DDS DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA Parte 7 ?· ARRUMAÇÃO, LIMPEZA E ORDENAÇÃO SÃO BONS HÁBITOS…

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    09-Nov-2018

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  • Coleo MONTICUCO Fascculo N 49

    Engenharia de Segurana e Meio Ambiente do Trabalho

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    DDS

    DILOGO DIRIO DE SEGURANA

    Parte 7

  • Coleo MONTICUCO Fascculo N 49

    Engenharia de Segurana e Meio Ambiente do Trabalho

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    COLABORADORES DA DIVULGAO DEOGLEDES MONTICUCO

    Iniciou aos 14 anos como Mensageiro. 1974 - Engenheiro Civil e 1975 - Engenheiro de Segurana do Trabalho. Obras de construes: Hidreltrica; Linha de Transmisso de 805 Km na selva

    amaznica; Siderrgica; Petroqumica; Edifcios Residenciais e Comerciais; Hospitais; Shopping; Pontes; Viadutos; Dragagens de Rios; Minerao e Saneamento.

    Atuou tambm na Indstria Automobilstica, no Comrcio e na FUNDACENTRO. Coordenador de Cursos e Docente Engenharia de Segurana do Trabalho e

    Tcnico de Segurana do Trabalho. Coordenador da alterao da NR-18, 1994 e 1995, no sistema tripartite. Projetos de melhoria das condies de trabalho na Indstria da Construo. Estgios no exterior; Publicaes e Artigos Tcnicos na rea de Engenharia de

    Segurana do Trabalho na Indstria da Construo. Atualmente 66 anos Aposentado por Invalidez Dedica famlia e a

    escrever os fascculos para registrar os conhecimentos de Engenharia de Segurana do Trabalho na Indstria da Construo, bem como divulg-los.

    HLIO MARCOS DA SILVA

    Iniciou sua carreira em 1987 como auxiliar de escritrio em um Tabelionato;

    1994 Formou-se em Tcnico em Segurana do Trabalho e 1998 Tcnico em Meio Ambiente;

    Em 1995 2001 Coordenador do Departamento de Segurana do Trabalho da Construtora InPar, organizando e implantando todos os procedimentos voltados para rea de preveno;

    2006 Bacharel em Cincias Jurdicas pela Universidade Metropolitana de Santos;

    Professor do Senac unidade Jabaquara e Escola Rocha Marmo entre os anos de 2001 2004;

    Em 2002 Scio Diretor da HM Consultoria em Segurana do Trabalho Ltda, empresa voltada exclusivamente para o setor da Industria da Construo Civil onde atualmente presta servios em grandes construtoras do Pas, atingindo em mdia 45 canteiros de obras de diversos segmentos e em especial Shopping Centers;

    Em 2011 Fundou a empresa HR Treinamentos especializada em treinamentos de segurana e em especial trabalho em altura;

    Em 2012 HM Documental voltada para a rea de preveno de passivos trabalhista;

    Atualmente dirigi a HM Consultoria e faz parceria com algumas instituies de qualificaes de empresas.

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    CONSIDERAES

    1- Este FASCCULO foi elaborado em parceria com a empresa HM Consultoria Ltda.

    2- Endereo: Rua dos Buritis, 90 Sala 40 Bairro: Jabaquara CEP 04321-000 So Paulo SP Telefones: (13) 3304.1588 (11) 98143-2614 e 7806-1985 Site: www.hmseg.com.br E-mail: helio@hmseg.com.br Contato: Hlio Marcos da Silva

    3- Sntese dos servios prestados pela HM Consultoria Ltda.

    Inspees Fotogrficas em Canteiros de obras;

    Criao de Procedimentos de Segurana do Trabalho para o setor da construo civil;

    Locao de Tcnicos em Segurana do Trabalho;

    Treinamentos;

    Apoio a fiscalizaes;

    http://www.hmseg.com.br/mailto:helio@hmseg.com.br

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    Dilogo Dirio de Segurana - DDS

    O que ?

    um programa destinado a criar, desenvolver e manter atitudes

    prevencionistas na Empresa, atravs da conscientizao de todos

    os empregados.

    Onde?

    Tem corno foco principal a realizao de conversaes de

    segurana nas reas operacionais, possibilitando melhor integrao

    e o estabelecimento de um canal de comunicao gil, transparente

    e sincero entre Chefias e Subordinados.

    Quando?

    Diariamente, antes do incio da jornada de trabalho, com durao de

    05 a 10 minutos, com leitura de temas aqui apresentados ou outros

    relativos a Segurana e Medicina do Trabalho.

    Quem?

    A responsabilidade pela execuo da DDS do Lder/Supervisor,

    registrando diariamente o tema da DDS com as assinaturas da

    equipe no impresso padro.

    Como?

    Em reunies com o grupo de trabalho, escolhendo um dos temas e

    fazendo a leitura em alta voz, procurando ser objetivo na

    explanao, ou conversando sobre outro tema especfico.

