja, Filosofia e Constituio e Ordem da IPB.

    Seminrio Presbiteriano do Sul

    - 2 lugar na mdia geral

    - 1 lugar em Teologia Exegtica e Bblica e Histria da Igreja.

    Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Jos Manuel da Conceio

    - 3 lugar na mdia geral.

    - 1 lugar em Teologia Pastoral.

    Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Ashbel Green Simonton

    - 1 lugar em Constituio e Ordem da IPB.

    Seminrio Presbiteriano Brasil Central

    - Acima da mdia em Teologia Pastoral, Teologia Exegtica e Bblica, Filosofia e

    Constituio e Ordem da IPB

    Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Denoel Nicodemus Eller

    - Acima da mdia em Teologia Pastoral, Filosofia e Constituio e Ordem da IPB.

    Seminrio Presbiteriano do Norte

    - Acima da mdia em Teologia Pastoral, Teologia Exegtica e Bblica, Filosofia e

    Constituio e Ordem da IPB.

    Seminrio Presbiteriano de Braslia

    - Acima da mdia em Teologia Sistemtica , Teologia Pastoral, Teologia Exegtica e Bblica e Constituio e Ordem da IPB

    OS PRIMEIROS COLOCADOS

  • Brasil Presbiteriano 9Janeiro de 009

    Encontro Regional de Mocidades Sul, realizado nos dias

    15 e 16 de novembro, na cidade de Itapema, Santa Catarina, foi um marco na vida da mocidade sulista. Motivados pelo tema do

    encontro, "Identidade e Compromisso com Cristo: Afinal quem sou?", e pela mensagem levada pelo Rev. Ageu Magalhes, diretor do Seminrio JMC (So Paulo), os jovens refletiram sobre o papel deles como presbiteria-nos e o compromisso que cada um deve ter com a IPB. No total, quarenta

    jovens participaram inte-gralmente do encontro e outros trinta circularam em algum momento do evento, vindos de vrios estados. Do Paran esti-veram representadas a IP Prudentpolis, IP Tingi (Curitiba), IP Tarum (Curitiba), IP Capo da Imbia (Curitiba), IP Boa Vista (Curitiba), IP Vila Americana (Curitiba). Alm disso estavam l representantes da IP de Sapiranga (RS) e irmos do Rio de Janeiro e de Juiz de Fora (MG). Finalmente, do esta-do anfitrio tivemos a companhia de irmos de So Francisco do Sul, Itapema, 1 IP e 2 IP de

    Itaja, e IP Luz do Vale (Cambori). Trs grupos dirigiram

    os momentos de cnti-cos espirituais, membros das UMPs das cida-des de Itapema, Itaja e Cambori. O ERSul 2008 ainda contou com a par-ticipao do Conjunto Maranata, formado por jovens (casados e soltei-ros) da Igreja de Itapema, onde existe a Unio Presbiteriana de Casais Jovens (UPCJ). Foram realizados

    dois grupos de estudo, com os temas Msica e Relacionamentos. Sobre o primeiro assunto, pales-trou Leiliane, Secretria de Msica da CNM; e sobre Relacionamentos, ministrou o Rev. Maick Ferrarezi, pastor da IP Vila Americana, em Curitiba. Este tambm dirigiu uma devocional durante a "Noite com as Estrelas", momento em que o grupo se reuniu beira da praia de Itapema para louvar a Deus.

    Quem participou desfru-

    tou de dias muito abeno-ados! E quem no pode participar deste, fica o convite para o ERSul 2009, previsto para acon-tecer em maio, no estado do Paran.

    Sul realiza Encontro Regional de MocidadesJovens da regio sul do pas se unem em gratido ao SenhorUMP

    Foto oficial do Encontro Regional de Mocidades - Sul 2008

    Quelita da Silva

    O

    Quelita da Silva vice-presidente Sul da Confederao Nacional de

    Mocidades/IPB

    Maulem (Sec. Presbiterial Federao UMP Tarum); Quelita (Vice Sul/CNM); Vivian e Davi (famlia Rev. Ageu); Rev. Ageu Magalhes (Palestrante); Leiliane (Sec. Msica/CNM); Pb. Alexandre (Sec. Geral da Mocidade); Rev. Josiel (Pastor da IP Itapema).

    Fotos: divulgao

  • Brasil Presbiteriano Brasil Presbiteriano10 Janeiro de 2009 11Janeiro de 2009

    Solidariedade

    calamidade que se abateu sobre Santa Catarina no final do ano passado por causa do imenso volume de chuvas , sem dvida, uma das maiores catstrofes naturais j ocorridas em nosso pas. Desde

    Florianpolis at Joinville, incluindo cidades menores como Brusque, Lus Alves e Gaspar, milhares de pes-soas sentiram as privaes deste grande flagelo. Mas, apesar do caos que se abateu sobre a regio, o que se v por l, atualmente, um imenso esforo para reconstruir o que foi destrudo pela chuva.

    Neste aspecto, os irmos das cidades do sul tm experimentado de forma tremenda a caridade crist. Diante das dificuldades retratadas na regio, milha-res de pessoas, em todo o Brasil, se mobilizaram no intuito de ajudar na recuperao das cidades sulistas. As igrejas presbiterianas do Brasil tambm se uniram, numa grande fora-tarefa, para colaborarem com as cidades atingidas.

    Em So Paulo, o Rev. Gecy Soares de Macedo, da IP de Jabaquara, foi um dos mobilizadores das arrecada-es de doaes para Santa Catarina. Com a parceria do presbitrio Sudeste Paulistano, Macedo conta que foram enviados emails convocando todas as igrejas paulistas a participarem do movimento. O resultado: mais de 30 mil quilos de doaes, entre alimentos,

    roupas e objetos de higiene pessoal. Quando inicia-mos a campanha, imaginvamos que conseguiramos encher um caminho pequeno, mas, para a nossa sur-presa, mandamos duas grandes carretas para os irmos de l, comemora o pastor.

    Em conversa, por telefone, com o Rev. Jair de Almeida Jr, ele garantiu que os irmos presbiterianos da regio esto muito gratos com todas as demons-traes de amor manifestadas pelos irmos de todo pas. Somos gratos a Deus pelo apoio que estamos recebendo, afirmou.

    O Rev. Joel, da IP de Blumenau, tambm manifestou sua gratido. A igreja de l recebeu tantas ofertas que a capacidade de armazenamento chegou ao limite. Estamos repartindo com os demais cidados catari-nenses, informou.

