Cordel - O pavão misterioso

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    10-Jul-2015

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<ul><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 1/34</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 2/34</p><p>. .CD LE t;:AD . LU ZE IRDDirecao deARL1NDO PINTO DE SOUZA</p><p>-. JOSE CAMELO DE MELO RESENDE</p><p>Texto revisto e classificado parH~ LID CAVENAGH I</p><p>Direitos adquiridos e registrados de acordocom a lei na Bibl ioteca Nacional</p><p>1980</p><p>L U Z E I R O E O I T O R A L I M I T A D A03 025 - H UI A 1M 'R AN fE B A R R O S O N " 1 3 DT E L E F O N l: ' 3 - 8 5 5 9 . C G C 4 3 . 8 2 &amp; T&amp; 4 3 / 0 8 0 1 0 DINSClt ES l lDUl l 1 01 .D 85 .1 01 S AO P A U L O</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 3/34</p><p> . . , , , , ...</p><p>. ,</p><p>FICHANOME -- a PAVAO MISTERIOSOTEMA - AventuraAUTOR - Jose Camelo de Melo Resende (Jose Camelo)LOCAL - Sem indicacso DATA - Sem indicacaoES TRO FES - 1 41 de sets versos de sete sflabas (sextilhas)ESQUEMA DA S RIMAS - x ax a x a</p><p>r O BSERVAC ;AO - A s letras repetidas indicam asversos que rim am entre si. Indicam ..se corn x osversos que nao rimam com nenhum outro.</p><p>FIN AL - Uma estrofe em acr6stico J O SECAMELO , emversos de sete srlabas (martelo). E SQUEMA DAS RIMAS:abbaaccddcBIOGRAFIA DO AUTOR - JOSE CAMELO DE MELDR ESEN DE ( JOSE CAM E LO) nasceu na povoacso de Pi-loezinhos, Munjc(pio de Guarabira ..--PB, e morreu em RioTinto - PB, aos 28 de outubro de 1964. Foi filhe de ManuelA lves. Poeta popu lar, cantador, carpinteiro e xlloqrafo, erahomem imagninoso e brilhante. C ornecou a versar romancespor volta de 1923, mas nao escrevia suas cornposicoes -.guardava-as na m emoria, pra canta-tas onde se apresentasse ..M eteu -se em situacdes atrapalhadas; entre 1 927 e 1929, porcausa duma delas, fugiu para 0 R io G rande do Norte. Foinessa epoca que Joao Melqu rades, .ajudado par RomanoEI ias, se apossou dos originais de 0 Pavio Misterioso, publ i...cando-os como obra sua; tornando-se 0 romance urn desmaiores sucessos da l.iteratura de Cordel em todos as tempos,o caso gerou uma polernica que dura ate hoje (apesar de jaestar provada e documentada a verdadeira autoria]. Alemdeste 0 Pavio Misterioso, Jose Camelo foi autor de variesromances que se tornaram classicos no genera: Aprigio Cou-tinho e Neusa, A Verdadeira Historia de Joaozinho e Mari-quinha, Coco-Verde e Melancia, etc.o nome LITERATURA DE CORDEL provern de Portugal e data doseculo XVII. Esse nome deve-se ao cordel au barbante em Que ostothetos flcavam pendurados, em exposicao. No Nordeste brasilelro,mantiveram-se a costume e 0 nome, e as folhetos sao expostos a vendapenduradas e presos por pregadores de roupa, em barbantes esticadosentre duas estacas, fixedas em caixotes.</p><p>. . .</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 4/34</p><p>" , " - _ . ; a . . . .. . .1 :." "</p><p>.- ' .. a PAVAo MISTERIOSO'" - . . .</p><p>Eu yOU contar a hist6riaD um pavao misterioso,Que levantou voo da Grecla.Com urn rapaz corajoso,Raptando uma condessa,Filha dum conde orgu lhoso ,</p><p>Residia na TurquiaUm viuvo capital ista,Pa i " de do is f i Ihas so lteiros -o mais velho Joao Batista ,Entao 0filho mais m090Se chamava Evangelista.