De coração

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Revista Matobra

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  • De corao 023MARO 2011 AnoVI

    | Decorao 2011: tendncias e materiais

    | Matobra disponibiliza pagamentos a 6 e 10 meses sem juros

    | Purple Stone, melhor que o original

    | S3, da Scholts: uma nova perspectiva de electrodomsticos

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    EDITORIAL 03

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    oTrabalho e solidariedade

    Paradoxalmente, na fase desde o 25 de Abril, em que nos exigido um aperto

    mais drstico de cinto, com medidas quase estranguladoras, somos diariamente

    confrontados com notcias que ameaam deitar por terra todo esse esforo,

    seja pela presso de uma iminente queda do governo, ou pela entrada do FMI.

    No admira por isso que ao sentimento de revolta que latente se junte tambm

    uma boa dose de desnimo, no sendo claro para ningum que o caminho

    traado pelos nossos governantes seja uma efectiva soluo para a to desejada

    retoma econmica.

    E enquanto estratgias so gizadas mesma velocidade que refeitas, o pas

    real questiona-se sobre o que pode realmente ser a soluo para reverter este

    contexto.

    A frmula ter de incluir necessariamente duas parcelas fundamentais: trabalho

    e solidariedade.

    O trabalho, nas suas vrias vertentes, ser sempre o nico meio de produo de

    riqueza e porque no podemos ignorar a nossa condio de animal social, no

    legtimo que no olhemos para os outros.

    No defendo o incentivo dependncia do subsdio e muito menos da caridade,

    mas todos ns temos, mais do que o dever, o direito ao trabalho. O sentimento

    de contributo com uma funo til para a sociedade uma questo de dignidade

    pessoal, de que ningum deve ser excludo.

    esse o exemplo que nos dado na entrevista De corao deste nmero, com

    uma Fundao que aplica o lema da integrao aos mais excludos da nossa

    sociedade.

    Mais de 20% dos funcionrios da ADFP so portadores de algum tipo de

    deficincia motora ou cognitiva e ainda assim, a instituio um modelo

    reconhecido de empreendedorismo social e um motor fundamental de

    desenvolvimento local.

    um exemplo que inspira mesmo os mais descrentes e que, como disse,

    simplifica o desajuste do contexto actual numa frmula simples: trabalho e

    solidariedade.

    Presidente do Conselho de Administrao da Matobra

  • FICHA TCNICA

    Entidade proprietria | Matobra - materiais de construo e decorao, S.A.

    Coordenao | Marta Rio-Torto

    Textos | Cladio Domingos e Marta Rio-Torto

    Fotografia | Danilo Pavone

    Paginao e Projecto grfico | Alexandre Saraiva

    Tiragem | 2000 exemplares

    Periodicidade | Trimestral

    Impresso | FIG - Indstrias Grficas, S.A. Rua Adriano Lucas 3020 Coimbra

    Isenta de registo no I.E.S. mediante decreto regulamentar 8/99 de 9/06 art. 12 n 1 a)

    ndice

    3 Editorial

    7 Entrevista De corao | Jaime Ramos

    16 Com assinatura Matobra

    16 | Sem medo da cor 18 | Decorao 2011: tendncias e materiais

    22 | Revestimento cermico: uma escolha para toda a sua casa

    24 Ideias e solues 24 | OLI prope happy air

    25 | Matobra disponibiliza pagamentos a 6 e 10 meses sem juros 28 | Outlet em saldos

    30 | A tecnologia dos adesivos Mapei no projecto de poupana energtica

    31 Entrevista |Mrio Corticeiro 36 Estilus

    36 | Purple Stone, melhor que o original 38 | S3, da Scholts Uma nova perspectiva de electrodomsticos 46 Entrevista | Antnio Pinho

    54 Galeria Matobra

    54 | O que a Teuco faz por si

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    ENTREVISTA 07

    Podia ter sado de Miranda do Corvo, mas acho que h pessoas que tm que ficar.

