DDS DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA Parte 10 ?· Logo da empresa DDS ... Realmente você pode tomar vários…

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    28-Nov-2018

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  • Coleo MONTICUCO Fascculo N 52

    Engenharia de Segurana e Meio Ambiente do Trabalho

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    DDS

    DILOGO DIRIO DE SEGURANA

    Parte 10

  • Coleo MONTICUCO Fascculo N 52

    Engenharia de Segurana e Meio Ambiente do Trabalho

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    COLABORADORES DA DIVULGAO DEOGLEDES MONTICUCO

    Iniciou aos 14 anos como Mensageiro. 1974 - Engenheiro Civil e 1975 - Engenheiro de Segurana do Trabalho. Obras de construes: Hidreltrica; Linha de Transmisso de 805 Km na selva

    amaznica; Siderrgica; Petroqumica; Edifcios Residenciais e Comerciais; Hospitais; Shopping; Pontes; Viadutos; Dragagens de Rios; Minerao e Saneamento.

    Atuou tambm na Indstria Automobilstica, no Comrcio e na FUNDACENTRO. Coordenador de Cursos e Docente Engenharia de Segurana do Trabalho e

    Tcnico de Segurana do Trabalho. Coordenador da alterao da NR-18, 1994 e 1995, no sistema tripartite. Projetos de melhoria das condies de trabalho na Indstria da Construo. Estgios no exterior; Publicaes e Artigos Tcnicos na rea de Engenharia de

    Segurana do Trabalho na Indstria da Construo. Atualmente 66 anos Aposentado por Invalidez Dedica famlia e a

    escrever os fascculos para registrar os conhecimentos de Engenharia de Segurana do Trabalho na Indstria da Construo, bem como divulg-los.

    HLIO MARCOS DA SILVA

    Iniciou sua carreira em 1987 como auxiliar de escritrio em um Tabelionato;

    1994 Formou-se em Tcnico em Segurana do Trabalho e 1998 Tcnico em Meio Ambiente;

    Em 1995 2001 Coordenador do Departamento de Segurana do Trabalho da Construtora InPar, organizando e implantando todos os procedimentos voltados para rea de preveno;

    2006 Bacharel em Cincias Jurdicas pela Universidade Metropolitana de Santos;

    Professor do Senac unidade Jabaquara e Escola Rocha Marmo entre os anos de 2001 2004;

    Em 2002 Scio Diretor da HM Consultoria em Segurana do Trabalho Ltda, empresa voltada exclusivamente para o setor da Industria da Construo Civil onde atualmente presta servios em grandes construtoras do Pas, atingindo em mdia 45 canteiros de obras de diversos segmentos e em especial Shopping Centers;

    Em 2011 Fundou a empresa HR Treinamentos especializada em treinamentos de segurana e em especial trabalho em altura;

    Em 2012 HM Documental voltada para a rea de preveno de passivos trabalhista;

    Atualmente dirigi a HM Consultoria e faz parceria com algumas instituies de qualificaes de empresas.

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    CONSIDERAES

    1- Este FASCCULO foi elaborado em parceria com a empresa HM Consultoria Ltda.

    2- Endereo: Rua dos Buritis, 90 Sala 40 Bairro: Jabaquara CEP 04321-000 So Paulo SP Telefones: (13) 3304.1588 (11) 98143-2614 e 7806-1985 Site: www.hmseg.com.br E-mail: helio@hmseg.com.br Contato: Hlio Marcos da Silva

    3- Sntese dos servios prestados pela HM Consultoria Ltda.

    Inspees Fotogrficas em Canteiros de obras;

    Criao de Procedimentos de Segurana do Trabalho para o setor da construo civil;

    Locao de Tcnicos em Segurana do Trabalho;

    Treinamentos;

    Apoio a fiscalizaes;

    http://www.hmseg.com.br/mailto:helio@hmseg.com.br

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    Dilogo Dirio de Segurana - DDS

    O que ?

    um programa destinado a criar, desenvolver e manter atitudes

    prevencionistas na Empresa, atravs da conscientizao de todos

    os empregados.

    Onde?

    Tem corno foco principal a realizao de conversaes de

    segurana nas reas operacionais, possibilitando melhor integrao

    e o estabelecimento de um canal de comunicao gil, transparente

    e sincero entre Chefias e Subordinados.

    Quando?

    Diariamente, antes do incio da jornada de trabalho, com durao de

    05 a 10 minutos, com leitura de temas aqui apresentados ou outros

    relativos a Segurana e Medicina do Trabalho.

    Quem?

    A responsabilidade pela execuo da DDS do Lder/Supervisor,

    registrando diariamente o tema da DDS com as assinaturas da

    equipe no impresso padro.

    Como?

    Em reunies com o grupo de trabalho, escolhendo um dos temas e

    fazendo a leitura em alta voz, procurando ser objetivo na

    explanao, ou conversando sobre outro tema especfico.

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    MODELO DE REGISTRO DO DDS

    Logo da empresa DDS DILOGO DIRIO E SEGURANA

    Data:______ /________/________ Local:

    Nome do Encarregado:

    Nome do Mestre

    EMPRESA ou CONTRATADA:

    1 OPO:

    ASSUNTO: (Preencher)

    COMENTRIOS: (Preencher)

    2 OPO:

    ASSUNTO: (Preencher)

    COMENTRIOS: (Vide documento anexo)

    Nome Funo Visto

    Responsvel pelo DDS

    Nome:

    Funo:

    Visto/assinatura:

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    CHAVES DE FENDA - A FERRAMENTA

    MAIS SUJEITA A ABUSOS

    Depois do martelo a chave de fenda provavelmente a ferramenta

    que mais sofre abusos. As chaves de fenda so encontradas numa

    ampla variedade de formas, tamanhos e materiais. Porm, todas se

    destinam a um nico uso. Apertar e afrouxar parafusos. Infelizmente

    essa ferramenta usada como alavanca, como formo, raspador,

    misturador de tinta e incrivelmente, s vezes, como martelo!

    O abuso mais comum usar a chave de fenda de tamanho errado

    para o parafuso. Voc no usaria um par de sapatos que fosse muito

    pequeno ou muito grande para seus ps. Caso contrrio isso seria

    um abuso para eles.

    Pela mesma razo, voc no deve usar uma chave de fenda que seja

    muito pequena ou muito grande para o parafuso com o qual est

    trabalhando. Use a chave de fenda certa. O abuso ocorre mais

    frequentemente porque a pessoa no tem a chave correta nas mos

    naquele momento para executar um trabalho. Tenha estes pontos

    em mente quando usar uma chave de fenda: sempre combine o

    tamanho da chave com o trabalho a ser feito e sempre combine o

    tipo da chave com o tipo de cabea do parafuso.