    A Secretaria Executiva do Supremo Conclio e o Conselho de Ao Social da IPB continuam mobili-zados e articulados com as lideranas locais, visando efetivao de aes concretas que possam aliviar o sofrimento dos irmos do Estado de Santa Catarina. As aes tambm devero ser estendidas aos irmos do norte do Rio de Janeiro, Minas Gerais e do Estado do Esprito Santo, que tambm passam por situao semelhante, avisa o presidente do Supremo Conclio da IPB, Roberto Brasileiro.

    A

    Operao Barnab m Blumenau, segundo relatrio enviado pelo Rev. Joel, da IP da cidade, foram definidas estratgias de auxlio s vtimas

    da catstrofe. O conjunto de aes foi batizado de Operao Barnab.

    Entre as estratgias definidas est a criao do Fundo Solidrio Barnab, cujos recursos sero utilizados para atender s necessidades dos abri-gos prximos da Igreja: Escola Jlia Lopes, Colgio Vidal Ramos e Almirante Tamandar. O fundo tambm servir de auxlio para as necessi-dades prementes de alguns atingidos pelas cats-trofes, tais como: aluguel de imveis, compra de mveis, explicou Joel.

    Ele esclarece, ainda que a igreja disponibiliza-r uma verba mensal para auxlio aos membros mais afetados. Inclusive com recursos oriundos da arrecadao normal da Igreja, reitera. Joel afirma que as necessidades sero atendidas a

    partir do conhecimento das necessidades pelos presbteros e diconos.

    A Operao Barnab ainda prev a verificao das necessidades dos abrigos mais prximos e das pessoas em situao crtica. Alm dessas, o esfor-o em prol da reconstruo ainda consta de aes imediatas como oraes e captao de recursos Estamos nos disponibilizando para ajudar no que for preciso.

    Confiamos que Deus usar a IP Blumenau para auxiliar e minimizar o sofrimento de muitos atin-gidos, garante o pastor.

    O Conselho disponibilizou a conta cor-rente da Igreja para as doaes: Banco Ita,Agncia 0132C/C 37832-4.

    E

    Mais bem-aventurado dar que receber

    taja significa rio que corre sobre as pedras. Bem que poderia ser chamado de

    Ocaja, o rio que corre sobre as casas. A enchente que atingiu o muni-cpio no final de novembro imps severos danos a muitas famlias, alguns deles, irreversveis.

    Cerca de noventa por cento da cidade foi inundado. Localizada na foz do rio Itaja-Au, no qual desgua o Itaja-Mirim, recolhe as guas que escoem de todo Vale do Itaja. Embora a cida-de tenha um histrico que comprove a possibilidade da tragdia, as grandes inundaes que assolaram a regio em 1983 e 1984, tornaram-se apenas

    Histria e histrias, estas, nas lem-branas que eram trazidas tona quando as chuvas, em algum momen-to, se intensificavam. Devido a isso, a cidade no apenas foi pega de surpre-sa, mas, tambm, totalmente despre-parada. No havia botes de prontido para socorrer os bairros lindeiros aos rios. Inexistiam estoques de alimentos no perecveis para serem utilizados em caso de calamidade pblica.

    Por ocasio da enchente, aproxi-madamente cinqenta mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. A energia foi cortada, bem como o abastecimento de gua. irnico necessitar de gua vivendo, literal-mente, no meio dela. O medo da necessidade, mais do que a carestia real, somado ao oportunismo gersia-no de levar vantagem em tudo, levou grande nmero de pessoas a saquear estabelecimentos que comercializa-vam alimentos e bens de consumo em geral. Alguns entrevistados durante o saque a um grande atacadista da cidade, justificaram o ato afirmando que precisavam pensar na festa de final de ano. A enchente mal havia completado dois dias e j estavam invadindo e roubando farmcias!

    Contudo, em meio a tanta tragdia

    fsica e espiritual, observa-se e expe-rimenta-se grande medida de compai-xo e solidariedade. Dentre a popu-lao, aqueles que tinham pavimen-tos superiores em suas residncias, recebiam vizinhos das casas trreas, alojando quem podiam.

    Pelo menos quinze famlias de mem-bros da Primeira e da Segunda I.P. de Itaja foram drasticamente atingidas. Passada a inundao, quando o siste-ma de telefonia e a energia voltaram, de todo Brasil chegaram telefonemas e e-mails das igrejas, crentes que, por estarem ligados como membros do mesmo Corpo, sentiam nossas dores a centenas e milhares de quilmetros. J em orao, se ofereceram a ajudar.

    Passamos a receber doaes finan-ceiras atravs de depsito bancrio, mesmo do exterior. Em seguida, comearam a chegar caminhes e at carretas, repletas de alimentos, mate-rial de higiene pessoal e limpeza, e artigos de cama, mesa e banho.

    A IPB nacional tambm se mobili-zou, enviando para c um membro do CAS (Conselho de Ao Social) para ver, de perto, os estragos da enchente. Atualmente, alm da distribuio dos vveres, que, de to abundantes, so distribudos no apenas aos crentes, estamos trabalhando para mobiliar casas que tiveram seus mveis des-trudos pela enchente, e reconstruin-do quatro casas, cujas propostas de reconstruo podem ser vistas no site de nossa igreja (www.primeiraipbita-jai.com.br).

    Desde o incio, a Primeira e a Segunda I.P. de Itaja tm trabalhado juntas, tanto na arrecadao, quanto na aplicao dos recursos e distribui-o de alimentos. Louvamos a Deus, porque em meio tristeza, os irmos tm sido alvio e refrigrio. Que o Senhor lhes retribua por Sua Graa.

    Rev. Jair de Almeida JniorPastor da 1 I.P. de Itaja

    Jair de Almeida Jnior

    I

    Rev. Jair de Almeida Jnior Pastor da 1 I.P. de Itaja

    RJ, ES e MG tambmso atingidos por fortes chuvas

    rev. Gilson da Silva de Jesus, pastor da Primeira IP de Urura, Campos dos Goytacazes (RJ), informou que aps um perodo de chuvas abun-

    dantes e intensas, a situao dos moradores da cidade de Campos tambm est complicada. O pastor relatou que 15 famlias da igreja ficaram fora de suas casas e foram abrigadas em escolas pblicas, casas de parentes e amigos. Ali-mentos no perecveis, roupas pessoais e de cama, mesa, banho, material de

    higiene pessoal podem ser enviados para regio. Para saber mais detalhes entre em contato com o rev. Gilson pelo tele-fone (22) 9826-2509.