    Foi enquanto poltico que ganhou maior notoriedade, mas sem dvida redutor defini--lo nessa condio. Jaime Ramos , sobretudo, algum vocacionado para o outro e esse trao de personalidade manifesta-se ao longo do seu percurso pessoal e profissional. Mdico de formao, foi deputado, autarca e Governador Civil, mas talvez a sua obra mais impressionante seja a criao da Fundao ADFP Assistncia, Desenvolvimento e Formao Profissional, uma IPSS com sede em Miranda do Corvo, que ultrapassa os 3400 utentes regulares, com 250 pessoas (idosos, deficientes, doentes crnicos, mulheres maltratadas e crianas) a viver nas residncias da Fundao. Alis, hoje um dos principais empregadores da vila e um motor fundamental do seu desenvolvimento.Fiel a si mesmo, sem receio de polmicas em nome da defesa de uma convico, Jaime Ramos ainda porta-voz do Movimento Cvico de Miranda do Corvo e Lous na luta pelo projecto Metro Mondego e mais uma vez, tem dado o seu contributo comunidade, defendendo como seu um patrimnio que , afinal, de todos.

    Entrevista De corao Jaime Ramos

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    08 ENTREVISTA

    Tem formao em medicina, pela Universidade de Coimbra, mas acaba por ser mais conhecido enquanto figura da vida poltica. Explorando um pouco mais esse lado menos conhecido, ligado medicina, qual foi o seu primeiro emprego? Comecei, como estagirio, a trabalhar nos Hospitais da Universidade de Coimbra, estive tambm nos Centros de Sade de Tbua e da Lous. Depois, fui fazendo opes sucessivas, que me levaram a ter uma carreira relativamente atpica em termos mdicos, nomeadamente, porque a determinada altura me afastei da medicina para me dedicar actividade poltica. Mais tarde, voltei minha profisso e integrei os quadros do Centro de Sade de Miranda do Corvo. Neste momento, tenho uma empresa na rea da Medicina do Trabalho, Segurana e Higiene.

    Um mdico , por princpio, algum que tem uma vocao orientada para o outro, para a comunidade. Isto para si passou, nomeadamente, pela ligao poltica. Como surgiu essa aproximao?Quando se escolhe medicina, em princpio, essa escolha feita porque se gosta de ser til aos outros. A determinada altura, surge o 25 de Abril que cria todo um conjunto de esperanas relativamente ao futuro. Perante as vrias opes que se colocaram aos portugueses, em termos ideolgicos, eu fiz a minha, que foi afirmar-me como social-democrata.Estive no 1 congresso do partido em 74 e fiz depois uma actividade poltica com alguma intensidade, porque muito cedo me candidatei Cmara Municipal de Miranda do Corvo. Fui Presidente da Cmara com 26 anos e deputado da Assembleia da Repblica entre 78 e 85.

    Assume a Presidncia da Cmara de Miranda do Corvo durante dez anos, entre 79 e 89. O que que de mais marcante lhe trouxe essa experincia?Fui eleito quatro vezes e foi uma experincia muito boa, porque me deu a oportunidade de desenvolver projectos concretos e ver os seus resultados. Era um panorama muito diferente do actual. S para ter uma noo, a Cmara tinha trs viaturas e as pessoas mais habilitadas nos quadros tinham o antigo 5 ou 7 ano. No havia nenhum engenheiro, economista ou jurista. A Regio tinha grandes necessidades, a maior parte das povoaes ainda no tinha estradas, nem electricidade ou gua ao domiclio. Havia uma grande escassez

    em servios bsicos, que ns tivemos oportunidade de resolver.

    Quais so os projectos de que mais se orgulha?Fundamentalmente, o facto de ter contribudo para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Miranda dos primeiros concelhos a ter abastecimento total domicilirio de gua, total cobertura elctrica e ter todas as povoaes pavimentadas e com acesso por estrada alcatroada. Para a altura, eram grandes conquistas.

    Assumir os destinos de uma Cmara uma opo que implica uma grande disponibilidade e at generosidade para com a comunidade. Sente como trao vincado em si essa faceta de filho da terra?Sim, podia ter sado de Miranda do Corvo, mas optei por ficar. Acho que h pessoas que tm que ficar.Devo dizer que exerci sempre o cargo de Presidente da Cmara sem ser remunerado. Claro que no vivia do vento. Numa fase, fi-lo porque acumulei essa funo com a de deputado, de onde tinha um vencimento. Quando terminei o mandato como deputado decidi dedicar-me de novo medicina e tinha remunerao da minha actividade profissional, portanto, permaneci