    Selecione urna chave com uma lmina grossa o suficiente para se

    encaixar corretamente na fenda do parafuso. Isto reduz a fora

    necessria para manter a chave no lugar e danificar a ponta ou a

    ferida do parafuso. A maioria das pontas de lminas so chanfradas,

    o que permite usar a chave para mais de um tipo de parafuso porm

    a chave que contm a lmina com as faces em paralelo se fixar

    mais firmemente do que a chave com lmina chanfrada.

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    CHAVES DE FENDA - A FERRAMENTA

    MAIS SUJEITA A ABUSOS

    (CONTINUAO)

    As lminas chanfradas tem a tendncia de sair da fenda sempre que

    uma quantidade significativa de fora de toro aplicada. Quando

    absolutamente necessria uma fora extra de toro, uma chave

    de boca, mas nunca um alicate, pode ser usada para ajudar. As

    chaves de fenda para o trabalho pesado, com ponta quadrada, so

    disponveis para este fim. Via de regra quanto maior for uma chave

    de fenda, maior ser o dimetro do cabo. Quanto maior for o

    dimetro do cabo, maior ser a fora de toro.

    Para apertar um parafuso com segurana, primeiro faa um furo

    piloto na superfcie do material que voc for prender. Esta

    recomendao especialmente importante quando se aplica

    parafuso em madeira dura ou quando o parafuso est prximo da

    borda da tbua, por exemplo. Os furos pilotos podem ser feitos em

    madeiras macias. Faa sempre a guia para iniciar a colocao do

    parafuso. No momento da toro verifique se o parafuso est firme,

    assim comece a pression-lo sempre mantendo a fora

    perpendicular ao plano, procurando aplicar a fora de toro com os

    braos, procurando mant-los numa altura considervel. seguro

    usar as duas mos com um fora extra. A utilizao do equipamento

    de proteo individual muito importante para sua segurana. O EPI

    apropriado a utilizao do culos de segurana e luvas para evitar

    ferimentos. Eis algumas regras bsicas de segurana:

    - Certifique-se sempre que a ponta da chave se encaixa na fenda.

    Sem folga e sem aperto;

    - No use uma chave de fenda como puno ou formo;

    - No exponha a chave de fenda a calor excessivo;

    - Use uma lima para acertar a fenda desgastada;

    - Jogue fora uma chave excessivamente desgastada ou trincada;

    - Use o EPI recomendado.

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    USE OS MARTELOS COM SEGURANA

    O martelo provavelmente a primeira ferramenta que todos ns

    aprendemos a usar e infelizmente isto no foi suficiente para nos

    tomar especialistas na utilizao de martelos com segurana.

    Existem muitos casos de acidentes atingindo os dedos. Polegares

    atingidos ainda representam os ferimentos mais comuns provocados

    pela utilizao de martelos e, provavelmente seja o nico que

    preocupa algumas pessoas. Na realidade existem muitas outras

    formas de se ferir com o martelo. Um sujeito que esteja trabalhando

    numa oficina batendo na lataria de um carro, pode ser atingido por

    um fragmento de metal enferrujado. Empregados da construo civil

    constantemente sofrem de fraturas nos dedos por marteladas

    diversas, causando muito das vezes seu afastamento do trabalho. A

    maioria dos acidentes que envolvem as atividades com o uso de

    martelo so leses nas mos e acidentes tpicos de fragmentos nos

    olhos. Um pouco de conscincia em relao segurana tem um

    grande papel na preveno desses acidentes.

    Realmente voc pode tomar vrios cuidados na utilizao de

    martelos. Primeiramente verifique as condies do cabo, se o

    mesmo possui trincas ou outros defeitos. Certifique-se que o cabo

    esteja firme na pea metlica. Use sempre o martelo certo para o

    trabalho que est fazendo. O uso de martelos errados danificar

    materiais e pode causar ferimentos. O uso de proteo para os olhos

    representa uma outra prtica de segurana. Use o culos sempre

    que for bater com o martelo, principalmente ao bater sobre um

    formo em que haja risco de partculas atingir a viso. Segure

    sempre o martelo firmemente, perto da extremidade do cabo quando

    voc segura um martelo perto da parte metlica, fica difcil segurar

    a cabea na vertical.

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    USE OS MARTELOS COM SEGURANA

    (CONTINUAO)

    Certifique-se que a face do martelo esteja em paralelo com a

    superfcie a ser martelada. Isto evitar danos nas bordas da cabea

    do martelo e tambm diminuir a chance do martelo escapar ou

    danificar a superfcie de trabalho. Para martelar de maneira a

    facilitar a penetrao, mova seu brao para trs apenas o suficiente

    para alcanar a fora correta. Para uma pancada forte, mova seu

    brao bem para trs. Em seguida, mova para frente com um

    movimento rpido e firme. Estas recomendaes parecem

    elementares. So realmente. So elementares, mas no fcil

    alcanar a maestria neste movimento. Mantenha as garras afiadas o

    bastante para agarrar as cabeas dos pregos firmemente. No use

    as agarras como formo ou alavancas. Como todas as ferramentas

    manuais mantenha-o bem protegidos quando no estiverem sendo

    usados. Um martelo deixado no cho pode fazer algum tropear.

    Talvez voc nunca tenha percebido a existncia de tanta coisa

    envolvendo a segurana com martelos, mas gostaria de acrescentar

    mais uma coisa. Quando voc estiver usando um martelo, lembre-se

    de se preocupar no apenas com sua prpria segurana, mas

    tambm com a segurana daqueles que estiverem sua volta.

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    PREVENO DE ACIDENTES COM

    CHAVES DE BOCA

    Quando precisamos de uma chave de boca, no h absolutamente

    outra ferramenta que possa substitu-la. As chaves de boca so

    indispensveis em quase todas as indstrias, assim como em

    nossas casas. Os ferimentos relacionados com atividades que se

    utilizam chaves de boca vo de leses simples a mais complicadas.

    A maioria dos acidentes resulta da utilizao de chaves de

    tamanhos e tipos incorretos. Quanto mais soubermos a respeitos

    destas chaves e a maneira correta como us-las, mais aptos

    estaremos para evitar acidentes.

