Correio Notícias - Edição 943

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    02-Feb-2016

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Correio Notcias - Edio 943

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  • Edio 943Tera-Feira / 11 de Maro de 2014 1

    Tera-FeiraEdio 943

    Maro / 2014 11

    Motorista que atropelou e matou criana em Siqueira

    Campos j est preso Pgina 8

    Hospital Nossa Senhora da Sade ganha novo Raio X

    Aparelho antigo estava quebrado, mas foi recuperado, e deve ser instalado em uma Unidade Bsica de Sade. Pgina 3

    Exame de sangue capaz de prever Alzheimer, aponta pesquisa

    Eles mostraram que testes de nvel de 10 gorduras no sangue permitiria detectar - com 90% de preciso - o risco de uma pessoa desenvolver a doena nos prximos trs anos. Os resul-tados, publicados na revista Nature Medicine, agora passaro por testes clnicos maiores. Especialistas dizem que os resultados ainda precisam ser confirmados, mas que tal exame seria "um verdadeiro passo em frente." Pgina 4

    Caminho da prefeitura de Ibaiti incendiado

    Pgina 5

    13 Festa do Lar do Menor Siqueirense atrai aproximadamente

    15 mil visitantesA 13 Festa do Lar do Menor Siqueirense que j se tornou um atrativo regio-nal, superou todas as expectativas dos organizadores. Uma das tradicionais festas de Siqueira Campos bateu o recorde de pblico, com diversas atraes que garantiram a alegria dos visitantes. Aproximadamente, 15 mil pessoas participaram do tradicional evento, nas trs noites de festa. Pgina 4

  • 2 Tera-Feira / 11 de Maro de 2014Edio 943OPINIO

    Siqueira CamposCornlio ProcpioCuritibaIbaitiJapiraJabotiSalto do ItararCarlpolisJoaquim TvoraGuapiramaQuatiguJacarezinhoConselheiro MairinckPinhalo

    Direo / eDitora chefe

    Elizabete GoisreDao

    Camila Consulin, Isaele Machado,Regiane RomoDiaGraMao

    Bruno Rafael, Marcos VinciusaDMinistrativo

    Isamara Machado, Claudenice Machado coLUnista

    Gnesis MachadocircULao

    rePresentaoMERCONET Representao de Veculos de Comuni-cao LTDARua Dep. Atilio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PRFone: 41-3079-4666 | Fax: 41-3079-3633

    fiLiaDo a

    Associao dos Jornais Dirios do Interior do Paran

    jornalstica correio do norte s/c ltda - cnPj: 07.117.234/0001-62

    Escritrio siquEira caMposRua Dos Expedicionrios,1525 - centroSiqueira Campos - Paran(43) 3571-3646 | 9604-4882

    site: www.correionoticias.com.br - E-mail: editais@correionoticias.com.brdiagramacao@correionoticias.com.br

    TomazinaCurivaFigueiraVentaniaSapopemaSo Sebastio da AmoreiraNova Amrica da ColinaNova Santa BrbaraSanta Ceclia do PavoSanto Antnio do ParasoCongoinhasItambaracSanta MarianaLepolis

    SertanejaRancho AlegrePrimeiro de MaioFlorestpolisSo Gernimo da SerraSanto Antnio da PlatinaArapotiJaguariavaSengsSo Jos da Boa VistaWenceslau BrazSantana do ItararJundia do SulAndir

    AbatiCambarRibeiro do PinhalNova FtimaBarra do JacarSanta AmliaSertanpolisBela Vista do ParasoRibeiro ClaroOs artigos publicados no expres-

    sam necessariamente a opinio do Jornal e so de total responsabili-dade dos autores.

    O descaso com a cultura em Curitiba e no Paran

    Por jul leardini

    O descaso no Brasil geral e com a cultura no diferente. A classe artstica de Curitiba est h dois anos sem o lanamento do edital do Mecenato Subsidiado, que deveria, por lei, ser lanado pelo menos uma vez por ano. O ltimo edital de dezembro de 2011. As verbas previstas, em vez de subirem, acompanhando as deman-das, diminuem, mesmo com as promessas em contrrio de polticos e gestores da rea.

    H anos o Frum das Entidades Culturais tem cobrado aes mais concretas da Fundao Cultural de Curitiba, no sentido de organizar os editais de cultura, tanto do Mecenato quanto do Fundo Municipal de Cultura. Mas sempre o descaso tem sido a regra, no havendo expli-caes claras para os trabalhadores do setor. O novo prefeito assumiu h pouco mais de um ano, assim como a nova diretoria da Fundao Cultural de Curitiba. O novo prefeito garantiu, publicamente, que envidaria esforos para liberar 1% para a cultura em Curitiba, como exige o Plano Nacional de Cultura.

    O Frum das Entidades j protocolou vrios ofcios no ano passado e tambm neste ano de 2014, pedindo esclarecimentos sobre os editais e sobre a situao da cultura em Curitiba. A demanda est reprimida, gerando dificuldades variadas aos produtores e artistas locais, criando descontinuidade, dificultando a sustentabilidade profissional, desanimando o setor que j no acredita mais em promessas eternas dos gestores e polticos.

    Entra partido e sai partido, parece que todos seguem a mesma cartilha: desrespeito, descaso e falta de ateno para com a cultura. Discurso no falta: muita oralidade, reunies e viagens, mas no passa disso. Promessas aos montes, mas que no se cumprem. Parece que estamos fadados ao domnio programtico de partidos polticos incompetentes que amarram todas as aes em funo de seus interesses partidrios.

