Cadres i i i Encontro

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    28-Dec-2015

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  • Caderno de resumos do

    III Encontro do Grupo de Estudo e Trabalho em

    Histria e Linguagem: Poltica das narrativas polticas

    FAFICH - UFMG

    08, 09 e 10 de abril de 2014

  • Observao: Por um problema quanto ao login da Fafich junto Biblioteca Nacional,

    houve atraso na atribuio do ISBN e, consequentemente, na produo da ficha

    catalogrfica. Atualizaremos o presente caderno de resumos em 15 dias, j com ISBN e

    ficha. Pedimos desculpas pelos transtornos.

    Ficha catalogrfica elaborada pela Biblioteca

    Prof. Antnio Luiz Paixo (Fafich-UFMG)

  • Reitor da UFMG

    Prof. Dr. Jaime Arturo Ramrez

    Diretor da Fafich

    Prof. Dr. Fernando de Barros Filgueiras

    Chefe do Departamento de Histria

    Prof. Dr. Tarcsio Rodrigues Botelho

    Coordenador do Curso de Histria

    Prof Dr Adriane A. Vidal Costa

    Comisso de Organizao do III Encontro do GETHL

    Alexandre Bellini Tasca

    Isabella Batista de Souza

    Luiz Arnaut

    Mrcio dos Santos Rodrigues

    Renata Moreira

    Warley Alves Gomes

    Crdito da imagem da capa:

    Esboo do mural iniciado primeiro no RCA Building e depois destrudo O Homem na

    Encruzilhada, Olhando Pleno de Esperana para um Futuro Melhor, 1932. Fonte:

    KETTENMANN, Andrea. Diego Rivera: 1886-1957. Kln: Taschen, c2006.

    Diagramao:

    Mrcio dos Santos Rodrigues

    Apoio PAIE/UFMG

    Pr-Reitorias Acadmicas

    Realizao

    GETHL

    http://www.fafich.ufmg.br/hist_lingua/

  • O III Encontro do Grupo de Estudo e Trabalho em Histria e Linguagem

    Poltica das narrativas polticas objetiva criar um espao multidisciplinar de discusso, tendo como base a narrativa e seus modos de configurao. assim

    que a aparente repetitividade do nome do evento se dissolve, indicando

    que toda narrativa poltica, a despeito de sua intencionalidade ou demandas

    prprias, e que toda poltica atua tambm por mecanismos narrativos, alm de

    que toda narrativa engendrada por polticas internas. Poltica, notadamente,

    assume aqui o seu sentido lato.

    O Grupo de Estudo e Trabalho em Histria e Linguagem (GETHL)

    debrua-se, de forma transdisciplinar, acerca de uma questo norteadora: como a

    linguagem pode interferir no mundo? Neste ano, o GETHL voltou-se para a

    temtica da narrativa, buscando entend-la em sua forma mais ampla, como um

    veculo que permite interpretar a experincia humana e, mais do que isso, em

    certa medida, criar realidades ou representaes acerca do mundo.

    O que narrar? Aparentemente, uma das atividades mais comuns s

    diversas populaes humanas, ganha contornos diversos se a inquirimos por meio

    de suas polticas. Para que e por qu narramos?

    A narrativa um modo de conformao de realidades, em que a passagem

    do tempo est claramente configurada, mobilizando, para isso, elementos de

    linguagem (imagtica ou lingustica). Nesse sentido, abre-se o leque de

    entendimento e a narrativa sai do domnio exclusivamente ficcional ou mesmo da

    narrativa histrica e passa a abranger a narrativa flmica, quadrinstica, relatos,

    estudos, poemas e conjuntos de poemas, ou seja, quaisquer materiais lingustico-

    imagticos que mobilizem elementos para o contar.

    Desse modo, entendemos que a linguagem narrada, mais do que desvelar um

    mundo, contribui para sua criao, na medida em que nomeia prticas, configura

    fazeres e, assim, constitui mltiplas realidades.

    O evento aberto ao pblico em geral, tendo seu pblico-alvo especfico nos

    profissionais das Humanidades (estudantes e professores das redes municipal,

    estadual, federal e particular de ensino), de diferentes instituies e localidades.

    GETHL

  • Simpsio Temtico 1:

    Conceitos e categorias das narrativas

    Rene trabalhos interessados nas diferentes categorias de narrativas, bem como

    aqueles que versam sobre aspectos terico-metodolgicos necessrios para a

    anlise de narrativas em diferentes campos do conhecimento, como a Histria ou

    os Estudos Literrios;

    A Configurao da narrativa queirosiana e o contexto poltico portugus:

    Alguns apontamentos de uma relao dialtica

    Virglio Coelho de Oliveira Jnior (Doutorando em Histria pela UFMG/Bolsista Capes)

    Em Teoria Esttica (1968), Adorno destaca que a forma artstica contedo social sedimentado. Em outras palavras: as linguagens artsticas so construdas e

    reconstrudas de acordo com as formulaes sociais em que se inserem.