    A chave de boca mais comum do tipo aberta. Usamos esse tipo de

    chave inadequadamente de vrias maneiras:

    1 - Usando uma que seja muito grande. Neste caso, muito

    provavelmente, ela vai escapar e danificar as bordas das

    porcas;

    2 - Atravs da utilizao de uma chave de boca de extremidade

    aberta com as garras trincadas ou danificadas;

    3 - Colocando um pedao de cano no cabo para aumentar a fora. A

    chave no foi projetada para suportar esse esforo adicional;

    4 - Uso de cunha (como a ponta de uma chave de fenda para

    completar o encaixe da chave de boca na porca ou cabea do

    parafuso;

    Porm, mesmo quando escolhemos o tipo e o tamanho corretos,

    existem outros erros que cometemos:

    1 - Empurrar a chave, ao invs de puxar. Se voc precisar de

    empurrar, use a palma de sua mo de forma que as juntas de

    seus dedos no sejam expostas;

    2 - O no assento da chave completamente na porca. Ela poder

    escapar sob presso;

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    PREVENO DE ACIDENTES COM

    CHAVES DE BOCA

    (CONTINUAO)

    3 - A aplicao de presso antes de se sentir totalmente

    equilibrado. Voc poderia cair se a porca subitamente afrouxar

    ou a chave escapar;

    4 - Bater na chave com um martelo. Isto danifica a chave;

    5 - Usar as chaves com as mos sujas de leo;

    6 - Girar uma chave ajustvel de maneira incorreta. A presso deve

    ser sempre na garra fixa, que a mais forte das duas.

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    PORQUE INSPECIONAR FERRAMENTAS E

    EQUIPAMENTOS?

    Os pequenos e grandes acidentes geralmente acontecem da mesma

    maneira. Os eventos que acabam em acidentes so os mesmos,

    porm os resultados so bastantes diferentes. Suponhamos, por

    exemplo que um martelo esteja frouxo no cabo. Um dia um

    trabalhador tenta us-lo, batendo em um objeto sobre a bancada. A

    cabea do martelo salta longe, batendo em uma parede de concreto

    e caindo ao cho. No ferindo ningum e nem causando danos

    propriedade. Porm, em uma outra ocasio a cabea do martelo sai

    do cabo e vai de encontro a uma pessoa que estava por perto,

    ferindo-a seriamente.

    As circunstncias foram inicialmente as mesmas em ambos os

    casos, mas os resultados foram diferentes. O que desagradvel

    nessa histria que nunca sabemos quando a cabea frouxa vai sair

    do cabo e ferir algum. Assim, a inspeo de ferramentas e

    equipamentos se torna evidente.

    Uma inspeo regular significa que voc verificou uma ferramenta

    ou um equipamento antes de us-lo. A inspeo de ferramentas

    uma parte programada de cada tarefa. E to indispensvel para o

    trabalho a ser feito quanto a sua habilidade e qualificao para

    execut-lo. A verificao se as ferramentas e equipamentos esto

    em ordem o primeiro passo no apenas para uma operao segura,

    mas tambm para uma operao eficiente. Quantas vezes voc

    ouviu algum dizer que um melhor trabalho poderia ter sido feito se

    ferramentas e equipamentos estivessem em melhores condies?

    Talvez um formo mais afiado tivesse facilitado o encaixe de uma

    trava numa porta, ou talvez uma gota de leo num mancal pudesse

    ter evitado uma perda na produo, quando o maquinrio teve que

    ser parado.

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    PORQUE INSPECIONAR FERRAMENTAS E

    EQUIPAMENTOS?

    (CONTINUAO)

    Talvez os produtos no tivessem sido danificados e o guindaste no

    tivesse apresentado falhas, se tivessem sido inspecionados e

    reparados antes. Naturalmente, todos esses exemplos esto

    relacionados em coisas materiais. Eles aumentam a falta de

    eficincia, diminuem os padres de produo e aumentam o custo.

    Um novo mancal, mais umas poucas outras peas de reposio

    colocaro o maquinrio de volta ao trabalho.

    Os produtos danificados podem ser jogados fora e novos devem ser

    produzidos.

    Mas quando falamos sobre uma pessoa que foi ferida por causa de

    uma destas falhas, o quadro muda rapidamente. Nada mais

    importante em nossa operao do que evitar que algum saia ferido.

    A perda de um olho, de um brao, de uma perna ou de uma vida

    exatamente isto: uma perda. No h pea de reposio que devolve

    a condio normal. Um homem forte e saudvel passou anos de sua

    vida explicando como perdeu um olho devido falta de cuidado. No

    foi apenas porque no estava usando culos de segurana. Seu

    formo estava trincado e uma parte o atingiu ao bater. Seu acidente

    foi como a maioria dos acidentes, poderia ter sido evitado. Se

    apenas tivesse feito uma inspeo nas suas ferramentas e procurar

    o culos de segurana. A eliminao do se a chave da preveno

    dos acidentes. A responsabilidade por isto cabe a cada indivduo. A

    manuteno de ferramentas e do equipamento pode at no ser sua

    responsabilidade pessoal, mas a responsabilidade por inspecion-la

    e cobrar de quem responsvel, sua.

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    REGRAS DE SEGURANA PARA

    FERRAMENTAS ELTRICAS

    (CONTINUAO)

    A inspeo apenas o primeiro passo para evitar os acidentes e

    ferimentos causados por um equipamento e ferramentas

    defeituosos. A verificao deve tornar-se um hbito, deve ser

    rotineira como vestir uma camisa para o trabalho logo que acorda.

    um hbito, um hbito seguro.

    - Aterre todas as ferramentas que no possuam duplo isolamento.

    Se a ferramenta foi equipada com um plugue de trs pinos,

    encaixe-o numa tomada de trs entradas. Se estiver usando um

    adaptador para tomadas de duas entradas, fixe o fio adaptador

    num terra conhecido. Nunca remova o terceiro pino;

    - Mantenha todas as protees no lugar e em boas condies;

    - Mantenha a rea de trabalho limpa. reas e bancadas cheias de

    entulhos so um convite aos acidentes;

    - Evite ambientes perigosos. No use ferramentas eltricas em

    locais midos ou molhados. Mantenha as reas bem iluminadas;

    - No force a ferramenta. Ela far melhor o trabalho e de maneira

    mais segura, se for usada sob as condies para as quais foi

    projetada;

    - No separe as pernas do cabo eltrico. Se, acidentalmente, cortar

    o cabo ou danificar o isolamento de qualquer maneira, no tente

    repar-lo por sua conta. Entregue-a para substituio e/ou reparos

    imediatos. No substitua cabos de extenso por sua conta;

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    REGRAS DE SEGURANA PARA

    FERRAMENTAS ELTRICAS

    (CONTINUAO)

    - Quando sair da rea de trabalho temporariamente, guarde as

    ferramentas longe do alcance de crianas. Elas so muito

    curiosas;

    - Use o vesturio apropriado, sem joias ou roupas folgadas. Elas

    podem agarrar-se em peas mveis. Use o calado e as luvas de

    borracha quando se trabalha em reas abertas;

    - Use culos de segurana para a maioria das ferramentas;

    - No abuse do cabo. Nunca carregue uma ferramenta segurando

    pelo cabo eltrico, ou desligue da tomada puxando por ele.

