CAPA E SUMÁRIO-RDN-092 trabalho JOPão

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FACULDADE DE TECNOLOGIA DA AMAZNIA TECNOLOGO EM RADIOLOGIA

FBIO BEZERRA JOO SALVIANO MARLON TH

QUALIDADE DIAGNSTICA DO SISTEMA URINRIO NA UROGRAFIA,UROTOMOGRAFIA E URORESSONNCIA

BELM/PA 2010

FBIO BEZERRA JOO SALVIANO MARLON TH

QUALIDADE DIAGNSTICA DO SISTEMA URINRIO UROGRAFIA,UROTOMOGRAFIA E URORESSONNCIA

NA

Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de Tecnlogo em Radiologia Mdica da Faculdade de Tecnologia da Amaznia FAZ. Como requisito da avaliao quantitativa e qualitativa de Mtodos de pesquisa cientfica, orientado pelo Prof. Dr. Daniel Fernandes.

BELM/PA 2010

SUMRIO

1-INTRODUO 2-OBJETIVOS 2.1-OBJETIVO GERAL 2.2-OBJETIVOS ESPECFICOS 4-JUSTIFICATIVA 5-REFERENCIAL TERICO 7-METODOLOGIA 8-CRONOGRAMA 9-BIBLIOGRAFIA 10-ANEXOS 11-APNDICE

INTRODUOAs Infeces do Trato Urinrio (ITUs) esto no grupo dos quatro tipos mais freqentes de infeces hospitalares, sendo caracterizadas pela invaso de microrganismos em qualquer tecido da via urinria, acometendo particularmente mulheres e adultos jovens sexualmente ativos alm de crianas, onde, apenas as infeces respiratrias aparecem com maior freqncia (STAMM apud BENNETT, 1996; ANVISA, 2004). As ITUs se caracterizam pela colonizao e multiplicao de bactrias nas vias urinrias e nos rins, podendo ser assintomtica ou sintomtica. Mais comumente as ITUs so causadas por bactrias, mas podem tambm ser causadas por fungos e vrus (JOHNSON, 1991). Existem vrios fatores predisponentes do hospedeiro que participam na patogenia da ITU: fluxo urinrio comprometido mecnica ou funcionalmente, como obstruo da bexiga, estrangulamento da uretra, hipertrofia prosttica, expanso do tero durante a gravidez e nefropatia diabtica ou poliomielite (KONEMAN et al., 1999). Muitas destas condies so comuns, principalmente nos pacientes internados. A ITU hospitalar responsvel por aproximadamente 40% de todas as infeces hospitalares, sendo tambm uma das fontes importantes de sepse hospitalar (MEDEIROS et al., 2001). Tendo em vista os fatores relacionados, o presente estudo tem por objetivo avaliar a freqncia dos microrganismos responsveis pelas infeces do trato urinrio dos pacientes atendidos no Hospital Santa Terezinha de Erechim - RS. Alm disso, objetiva-se relacionar a suscetibilidade destes microrganismos frente aos antimicrobianos comumente empregados pelos clnicos e em uso neste nosocmio.

2-OBJETIVOSOBJETIVO GERAL Comparar a qualidade dos mtodos diagnsticos para o exame do sistema urinrio em raio-x, Tomografia e Ressonncia Magntica

OBJETIVOS ESPECFICOS Comparaes patolgicas Avaliao de protocolos Registro de imagens Levantar dados benficos populao submetida aos exames.

JUSTIFICATIVA Avaliar os nveis de qualidade dos mtodos empregados na Urotomografia e os benefcios que oferta aos pacientes em relao urografia excretora. Motivar o leitor em uma leitura progressiva, porm compreensiva dos adventos tomogrficos do sistema urinrio, levando o leitor a entender a razo da substituio dos mtodos diagnsticos em questo, comprovando respectivamente eficcia e ineficcia dos achados patolgicos.

REFERENCIAL TERICO As ITUs so extremamente freqentes, ocorrendo em todas as idades, do neonato ao idoso, acometendo principalmente o sexo masculino durante o primeiro ano de vida, devido ao maior nmero de malformaes congnitas, especialmente vlvula de uretra posterior. Aps este perodo, as meninas so acometidas por ITU 10 a 20 vezes mais do que os meninos. A incidncia de ITU na fase adulta se eleva e o predomnio no sexo feminino se mantm, tendo maior incidncia durante a gestao ou na menopausa, e relacionado ao inicio da atividade sexual, de forma que ao longo da vida 48% das mulheres apresentam pelo menos um episdio de ITU (GUPTA et al., 2001; NICOLLE, 2001; BAIL, L.; ITO, C. A. S.; ESMERINO, L. A., 2006). Na mulher, a uretra mais curta e a maior proximidade do nus com o vestbulo vaginal e uretra, tornando-se assim mais susceptvel ITU. No homem existe uma maior proteo contra a ITU, como o fator antibacteriano prosttico, maior comprimento uretral e um maior fluxo urinrio. A partir dos 50 anos, a presena do prostatismo torna o homem mais suscetvel ITU (BACHELLER; BERNSTEIN, 1997). A causa mais comum de infeco nosocomial a ITU, sendo responsvel por 35 a 45% de todas as infeces adquiridas no hospital (GARIBALDI, R.A.; BURKE, J.P.; DICKMAN, M.L., 1974; SCHAFFNER, 1992; BARON et al., 1990). A maior parte das ITU nosocomiais geralmente so adquiridas por autoinfeco de forma endmica, mas transmisso epidmica tambm tm sido registrada. Quando esta ocorre, h um aumento importante na taxa de infeco, e as bactrias responsveis no so aquelas comumente encontradas, mas sim outras tais como Serratia marcescens, Proteus rettgeri e Providencia stuartii. Nesses casos, as investigaes tm demonstrado que a infeco cruzada a principal forma de disseminao, atravs das mos do pessoal hospitalar (MARANGONI, 1987; STAMM, 1996, p.186-7).

