Demonstra??es Financeiras Anuais Completas de 2014

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    16-Nov-2015

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<ul><li><p>Eneva S.A.- Em recuperaojudicial(Companhia aberta)Demonstraes financeiras em31 de dezembro de 2014 erelatrio dos auditores independentes</p></li><li><p>PricewaterhouseCoopers, Av. Jos Silva de Azevedo Neto 200, 1 e 2, Torre Evolution IV, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 22775-056T: (21) 3232-6112, F: (21) 3232-6113, www.pwc.com/br</p><p>PricewaterhouseCoopers, Rua da Candelria 65, 20, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 20091-020, Caixa Postal 949,T: (21) 3232-6112, F: (21) 2516-6319, www.pwc.com/br</p><p>2</p><p>Relatrio dos auditores independentessobre as demonstraes financeirasindividuais e consolidadas</p><p>Aos Administradores e AcionistasEneva S.A. em recuperao judicial</p><p>Examinamos as demonstraes financeiras individuais da Eneva S.A. em recuperao judicial (a"Companhia" ou "Controladora") que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de2014 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes dopatrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo dasprincipais polticas contbeis e as demais notas explicativas.</p><p>Examinamos tambm as demonstraes financeiras consolidadas da Eneva S.A. em recuperaojudicial e suas controladas ("Consolidado") que compreendem o balano patrimonial consolidado em31 de dezembro de 2014 e as respectivas demonstraes consolidadas do resultado, do resultadoabrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessadata, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.</p><p>Responsabilidade da administraosobre as demonstraes financeiras</p><p>A administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessasdemonstraes financeiras individuais de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e dessasdemonstraes financeiras consolidadas de acordo com as Normas Internacionais de RelatrioFinanceiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as prticascontbeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou comonecessrios para permitir a elaborao de demonstraes financeiras livres de distoro relevante,independentemente se causada por fraude ou por erro.</p><p>Responsabilidade dos auditores independentes</p><p>Nossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes financeiras com baseem nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria sejaplanejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeirasesto livres de distoro relevante.</p></li><li><p>Eneva S.A. em recuperao judicial</p><p>3</p><p>Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia arespeito dos valores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentosselecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distororelevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro.</p><p>Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao eadequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentosde auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre aeficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao daadequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pelaadministrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas emconjunto.</p><p>Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossaopinio.</p><p>Opinio sobre as demonstraesfinanceiras individuais</p><p>Em nossa opinio, as demonstraes financeiras individuais acima referidas apresentamadequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Eneva S.A. em recuperao judicial em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operaes e os seus fluxosde caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil.</p><p>Opinio sobre as demonstraesfinanceiras consolidadas</p><p>Em nossa opinio, as demonstraes financeiras consolidadas acima referidas apresentamadequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Eneva S.A. em recuperao judicial e suas controladas em 31 de dezembro de 2014, o desempenho consolidado desuas operaes e os seus fluxos de caixa consolidados para o exerccio findo nessa data, de acordo comas Normas Internacionais de Relatrio Financeiro (IFRS) emitidas pelo International AccountingStandards Board (IASB) e as prticas contbeis adotadas no Brasil.</p><p>nfase</p><p>Continuidade operacional</p><p>Conforme mencionado em maiores detalhes na Nota 1, em 09 de dezembro de 2014 a ENEVA S.A em recuperao judicial - protocolou pedido de recuperao judicial na Comarca da Capital do Estadodo Rio de Janeiro. Em 16 de Dezembro de 2014, o Juzo da 4 Vara Empresarial da Comarca da Capitaldo Estado do Rio de Janeiro decidiu pelo deferimento do processamento da recuperao judicial dacompanhia e de sua subsidiria ENEVA Participaes S.A. em recuperao judicial. Em 12 deFevereiro de 2015 a Companhia apresentou 4 Vara Empresarial do Rio de Janeiro o Plano deRecuperao Judicial. A assembleia geral de credores, nos termos da referida Lei, votar pelaaprovao ou no do referido plano em prazo que no exceder a 180 dias contados da data do</p></li><li><p>Eneva S.A. em recuperao judicial</p><p>4</p><p>deferimento do