    Mantenha o cabo afastado de fontes de calor, leo ou bordas

    cortantes;

    - Prenda seu trabalho Use garras ou um torno de mesa. mais

    seguro do que usar as mos, ficando com as mesmas livres para

    segurar a ferramenta;

    - No se estique para alcanar o ponto de trabalho. Mantenha-se

    bem equilibrado durante todo o tempo;

    - Desligue a ferramenta quando no estiver usando-a, ou quando for

    trocar acessrios;

    - Remova as chaves e chavetas de ajuste. Forme o hbito de

    verificar se as chavetas e chaves de ajustes foram removidas da

    ferramenta antes de lig-la;

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    SEGURANA COM FACAS

    - Evite partidas acidentais. No carregue ferramentas conectadas

    com o dedo no gatilho;

    - No repare ou desmonte a ferramenta. Leve-a a uma oficina

    autorizada ou substitua-a;

    - Conhea a sua ferramenta eltrica. Aprenda suas aplicaes e

    limitaes, assim como os riscos em potencial associados sua

    operao.

    As estatsticas mostram que as facas causam mais ferimentos

    incapacitantes do que qualquer outra ferramenta manual. As

    pessoas em todas as ocupaes so feridas por facas: o funcionrio

    do almoxarifado ao tentar abrir una caixa, todos ns em nossas

    residncias, o trabalhador ao longo do trecho ao cortar qualquer tipo

    de material, etc. Realmente todos ns estamos expostos

    frequentemente a ferimentos com facas pela razo nica de que a

    faca uma ferramenta muito usada.

    Quando estivermos velhos o bastante para trabalhar, a maioria de

    ns j ter aprendido os perigos associados s facas. Porm, somos

    incapazes de aprender os cuidados de segurana to rapidamente O

    principal risco no uso de facas no trabalho que a mo do usurio

    pode escorregar sobre a lmina, causando um srio ferimento. Uma

    outra causa de ferimento o contato da faca com a mo livre ou

    com o corpo. Quando for preciso usar uma faca, corte sempre

    afastando a faca do corpo, se possvel. Caso contrrio, use uma

    proteo adequada para o corpo e tome medidas para manter o

    material cortado no lugar. Existem luvas especiais para este tipo de

    trabalho no caso de frigorficos.

    Se for necessrio carregar a faca de um lado para o outro no

    trabalho, coloque numa bainha prpria. Os especialistas em

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    17

    SEGURANA COM FACAS

    (CONTINUAO)

    segurana recomendam que a bainha seja usada sobre a cintura do

    lado direito ou esquerdo, com a ponta virada para trs. A faca

    transportada na parte da frente ou sobre a perna pode causar um

    srio acidente em caso de queda. A maneira de guardar as facas

    tambm um fator importante para a segurana. Cubra as bordas

    expostas e mantenha as facas em locais apropriados, no as deixe

    sobre bancos ou no cho.

    O primeiro socorro muito importante se voc se cortar com uma

    faca. Mesmo o menor corte deve ser tratado para evitar infeces.

    H casos de pessoas que se afastaram do trabalho por vrios dias

    devido a complicaes e infeces causados pelos ferimentos mal

    tratados.

    Geralmente se diz que no h nada mais doloroso do que um corte

    com uma faca cega. Talvez isso seja um pouco de exagero, mas nos

    chama a ateno para um ponto muito importante. Mantenha as

    facas sempre afiadas e em boas condies de uso. Uma faca cega

    exige que voc faa mais fora para cortar e a lmina pode escapar

    e ferir voc ou algum que esteja por perto. Nunca use uma faca

    defeituosa. Por exemplo, que tenha uma lmina ou cabo quebrado.

    Naturalmente uma boa maneira de danificar e at quebrar uma faca

    us-la como uma chave de fenda ou for-la a cortar determinados

    objetos que deveriam ser cortados com facas maiores ou faces.

    Nossa pacincia capaz de trazer mais resultados do que o uso da

    nossa fora. Essa afirmao boa para ser lembrada quando

    precisamos usar uma faca.

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    FURADEIRAS ELTRICAS PORTTEIS

    Se no forem usadas corretamente, as furadeiras podem ser

    perigosas. Os casos de acidentes so numerosos, nos quais os

    usurios de furadeira acabam fazendo furos em si mesmos,

    geralmente nas pernas. Isto normalmente acontece quando algum

    vira a furadeira momentaneamente para baixo e atingido

    pressionando o gatilho inadvertidamente. Mesmo se a ponta da

    broca estiver cega, os estragos so muitos.

    As furadeiras eltricas causam ferimentos de outra forma. Lascas

    de material que est sendo furado podem ser projetadas nos olhos

    do operador. Ou se a furadeira no for segura de forma correra, a

    broca pode quebrar jogando um pedao de metal ao encontro do

    operador. Quando elas so tratadas sem cuidado, so deixadas cair

    ou quando batem contra alguma coisa, ou so molhadas, o

    isolamento pode enfraquecer. Se voc usar uma furadeira com o

    isolamento quebrado, voc ter uma furadeira viva nas mos. Se

    voc se posicionar num local molhado, estiver sentado numa viga de

    ao ou numa chapa de piso, ou mesmo estiver muito suado, a

    furadeira pode lhe dar um choque fatal.

    Mesmo sendo um choque pequeno, enquanto estiver furando, pode

    causar problemas. Voc pode deixar a furadeira cair, ou cair para

    trs segurando-a. Antes de comear um trabalho de furao,

    observe cuidadosamente. Descubra todos os riscos presentes e faa

    um plano de ao seguro.

    - A FURADEIRA: Ela est limpa? Se estiver suja ou enferrujada,

    devolva-a para a manuteno. Puxe o gatilho para ver se est

    trabalhando corretamente ou se est muito duro e se a energia

    cortada imediatamente quando o gatilho for solto. Certifique-se de

    que a velocidade da furadeira seja correta para o trabalho a ser

    feito.