2.1 ANATOMIA FUNCIONAL DO SISTEMA URINRIO A principal funo do sistema urinrio (Figura1) controlar a composio e o volume hdrico do sangue auxiliando na homeostase. Isto acontece pela eliminao de quantidade considervel de gua e diversos solutos por possuir a capacidade de retirar seletivamente as substncias do sangue a serem secretadas. Esse sistema em humanos composto de dois rins, dois ureteres, a bexiga urinria e a uretra. Os rins tm a funo de regular o volume e a composio do sangue removendo impurezas do mesmo. So responsveis tambm pela excreo do excesso de hidrognio, que tem seu efeito direto no controle do pH sangneo. O processo culmina na formao da soluo a ser excretada denominada urina (TORTORA & GRABOWSKI, 2003).

Figura 1 - Sistema Urinrio http://ltc.nutes.ufrj.br/toxicologia/imagens/ap.u rin1.gif O sistema urinrio excreta impurezas nitrogenadas do catabolismo das protenas, toxinas bacterianas, gua, hidrognio, compostos resultantes do metabolismo de medicamentos e sais inorgnicos (eletrlitos) pela ao dos rins (TORTORA & GRABOWSKI, 2003). Ao metabolizar os nutrientes como lipdeos, protenas e carboidratos, as clulas humanas produzem resduos como, excesso de gua, dixido de carbono energia armazenada na forma de ATP e calor. Alm disso, o catabolismo das protenas gera metablitos nitrogenados txicos como a uria e a amnia. Todos os compostos txicos e o excesso de ons, como sulfato, fosfato, hidrognio, sdio e cloreto devem ser excretados pelo corpo de modo que a homeostase seja mantida (TORTORA & GRABOWSKI, 2003). 2.1.1 O Rim Rim cada um dos dois rgos excretores, em forma de feijo, tendo no ser humano, aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura e pesam cerca de 150 gramas cada um. o principal rgo excretor e osmoregulador dos vertebrados. Os rins filtram dejetos (especialmente uria) do sangue, e os excretam, com gua, na urina; a urina sai dos rins atravs dos ureteres, para a bexiga. Os rins so duas glndulas de cor vermelha escura como se pode observar na Figura 2, colocada simetricamente nos lados da coluna vertebral, na regio lombar. O rim serve como verdadeiro rgo depurador ou filtro do resto dos produtos de resduos, provenientes das combustes respiratrias (CORPO HUMANO, 2008).

Figura 2 - Anatomia Renal Fonte: Infoescola (2008) A urina um lquido transparente, de cor amarelada e leva dissolvida vrias substncias. Um litro de urina contm normalmente gua, 10 miligramas de cloreto de sdio e dois produtos txicos: a uria (25 gramas) e o cido rico (0,5 gramas) (WIKIPDIA, 2008). 2.1.2 O Nfron uma longa estrutura tubular microscpica que possui, em uma das extremidades, uma expanso em forma de taa, denominada cpsula de Bowman, que se conecta com o tbulo contorcido proximal, que continua pela ala de Henle e pelo tubo contornado distal, este desemboca em um tubo coletor. So responsveis pela filtrao do sangue e remoo das excrees (GUYTON, 1988). Em cada rim, a borda interna cncava constitui o hilo renal. Pelo hilo renal passa a artria renal, a veia renal e o incio do ureter, canal de escoamento da urina. Na poro renal mais interna localizam-se tubos coletores de urina. O tipo de nfron e a localizao dos rins variam (Figura 3).

Figura 3 - O nfron Fonte: Coladaweb (2008)

2.1.3 A Bexiga A bexiga urinria uma cmara de msculo liso composta por duas partes principais: o corpo, que a poro maior da bexiga na qual a urina se acumula; e o colo, que uma extenso em forma de funil desde o corpo, dirigindo-se, inferior e anteriormente, para o tringulo urogenital e conectando-se com a uretra (GUYTON; HALL, 1997). uma bolsa muscular e elstica, (Figura 4) que se encontra na parte inferior do abdmen e est destinada a recolher a urina que trazida pelos ureteres. Sua capacidade varivel em mdia de um tero de litro. A uretra um conduto pelo qual expulsa a urina ao exterior, empurrada pela contrao vesical; abre-se ao exterior pelo meato urinrio e sua base est rodeada pelo esfncter uretral, que pode permanecer fechado vontade e resistir ao desejo de urinar (PORTAL SO FRANCISCO, 2008).

Figura 4 - Bexiga masculina Fonte: Ministrio Pblico Federal (2008)

2.2 FISIOLOGIA RENAL O rim desempenha papel essencial na regulao da concentrao da maior parte dos constituintes do lquido extracelular. Alguns dos mecanismos especficos para essa regulao so: regulao da concentrao de on sdio; regulao da concentrao de on potssio; regulao do equilbrio cido-bsico; regulao do volume sangneo (GUYTON, 1998; AIRES, 1999). A estrutura e funo esto intimamente ligadas aos rins. Conseqentemente, a apreciao das caractersticas histolgicas e macro anatmicas dos rins so necessrias para a compreenso de sua funo (BERNE, 2000). A urina composta basicamente de gua, eletrlitos (sdio, potssio, cloreto, bicarbonato e outros ons menos abundantes) e pelos produtos finais do metabolismo protico, sendo o principal deles a uria. Algumas substncias normalmente no esto presentes na urina, c