BRUXISMO: ASPECTOS CLiNICOS, ETIOLOGIA ?· MICHELE ATHANASIO SHWETZ BRUXISMO: ASPECTOS CLiNICOS, ETIOLOGIA…

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    23-Sep-2018

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  • MICHELE ATHANASIO SHWETZ

    BRUXISMO: ASPECTOS CLiNICOS,ETIOLOGIA E TRATAMENTO

    Monografia apresentada do curso de protesedentaria da Faculdade de CienciasBiologicas e da Saude da UniversidadeTuiuti do Parana, como requisito parcial aobtenc;:ao ao titulo de Especialista emProtese Dentaria.

    Orientadora: Prof;! Dra.Therezinha Pastre.

    CURITIBA2007

  • Dedicat6ria

    Dedico este trabalho as pessoas que mais amo nessemundo, que e a minhafamilia! Meupai, Alexandre, minhamae, EvangueZia, meus irmaos, Alexandre, GuiZherme eAna Claudia, que sao a base de tudo na minha vida.

    E tambem ao amor da minha vida, Juliano, companheiroe etemo incentivador.

  • AGRADECIMENTOS

    Agrade

  • SUMARIO

    LIST A DE FIGURAS ..

    RESUMO .

    INTRODUCAO ..

    2 REVISAO DA LlTERATURA ..

    2.1 ASPECTOS CLiNICOS ..

    2.1 .1 Classificagao ..

    2.2 ETIOLOGIA ..

    2.3 TRATAMENTO ..

    3 DISCUSSAO ..

    4 CONCLUSAO ..

    REFERENCIAS ..

    ANEXO A ..

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    6

    8

    10

    10

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  • LlSTA DE FIGURAS

    FIGURA 1 DESENHO ESQUEMATICO MOSTRANDO PLACAINTEROCLUSAL ..... 27

    FIGURA 2 FACETAS DE DESGASTE ACENTUADO .. 28

    FIGURA 3 FACET AS DE DESGASTE ACENTUADO NO ARCO INFERIOR .. 28

    FIGURA 4 FACETAS DE DESGASTE ACENTUADO, VISTA ANTERIOR .. 29

    FIGURA 5 TERAPIA DE OVERLA Y .... 29

    FIGURA 6 TERAPIA DE OVERLAY ... 30

    FIGURA 7 TERAPIA DE OVERLAY ... 30

    FIGURA 8 TERAPIA DE oVERLA Y ... 31

  • RESUMO

    SHWETZ Michele Athanasio. BRUXISMO: ASPECTOS CLiNICOS, ETIOLOGIA ETRATAMENTOOrientadora: Prof'. Therezinha Pastre, Curitiba: UTP 2007, Especializa~ao emProtese Dentaria

    o bruxismo e um dos habitos mais destrutivos da cavidade bucal porque ocorre deforma constante, disfuncional e utiliza fon;;:asexcessivas para os tecidos dentals eperiodontais. A maiaria dos auto res pesquisados, afirmaram que 0 bruxism a podetrazer seqOelas importantes para todo 0 sistema estomatognatico, como desgastesdentarios, dentes doloridos, altera~ao de dimensao vertical de oclusao, fadigamuscular, dar facial e dares de cabe

  • TERMO DE APROVACAOMichele Athanasio Shwetz

    BRUXISMO: ASPECTOS CLiNICOS,ETIOLOGIA E TRATAMENTO

    Esta monografia foi jutgada e aprovada para a obtengao do titulo de Especialista emProtese Dentaria do Curso de Especializagao em Protese Universidade Tuiuti do

    Parana

    Curitiba, 17 de julho de 2007.

    Especializagao em Pr6teseUniversidade Tuiuli do Parana

    Prof2Universidade Tuiuti do Parana

  • INTRODU

  • 10% a 20% dos bruxistas esta consciente dos seus habitos, provavelmente sendo 0bruxismo diurno 0 mais facil de diagnosticar.

    Diante do exposto 0 objetivo desta revisao de iiteratura Ii mostrar os

    aspectos clinicos do bruxismo, sua etiologia e tratamento.

  • 10

    2 REVISAO DE LlTERATURA

    2.1 ASPECTOS CLiNICOS

    o lermo "BRUXISMO" deriva da palavra grega Brychein, que significaapertamento, fric

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    uni ou bilateral, e que pode estar presente tanto quando a pessoa acorda pela

    manha como no decorrer do dia.Em estudo realizado por Conti et al. (1999), para avaliar a presen~a ou nao a

    presen~a de h!lbitos parafuncionais, entre pacientes portadores de protese total, no

    primeiro grupo estes apresentavam tempo de usa das pr6teses menor au igual a 5

    anos, e Dutro grupo com tempo de usa maior que 5 anos, conclufram que 0

    bruxismo e/ou apertamento foi principal habito parafuncional encontrado em ambos

    os grupos estudados e que nao houveram diferen~as entre os dois grupos.

    Rodrigues et. al. (2001), avaliaram a freqOenciade h!lbitos parafuncionais e

    $uas manifestac;oes cHnicas em pacientes com Disfunt;oes da ArticuJagaoTemporomandibular (DTM). Os h!lbitos parafuncionais foram, em ordem

    decrescente, briquismo, isolado au associado a Qutros habitos, apertamentodentario, onicofagia, morder objetos e morder a lingua. Sinais comuns as disfunc;6estemporomandibulares predominaram, havendo dar em museu los como masseter,

    temporal e cervical, bern como sinais articulares representados par estalos e dar

    articular, e sinais cHnicos como hipertrofia da linea alba jugal e lingua crenada,

    facetas de desgaste foram freqOentes em dentes anteriores, em especial caninos.