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    MODELO DE REGISTRO DO DDS

    Logo da empresa DDS DILOGO DIRIO E SEGURANA

    Data:______ /________/________ Local:

    Nome do Encarregado:

    Nome do Mestre

    EMPRESA ou CONTRATADA:

    1 OPO:

    ASSUNTO: (Preencher)

    COMENTRIOS: (Preencher)

    2 OPO:

    ASSUNTO: (Preencher)

    COMENTRIOS: (Vide documento anexo)

    Nome Funo Visto

    Responsvel pelo DDS

    Nome:

    Funo:

    Visto/assinatura:

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    QUASE ACIDENTES SO SINAIS DE ALERTA

    Muitos acidentes quase acontecem... So aqueles que no

    provocam ferimentos apenas porque ningum se encontra numa

    posio de se machucar. Provavelmente, se ns tivssemos

    conhecimento dos fatos, descobriramos que existem muito mais

    acidentes que no causam ferimentos do que aqueles que causam.

    Voc deixa alguma coisa pesada cair de suas mos e no acerta o

    prprio p. Isto um acidente, mas sem grandes consequncias ou

    mesmo um pequeno ferimento. Voc sabe o que geralmente faz com

    que um quase acidente no seja um acidente com ferimentos?

    Geralmente uma frao de segundo ou uma frao de espao.

    Pense bem. Menos de um segundo ou um centmetro separa voc ou

    uma pessoa de ser atropelado por um carro. Esta diferena apenas

    uma questo de sorte? Nem sempre. Suponha que voc esteja

    voltando para a casa noite de carro e por pouco no tenha

    atropelado uma criana correndo atrs de uma bola na rua. Foi

    apenas sorte voc ter conseguido frear no ltimo segundo a poucos

    centmetros da criana? No. Um outro motorista talvez tivesse

    atropelado a criana. Neste exemplo os seus reflexos podem ter

    sido mais rpido, ou talvez voc estivesse mais alerta ou mais

    cuidadoso. Seu carro pode ter freios melhores, melhores faris ou

    melhores pneus. De qualquer maneira, no se trata de sorte, apenas

    o que faz com que um quase acidente no se torne um acidente real.

    Quando acontece algo como no caso da criana quase atropelada,

    certamente, voc reduzir a velocidade sempre que passar

    novamente pelo mesmo local, voc sabe que existem crianas

    brincando nos passeios e que, de repente, elas podem correr para a

    rua.

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    QUASE ACIDENTES SO SINAIS DE ALERTA

    (CONTINUAO)

    No trabalho um quase acidente deve servir como aviso da mesma

    maneira. A condio que quase causa um acidente pode facilmente

    provocar um acidente real da prxima vez em que voc no estiver

    to alerta ou quando seus reflexos no estiverem atuando to bem.

    Tome por exemplo, uma mancha de leo no cho. Uma pessoa

    passa, v, d a volta e nada acontece. A prxima pessoa a passar

    pelo local no percebe o leo derramado, escorrega e quase cai. Sai

    desconcertado e resmungando. A terceira pessoa, infelizmente, ao

    passar, escorrega, perde o equilbrio e cai, batendo com a cabea

    em qualquer lugar ou esfolando alguma parte do corpo.

    Tome um outro exemplo. Um material mal empilhado se desfaz no

    momento que algum passa por perto. Pelo fato de no ter atingido

    esta pessoa, ela apenas se desfaz do susto e diz. Puxa, essa

    passou por perto!

    Mas se a pilha cai em cima de algum que no conseguiu ser mais

    rpido o bastante para sair do caminho e se machuca, faz-se um

    barulho enorme e investiga-se o acidente.

    A concluso mais do que bvia. NS DEVEMOS ESTAR EM ALERTA

    PARA O QUASE ACIDENTE. Assim evitamos ser pegos por acidentes

    reais. Lembre-se que os quase acidentes so sinais claros de que

    algo est errado. Exemplo: Nosso empilhamento de material pode

    estar mal feito; a arrumao do nosso local de trabalho pode no

    estar boa. Vamos verificar nosso local de trabalho, a arrumao das

    ferramentas e ficar de olhos bem abertos para as pequenas coisas

    que podem estar erradas. Relate e corrija estas situaes. Vamos

    tratar os quase acidentes como se fossem um acidente grave,

    descobrindo suas causas fundamentais enquanto temos chance,

    pois s assim conseguiremos fazer de nosso setor de trabalho um

    ambiente mais sadio.

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    ARRUMAO, LIMPEZA E ORDENAO

    SO BONS HBITOS

    Todos os empregados tem suas tarefas para fazer. Os 5 S - senso de

    utilizao, ordenao, limpeza, asseio e disciplina - fazem parte de

    nossas obrigaes. Mas o que isto afinal? Arrumao, limpeza,

    ordenao, asseio e disciplina significa manter as coisas

    arrumadas e ordenadas, o cho limpo, sem papel, leo derramado,

    graxas nas paredes e assim por diante. aquele empilhamento de

    material corretamente, mquinas de pequeno porte guardadas nos

    seus devidos lugares, chaves e ferramentas acomodadas nos

    lugares certos e limpos. A boa arrumao significa ter livre acesso

    quando numa emergncia de primeiros socorros e a equipamentos

    de combate a incndio. Significa muitas coisas, mas a definio

    mais curta : UM LUGAR APROPRIADO PARA CADA COISA E CADA

    COISA NO SEU DEVIDO LUGAR.