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    19

    FURADEIRAS ELTRICAS PORTTEIS

    (CONTINUAO)

    - O CABO: Observe quanto quebra que exponha fios e se fica

    frouxo na tomada. Certifique-se que a furadeira tenha duplo

    isolamento. Se no tiver ela deve ser aterrada com um adaptador

    de duas posies, com uma orelha rgida fixa ao parafuso central

    na sada, alm disso, verifique se o terceiro pino no foi removido.

    - CABOS DE EXTENSO: Posicione-os de forma a no representar

    riscos de tropeos Se algum ficar com o p preso no cabo, os

    dois podem ficar feridos. No nada engraado sofrer um

    solavanco do cabo em suas mos. Verifique os cabos de extenso

    quanto a quebras que exponham fios. Se sua furadeira precisa ser

    aterrada, certifique-se de usar um cabo de extenso para

    aterramento.

    - BROCA: Certifique-se de que fique reta quando encaixada. Segure

    a furadeira para cima e gire-a por um momento. A broca deve girar

    corretamente. Se ela no ficar reta, a broca est emperrada ou

    est bem presa no encaixe. Tire a chave de aperto antes de dar a

    partida.

    - O TRABALHO: Para iniciar um furo em ngulo roto e mant-lo roto,

    seja cuidadoso e mantenha seu equilbrio. Uma broca afiada far o

    trabalho sem a necessidade de muita presso. Assim, economize

    sua fora muscular para outras tarefas. Luvas, naturalmente,

    nunca so usadas em volta de furadeiras.

    - OS MATERIAIS: Metais muito macios cortam com pouca presso,

    por exemplo o alumnio. O ao necessita de um pouco mais de

    presso e de brocas especiais. Use uma puno de metal para

    iniciar a furao. Quando terminar a furao guarde a furadeira

    num local seguro. A melhor prtica instalar num gancho de

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    20

    FURADEIRAS ELTRICAS PORTTEIS

    (CONTINUAO)

    forma que fique guardada fora do caminho, podendo ser facilmente

    alcanada. A furadeira eltrica est entre as ferramentas mais teis

    que possumos, mas vamos saber utiliz-la com segurana.

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    21

    SEGURANA COM GS COMPRIMIDO

    Os gases comprimidos so armazenados em cilindros de paredes

    metlicas muito grossas, especialmente construdo e testado para

    este fim Eles apresentam riscos especiais. Todo cilindro de gs

    comprimido contm uma grande quantidade de energia. Quando esta

    energia aliviada inadequadamente, ela pode provocar srios

    acidentes. Os gases por si s j so perigosos porque podem causar

    incndios, podem ser txicos e podem ser corrosivos. Esta a razo

    pela qual devemos tratar com respeito todos os gases comprimidos.

    Nesta condio eles possuem propriedades nicas que no so

    comuns aos slidos e lquidos. Estas propriedades so:

    1 - Baixo ponto de ebulio, que permite unha rpida difuso do

    gs e rpida elevao de presso dentro do cilindro Este baixo

    ponto de ebulio pode causar queimaduras de frio, quando

    alguns gases comprimidos entram em contato com tecidos do

    corpo;

    2 - Baixo ponto de fulgor, sempre abaixo da temperatura ambiente;

    3 - Presso. O risco mais comum associado presso envolve o

    vazamento dos gases. Alm disto, quando h uma grande

    elevao de presso, provocando uma descompresso

    explosiva na cabea do cilindro, o cilindro passa a atuar como

    um mssil desgovernado, que pode causar danos graves e

    ferimentos srios s pessoas;

    4 - Difusividade. A difuso do gs atravs de uma junta de vedao

    vazando pode contaminar a atmosfera.

    Esta contaminao pode criar uma atmosfera txica ou explosiva ou

    pode causar asfixia. Estes perigos geralmente no so observados,

    porque raramente podem ser vistos ou cheirados.

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    SEGURANA COM GS COMPRIMIDO

    (CONTINUAO)

    Sempre que um cilindro de gs for recebido, e antes de ser usado,

    inspecione-o cuidadosamente para assegurar-se de que esteja em

    boas condies e de que seu contedo esteja indicado corretamente

    no rtulo.

    Algumas vezes um rtulo colocado na superfcie do cilindro, ou

    fixada tampa uma etiqueta. A vlvula do cilindro deve ficar sempre

    tampada. Alm disto, inspecione os cilindros para determinar se

    existe ranhuras, arqueamentos ou queimaduras por maarico,

    crateras isoladas ou reas corrodas (particularmente em volta do

    pescoo do cilindro ou da vlvula), ou conjuntos de vlvulas

    estragadas ou quebradas.

    Se for observado qualquer defeito, isole o cilindro dos outros que

    estiverem bons e entre em contato com o fornecedor sobre os

    problemas registrados.

    Armazene os cilindros em locais frescos e bem ventilados. No

    guarde substncias inflamveis e fontes de ignio na mesma rea.

    Armazene-os na posio vertical, com suas tampas no lugar e

    afastados da luz solar direta, onde possam estar sujeitos a ao

    climtica. Guarde-os afastados de trfego e passagem de pedestres

    e acorrente-os numa estrutura firme para evitar que caiam. Os gases

    inflamveis devem ser armazenados separados por pelo menos 6,5

    metros. O ideal armazenar os diferentes tipos de gases

    inflamveis em diferentes locais.

    O manuseio incorreto de gases comprimidos pode facilmente causar

    danos extensivos propriedade, srios ferimentos e mesmo a morte

    de pessoas. Algumas regras de bom senso so apresentadas:

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    23

    SEGURANA COM GS COMPRIMIDO

    (CONTINUAO)

    - Use sempre um carrinho de mo para transportar gases

    comprimidos. Amarre-o.

    - No transporte cilindros em veculos fechados.

    Mantenha os cilindros acorrentados no lugar (ou presas de outra

    forma) durante todo o tempo;

    - Mantenha a tampa do cilindro firme no lugar, at que voc esteja

    pronto para usar o gs comprimido;

    - Aterre os cilindros que contenham gases inflamveis;

    - Use os cilindros somente na posio vertical;

    - Feche todas as vlvulas do cilindro quando no estiver em uso;

    - Use o regulador apropriado para o gs em particular;

    - Abra as vlvulas cuidadosamente;

    - Quando a presso do cilindro se aproximar do valor mnimo de

    trabalho, remova-o e marque-o com clareza, com dizeres de est

    vazio.