    Entretanto, se essas linguagens so produtos de um determinado contexto social,

    elas so tambm produtoras de formas de se ver, sentir, narrar e edificar o real.

    Com efeito, tomamos o romance Os Maias (1888), de Ea de Queirs (1845-1900), com o objetivo de analisar as conexes entre a configurao da narrativa

    queirosiana e o contexto poltico a ela associado. At a dcada de 1870, Ea de

    Queirs tinha como protagonista de seus romances a burguesia portuguesa,

    considerada por ele afetada, superficial e despreparada para conduzir as reformas

    que seriam necessrias para colocar Portugal nos trilhos da civilizao. Com essa perspectiva crtica, o autor colocava no centro das suas obras os dramas e os

    dilemas dessa classe. Nos anos 1880, quando se anunciava a repblica em terras

    lusitanas, e comeava a se gestar vrios movimentos contestatrios, Ea assumiu

    uma postura revisionista, tendendo a apoiar mais claramente os projetos

    monrquicos e centralizadores. A partir da, as narrativas queirosianas

    destacavam outra personagem: a aristocracia. Se nos primeiros romances do

    autor, os desejos aristocrticos eram sinais de fraqueza da burguesia, a partir,

    principalmente de Os Maias, ocorreu uma transformao nesses enredos. O presente trabalho procurar demonstrar que no s as opes temticas do

    romancista esto dialeticamente relacionadas dinmica poltica e social

    representada; mas tambm a nova configurao narrativa por ele edificada. Quais

    os significados da desacelerao do tempo narrativo, por meio das crescentes

    descries densas? Pode-se relacionar a predominncia do discurso indireto

    (protagonismo do narrador), sobre os discursos direto (quando os personagens

  • conduzem a narrativa) e o indireto livre (mescla das vozes do narrador e dos

    personagens), a uma nova forma de perceber e construir a realidade?

    Palavras-chave: Ea de Queirs; a narrativa romanesca moderna; Portugal.

    As representaes publicitrias: estudo para utilizao de anncios comerciais

    em uma abordagem histrica cultural do poltico

    Marina Helena Meira Carvalho (Mestranda em Histria pela UFMG)

    O presente trabalho analisa como as representaes contidas nas propagandas

    comerciais podem ser interessantes fontes para uma abordagem histrica cultural

    do poltico. Elas, nutrindo-se de convenes partilhadas por uma comunidade de

    sentido, muito mais que vender produtos divulgam ideias, sonhos, medos, modos

    de vida, hbitos, opinies, imagens, smbolos. Esse trabalho visa compreender

    como os anncios comerciais partem de um contexto determinado cultural, social

    e histrico para, ao mesmo tempo, significar e construir. Entendemos, assim, os

    publicitrios como agentes histricos que, ao formularem representaes,

    concomitantemente partem de uma comunidade de sentido e se apropriam e

    criam significaes para o mundo que os circunda. Para isso, discutimos a

    natureza das representaes publicitrias enquanto fontes histricas, perpassando

    pela historiografia referente s representaes e publicidade.

    Palavras-chave: representao; propaganda; fontes histricas.

    Guerra potica e temporalidade epidtica na querela dos antigos e dos

    modernos (scs. I-III d.C - 1688 - 2014)

    Luiz Csar de S Jnior (Doutorando pela UFRJ/Bolsista CAPES)

    A Histoire Potique de la guerre entre les anciens et les modernes, publicada

    por Franois de Callires em 1688, um texto chave para discutir a famosa

    querela ocorrida na Frana do sculo XVII. O objetivo da apresentao propor

    que este documento, lido do ponto de vista da tcnica retrica, pode ser restitudo

    a seus significados mais verossmeis, ajudando-nos a demonstrar que os termos

    querela antigos e modernos so anacrnicos e hermeneuticamente inadequados. O trabalho procura sinalizar para a possibilidade de que, superado o

    vcio modernista por vezes presente nos estudos literrios e na historiografia

    quanto querela, torna-se possvel estudar as prticas letradas francesas em questo de outro modo, a saber, como dispositivos retoricamente formulados

    para emular textos greco-latinos, produzindo, com isso, um efeito de

    descolamento do tempo presente (prprio do gnero retrico do epidtico e

    afinado a parmetros dispostos pelo discurso do sublime atribudo a Longino)

    arquitetado para projetar os nomes dos melhores letrados da poca de Callires,

    juntos dos melhores antigos, ao futuro. Tratar-se-ia, eis o argumento em

  • sntese, da tentativa de criao retrica de narrativas ontologicamente

    constitudas em torno da tpica do letrado imortal. Palavras-chave: Retrica; Querela dos antigos e dos modernos; Ontologia.

    Histria e narrativa em Paul Ricoeur

    Breno Mendes (Mestre em Histria pela UFMG)

    Neste trabalho buscaremos nos aprofundar na definio de narrativa cunhada

    pelo filsofo Paul Ricoeur, sobretudo em sua trilogia Tempo e narrativa (3v.

    1983-85). Para tanto, iremos nos deter em conceitos centrais do crculo

    hermenutico ricoeuriano como os de mmesis,