    Rodrigues concluiu que a freqOencia de habitos parafuncionais em disfun90es

    temporomandibulares e alta, com predominio do briquismo, enquanto queevidencias clinicas destes sao observadas apenas em parte dos pacientes.

    Segundo Dekon et al. (2003), relatam que durante a atividade parafuncional,

    aplica-se sobre a superficie oclusal uma fon;a muito maior do que durante os

    movimentos fisiol6gicos, girando em torno de 90 Kg, alem da contra9ao da

    musculatura durante um tempo exagerado (em torno de 2 horas). 0 periodo di!lrio

    de contato dentario nos partadores de bruxismo e tambem bastante aumentado emrela9aO a um paciente sem parafun9ao, e considerando que tais condigoes superam

    a tolerancia fisiol6gica das estruturas envolvidas, passando a gerar danos ao

    sistema estomatognatico.

    Em estudo sobre bruxismo, Manfredini et. al. (2003), encontraram uma

    associagao entre bruxismo e DTM, e que a maior prevalencia estava nos pacientes

    com os seguintes sintomas: combinagao de dor miofacial, deslocamento do disco

    articular e outras condigoes articulares. Sugeriram que 0 bruxismo tenha uma grande

    relagao com disordens musculares que com 0 deslocamento do disco articular e

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    patologias articulares, e que a relagao parece ser independente da presenga de

    outras DTMs diagnosticadas com dores miofaciais.

    A associagao entre 0 desgaste dentaria, bruxismo e dar facial em pacientes

    com DTM, foi estudada par Pergamalian et. aI., (2003), que relatou ser um problema

    complexo em pacientes com DTM que apresentam altos nfveis de bruxismo e

    avangado desgaste dentario. 0 objetivo de seu estudo foi determinar existencia de

    uma significante associagao entre 0 desgaste dentaria, as habitos parafuncionais do

    bruxismo, dar na articulagao temporomandibular e dares musculares severas nesses

    pacientes com DTM. Os resultados neste estudo mostraram que 0 desgaste dentario

    esta correlacionado com a idade. Houve varia

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    sono. E pode representar uma manifestagao sub-clinica e precoce do disturbio

    comportamental do sono REM.

    Para Litonjua et al. (2003), em pacientes com bruxismo, encontramos

    caracteristicas clinicas, como a atri9ao, erosao e abrasao. A mais correlacionada e aatrigao, que a definida como uma perda da estrutura dentaria, que a atritada contra

    alguma superficie e apresentam como etiologia 0 fator psicol6gico, como fatores

    emocionais envolvidos na perda de estrutura dentaria no processo mastigat6rio.Milam et. al. (2004) estudaram a incidencia de sinais e sintomas de

    desordens temporomandibulares (DTM) em dois grupos. 0 exame anamnatico

    utilizou 0 Criteria de Classifica

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    relac;ao a presenga de cr6nicas dares faciais, inumeras areas de dor na palpa

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    AS individuos com esse tipo de bruxismo nao apresentam facetas de

    deslizamento e a contragao muscular isometrica permite maior acumulo de irritantes

    locais, principalmente acido latieD.

    Ne casa de bruxismo excentrico, observase que:

    Os individuos apertam e deslizam as dentes nas posigoes protrusivas e

    latero-protrusivas;

    Os movimentos mandibulares sao bordejantes;

    Os individuos apresentam facetas de desgaste excentricas, tanto nos

    dentes anteriores como posteriores. a mais frequente e uma combinagaode facetas na face vestibular incisal de incisivos e caninos inferieres e na

    face lingual de incisivos e caninos superiores;

    A musculatura apresenta maior facilidade em eliminar residuos

    energeticos, acidos e irritantes. Contudo, isso nao significa que dor,

    disfungao, hipertonismo muscular e sensibilidade a palpagao estejamausentes. (Motina, 1989).

    Segundo Aloe et al. (2003) 0 BS (Bruxismo do Sono) e classificado como

    primario quando nao ha causa medica evidente, sistemica ou psiquiatrica. Eclassificado como secundario quando vem associado a um transtorno clinico,

    neuro16gico ou psiquiatrico, relacionado a fatores iatrogenicos (uso ou retirada de

    subslEmcias ou medicamentos) ou a outro transtorno do sono. A maioria dos casos

    de BS e de etiologia primaria. Bruxismo secundario pode estar associado a oulros

    disturbios do movimento (doen9a de Parkinson, doen9a de Huntington, sind rome de

    Shy-Drager, distonia oromandibular, discinesia oral tardia, sindrome de Gilles de la

    Tourette, espasmos hemifaciais, acatisia ou distonia tardia) ou a hemorragiacerebelar, atrofia oJivopontocerebelar, nas demencias, na fibromialgia, na dor

    miofaciaJ, em criangas com retardo mental, com hiperatividade e deficit de atengao,

    na sfndrome de ReU, na esquizofrenia, no transtorno do eslresse p6s-traumatico e

    na bulimia nervosa.

    Carlsson et al. (2006), dividem 0 bruxismo em noturno e diurno. Atualmente,

    descreve-se bruxismo noturno, com a leoria mais ace ita pela maioria dos

    pesquisadores, como sendo um disturbio com uma desordem do sono, relacionada

    as condi90es emocionais do paciente. 0 bruxismo varia de noite para noile, e esta

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    variat;ao correlaciona-se com as dias mais estressantes emocionalmente, assim

    como com a antecipagao de futuros eventos importantes na vida do paciente.

    2.2 ETIOLOGIA

    Em 1977, Titus, analisou a etiologia do bruxis