    - Assuma sempre que o cilindro de gs esteja cheio e manuseie-o

    como tal.

    Alguns dos tipos mais comuns de gases comprimidos que esto

    sendo usados em nossa Empresa incluem o oxignio, o acetileno, o

    hidrognio, o nitrognio, o argnio e o GLP - gs liquefeito de

    petrleo. Alguns comentrios sobre cada um:

    OXIGNIO

    Seu risco principal o fato de ser altamente reativo com gases

    inflamveis e pelo fato de ser essencial no processo de combusto.

    ACETILENO

    Quando combinado com o oxignio, o acetileno produz a chama de

    gs mais quente atualmente conhecido. Ele altamente inflamvel

    e altamente explosivo.

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    24

    SEGURANA COM GS COMPRIMIDO

    (CONTINUAO)

    HIDROGNIO

    O hidrognio um gs altamente inflamvel. Seu limite de

    inflamabilidade de 4% a 74% de vapor de mistura no ar.

    NITROGNIO

    O nitrognio um gs no inflamvel, comumente usado em

    soldagem a arco. Seu risco principal est no fato de que tambm

    desloca o oxignio em reas fechadas e provoca uma atmosfera

    deficiente de oxignio.

    ARGNIO

    O argnio um gs inerte, no inflamvel, comumente usado em

    soldagem a arco. Seu risco principal est no fato de que tambm

    desloca o oxignio em reas fechadas ou confinadas, causando uma

    atmosfera deficiente de oxignio.

    GLP

    Gs Liquefeito de Petrleo, conhecido como gs butano.

    Comumente usado em processo de queima, porm sua chama no

    to quente, exigindo um consumo maior. Por ser mais pesado que o

    ar quando h vazamento ele se aloja em locais mais baixos,

    ocorrendo risco de exploses. Seu cheiro caracterstico de

    mercaptana um sinal evidente de vazamentos.

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    O OXIGNIO

    O oxignio um elemento de temperatura e presso atmosfrica

    normais, no tem cor, cheiro ou sabor.

    Aproximadamente 1/5 da atmosfera constitudo por oxignio

    (20,99%). A caracterstica predominante de oxignio a sua

    capacidade de sustentar a vida e manter a combusto. Muito

    embora o oxignio seja no inflamvel, muitos materiais que no

    pegariam fogo em ambiente normal podero queimar numa

    atmosfera enriquecida com oxignio. Muitos combustveis como o

    leo queimam com uma violncia quase explosiva na presena do

    oxignio. Por causa dessas caractersticas cuidados e precaues

    devem ser tomados na hora de entrar em reas ou em locais onde

    uma atmosfera enriquecida pode existir.

    Em estado gasoso o oxignio tem 1,1 vezes o peso do ar. O mais

    importante mtodo de fabricao de oxignio por destilao

    fracionada aps a liquefao do ar. O ar liquefeito basicamente 1/5

    de oxignio e 4/5 de nitrognio Como o nitrognio tem um ponto de

    ebulio mais baixo, o oxignio sobra em forma lquida aps a

    ebulio e a evaporao do nitrognio.

    As principais aplicaes do oxignio tem suas origens nas

    propriedades de sustentao vida e de manuteno da combusto

    deste gs. O oxignio usado em terapia respiratria, para

    ressuscitao aps asfixia e para anestesia em conjunto com outros

    gases em reas de medicina. O oxignio tambm usado para

    sustentar a vida na aviao a grandes altitudes e para auxiliar nos

    mergulhos a grandes profundidades.

    O uso industrial de oxignio inclui sua utilizao em conjunto com

    acetileno ou com outros gases em processos em cortes de metais,

    solda, tmpera, chanfragem.

    1 - Diretrizes para o armazenamento com segurana:

    - No coloque os cilindros perto de materiais inflamveis,

    principalmente leo, graxa ou material de fcil combusto.

    - Os cilindros no devem ser armazenados a temperaturas

    acima de 51,6 graus centgrados.

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    26

    O OXIGNIO

    (CONTINUAO)

    - Os cilindros devem ser protegidos contra choques mecnicos.

    Devem ser amarrados na posio vertical.

    - Os cilindros pequenos podem ser usados na posio

    horizontal, porm a vlvula e o regulador de presso devero

    estar protegidos.

    2 - Diretrizes para o manuseio com segurana:

    - No manuseie com as mos sujas de leo, graxa ou outro

    material inflamvel.

    - Nunca mexa ou tente consertar as vlvulas. Ela nunca deve

    ser polida com produtos de limpeza.

    - Nunca use os cilindros como rolete ou suportes.

    - A movimentao por meio de guindaste necessrio. Deve-se

    providenciar uma plataforma, devidamente amarrados.

    - Os cilindros no devem ser transportados horizontalmente por

    empilhadeiras com vlvulas salientes. A mesma pode ser

    danificada por objetos estacionrios. Os cilindros nunca

    devem ser arrastados.

    Embora o oxignio seja utilizado de uma forma til em vrios

    setores de nossas vidas, sempre bom lembrar dos aspectos

    relacionados com a segurana dos mesmos.

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    27

    O ACETILENO

    O acetileno um composto de carbono e hidrognio. E um gs

    incolor e ligeiramente mais leve que o ar a mesma temperatura e

    presso atmosfrica. O acetileno com 100 % de pureza inodoro,

    porm o gs normalmente utilizado nas indstrias, possui um cheiro

    caracterstico de alho. O acetileno queima no ar com uma

    temperatura muito quente, isto , atinge temperaturas altas. As

    temperaturas para ignio de acetileno com o oxignio variam

    conforme os fatores de composio, presso, o contedo de vapor

    de gua e a temperatura inicial. Como exemplo: a mistura que

    contm 30% de volume de acetileno com ar, presso atmosfrica,

    pode sofrer ignio a aproximadamente 250 graus Celsius.

    Os cilindros para acetileno vem equipados com um dispositivo de

    descarga de presso para o escape do acetileno em caso de

    temperaturas altas. Regras de segurana para o armazenamento

    dos cilindros:

    - Os cilindros devem ser sempre armazenados num lugar definitivo,

    em locais secos e bem ventilados;

    - Nunca devem permitir que os cilindros atinjam temperatura acima

    de 60 graus Celsius;

    - As vlvulas devem estar fechadas quando os cilindros no

    estiverem em uso;

    - Os cilindros no devem ser colocados diretamente em contato

    com o cho, para evitar ferrugens. A incidncia direta dos raios

    solares devem ser evitados;

    Regras de segurana para o manuseio:

    - Nunca tente consertar ou alterar cilindros ou vlvulas;

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    28

    O ACETILENO

    (CONTINUAO)

    - As conexes e mangueiras devem estar sempre bem vedadas e as

    mangueiras em boas condies. Os locais sob suspeita de

    vazamento devem ser testados com gua e sabo. Nunca utilize

    um chama para este teste.