    No Esprito Santo tambm houve intensas chuvas durante o ms de novembro e dezembro. Muitas famlias ficaram desa-brigadas em cidades como Vila Velha, Ibitirama e Cachoeiro de Itapemirim. Em Minas Gerais, o nmero de municpios que decretaram estado de emergncia, at o fechamento desta edio, era de 43. Em todo o estado mineiro, 81 muni-cpios haviam sido afetados pelas chuvas e cerca de 28 mil pessoas estavam desabrigadas ou desalojadas no Estado.

    O

    Fol

    hapr

    ess

    Cidades afligidas pelas chuvas recebem cuidado especial da IPB

    SOS - Santa Catarina Rev. Roberto Brasileiro Silva, Presidente

    do Supremo Conclio da IPB, juntamen-te com o Secretrio Executivo, Rev. Ludgero Bonilha Morais, reuniram-se com o Rev. Oswaldo Hack, representan-te dos presbiterianos no estado de Santa Catarina, e juntos fazem um apelo a toda Igreja Presbiteriana do Brasil para que venham em socorro dos irmos presbi-terianos neste momento de calamidade pelo qual esto passando. O Rev. Marco Serjo presidente do Conselho de Ao Social da IPB est responsvel em arrecadar todo e qualquer recurso financeiro e enviar aos irmos presbiterianos em Santa Catarina.

    Colabore voc tambm!

    Igreja Presbiteriana ItajaBanco do BrasilAg: 0305-0

    Provao e caridade crist

  • Brasil Presbiteriano1 Janeiro de 009

    Notas

    O ms de dezembro foi de muita festa na IP da Tijuca, no Rio de Janeiro. As comemo-raes que pontuaram a chegada do Natal atravs de eventos especiais realizados a cada domingo, foram o diferencial do ltimo ms do ano de 00. Um dos eventos foi a apresentao da cantata "Um Pequeno Natal.

    A cantata deu asas imaginao dos que a assistiram ao espetculo, ao narrar, por meio das canes, como aranhas, abelhas, joani-nhas, pulgas e pirilampos aprenderam sobre o verdadeiro sentido do Natal. Dessa forma, a mensagem que o grupo deixou para a pla-tia foi a de que Deus se importa e ama as pequenas criaturas tanto quanto ama todas as demais que fazem parte de sua Criao.

    UM PEQUENO NATAL

    A IP de Volta Redonda, Rio de Janeiro, localizada na Rua Carlos Chagas, n 0, bairro So Lucas, promoveu, no ltimo dia 1 de dezembro, uma carreata em come-morao ao Dia da Bblia. A igreja se encon-trou s h0min e saiu com os automveis e com um carro de som, instruindo as pessoas a lerem a bblia e convidando-as para os cultos, e fez paradas em duas praas distri-buindo folhetos e cantando louvores.

    CARREATA, EM VOLTA REDONDA, INCENTIVA A LEITURA DA BBLIA

    COMEMORAO

    Um espetculo musical, baseada na par-bola do filho prdigo, lotou o Teatro Municipal de Marlia, em So Paulo, no dia 0 de setem-bro. Adaptada pelo Rev. Augusto Pinheiro e sua esposa, Bianca Lemos, a pea, chama-da O Retorno, foi apresentada pelos jovens e adolescentes da Igreja Presbiteriana da cidade, da qual ele o pastor. A pea j havia sido apresentada na pr-

    pria igreja no final do ano passado. A idia de levar o trabalho para o teatro municipal partiu de alguns convidados dos membros da igre-ja, que se surpreenderam com o trabalho. O ingresso, um quilo de alimento no

    perecvel, resultou na arrecadao de meia tonelada de alimentos, doados s instituies e vtimas da tragdia de Santa Catarina.

    CULTURA A SERVIO DO REINO

    A UPH da IP de Manhumirim, Minas Gerais, comemorou, no dia 1 de novembro de 00, o seu aniversrio. Na ocasio foram homenageados seis scios da UPH com ttulo de Scio Emrito: Pb. Silas Ferreira de Souza, Jos de Oliveira Louback, Rev. Sergio Pereira Tavares, Pb. Adel Bussinger, Pb. Drio da Silveira Dias e Jaime Pereira Ramos e Pb. Enas de S Tavares.

    Com quase anos, o presbtero Ablio Coelho faleceu na cidade de So Paulo no dia de agosto de 00. No dia seguinte, aps um tocante culto de des-pedida na Igreja Presbiteriana de Vila Mariana, seu corpo foi sepultado no Cemitrio dos Protestantes, junto ao da esposa Ita Edi Ribeiro Coelho, falecida em 005. Ablio nasceu no

    municpio de Carmo do Paranaba, oeste de Minas Gerais, no dia 19 de outu-bro de 190. Conheceu o evangelho com cerca de dez anos, quando seu pai, Amrico Moreira Coelho (1-19), se converteu atra-vs da leitura da Bblia. Aos 1 anos, sendo membro da Igreja Presbiteriana de Patos de Minas, sentiu-se chamado para pregar o evangelho e fez sua primeira viagem missionria no interior do seu estado. Durante 1 dias, percorreu 0 km e dirigiu cul-tos. Desde ento, sempre se dedicou a misses, tanto na vida particular como no trabalho da Igreja Presbiteriana do Brasil. Nas dcadas de 190 a 1990, o pres-

    btero Ablio exerceu cargos de gran-de relevncia na Igreja Presbiteriana do Brasil. Entre eles, merecem desta-que os seguintes: presidente da Junta Patrimonial, Econmica e Financeira; pre-sidente de Junta de Misses Nacionais e presidente da Comisso Presbiteriana de Evangelizao.Deixou esposa, dona Ita Edi Ribeiro;

    cinco filhos (Ana Maria, Ita Valmeri, ngela Maria, Ialda Edi e Ablio), doze netos e dois bisnetos, aos quais legou a chama do amor igreja de Cristo e causa do evangelho.