</p><p>o velho turco era donoDuma fabrlca de tecidos,C om larqas propriedades,D inheiro e bens passu (dos.D eu a heranca a seus fj Ihos,Porque eram bern unidos.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 5/34</p><p>4 Jose Camelo de Melo ResendeDepois que ovelho morreu,F izeram comb inacao,Porque 0Joso Batis taConcordou com seu irrnao,E foram negociarN a mais completa uniao~</p><p>. .</p><p>U m d ia, Joao Bat istaPenso u pela va idadeE d isse a Evangel ista:- Meu mano, eu tenho vontadeDe visitar 0 estra ngeiro,Se nao te deixar saudade.</p><p>O lha que nossa riquezaSe acha muito aumentadaE dessa nossa fortunaAinda nao gozei nada,Portanto, convern que eu passeUrn ana em terra afastada.</p><p>Respondeu Evangel ista:- V a, que eu aqui ficarei,Regendo nosso neqocio ,Como sempre trabalhei.Garanto que nossos bensCom cuidado zelarei.</p><p>Ouero tazer-lhe urn ped ida:Procure no estrangeiroUrn objeto bonito,S6 para rapaz so lteiro,Traga pra mim de presente,Embora custe d inheiro.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 6/34</p><p>o Pavao M isterioso 5Joao B atista prometeu,Com muito boa atencao ,De comprar urn objetoDo qosto do seu irrndo.Entao I tornou urn paqueteE seguiu para 0 Japao.</p><p>Joao B atista, no Japao ,Esteve seis meses somente,Gozando naquele Imperio.Percorreu 0Oriente,D epois seguiu para a Grecia.O u t ro pa fs d iterente.</p><p>Joao B atista entrou na Grecia.D ivert iu-se em passear tComprou passagem de bordo;Quando ia emba rca r fOuviu urn negro dizer :- A cho born se demorar!</p><p>Joao Bat ista interroqo U :~ Amigo, fale a verdade:Por que motive a senhorMa nda eu ficar na cidade?o isse 0 negro: ~ Va i haverUma grande novidade!</p><p>Mora aqu i nesta cidadeUrn conde muito valente.Ma i s soberbo do que Nero,Pai duma filha sornente ~E a rnoca rna is bo nitaQue h a no tempo preserrte!</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 7/34</p><p>6 Jose Camelo de Melo Resende E a rnoca em que Ihe falo,Filha do tal potentado,o pai tern .ela escondida</p><p>Em urn quarto do sobrado ..,C hama-se C reusa, e criou ..seS em nunca ter passeado.</p><p>,I</p><p>De ano em ano, essa rnocaBota a cabeca de fora,Para 0 povo adora ..laNo espaco de uma hora,Para s er vis ta Dutra vez,Tern urn ano de demora.</p><p>o conde nao consentiuDutro homem educa-la:So ele, como pai dela,Teve 0 poder de ensina-la..Sera morto 0criadoQue dela escu tar a fala.</p><p>O s estrangeiro s tern vindoTomarem conhecimento.Arnanha ela aparece .Ao grande aju ntamento ~E proibido pedir ..seA mao dela em casamento!Entao d isse Joao Bat ista :- A gora vou demorarPara ver essa co ndessa,Estrela deste lugar.Quando eu chegar na Turquia,Tenho muito que contar!</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 8/34</p><p>o Pavao Misterioso 7Logo no segundo dia,C reusa saiu a [aneta.as fotoqrafos se vexaram ,Tirando 0 retrato dela,.Ouando inteirou uma hora,D esapareceu a donzela.</p><p>rDepois , Joao Batista viuUrn ret rat ista vendendoAlguns retratos de Creusa.Vexou-se e Ihe foi dizendo:- Quando quer pelo retrato?Porque cornpra-lo pretendo!