    - Caso uma vlvula com gaveta vaze em torno de seu eixo com a

    vlvula aberta, feche-a e aperte a porca da gaveta. Se isto no for

    suficiente para conter o vazamento, coloque uma etiqueta no

    cilindro indicando a irregularidade e notifique o fornecedor.

    Mantenha-o em local arejado e sinalize para evitar que pessoas se

    aproximem com cigarros ou outra fonte de ignio;

    - Antes de movimentar os cilindro, deve-se fechar as vlvulas. Os

    reguladores de presso devem ser sempre removidos e as

    cpsulas de proteo de vlvula colocadas no lugar, a no ser que

    os cilindros sejam movimentados e bem amarrados na posio

    vertical;

    - Nunca use os cilindros de acetileno como roletes, suportes ou

    para qualquer outra finalidade, seno aquela que destinada;

    - A movimentao horizontal pode ser usada. Neste caso fixe-o bem

    ao carrinho com correntes, de forma que suas vlvulas estejam

    protegidas, de modo a evitar choques com objetos estacionrios;

    Experimentos provaram que o acetileno pode ser aspirado em

    concentraes relativamente elevadas sem efeitos crnicos ou

    nocivos. O que no pode ocorrer esta concentrao suprir a

    existncia de oxignio que deve estar presente no ar em

    concentrao mnima de 18% em volume. Neste caso ocorrer a

    asfixia.

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    29

    SOLVENTES ORGNICOS

    Solventes orgnicos so misturas de substncias qumicas capazes

    de dissolver outros materiais. So compostos lipossolveis. So

    volteis e inflamveis. A ao dos solventes orgnicos no corpo

    humano semelhante ao efeito dos anestsicos, ou seja, inibe a

    atividade do crebro e da medula espinhal, diminuindo a capacidade

    funcional do sistema nervoso central, tomando-a menos sensvel aos

    estmulos. Os solventes so substncias lipoflicas, ou seja, eles

    apresentam grande afinidade pela gordura, acumulando em rgos e

    tecidos do corpo que possuem tecido adiposo (gorduras). Uma vez

    depositados, os solventes alteram a excitabilidade normal das

    clulas, suprindo a conduo normal dos impulsos nervosos.

    Os solventes como a gasolina, thiner e querosene, so considerados

    muitos volteis e de fcil penetrao no organismo atravs dos

    pulmes, podendo provocar aps exposio longa, dores

    musculares, cibras, alteraes na sensibilidade superficial - dor e

    tato.

    Os solventes como o benzeno em contato com a pele podem

    provocar leses e queimaduras. Quando inalados aps longa

    exposio, podem provocar edema pulmonar. Ao atingirem a

    circulao provocam depresso no sistema nervoso central,

    diminuio do nmero de espermatozoides ou sua deformao.

    O benzeno no deve ser confundido com benzina. Difere dos demais

    solventes por sua ao mielotxica, ou seja, possui ao na medula

    ssea, diminuindo o nmero de glbulos brancos, vermelhos e as

    plaquetas. O primeiro sinal de toxidade do benzeno pode ser

    observado na coagulao sangunea. Se diagnosticada nesta fase a

    doena reversvel. Se a exposio ficar contnua poder instalar-

    se uma hipoplasia medular, surgindo a anemia e a diminuio do

    nmero de plaquetas. Recomendaes importante sobre o produto:

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    30

    SOLVENTES ORGNICOS

    (CONTINUAO)

    - Todos os solventes devem possuir:

    1 - Identificao do produto qumico;

    2 - Seus riscos no manuseio do produto;

    3 - Medidas de primeiros socorros e incndios,

    4 - Mtodos de manuseio, transportes e armazenamento;

    5 - Informaes toxicolgicas e ecolgicas;

    6 - Limites de exposio dos trabalhadores, vigilncia mdica a

    todos envolvidos;

    7 - Utilizao do equipamento de proteo individual por todos os

    trabalhadores expostos;

    - Proteo em ambientes de trabalho:

    1 - O local deve ser bem ventilado, protegidos do calor e de

    qualquer fonte de ignio, sendo expressamente proibido

    FUMAR;

    2 - Usar os equipamentos de proteo como mscara para

    vapores orgnicos, luvas de PVC;

    A preocupao que todos ns devemos ter quando manusear os

    solventes orgnicos reconhecer os riscos que estes compostos

    apresentam nossa sade e que podem provocar com seu uso

    indiscriminado e frequentes doenas que se manifestariam aps

    longos perodos de trabalho.

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    A INFLUNCIA DO CALOR NO TRABALHO

    O calor excessivo pode ser considerado como um inimigo no nosso

    trabalho. Ele influi diretamente no nosso desempenho, fazendo com

    que o cansao aparea precocemente, deixando-nos muito das

    vezes at irritado.

    Nosso organismo tem mecanismos de defesa contra o calor que so

    mecanismos termorreguladores. Eles fazem com que a pessoa

    comece a suar. A pele mantendo-se molhada pelo suor faz com que

    as pessoas sentem a sensao de frescor. O ambiente trmico pode

    ser descrito por meio de quatro parmetros: temperatura, umidade,

    movimentao do ar e o calor radiante, podendo ser natural (sol) ou

    artificial (forno). A medio destes fatores ambientais servem para

    avaliar se um indivduo est prximo ou no de sua capacidade de

    existncia. Estas avaliaes so realizadas pelos Tcnicos e o

    resultado comparado com dados previstos na legislao. A

    condio homeotrmica (mesma temperatura) do corpo humano

    possibilita atravs de mecanismos fisiolgicos a manuteno da

    temperatura interna ideal mesmo diante de agresses ambientais

    que variam de 50 graus negativos a 100 graus Celsius quando

    devidamente protegidos. Sem proteo essa variao de l0 graus

    a 60 graus Celsius. A principal forma de proteo ao calor, como j

    dito atravs do suor. Outro mecanismo a evaporao do prprio

    suor, pelas vias respiratrias e pelas vias urinrias. Portanto a perda

    de gua e sais minerais intensa em ambientes quentes, sendo

    necessrio a reposio sempre. O desequilbrio crnico entre as

    perdas e a reposio ocasiona os seguintes sintomas: desidratao,

    cibras, fadiga prematura, esgotamento, leses da pele, baixa

    produtividade, internao (temperatura do corpo superior a 40 graus

    C.).