    Todos os empregados podem ajudar no esforo de arrumao,

    fazendo o seguinte:

    - Manter pisos, corredores e reas de trabalho razoavelmente livre

    de itens desnecessrios, delimitando os locais com faixas,

    inclusive corredores;

    - Confinar resduos em locais apropriados;

    - Guardar todos os equipamentos de proteo individual em locais

    adequados.

    Nada indica mais uma rea desorganizada, desarrumada e suja do

    que os copos de papel, restos de lanches espalhados pelo cho,

    sobre a mesa, em bancadas de trabalho, em passarelas e assim por

    diante.

    O bom resultado da arrumao, ordenao, limpeza, asseio e

    disciplina, no obtida por mutires de limpeza. Ela o resultado de

    um esforo dirio. Se cada empregado arrumasse pelo menos uma

    coisa todos os dias, os resultados seriam surpreendentes. A hora de

    fazer a limpeza toda hora.

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    UMA OFICINA LIMPA UMA OFICINA

    SEGURA

    Todos ns j ouvimos alguma vez que uma oficina limpa uma

    oficina segura. Mas como podemos manter nossa oficina limpa e

    segura? s uma questo de um pouco de ateno com a

    arrumao, com cada um de ns fazendo a sua parte. Uma faxina

    geral uma boa ideia. Toda oficina ou mesmo nossa casa precisa de

    uma faxina geral ocasionalmente. Entretanto, a arrumao,

    ordenao, limpeza, asseio e disciplina mais que isso. 5 S

    significa limpeza e ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em

    seu lugar. Significa recolher e limpar tudo depois de cada tarefa. Se

    uma tarefa provocar muita desordem, tente manter a mesma a nvel

    mnimo, tomando um pouco mais de cuidado. Lixo e leo incendiam-

    se facilmente. Um incndio ruim para a Empresa e para ns.

    Sujeira apenas material fora do lugar. O leo que derramou no

    cho tinha papel a cumprir na mquina. O cho apenas mais uma

    fonte de risco. Cubra o leo derramado com material absorvente ou

    tente coletar quando houver possibilidade de derramamento para

    seu reaproveitamento. Com isto voc poder evitar que algum

    tenha um tombo. Observe onde voc deixa ferramentas ou

    materiais. Nunca os coloque num chassi de mquina ou numa pea

    mvel da mquina. Nunca empilhe coisas em cima de armrios.

    Observe os espaos sob as bancadas e escadas, no deixando

    refugos e entulhos. Mantenha portas e corredores livres de

    obstruo para serem acessados em caso de emergncia. O

    verdadeiro segredo de uma oficina limpa e segura nunca deixar

    para depois o trabalho de limpeza e arrumao, fazendo-o

    imediatamente enquanto d pouco trabalho. V fazendo a limpeza e

    a coleta de coisas espalhadas quando concluir uma tarefa ou

    quando seu turno estiver terminando.

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    NINGUM DESEJA CULPAR NINGUM

    Tentamos fazer um bom trabalho de verificao nas inspees de

    risco e seguimos as recomendaes que saem destas inspees.

    Tentamos fazer um trabalho completo de investigao das causas

    de todos os acidentes. No fazemos isto para colocar algum na

    berlinda ou para culpar algum. Fazemos isto apenas por um motivo:

    evitar que novos acidentes ocorram. Provavelmente alguns de vocs

    estejam pensando: Nenhuma investigao impediu o acidente que

    est sendo investigado. Se isto que vocs esto pensando, vocs

    esto completamente certos. Porm, boas investigaes,

    criteriosas, no tendenciosas podem ajudar em muito na preveno

    do prximo acidente. Todos os acidentes so provocados - eles no

    acontecem por acaso. Se descobrirmos a causa do acidente,

    podemos fazer alguma coisa para elimin-la e impedir que outro

    acidente como aquele acontea. Mas se apenas dermos de ombros,

    se apenas dissermos: Foi uma coisa desagradvel, que podemos

    fazer? Estas coisas acontecem. Foi um azar, ento podemos estar

    certos de que outros acidentes como aquele acontecero. A maioria

    dos acidentes apresenta mais de uma causa. Por exemplo, um

    homem perde o equilbrio e cai de uma escada. Se na investigao a

    concluso teve como causas: o funcionrio no teve cuidado ou a

    proteo no estava no lugar, estamos parando a investigao sem

    termos esgotados todas as possibilidades.

    Peguemos o caso novamente. O homem que perdeu o equilbrio e

    caiu da escada. Pergunta-se: a escada estava com defeito? E se

    estava porque ela estava sendo usada? O homem sabia que a

    escada estava em boas condies de uso e relatou...

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