    Na esfera estadual a coisa est pior, pois, alm das verbas diminutas, reduzidas ainda mais nesta gesto, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo Cultura (Profice), criado pela Coordenao de Incentivo Cultura (CIC), aprovado h meses pelo Conselho Estadual de Cultura, est parado na Secretaria da Fazenda, aguar-dando definies para poder ser lanado. Este edital j deveria ter sido lanado no primeiro semestre do ano passado, mas at agora passeia pela sala de burocratas descomprometidos com a situao difcil do setor cultural em todo o estado do Paran.

    J na esfera federal, a PEC 150, que prev melho-rias para a cultura no Brasil, est parada h mais de dez anos, apesar das tentativas do setor de v-la aprovada.

    a festa do descaso que sai s ruas, demonstrando toda a sua competncia. Salve(m) o Brasil!!

    Jul Leardini, diretor de cinema e teatro, membro do Conselho de Cultura do Paran e do Frum das Entida-des Culturais Curitiba Paran.

    Lmingues bpedesA nova crise instalada no

    pas, dando conta de reser-vatrios de gua abaixo do nvel de segurana, indica riscos de desabasteci-mento e dficits de gera-o de energia. Em outras regies, cheias assolam territrios inteiros. So situ-aes conhecidas, mas no enfrentadas de forma distinta de ocorrncias pas-sadas. Representam a evi-dncia, que no pode ser mais explcita, do nosso comportamento esquivo e recorrente de negar as verdadeiras causas dos fenmenos ambientais extremos.

    Alardes sempre na ltima hora, demandando economia de gua e ener-gia so praticamente incuos para esperar da populao reao mais qua-lificada e de efeito prtico. Ao contrrio: eliminar os estoques de aparelhos de ar condicionado e ventila-dores, impondo mais con-sumo energtico, a ao prtica que repercute. Fica evidenciado que, a exem-plo do recente rodzio de abastecimento no Paran (e de tantos outros), a falta de gua uma imposio das limitaes ambientais cres-centes.

    Ao vivenciarmos pres-

    ses desse tipo, curioso como conseguimos enxer-gar melhor nossas limita-es diante da natureza e do quanto somos depen-dentes dos servios que ela nos proporciona, como a chuva na medida certa, por exemplo. Nossa emp-fia e arrogncia se esvaem diante de torneiras vazias ou da possibilidade de sermos obrigados a aban-donar nossos lares pelas enchentes. Colocamo-nos deriva, espera do que a sorte puder nos proporcio-nar.

    Menos mal se, a partir desses cenrios de pen-ria, consegussemos enxer-gar a conexo direta entre a conservao de reas naturais e a nossa capaci-dade de resilincia perante as mudanas impostas pelo clima, algumas delas de ocorrncia cclica, e outras decorrentes das mudanas climticas globais, causa-das pelas aes do prprio ser humano.

    desalentador no existirem posicionamentos mais enfticos que escla-ream que a degradao de reas naturais e a perda da biodiversidade tm rela-o direta com a falta ou o excesso de gua, a crise de energia e mais uma ampla

    gama de perdas econmi-cas e limitaes quali-dade de vida, relacionadas a presses excessivas ao meio ambiente e que so impostas a um nmero crescente de cidados.

    Usando de paliativos e discursos demaggi-cos, mantemo-nos inertes diante das verdadeiras causas destes fenmenos. Seguimos com prticas que permitem a degrada-o continuada de reas naturais e que impossibi-litam uma agenda racio-nal para minimizar suas consequncias negativas. Suportamos, igualmente, por falta de alternativa, os perodos de lstima. E, ultrapassado o momento mais crtico, fazemos o que sempre fizemos: seguimos determinados, desconsiderando as vari-veis ambientais das quais dependemos. Em vez de realizarmos intervenes que limitem o comprome-timento do nosso futuro, simplesmente no damos ateno a esses desafios, impossveis de enfrentar apenas com polticas de curtssimo prazo e da viso mesquinha em relao relevncia dos investimen-tos para a conservao do patrimnio natural.

    Somos parcimoniosos com incontveis neg-cios que nos impactam em descumprimento s leis ambientais. Altera-mos a legislao, como no emblemtico caso do Cdigo Florestal Brasileiro, ignorando as profundas consequncias negativas dessa deciso para toda a sociedade. Como que seguros de nosso caminho, buscamos com determina-o o aumento contnuo do consumo para, assim, perseguir o bem-estar e a felicidade.

    Os lmingues, esp-cie de roedores do Norte da Europa, em algum momento das suas vidas, atiram-se em grupo de despenhadeiros, sem existir explicao para tal comportamento. Pelas similaridades evidencia-das, parece que no temos como demonstrar capaci-dade distinta. Continuamos apostando num equacio-namento impossvel para um s planeta: um andar consciente em direo ao despenhadeiro, sustentado pelo nosso reiterado com-portamento ao ignorar a realidade e as verdadeiras causas de nossos estra-nhamentos com o meio ambiente. Como explicar?

    Charge do dia

    Por clvis Borges

  • Edio 943Tera-Feira / 11 de Maro de 2014 3

    POLTICA

    Menos quiMioteraPiaSegundo uma pesquisa publicada no New EnglandJour-nalof Medicine, um medicamento conseguiu aumentar em 83% a taxa de sobrevivncia de pacientes com leucemia linf