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    32

    A INFLUNCIA DO CALOR NO TRABALHO

    (CONTINUAO)

    Sabido mais eficaz na minimizao dos efeitos do calor sobre nosso

    organismo adorar alguns cuidados na exposio contnua,

    devendo observar as seguintes recomendaes:

    - Aps algum tempo de trabalho em ambientes com incidncia solar

    ou em ambientes confinados sem ventilao em pocas de muito

    calor, procurar descansar alguns minutos em locais mais

    ventilados e frescos.

    - Evite bebidas alcolicas nas noites que antecedem uma jornada

    de trabalho em locais quentes. O lcool ingerido faz com que

    aumente ainda mais a necessidade de ingesto de gua j

    deficiente nestes casos.

    - Procure beber gua o suficiente apenas para suprir suas

    necessidades fisiolgicas.

    - Procure ingerir algumas pitadas de sal de cozinha, contudo sem

    excesso, pois o sal provoca mais sede.

    - Procure ir para o trabalho com as roupas limpas. As roupas sujas

    so menos ventiladas em funo do suor, sujeira e outros

    produtos presentes.

    - No fique sem camisa sob um sol intenso. As radiaes

    ultravioletas provenientes do sol provocam leses na pele no

    perodo de 9 horas da manh as 16 horas da tarde, podendo estas

    leses provocarem o cncer de pele.

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    33

    O RUDO. VAMOS NOS PROTEGER!?

    Vamos entender um pouco sobre o rudo e procurar eliminar este

    mal de nossos ambientes de trabalho.

    Primeiramente vamos falar de sons. Quando ouvirmos um cantar de

    um pssaro, quando ouvirmos uma msica suave e agradvel aos

    nossos ouvidos, ou quando ouvimos um som de uma cachoeira,

    sentimos um certo prazer. Esta sensao gostosa, nos faz bem.

    Porm, se uma buzina de um carro dispara prximo da gente ou

    ouvimos determinadas msicas de rock estridentes, ou mesmo,

    aquela gota de gua que cai sem parar em cima de um lato, nos

    despertando durante uma noite, dizemos que aquele barulho

    ruim, desagradvel, nos incomoda Os sons se propagam no ar

    atravs de ondas que ao atingirem a membrana do tmpano fazendo-

    o vibrar e transmitir a outras partes do ouvido fazendo com que todo

    um mecanismo funcione para que possamos ouvir. Quando essas

    ondas so muito fortes podem provocar o rompimento dessa

    membrana provocando leses nos ouvidos. Um exemplo disso o

    barulho provocado por uma detonao prxima do ouvido.

    Dependendo da intensidade da exploso, at objetos maiores

    podero se romper devido ao deslocamento das ondas, cuja

    intensidade provocaria este rompimento. Em nosso ambiente de

    trabalho no ocorre barulhos de uma detonao, porm outros

    barulhos de menor intensidade ocorrem e de forma mais constante.

    Dependendo dessa intensidade e do tempo dessa exposio, no h

    rompimento do tmpano, mas ocorrer outras leses que com o

    passar dos anos se tornar irreversvel. o caso da surdez. Os

    efeitos do barulho so mais facilmente demonstrveis na

    interferncia com a comunicao. Quando estes sons tem nveis

    semelhantes ao da voz humana e emitido na mesma frequncia,

    causa um mascaramento, que pode atrapalhar naquelas tarefas que

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    34

    O RUDO. VAMOS NOS PROTEGER!?

    (CONTINUAO)

    dependem de comunicao oral, podendo um aviso ou voz de

    comando ficar prejudicado, aumentado riscos de acidentes. Quanto

    aos efeitos sobre a sade podemos citar trs tipos:

    - A surdez temporria. Corno exemplo, se ns estivermos num local

    barulhento por alguns minutos, notamos alguma dificuldade de

    ouvir, sendo normal o retorno desta audio, aps alguns

    instantes.

    - Surdez permanente. Acontece quando h exposio repetida

    durante longos perodos. No seu incio a pessoa no percebe essa

    alterao da percepo auditiva. Com o passar dos anos as

    perdas progridem. Ver televiso, rdios em volumes altos, so

    sinais evidentes dessa perda auditiva.

    - Trauma acstico. a perda auditiva causada por um barulho

    muito forte repentino. Exemplo de um Exploso.

    O que deve nos preocupar em nosso ambiente de trabalho, evitar

    estar exposto aos rudos intensos e prolongados. Para se avaliar o

    nvel destes rudos, existem aparelhos que foram projetados para

    suportar os mesmos rudos de uma pessoa qualquer, que so

    levantados por pessoas qualificadas na sua operao.

    Dependendo da intensidade obrigao dos Tcnicos responsveis

    adotar mecanismos de proteo de forma a reduzir os nveis de

    rudo que prejudiquem os trabalhadores, ou indicar o EPI para o

    caso.

    Algumas recomendaes se fazem importantes lembrar quelas

    pessoas que trabalham em ambientes e/ou equipamentos ruidosos:

  • Coleo MONTICUCO Fascculo N 52

    Engenharia de Segurana e Meio Ambiente do Trabalho

    ___________________________________________________________________________

    35

    O RUDO. VAMOS NOS PROTEGER!?

    (CONTINUAO)

    - O rudo pode provocar insnia, impotncia sexual, nuseas, perda

    do apetite, nervosismo, ansiedade, o alimento do nmero de

    acidentes, absentesmo, etc.

    Para evitarmos que sejamos acometidos por males provocados pelo

    rudo, devemos estar sempre fazendo o uso do EPI indicado que o

    abafador de rudo.

  • Coleo MONTICUCO Fascculo N 52

    Engenharia de Segurana e Meio Ambiente do Trabalho

    ___________________________________________________________________________

    36

    So Paulo, Maio de 2014.

    Deogledes Monticuco

    deogledes.monticuco@gmail.com

    Fone: (11) 9-8151-3211

    Hlio Marcos da Silva helio@hmseg.com.br Fones: (13) 3304-1588 (11) 98143-2614 e 7806-1985

    PERMITIDA A DIVULGAO, REPRODUO TOTAL E PARCIAL DESDE QUE

    MENCIONADA ESTA PUBLICAO.

    mailto:deogledes.monticuco@gmail.commailto:helio@hmseg.com.br

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