    NOTA DE FALECIMENTO

    Ablio Coelho e sua esposa Ita Edi Ribeiro

    Fotos: Divulgao

  • Brasil Presbiteriano 1Janeiro de 009

    Superao

    apacitar pastores, evangelistas, mis-sionrios e oficiais

    da IPB o compromisso do Centro de Treinamento Missionrio. Localizado em Patrocnio, Minas Gerais. Ele atua como importante ferramenta da igreja. Este ano o CTM contribuiu com a capacitao de 77 pessoas. Este nmero superior a todas as demais edies que realizamos, garante o Rev. Jedeas Almeida Duarte, diretor-executivo do Plano Missionrio Cooperativo. O CTM um instituto de

    capacitao jurisdicionado JET (Junta de Educao Teolgica) e coordenado pelo Rev. Roberto Brasileiro Silva. Desde 2002, a IPB como

    denominao, investe 52% de suas receitas em evan-gelizao e misses e a cada ano cresce o nmero de alunos que procuram se envolver com este momen-to especial. Com a credi-bilidade conquistada desde ento, o CTM encerrou suas atividades de 2008 j com 30 pedidos de reserva de vagas para 2009. A realidade multi-acad-

    mica do CTM possibilita intercmbio e crescimen-to. Numa mesma sala se assentam alunos com for-mao pr-teolgica, pas-tores, mestres e doutores. Alunos com chamado para projetos em grandes cidades

    e outros em pequenas cida-des, alunos com chamado para o trabalho transcultural e outros com o chamado para capacitao da sua pr-pria Igreja, explica o Rev. Jedeas. So 120 horas/aulas de

    Teologia Pastoral voltadas especificamente para os princpios Reformados que direcionam a prtica calvi-nista na evangelizao bus-cando a capacitao missio-lgica de todos os alunos. A estratgia mis-

    sionria oferecida mediante estudos da Antropologia Missionria, da Contextualizao e da Fenomenologia de Religio. A prtica devocional tam-bm aprimorada e os alu-nos so levados a refletir

    sobre a necessidade de uma vida de orao e leitura bblica constante.

    COMPROMISSO COM O TRABALHO MISSIONRIO O CTM foi criado em

    1996 pela CE/SC da IPB, momento em que a deno-minao iniciou um novo processo de revitalizao e compromisso com o tra-balho missionrio tanto no Brasil quanto no Exterior. Desde 1997 o CTM j

    capacitou 573 alunos. A maioria deles j est no campo missionrio da IPB por meio dos rgos mis-sionrios: Junta de Misses Nacionais (JMN) Agncia Presbiteriana de Misses Transculturais (APMT)

    e Plano Missionrio Cooperativo (PMC).O CTM funciona no

    IBEL, Patrocnio/MG, apesar de algumas edi-es terem acontecido no

    IBN, Garanhuns/PE. Desde 2007 a Coordenao do CTM, alm do Trabalho de Concluso do Curso, tem requerido dos alunos lei-turas e resenhas de obras relevantes para a comple-mentao das atividades em sala de aula. A premissa gerenciadora

    para a existncia CTM o treinamento ou discipulado do obreiro que foi vocacio-nado por Deus para o traba-lho ministerial. Sendo esta a prerrogativa mais importan-te da sua formao, recru-tamento, seleo e envio a um projeto missionrio. Qualquer processo de ava-liao que no tenha o trei-namento do obreiro como a prioridade nmero um uma predisposio secu-larizao da prpria voca-o, acredita Rev. Jedeas Almeida Duarte.

    C

    Nmero de alunos no CTM, em 2008, superior aos dos anos anteriores

    Centro de Treinamento Missionrio capacita pastores, evangelistas e missionrios

    FALE COM A GENTETem uma notcia bacana referente aos

    trabalhos desenvolvidos por sua igreja,

    presbitrio, snodo e/ou ministrio local?

    Mande para ns para que possamos

    public-la no jornal!

    Todas as contribuies so bem-vindas!

    Por email, escreva para bp@cep.org.br

    Divulgao

    O CTM funciona no IBEL, em Patrocno, MG

  • Brasil Presbiteriano1 Janeiro de 009

    m parceria com a IP de Bom Conselho, a Junta de Misses

    Nacionais abriu mais um campo missionrio. A cidade contemplada foi Terezinha, localizada no agreste meridional de Pernambuco. O novo tem-plo foi inaugurado no dia 20 de setembro com um culto de dedicao, sob a direo do Rev. Alexander Oliveira

    Paes, Pastor da igreja par-ceira; do Rev. Mariano Alves Jnior, representante da JMN; e do missionrio Severino Vilar de Morais Filho, obreiro do campo. Na ocasio estiveram pre-

    sentes o prefeito do muni-cpio, Sr. Eza Gomes, bem como os pastores e lderes de todas as igre-jas evanglicas da cidade. Foi com grande alegria

    que os irmos receberam o seu novo templo. Todos louvaram a Deus agrade-cendo-lhe por esta vitria alcanada. A cidade de Terezinha agradece JMN por ter investido nela. Na eternidade poderemos ver claramente o valor deste investimento, conclui o Rev. Alexander Oliveira Paes, Pastor da IP de Bom Conselho.

    A nova igreja foi inaugurada no agreste pernambucanoNovo templo

    Nasce IP em TerezinhaE

    Divulgao

    Misso Caiu, com sede em Dourados-MS, comemorou no

    ms de setembro, de 2008, oitenta anos de trabalho entre as tribos indgenas da regio e de outras localidades do Estado do Mato Grosso do Sul. O trabalho da Misso Caiu tem certificao e reconhecimento do poder pblico, com trabalho vol-tado para o ndio em vrias reas, inclusive educacional e hospitalar.

    Para a preparao dos mis-sionrios presbiterianos que atuam nas aldeias, a Misso mantm um Instituto Bblico. Visando a amplia-o das obras teolgicas que a biblioteca possui, a Casa Editora Presbiteriana doou, no final do ano passado, toda a coleo teolgica da srie Comentrio do Novo Testamento. A CEP incluiu tambm a Misso Caiu para

    recebimento regular de sua publicaes.

    A coleo foi recebida com muita alegria pelo Diretor da Misso Caiu, Rev. Beijamin Bernardes; e pela respons-vel pelo instituto missionria Meire. A entregue foi feita pelo Pb. Clodoaldo Furlan (Presidente/SDP) e Rev. Alcir Gomes (Sec. Sinodal de Misso e Ev./SDP), por ocasio de visita da caravana do Snodo Sudoeste Paulista (SDP).