</p><p>o fot6grafo respondeu:- the custa urn canto de reis,Joao Batista a inda d isse :- E u com prava ate par dez!Se 0 dinheiro fosse pouco,Empenharia os aneist</p><p>Joao Bat ista va ItouD a G racia para a TurquiaE, quando chegou em Meca,C idade em que residia,Seu mane EvangelistaBanqueteou 0seu dia .</p><p>.Entao d isse Evange list a:- M eu mano, v a me contandoSe viu coisa bern bonitaPor onde andou passeando -a que me traz de presente,Va logo me entregando!, ..</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 9/34</p><p> , ....</p><p>8 Jose Camelo de Malo Resande Respondeu Joao Batista:- Para ti trouxe urn retratoDuma condessa da Grecia,</p><p>Moca que tern fino trato.Custou-me urn conto de reis -&gt;lnda achei multo barato:-Assim falou Evangelista,</p><p>Depois duma gargalhada:- Nesse caso, rneu irm ao,Para mim nao trouxe nada,P01S retrato de mulherE coisa bastante usada!</p><p>~:.</p><p>- Sei que tern muito retrato, .Mas, como a que eu t rouxe, nao!Ira ago ra exami na ..lo,Entrego em sua mao -Quando vir esta beleza,Mudara de opiniao.</p><p>Joao Bat ista t irouo retrato dum a mala,.Entreqou-o ao rapazQue estava de pe na sa la ,Mas, quando viu 0 retrato,Ouis fa t a r , tremeu a f a la.</p><p>E vange I ista vo I to uC om 0 retrato na mao.Tremendo, muito assustado,Perguntando a seu irrnaoS e a mO;8 do retratoTinha aquela perfeicao.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 10/34</p><p>o Pavia Misterioso 9Respondeu Joao Bat istai- C reusa e muito mais formosaDo que 0 retrato dela!Em beleza e preciosa -Tem 0corpo desen hadePar uma mao milagrosa!</p><p>.. .</p><p>Joao Batista perguntou,Fazendo urn ar de riso:- Que e isso, meu i rmao?Quer perder 0 seu jurzo?JfI vi que esse retratoVern Ihe causar prejuizo!</p><p>Hespondeu Evangelista:- Pais, meu irrnao, eu Ihe digo:Vou s a ir do meu pa IS !Nao posso ficar contigo,Pais a moca do retratoMe deixou a vida em perigo!</p><p>Joao Batista fa lou serio :- Preciptcio nao convem:De que Ihe serve ir embora,Par esses mares alern,Em procure de uma rnocaQue nao casa com ninquern?</p><p>- S eu conselho nao me serve,Estou impressionado!Rapaz sem rnoca bonitaE urn desaventurado!Se eu nao casar com Creusa,Findo os dias enforcado '</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 11/34</p><p> ..</p><p>10 JoStiCamela de Melo R.sende</p><p>V amos partir a riqueza,Que tenho necessidade.Dar balance ao dinheiro,Porque eu quero a metade.o que nao posso levarLhe dou de boa vontade ..</p><p>Deram balance ao dinheiro.S6 tres milhdes encontraram,Trocou dais a Evangelista,Conforme se combinararn.Com relacao a neg6cio,Da firma se desligaram.</p><p>Oesped iu-se E vangeJ ista,Abracou a seu irmao --Choraram urn pelo Dutro,N a triste separacao ,Seguindo urn para a GreciaEm uma embarcacao.</p><p>Logo que chegou a Gracia.Hospedou-se Evangel istaEm urn hotel dos mais pobres,Negando assim sua pista,Para ninquern nao saberQue era urn capitalists ..</p><p>Ali passou oito meses,Sem se dar a conhecer,Sempre andando d isfarcado,S6 para n inquern saber,Ate que chegou 0 d iaD a rnoca .aparecer.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 12/34</p><p>o Pavlo M istertoso 11O s hate-is ja se achavamR epletos de passageiros;Passeavam pela pracaO s grupos de cavalheiros;Havia muitos fidalgosC hegando do estranqeiro.