processamento da recuperao judicial. Adicionalmente a Companhia registrou, em 31de dezembro de 2014, prejuzos acumulados de R$ 3.885.741 mil, prejuzo no exerccio de R$ 1.517.183mil e apresentou excesso de passivos sobre ativos circulantes nas demonstraes financeirasindividuais e consolidadas nos montantes de R$ 1.842.558 mil e R$ 2.675.201 mil, respectivamente.Portanto, a reverso desta situao de prejuzos acumulados e a readequao da estrutura financeira epatrimonial da Companhia dependem do sucesso das aes do plano de recuperao judicial,conforme detalhado na Nota 1. Esse contexto suscita dvida substancial sobre a continuidadeoperacional da Companhia. As demonstraes financeiras no incluem quaisquer ajustes em virtudedas incertezas envolvidas. Nossa opinio no est ressalvada em funo desse assunto.</p><p>Outros assuntos</p><p>Informao suplementar - Demonstraesdo Valor Adicionado</p><p>Examinamos tambm as Demonstraes do Valor Adicionado (DVA), individuais e consolidadas,referentes ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2014, preparadas sob a responsabilidade daadministrao da Companhia, cuja apresentao requerida pela legislao societria brasileira paracompanhias abertas, e como informao suplementar pelas IFRS que no requerem a apresentaoda DVA. Essas demonstraes foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritosanteriormente e, em nossa opinio, esto adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectosrelevantes, em relao s demonstraes financeiras tomadas em conjunto.</p><p>Rio de janeiro, 26 de maro de 2015</p><p>PricewaterhouseCoopersAuditores IndependentesCRC 2SP000160/O-5 "F" RJ</p><p>Guilherme Naves ValleContador CRC 1MG070614/O-5 "S" RJ</p></li><li><p>Prezado acionista,</p><p>O ano de 2014 foi marcado por grandes desafios e importantes eventos para a</p><p>ENEVA. Nesse sentido, diversas decises foram tomadas para que a Companhia</p><p>pudesse continuar sua operao de forma consistente, contribuindo para a</p><p>segurana energtica do Brasil. Dentre elas, destacam-se a concluso da</p><p>implantao de todo seu parque gerador, em especial a usina termeltrica a gs</p><p>natural Parnaba II, a concepo e implementao de um importante plano para</p><p>restruturao financeira da Companhia e relevantes realizaes no mbito</p><p>regulatrio.</p><p>A ENEVA passou a ser uma empresa 100% operacional e a entregar um total de</p><p>2,4GW de energia. So oito usinas em operao, estando assim entre as maiores</p><p>empresas privadas de gerao de energia termeltrica do Brasil, contribuindo para</p><p>a estabilidade do sistema eltrico.</p><p>Ao longo do ano, as usinas apresentaram relevante melhora em suas performances</p><p>operacionais e confiabilidade. A usina de Itaqui, por exemplo, alcanou 96% de</p><p>disponibilidade em dezembro de 2014, a melhor marca desde o incio de sua</p><p>operao comercial.</p><p>Adicionalmente, destacam-se as conquistas regulatrias obtidas em 2014, dentre</p><p>elas a reverso dos pagamentos por indisponibilidade horria das usinas (tambm</p><p>conhecido como ADOMP) e o acordo com a Aneel, necessrio para a manuteno</p><p>dos contratos de Parnaba II (TAC Parnaba II). O sucesso dessas realizaes e os</p><p>avanos na operao das usinas foram fundamentais para atingir a atual receita de</p><p>R$1,8 bilho.</p><p>No mbito corporativo, com o incio do plano de restruturao da ENEVA em maio</p><p>de 2014, foram realizadas importantes atividades, destacando-se a reduo de</p><p>custos e despesas da holding e a captao de recursos, advindos de um aumento</p><p>de capital, da venda parcial de Pecm II para a E.ON e da venda da participao da</p><p>ENEVA em Pecm I para a EDP.</p><p>Ainda com o objetivo de promover o equilbrio financeiro da ENEVA, foram</p><p>mantidas negociaes com os principais credores da Companhia para implementar</p><p>um plano de estabilizao e, assim, equalizar a estrutura de capital e o vencimento</p><p>da dvida da holding. No obstante os esforos realizados, um acordo no foi</p></li><li><p>alcanado, levando assim ENEVA e ENEVA Participaes a requererem em</p><p>dezembro recuperao judicial de modo a blindar e garantir a continuidade da</p><p>operao das suas usinas, alm de seguir com as discusses com os credores em</p><p>melhores condies.</p><p>Para o ano de 2015, a Administrao seguir com os esforos empregados na</p><p>reduo de custos e despesas, no plano de estabilizao operacional das usinas,</p><p>como tambm para a aprovao do plano de recuperao judicial, instrumento que</p><p>permitir estabilizar a estrutura de capital da Companhia.</p><p>Por fim, a confiana depositada na Administrao pelos acionistas da Companhia d</p><p>a certeza de a ENEVA estar no caminho certo para superar os atuais desafios e os</p><p>obstculos que possam surgir.</p><p>A Administrao</p></li><li><p>Relatrio de Sustentabilidade</p><p>A ENEVA entende que a Sustentabilidade um valor importante e fundamental na</p><p>estratgia e operao de seus ativos. Ao investir em uma regio, a Companhia</p><p>busca ir alm da dimenso econmica, implantando aes sociais e ambientais que</p><p>valorizem o capital humano, a sade e segurana das pessoas e que envolvam a</p><p>comunidade local e as instituies representativas.