    Tambm no ms de setem-bro foi organizada a Igreja Indgena Presbiteriana do Brasil, com a devida apro-vao do SC-IPB, e pelo SC da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, igre-ja parceira com a IPB no trabalho e constituio da Misso Caiu. Que o Senhor Deus continue a abenoar o profcuo trabalho mission-rio da Misso Caiu.

    A CEP presenteou a Misso Caiu com a coleo Comentrios do Novo Testamento

    Doao

    Casa Editora Presbiteriana doa livrosA

    A sede da Misso Caiu em Dourados, Mato Grosso do Sul

    Fotos: Divulgao

  • Brasil Presbiteriano 15Janeiro de 009

    o dia 18 de novem-bro de 2008 foi cele-brado um culto de

    aes de graas a Deus no Teatro Municipal lvaro de Carvalho, em Florianpolis (SC). Na ocasio foram comemorados os 150 anos da IPB e os vinte anos de presbiterianismo em Santa Catarina. Todo o Estado este-

    ve representado por seus pastores e conclios. Os presidentes dos presbit-rios do Oeste Catarinense, Integrao Catarinense, Litoral Catarinense e Florianpolis participaram da liturgia do culto como gesto de gratido a Deus. Um grande coral, com-

    posto por 70 vozes de das igrejas presbiterianas cata-rinenses e sob a regncia de Mrcia Mafra Ferreira, Alexandre Costa Leo e Cludio Bristot, louvou a Deus com o hino "Bno inefvel", cntico oficial do Sesquicentenrio. O rev. Roberto Brasileiro,

    mensageiro da noite, pregou sobre uma Igreja que preci-sa rogar sempre, baseado na passagem bblica de Lucas 17: "Senhor, aumenta-nos a f". Convidou todos os pastores presentes e suas esposas e orou por eles, conclamando-os a exercer um pastorado comprometi-do com o Reino de Deus.Na solenidade foi lan-

    ado o livro "Semeadura Presbiteriana no Sul

    Brasileiro", de autoria do rev. Osvaldo Henrique Hack. A obra contm toda a histria do presbiterianismo nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, desde seus primrdios.O Teatro Municipal

    foi o local das primeiras conferncias presbiteria-

    nas de George Whitehill Chamberlain em 1888, e aps 125 anos, pde rece-ber a famlia presbiteriana, para momentos de louvor, adorao e gratido. J em Porto Alegre, a

    festa pelos 150 anos da IPB foi celebrada no dia 23 de novembro, com um grande

    culto de adorao e aes de graas a Deus na Associao dos Engenheiros do Rio Grande do Sul. Alm dos pastores de Porto Alegre e regio, estiveram presentes tambm outros irmos pres-biterianos, frutos do traba-lho evangelizador da IPB no Estado. A mensagem do rev.

    Roberto Brasileiro, cujo

    tema era "Uma Igreja aben-oada que abenoa" foi baseada na passagem bbli-ca de Lucas 5. O pastor mostrou aos presentes o que pode e deve fazer a Igreja que tem recebido do Senhor ddivas to preciosas. De acordo com o rev.

    Jder, para os moldes do RS, o culto reuniu a maior concentrao de presbite-rianos j vista na regio. "Preenchemos um espao-so salo, emocionando os

    crentes gachos que, a todo instante, mencionavam, maravilhados o tamanho do impacto que aquela concen-trao iria causar no presbi-terianismo local. Creio que ultrapassamos 600 pesso-as", relata. O culto proporcionou

    momentos de intensa comu-nho entre os irmos, atra-vs da participao de um

    coral, composto por mem-bros das igrejas locais, e da realizao de um almo-o. Diversas caravanas deslocaram-se de diversos municpios para celebrar os 150 anos da IPB, muitas delas estampando camisas com a logomarca oficial do Sesquicentenrio. O pioneiro do trabalho

    presbiteriano na regio foi o rev. Antnio Elias (in memorian), falecido em dezembro de 2007.

    Sesquicentenrio no Sul do pas

    Santa Catarina e Rio Grande Sul celebram os 150 anos da IPB e renem centenas de irmos para adorar a Deus

    150 anos

    Caroline Santana Pereira

    N

    Mais informaes sobre os 150 anos da IPB no site www.ipb.org.br/sesquicentenario/home.php Colaboraram os Revs. Oswaldo Hack e Jder Borges

    Apresentao do coral no culto realizado em Porto Alegre

    Em Florianpolis, tambm houve comemorao pelos 20 anos de presbiterianismo na regio

    Rev. Roberto Brasileiro conclama Igreja a rogar por mais f

    Fotos: Divulgao

  • Brasil Presbiteriano1 Janeiro de 009

    amos s conside-raes a cerca do assunto.

    Primeiro, o dzimo um aspecto importante da mor-domia crist: eu, com tudo o que sou e tenho, perteno a Deus, meu Criador e meu Redentor.Segundo, o dzimo

    o mtodo incipiente de contribuio. No Antigo Testamento havia muitas outras ofertas, algumas obri-gatrias, outras voluntrias. No Novo Testamento, que no anula o Antigo (Mateus 5.17-20), a contribuio avaliada e motivada pelo amor, sendo considerada, alm de um ato de amor, uma graa. Recomendo a leitura de 2 Corntios 8.1-9. Observe, neste texto, a pala-

    vra "graa" nos versculos 1, 4, 6, 7 e 9.Quanto ao dzimo: (a)

    prtica bblica; (b) a dci-ma parte dos produtos colhi-dos, ou dos bens recebidos, ou do dinheiro ganho; (c) O dzimo deve ser entregue igreja. No deve ser admi-nistrado pessoal ou particu-larmente.H crentes que, tendo

    reservas, entregam o dzimo mesmo quando tm prejuzo. Jesus elogiou a viva pobre que deu todo o dinheiro que tinha (Marcos 12.41-44). E em todas as circunstncias devemos lembrar-nos da severa advertncia de Jesus Cristo registrada em Marcos 8.34-38.Deus exige obedincia s

    Suas leis, mas no impas-

    se entre lei e misericrdia, a misericrdia prevalece (Osias 6.6).Se o crente passar por real

    dificuldade financeira e no tiver reservas, no se aflija porque: (a) O dzimo do que temos, no do que no temos; (b) Se houver gastos suprfluos que poderamos cortar, cortemo-los para

    no deixarmos de pagar os dzimos. (c) Se ficarmos no impasse: pagar o dzi-mo ou pagar alguma dvida, de aluguel ou outra coisa semelhante, e no temos reservas, paguemos a dvida ao prximo. Com relao a isso, Jesus condenou os fariseus porque diziam que o servo de Deus podia dei-

    xar de cumprir seu dever de honrar (dar "honorrios") a seus pais, se o dinhei-ro fosse dado ao templo ( igreja): Mateus 15.3-6. Deus condescende com

    Suas ovelhas e com Seus cordeiros, em particular com os que requerem maior cuidado, como se v em Isaas 40.11 (NVI):

    "Como pastor ele cuida de seu rebanho,

    com o brao ajunta os cordeiros

    e os carrega no colo;conduz com cuidado

    as ovelhas que amamentam suas crias".