</p><p>As duas horas da tarde,Creusa sa iu a jane la,M ostrando sua belezaEntre 0 conde e a mae dela.T odos tiraram 0 chapeu,Em continencia a donzela.</p><p>Quando Evangelista viuo brilho da boniteza,D isse: - Vejo que meu manoO u is m e falar com franqueza,Po is essa gent i I donzelaE ra inha da beleza!</p><p>Evangel ista voltouA onde estava hospedado.Como nao falou com a rnoca,E stava contrariado -Foi inventar uma ideiaQue Ihe desse resu ltado ,</p><p>No outro dia saiu,Passea ndo , E va ngel is ta .Encontrou-se na cidadeCom urn rapaz jornalista.Perguntou se nao haviaN a praca algum artista.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 13/34</p><p> . . - I_ . . : . . . . . -:.-</p><p>. . . .12 Jose Camelo de Melo ResendeRespondeu 0 jornalista:- Tern 0doutor Edmundo,Na rua dos O perarios -E engenheiro profunda!Para inverrtar rnaquinisrno,E e'e 0 maior do mundo!</p><p>Evanqel ista en tro uN a casa do enqenheiro,Falando em Ifngua grega,Negando serestrarqeiro.Lhe propos um born neg6cio_,Oferecendo d inheiro.</p><p>A ssi m d isse Evangelista:- Meu engenheiro famoso,Primeiro v a me d izendoSe nao e homem medroso -Porque quero ajustarUrn neqocio vantajoso!..</p><p>J</p><p>Respondeu-Ihe Edmundo:- N a arte nao tenho medo,Mas vejo que 0amigoOuer um neqocio em segredo -Como prscisa de mim,Con te -me le i esse enredo.</p><p>~ Eu amo a filha do conde,A mais formosa mulher!Se 0doutor inventarUrn aparelho qualquer,Que eu possa falar com efa,Pago 0que 0senhor qu iser.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 14/34</p><p>o Pavao Misterioso , "r13- E u aceito seu contrato,'Mas preciso Ihe avisa rQue vou trabalhar seis m eses.o senhor vai esperar!E obra desconhecidaQue agora vou inventer.</p><p>- O uer dinheiro adiantado?E u pago neste momento.- Nao senhor, ainda e cedo.Quando findar meu invento,E quando eu Ihe digo 0 preco.Ouarrto custa 0 paqarnento.</p><p>E nquanto Evanget is ta ,Impacien te, esperava,o _engenheiro EdmundoTodas noites trabalhava,Oculto em sua oficina,~ ninquern adivinhava,</p><p>.. o grande artista E dm undoDesenhou nova invencao,Fazendo urn aeroplanoD e pequena dimensao,Fabricado de alurnrnioCom importante arrnacao.</p><p>Movido a motor eletrico,Dep6sito de gasolina,Com locornocao maciaQue nao fazia buzina -A obra m ais importanteQue fez em sua oficina.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 15/34</p><p> . ~~- .- .. -:: ..-.... ,</p><p>14 JOMCamefo deMelo Resende</p><p>Tinha cauda como leque,A s asas como urn pavioPescoco , cabeca e bico,Afavanca, chave e botao,Voava igual ao ventoPara aualquer direcao.</p><p>Quando Edmundo tindou,Disse a Evangelista:- A sua obra esta perfeit a,Ficou corn-bonita vista -a senhor tern de saberQue Edmundo e artista!</p><p>Eu fiz urn aeroplanoDa forma de urn pavao,Que se arm a e se desarm a,Comprimindo urn batao,E carrega doze arrobasT res Iequas acima do chao.</p><p>Foram experimentarSe tinha jeito 0 pavaoA briram a alavanca e chave,C arregaram no batao:o monstro girou suspenso,Maneiro como urn balao.o pavao, de asa aberta,,Partiu com velocidade,Co rta ndo pelo espacoMuito acima da cidade.Como era a meia-no ite,</p><p>Voltaram it sua vontade.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 16/34</p><p> , ,- ,,_"I . . 