</p><p>A estratgia de gesto da Companhia est embasada em 16 diretrizes, consolidadas</p><p>em sua Poltica do Sistema de Gesto Integrado SGI, que teve sua implantao</p><p>iniciada em 2013. As diretrizes que compem o SGI so a base para a elaborao</p><p>de procedimentos corporativos e procedimentos especficos das unidades. Todos</p><p>esses documentos so fundamentados em normas internacionais de qualidade (ISO</p><p>9001), meio ambiente (ISO 14001) e segurana e sade operacional (OHSAS</p><p>18001). Seus principais objetivos so garantir a proteo do meio ambiente, a</p><p>segurana e a sade das pessoas, a confiabilidade e a efetividade nas operaes da</p><p>companhia e a utilizao racional de recursos naturais.</p><p>Em 2014 a empresa consolidou o monitoramento de diversos indicadores</p><p>ambientais e de sade e segurana de suas usinas em operao. Esses indicadores</p><p>so acompanhados continuamente, com o objetivo de avaliar o desempenho da</p><p>companhia e encontrar oportunidades de melhoria.</p><p>Em dezembro de 2014, a ENEVA acumulou 88,5 milhes de horas trabalhadas sem</p><p>acidentes fatais. No mesmo perodo, foram feitos significativos investimentos em</p><p>treinamento e capacitao, contribuindo de forma determinante para a reduo do</p><p>indicador LTI (acidentes com afastamento).</p><p>A empresa tambm avanou na gesto de resduos slidos, com a busca de</p><p>solues sustentveis para os resduos gerados no processo de gerao de energia.</p><p>Destacam-se as seguintes iniciativas:</p><p>Destinao de cinzas para a fabricao de cimento Pecm II</p><p>O projeto teve como finalidade buscar alternativas para o reaproveitamento das</p><p>cinzas geradas durante a queima do carvo, reduzir o volume de resduos</p><p>decorrente da disposio final em aterros e reduzir os custos relacionados </p><p>destinao das cinzas em Pecm II.</p><p>De 2010 a 2014, os times de Operao e Manuteno e de Sustentabilidade</p><p>desenvolveram diversos estudos identificando as possveis alternativas de</p><p>reutilizao das cinzas. Em 2014, foi concludo um acordo de longo prazo com uma</p><p>cimenteira da regio que ir incorporar parte das cinzas geradas em Pecm II em</p><p>seu processo de fabricao de cimento. O objetivo final do projeto destinar a</p><p>totalidade das cinzas geradas em Pecm II.</p><p>Dentre os benefcios gerados pelo projeto, destaca-se a reduo do envio das</p><p>cinzas para aterros industriais e a reduo do uso de outras matrias-primas na</p><p>produo do cimento.</p></li><li><p>Destinao de lodo gerado na operao para a fabricao de Tijolos </p><p>Itaqui</p><p>Com o intuito de buscar alternativas para o reaproveitamento do lodo gerado pelo</p><p>processo de clarificao da gua do mar usada pela usina, Itaqui firmou parceria</p><p>com uma empresa local para encaminhamento do lodo gerado para a fabricao de</p><p>tijolos. Ao todo, cerca de 30% lodo produzido pela usina, antes destinado como</p><p>resduo, est sendo reaproveitado, deixando de ser enviado para aterro. Os estudos</p><p>para reaproveitamento do lodo foram iniciados em 2014 e continuam em</p><p>andamento. Atualmente, os times de Operao e Processo, de Pesquisa e</p><p>Desenvolvimento e de Sustentabilidade tm como desafio aumentar a reutilizao</p><p>do lodo, buscando outras destinaes, como a produo de telhas.</p><p>Na rea de responsabilidade social, destaca-se a evoluo do projeto de</p><p>reassentamento voluntrio no interior do Maranho, associado ao Complexo</p><p>Parnaba. Em 2014, foram iniciadas as obras de implantao do projeto de</p><p>reassentamento de cerca de 220 moradores da comunidade da Demanda, no</p><p>interior do Maranho, localizada prxima ao Complexo Parnaba. O projeto do</p><p>reassentamento foi construdo de forma coletiva e participativa, incluindo a escolha</p><p>da rea na qual o projeto ser implantado, e conta com a adeso de todas as 65</p><p>famlias que vivem na comunidade. Cada uma ser proprietria de uma residncia</p><p>mobiliada, com gua e energia eltrica, e ter apoio para atividades agrcolas. O</p><p>projeto contempla ainda a construo de uma escola, um posto de sade, duas</p><p>igrejas, rea de convivncia com campo de futebol, praa e um centro comunitrio.</p><p>O programa de reassentamento foi proposto comunidade com o objetivo de</p><p>permitir a manuteno de seu modo de vida tradicional e oferecer condies de</p><p>moradia mais adequadas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos</p><p>moradores. A mo-de-obra local da comunidade tambm est sendo aproveitada</p><p>para a implantao do empreendimento.</p><p>Paralelamente, esto sendo realizados cursos gratuitos profissionalizantes para</p><p>todas as famlias participantes do reassentamento, em parceria com o Servio</p><p>Nacional de Aprendizagem Rural do Maranho SENAR-MA. A realizao desses</p><p>cursos busca o aperfeioamento e a valorizao das atividades agrcolas e de</p><p>desenvolvimento socioeconmico da comunidade.</p></li><li><p>CENRIO SETORIAL 2014</p><p>1. Introduo</p><p>De maneira geral, 2014 foi um ano em que a gerao de energia de hidreltricas</p><p>ficou limitada devido ao baixo volume de gua em seus reservatrios e quase a</p><p>t...</p></li></ul>