    DEUS DE MISERICRDIA

    V

    Consultrio Bblico

    Odayr Olivetti

    O Rev. Odayr Olivetti pastor presbiteriano, ex-professor de Teologia Sistemtica do Seminrio Presbiteriano

    de Campinas, escritor e tradutor.odayrolivetti@uol.com.br

    Na crise financeira, pago o aluguelou o dzimo?

    www.ipb.org.br/sesq

    Igreja Presbiteriana150 anos evangelizando o BrasilNo Brasil h muitas igrejas crists. Mas poucas tm um sculo e meio de histria. A IPB tem. So cento e cinquenta anos educando, promovendo aes sociais,transformando vidas com a palavra de Deus. Igreja Presbiteriana. 150 anos evangelizando o Brasil.

    Anuncio_SESQ_RODAPE.qxp:selo_tarja_Slogan_A4.qxp 9/2/08 2:47 PM Page 1

  • Brasil Presbiteriano 17Janeiro de 2009

    mdia denunciou: o criacionismo est sendo ensinado em

    aulas de cincia. O jor-nalista Marcelo Leite, da Folha de So Paulo, abor-dou o Mackenzie a partir de uma aferio de livros do Sistema Mackenzie de Ensino (SME), que ensi-na o criacionismo. Ele entrevistou o Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes (Chanceler da insti-tuio), o Rev. Dr. Mauro Meister (assessor teolgi-co-filosfico do progra-ma), e o Pb. Dr. Cleverson Almeida (Diretor de Ensino e Desenvolvimento), res-ponsvel, entre outras coisas, pelos Colgios Presbiterianos Mackenzie (So Paulo, Tambor e Braslia) e pelo SME. A Folha publicou o texto de Marcelo Leite no domin-go 30.11.2008, retratando mais ou menos o que se passa, mas com a usual tendncia de ridicularizar e distorcer quem no reza pela cartilha evolucionista.O artigo teve repercusso

    bem acima da mdia. Para se ter uma idia, o blog dele (que publica os seus artigos na ntegra), geralmente tem

    quatro a cinco comentrios por artigo. Este artigo j ultrapassa os 150 comen-trios. A maioria, como se espera, fazendo coro no ataque ao criacionismo. Alguns comentrios muito

    bons, em defesa do ensino; vrios de pastores presbite-rianos.Entre 01.12.2008 e

    12.12.2008 a Folha de So Paulo no passou um dia sem que o assunto cria-cionismo freqentasse a coluna de carta dos leito-res (Painel do Leitor). Isso

    vem despertando o interes-se do restante da mdia e da prpria Folha, que solici-tou a Christiano Silva Neto para que escrevesse uma posio a favor do cria-cionismo, colocando outra

    posio contra, de um evo-lucionista da Universidade Federal da Bahia. Os dois artigos foram publicados no sbado 06.12.2008, gerando ainda mais cartas sobre o tema. O jornal O Estado de So

    Paulo fez igual abordagem e entrevista e publicou,

    no caderno Educao, em 08.12.2008, uma reportagem sobre criacionismo nas escolas, dando a posio do Colgio

    Batista de So Paulo, do Mackenzie e de Colgios Adventistas. Nessa reportagem ressaltam que as escolas catlicas no vm nenhuma incompatibilidade com o evolucionismo. Essas notcias tm sido igualmente debatidas em vrios blogs, como no do

    Enzio de Almeida Filho (http://pos-darwinista.blogspot.com/), no http://laudascriticas.wordpress.c o m / 2 0 0 8 / 1 2 / 0 7 /c r i a c i o n i s t a s -evolucionistas/ , entre outros e, finalmente, de Reinaldo Azevedo: http://brasilacimadetudo.l p c h a t . c o m / i n d e x 2 .p h p ? o p t i o n = c o m _c o n t e n t & d o _pdf=1&id=5733.A Globo News este-

    ve no Mackenzie no dia 10.12.2008, trazendo cmeras, reprteres, etc. Foram entrevistados os Drs. Mauro Meister e Augustus Nicodemus, bem como a Diretora do Colgio de So Paulo, e coordenado-ra do SME, Profa. Dbora Muniz. O programa resul-tante dessas gravaes ser levado ao ar, possivelmen-te, em fevereiro de 2009.Em 13.12.2008, a Folha

    de So Paulo, na pgina C-4, publicou mais uma reportagem de pgina inteira. Nela, o Mackenzie mencionado nominal-mente, contrapondo a ins-tituio ao Ministrio da Educao. Em uma pro-vocao, o Ministro da

    Entrevista Especial

    A

    Ensino do Criacionismo no Mackenziee a controvrsia levantada pela mdia

    Presidente da Junta de Educao Teolgica da Igreja Presbiteriana do Brasilse pronuncia a respeito do tema

    "Deus no freqenta laboratrio de cin-cia e pesquisador no divindade"

  • Brasil Presbiteriano18 Janeiro de 2009

    Educao citado por nome em uma das manchetes e textos. Fotos mostram a entrada e nome do Colgio Presbiteriano Mackenzie, o livro de Cincias, etc. Ainda que a manchete tente colocar o MEC e o Mackenzie em contrapo-sio, no houve nenhum pronunciamento oficial do MEC, e o Mackenzie opera dentro da perfeita legalida-de, como instituio con-fessional, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, em seu artigo 20, que espe-cifica a existncia da escola confessional, assegurando assim a pluralidade de vises no cenrio educa-cional brasileiro.Em 14.12.2008, o jornal