'I~_ - - - ~ - _ . . . - ~ , -. .o Pavlo Misterioso 15</p><p>Entio disse 0 engenheiro:- Ja provei minha invencao:F iz emos experienc ia ,Tome conta do pavao ..Agora, 0 senhor me paga,S em prom over discussao.</p><p>Pergunta 0 Evangelista:- Quanta custam seus inventos?-. D e-me cern contos de reis,Podem ser dois paqarnentos,a rapaz Ihe respondeu.III- Pago a vista, dou duzentos!</p><p>Edmundo .ainda deu-lneMais urna serra azougada,Que arriava caibro e ripaE nao fazia zoada,Tinha os dentes de navalhaDe gum e bern afiada.</p><p>Deu-lhe urn lenco eniqrnatico ,Que, quando Creusa gritava,Chamando pelo pai dela,E ntao 0 moco passavaEIe no nariz da rnoca,C om isso ela desmaiava.</p><p>E ntao d isse 0 jovem turco:- Muito obrigado fiqueiDo pavao e dos presentes -Para lu tar me a rrnei!Arnanha. a meia ..noite,CornC reu sa con versarei.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 17/34</p><p>16 Jose Camelo de Melo AesendeA meia-noite 0 pavao.00 muro se lev an to u;Com as lamp adas apagadas,Como uma flecha VQOU.Bern no sobrado do conde,Na cumieira aterrou</p><p>Evangelista, em silencio ,Cinco telhas arredou,U r n buraco de dois palmosNos caibros e ripas serrou -E, pendurando u rna corda,Por ela se escorreqou,</p><p>C hegou ao quarto de Creusa,Onde dormia a donzela,Debaixo dum cortinadoFeito de seda amarela,E ele, para acorda-la,PO s a mao na testa dela.</p><p>A rn oe a estremeceu,Acordou no momento instanteE vi u u m rapaz estranhoDe rosto muito eleqante,Que sorria para ela,Com urn olhar fascinante.Entao Creusa deu urn qrito:- Papai, urn desconhecidoEntrou aqui no meu quarto!Sujeito multo atrevido!V enha d epressa, papa i,Pode ser a Igum band ida!</p><p>. , ' " ,.</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 18/34</p><p>o Pavia Misterioso 17o rapaz Ihe disse: - Maca,Entre nos nao ha per igo :Estou pronto a defende-IaComo verdadeiro arnqo.Venho e saber da senhoraSe quer se casar comigo.</p><p>o [overn puxou 0 lenco,No nariz dela encostou,Deu uma vertigem na rnoca,D e repente desmaiouE ele subiu na corda,Chegando em cima, tirou.</p><p>o rapaz ajeitou os caibrosE consertou 0telhado.E ncalcando em seu pavao,Voou bastante vexado,Veio esconder 0aparelhoAonde foi fabricado.o conde aoordou aflito,Quando ouviu a zoada.Entrou no quarto da .filha,Desembainhou a espada,Mas a encontrou sem sentidos,D ez minutos desm aiada.</p><p>Percorreu todos as cantosCo m a espada na mao,Berrando, soItando praga,Co lerico como urn leao Io izendo: - Onde encontra ..lo,Eu m ato esse ladrao!</p><p>. .</p><p>. . . . .</p></li><li><p>5/10/2018 Cordel - O pavo misterioso</p><p> 19/34</p><p>~.</p><p>18 JoS4! CameJod. Malo Rlsende</p><p>Creusa disse-Ihe: - Meu pal,Po is eu vi neste momentoUrn jovem rico e elegante,Me falando em casamento!Nao vi quando ele .encantou-se.Porque deu-me urn passarnento.</p><p>Disse 0 conde: - Nesse caso,Tu ja estas a sonhar!M oc;:a de de zo ito anosJ f J pensando em se casar?Se te aparecer casamento,Eu saberei desmanchar!</p><p>E va ngel is ta chego uAs duas da madrugada,Assentou 0 seu pavao ISem que fizesse zoada,D esceu pela mesma trilhaNa corda dependurada.</p><p>Creusa estava deitada,Dormindo 0 sana inocente,Seus cabelos, como urn...</p></li></ul>