    O Estado de So Paulo publicou entrevista, em destaque, com a Dra. Roseli Fischmann, professora lau-reada da USP, ex-profes-sora do Mackenzie, na pg. J3. Ela afirma que Deus no freqenta laboratrio de cincia e pesquisador no divindade, por isso criacionismo no deveria ser ensinado nas aulas de cincias.A partir disso, o BP entre-

    vistou o Pb. Solano Portela. Ex-Superintendente de Educao Bsica do Instituto Presbiteriano Mackenzie, atual Diretor de Planejamento e Finanas da Instituio e presiden-te da Junta de Educao Teolgica da Igreja Presbiteriana do Brasil, sobre o tema em debate.BRASIL PRESBITERI-

    ANO: Aulas de cincias e aulas de religio apon-

    tam para o criacionismo, ou so apresentadas as duas teorias (criacionismo e evolucionismo), deixan-do que os alunos escolham qual delas lhes parece mais convincente?SOLANO PORTELA:

    exatamente essa perspecti-va ampla, de que existem

    alternativas de pensamen-to, que se procura ofere-cer com o ensino do cria-cionismo. H mais de um sculo que o evolucionis-mo tem sido apresentado de forma monoltica, no apenas como uma teoria, mas como fato comprova-do. Sob o suposto manto de cincia objetiva, a aca-demia tem impedido que se mostrem as alternativas interpretativas aos achados da Cincia. Na aula de reli-gio, em uma escola crist, ensina-se sobre Deus, sobre seus feitos, sobre as impli-caes de sua existncia na vida pessoal, no carter, no

    convvio, nas aes. Nas demais matrias, e no s em Cincias, uma escola crist deveria partir do pres-suposto de que Deus existe. Essa uma realidade bsica que no deve ser sonegada aos alunos, pois partindo dela eles esto sendo real-mente educados e no enga-

    nados em uma falsa rea-lidade. Semelhantemente, a escola secular no neutra. Ela parte, sim, do pressuposto naturalista de que Deus no existe, ou de que ele irrelevante ao que est sendo ensinado. A partir disso ela constri a sua cosmoviso, na qual o homem reina supremo e Deus o grande ausente. O Deus confinado aula de religio, no o Deus da Bblia, que interage com a criao. Isso no significa que se ensine religio, na aula de cincia. A cincia explora a natureza, atesta e construda em cima de

    regularidades fsicas e qu-micas, chamadas de leis, de um universo harmni-co que procede de Deus. Estudar cincia nesse con-texto faz muita diferena positiva. Os alunos esperam regularidade, no se surpre-endem ou se intrigam com ela. Aprendem, tambm, a

    separar os fenmenos que se podem repetir e verifi-cveis em laboratrio, das ilaes filosficas e mera-mente interpretativas rela-cionadas com a origem da matria, dos seres vivos e da prpria humanidade.Por ltimo, as escolas

    confessionais, ensinam, sim, o evolucionismo, com o qualificativo que a teo-

    ria mais aceita no mundo cientfico e preparam seus alunos adequadamente para estarem versados sobre ela, ainda que com o qualifica-tivo de que no confundam teoria com fatos. BP: Evolucionistas e

    criacionistas concordam em alguma coisa? No qu?SP: Concordam. Os evo-

    lucionistas examinam as diversas espcies de seres vivos, incluindo o homem, e discernem nelas algum paralelismo estrutural. Chegam concluso de que descendem, portanto de um ancestral comum. Os criacionistas verificam que existe, sim, paralelismo estrutural em grande parte da criao. Conjugam isso com a verdade bblica da existncia de um Criador ou seja, em vez de um ancestral comum, temos um Criador comum, com um plano mestre, que criou as espcies. H concordn-cia, portanto, na primeira parte da avaliao da natu-reza. importante ressaltar que dentro do criacionismo existe uma diversidade de opinies sobre o desenvol-vimento e o tempo a partir da criao, mas o ponto comum a crena no Deus Criador.

    BP: Qual a orientao

    das escolas presbiterianas com relao ao ensino do criacionismo e do evolu-cionismo?SP: O criacionismo faz

    parte da cosmoviso cris-t. A existncia do Deus Criador substanciada

    Entrevista Especial

    Dentro do cria-cionismo existe uma diversidade de opinies sobre o desenvolvimento e o tempo a partir da criao, mas o ponto comum a crena no Deus Criador

  • Brasil Presbiteriano 19Janeiro de 2009

    na Palavra de Deus, faz parte dos documentos his-tricos doutrinrios da Igreja Presbiteriana (seus Smbolos de F). Para serem coerentes, as escolas presbiterianas no deve-riam se furtar ao ensino do criacionismo. Ao mesmo tempo, como j afirmamos, necessrio ensinar aos alunos o que diz a teoria da evoluo, pois ela faz parte do sistema que nos cerca e no qual estamos inseridos.

    BP: Os evolucionistas

    defendem que o evolucio-nismo derivado de uma teoria cientfica consagra-da e amplamente compro-vada em diversos setores da biologia e antropologia, que ele um dos pilares das conquistas cientficas modernas e que, por conta disto, deve ser ensinado nas escolas. Para eles o cria-cionismo no passa de uma hiptese, sem bases cient-ficas que comprovem a sua teoria. O que o senhor tem a dizer sobre isso?SP: O evolucionismo est

    muito mais para filosofia, do que para cincia verda-deira. Achar que s essa idia encontra abrigo leg-timo em aula de cincia um grande erro, especial-mente nas ltimas dca-das, quando grandes des-cobertas da microbiologia apontam para falhas gri-tantes na teoria da evolu-o. Um grande nmero de cientistas tem abraado a idia do Intelligent Design (aportuguesado, no Brasil, para design inteligente). O surpreendente que vrios

    desses no so cristos; uma grande parte at evolucio-nista em alguns pontos. No entanto eles tm enxerga-do que a teoria de Darwin tem lacunas e falhas enor-mes. Foi formulada, e per-manece quase com a sua estrutura original, numa poca em que no havia a instrumentao nem as condies para o desenvol-vimento da microbiologia. O olhar de Darwin era para as coisas externas; o olhar da cincia biolgica das dcadas passadas para as estruturas internas. Elas se apresentam cada vez mais complexas do que se ima-ginava anteriormente e, ao mesmo, tempo, mais regu-lares na codificao que aponta para uma intelign-cia, em sua formao. incrvel como alguns auto-res, supostamente cien-tficos, como o jornalista Marcelo Leite (Folha de So Paulo, 30.12.2008, no Caderno +!) dizem, sobre

    o DNA, que Os primei-ros seres vivos da Terra inventaram essa maneira de transmitir caractersticas de uma gerao a outra, h cerca de quatro bilhes de anos, e ela se perpertuou desde ento! Ou seja, para o evolucionista, mais fcil acreditar nessa fal-cia, do que na existncia de um Criador Inteligente. Persistir somente com o ensino do evolucionismo, cerrando os olhos, os ouvi-dos e a boca a outras evi-dncias, um grande erro, deseducar.

    BP: O senhor acha que,

    um dia, essa discusso sobre quem tem razo a respeito da criao do mundo ter fim?SP: Para quem aceita

    a Palavra de Deus como Escritura inspirada, pro-veniente do prprio Deus, por meio de autores huma-nos que foram preserva-dos de erro em seus regis-

    tros, a questo j deveria estar resolvida. Deus criou, e ponto final. O homem natural, que no aceita a revelao de Deus, sem-pre estar a procura de explicaes que excluam o prprio Deus da equao. Como ele teima em viver em metade da realidade, as suas equaes sempre tero mais incgnitas do que sua capacidade de resolv-las. Creio que a cincia ir des-cobrindo, mais e mais, evi-dncias que dificultaro a ampla aceitao da evolu-o, como visto nos dias de hoje.

    BP: Qual o papel do edu-

    cador cristo diante dessas teorias?SP: O educador cristo

    luta com muitas dificulda-des. Uma delas a carncia

    de material didtico, exata-mente o que est se procu-rando suprir com o Sistema Mackenzie de Ensino que tem sido desenvolvido no Mackenzie desde 2005. Em 2009, os livros atingiro j o 5. ano do ensino fun-damental, comeando com a pr-escola (Maternal, Jardim I e Jardim II). O material de cincias uma joint venture com a ACSI (Associao Internacional de Escolas Crists vide matria sobre o assunto no BP de maio de 2008) que foi traduzido e adaptado para as condies brasi-leiras. Os demais livros e matrias, tambm refletem a realidade de Deus; par-tem da pressuposio da divindade e no escondem das crianas essa verdade; mostram a diferena entre os sexos, a partir da criao; defendem o valor da fam-lia, e vrios outros pilares que hoje so execrados e contestados pela sociedade pag. A outra dificuldade, a presso para respeita-bilidade social e corpora-tiva. Eles so pressionados a aceitar a evoluo, pois todos pensam assim. preciso coragem e a per-cepo de que abraar o criacionismo, nada mais do que levar a Bblia a srio e aplicar as ver-dades da Palavra ao todo da nossa vida. Quando ele encontra uma escola que d o respaldo institucional a essa postura, obtm uma possibilidade de trabalho consciente e de realizao pessoal, educando no senti-do real do termo.

    Entrevista Especial

    O homem natural, que no aceita a revelao de Deus, sempre estar a pro-cura de explicaes que excluam o pr-prio Deus da equa-o

  • Brasil Presbiteriano0 Janeiro de 009

    s presbiterianos foram os pionei-ros protestantes na

    terra de Gonalves Dias. O primeiro missionrio que pregou em So Lus foi o Rev. John Rockwell Smith, em julho de 1875. Em 1878, tambm este-ve na capital maranhense o Rev. Alexander Latimer Blackford, cunhado de Simonton, na poca em que trabalhava como agen-te da Sociedade Bblica Americana. Em 1882, houve a visita do Rev. DeLacey Wardlaw, que no mesmo ano fixou resi-dncia em Fortaleza. Por esse tempo, trabalhou por alguns meses em So Lus o colportor e evangelis-ta Joo Mendes Pereira Guerra. Finalmente, em 1885 esta-

    beleceu-se no Maranho o abnegado mdico e missio-nrio Rev. George William Butler, que ali permaneceu at 1892. Butler organizou o trabalho presbiteriano, construiu a casa de orao, fez excurses evangels-ticas pelos rios Itapicuru e Mearim, e pregou em Alcntara e Caxias. A pri-meira pessoa batizada por ele foi uma senhora da alta sociedade local, D. Maria Brbara Belfort Duarte, esposa de um parlamen-tar e tribuno do imprio. A organizao da igreja ocorreu no dia 6 de junho de 1886, sendo o templo

    inaugurado em 26 de julho do ano seguinte. O Rev. William M.

    Thompson foi o sucessor imediato do Dr. Butler, tendo chegado a So Lus em 1890. Organizou a Igreja de Caxias em 22 de setembro de 1895. Em meados de 1896 foi residir nessa cidade, ali perma-necendo at 1902. Depois disso, esteve vrias vezes em Caxias, demorando-se nessas visitas. Penetrou at Barra do Corda, reali-zando ainda outras viagens missionrias. De julho de 1895 a maro de 1903, fixou-se na capital o Rev. Carlyle R. Womeldorf,

    auxiliando o pastor local e fazendo algumas viagens pelo interior. Abriu traba-lhos em So Bento e Anil. O primeiro pastor nacio-

    nal a trabalhar em So Lus foi o Rev. Belmiro de Arajo Csar, que per-maneceu no Maranho por muitos anos, de dezembro de 1893 a outubro de 1911. Por seu intermdio, muitas pessoas aceitaram o evan-gelho. Foi professor no Liceu Maranhense. Pregou ao longo do Itapicuru e visitou Belm do Par. Foi substitudo por alguns meses pelo aspirante ao ministrio Persiano Alves, mais tarde ordenado minis-

    tro. Com a retirada deste, ficou frente da igreja o presbtero Samuel Csar, filho do Rev. Belmiro, que tambm alcanou o minis-trio. Depois disso vie-ram os Revs. Raimundo Bezerra Lima, Antnio Teixeira Gueiros, Joo Gadelha e outros mais. Um

    grande auxiliar do trabalho de So Lus foi o pres-btero Raimundo Ferreira da Silva. Em Caxias, tra-balhou por muitos anos o Rev. Otvio Valois da Costa.

    Pioneirismo

    Primrdios da obra presbiteriana no MaranhoAlderi Souza de Matos

    O

    O Rev. Alderi Souza de Matos pastor presbiteriano e historiador

    oficial da IPB.asdm@mackenzie.com.br

    Rev. Belmiro Csar e famlia

    Rev. Dr. George Butler

    Rev. William M. Thompson

    Fotos: Arquivo