Diálogo Metropolitano - Edição 2 - 14/03/2013

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    20-Mar-2016

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Edio 2 do jornal Dilogo Metropolitano - Rio de Janeiro

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  • QUINTA-FEIRA, 14 DE MARO DE 2013 | ANO 1 | NMERO 2 | ALPHA PRIME: 50 ANOS DE JORNALISMO

    Nas reas de risco, ao soar da sirene, um alerta para salvar vidas

    ECONOMIA

    Carga tributria chega a 37,27% do PIB em 2012

    O atual cenrio econmico brasileiro no dos mais ani-madores: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 no passou de 1% (ficou em 0,9%) e o pas con-tinua com uma das maiores cargas tributrias do mundo (36,27% do Produto Interno Bruto PIB). No entanto, com algumas medidas de estmulos por parte do governo, possvel reverter o quadro. PAG 3

    ESTA EDIO 8 PGINAS | CONFIRA A EDIO DIGITAL NO SITE www.dialogometropolitano.com.br OU NOS NOSSOS APLICATIVOS

    NOSSOS COLUNISTAS

    O drama das 24 horas: administrando o tempo

    Os riscos da impunidade: a que mora o perigo

    DIloGoMetropolitanoRIo DE JANEIRo

    Entrevista exclusiva com o vereador Marcelo QueirozPAG 8

    DBORAH FONSECAPAG 2

    JOS CARLOS BLATPAG 3

    A Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, atravs da Secretaria de Sade e Defesa Civil, realiza mensalmente exerccios simulados de desocupao em comunidades que so consideradas reas de risco durante as fortes chuvas que assolam a cidade. Ao todo, 103 comunidades recebem o treinamento, que tem como objetivo educar e orientar a populao para agir com segurana em eventuais tempestades. Representantes das famlias que vivem na regio so convocados para participar e aprender como proceder em situaes de risco. PAG 2

    Quase prontoSegundo o cronograma da Copa das Confederaes, o Maracan estar disponvel a partir do dia 27 de abril. No total, sero organizados dois eventos fechados e um grande evento para o pblico como parte da preparao. PGINA 6

    ESPORTES

    BRASIL E MUNDO

    Regio porturia do Rio ser revitalizada at 2016

    A Regio Porturia do Rio de Janeiro ir passar por gran-des mudanas at 2016. Impulsionada, principalmente, pelos grandes eventos que ir sediar nos prximos anos, a cidade maravilhosa est investindo em desenvolvimen-to e qualidade de vida. Uma das reas que ter investi-mentos macios a Regio Porturia, localizada na rea central da cidade, que ser beneficiada pelo projeto co-nhecido popularmente como Porto Maravilha Operao Urbana Consorciada da rea de Especial Interesse Urba-nstico da Regio Porturia do Rio de Janeiro. PAG 4

    Os submarinos e as fontes de energia renovvel

    Estreia: Liliane Ventura entrevista Hel Pinheiro

    DANIELLE M. THAMEPAG 3

    LILIANE VENTURAPAG 4

    Volta ao reino de Oz: falta o prazer da cumplicidade

    Messi no pode salvar o time em todos os jogos

    HAMILTON ROSA JNIORPAG 5

    JOS CARLOS CICARELLIPAG 6

    Sade: AIDS - estamos mais prximos da cura?

    Secretaria de Preveno Dependncia Qumica

    DRA. LVIA MARIA GENNARIPAG 7

    REINALDO COSTAPAG 8

    CULTURA

    Teatro: Bonifcio Bilhes traz dinheiro, amizade e risadas

    Pode tirar a velha e boa cala boca de sino do armrio, um dos maiores sucessos de 2013 nos teatros cario-cas a pea Bonifcio Bilhes. Escrito na dcada de 70 pelo dramaturgo Joo Bethencourt, o espetculo mexe com um sonho de quase todos os brasileiros: o de ganhar na loteria. Se eu ganhar, te dou metade do prmio! Foi isso o que disse o dubl de socialista e economista Walter Antunes (vivido por Jos de Abreu) ao amigo vendedor de goiabada Bonifcio Brilhante (Tadeu Melo). Walter acaba, por sorte, ou no, ganhan-do o prmio, o que traz tona a promessa de dividir o dinheiro com o amigo. PAG 5

    SADE

    Tuberculose: nmero de casos diminui a cada ano

    No dia 24 de maro ser celebrado o Dia Mundial de Combate Tuberculose, institudo em 1982 pela OMS (Organizao Mundial de Sade) e pela Unio Internacio-nal Contra Tuberculose e Doenas Pulmonares. PAG 7

  • CIDADES

    2 DIloGoMetropolitanoRIo DE JANEIRo QUINTA-FEIRA, 14 DE MARO DE 2013

    REFlEXESDborah Fonseca | Jornalista

    o drama das 24 horas

    DIREToRAMnika Santos Ferreira

    DIREToRA DE REDAoDborah FonsecaJornalista Responsvel

    EDIToR ChEFEJnatas Mesquita | MTb 63370jonatas@dialogometropolitano.com.br

    REDAoJonas GonalvesRaul RamosPmela Mendescontato@dialogometropolitano.com.br

    REvISoBianca Montagnana

    DIAGRAmAoRoberta Furukawa Bartholomeu

    ColuNISTASDborah Fonseca, Jos Carlos Blat, Thell de Castro, Hamilton Rosa Jr., Jos Carlos Cicarelli, Lvia Gennari e Reinaldo Costa

    Projeto GrfIco e edItorIAlNews Prime Comunicao & Webwww.newsprime.com.brcontato@newsprime.com.br

    redAoAvenida das Amricas, 3.500Bloco 05 | Sala 313Rio de Janeiro | RJ ImPressoGrfica Lance

    redes socIAIsTwitter - twitter.com/dialogometroFacebook - migre.me/drPtc

    O desafio de administrar o tempo e ainda desfru-tar das emoes que permeiam o cotidiano.Generalizar sempre um risco, reconheo. Contudo, no posso ne-gar que sempre cultivei um certo preconceito com o gnero de autoa-juda e seus descenden-tes. Penso que a vida seria fcil se pudsse-mos ser mais felizes, saudveis ou prsperos seguindo um apanhado de regras. Por isso, des-confiei quando me de-parei com um dos novos best seller do momento, cujo mote ensinar a aproveitar melhor seus dias, sem correria e an-siedade. O objetivo identificar por onde o precioso tempo est se esvaindo, encontrar solues, encarar mu-

    danas e alcanar o nirva-na, que dispor de tempo para fazer tarefas que jul-ga importantes, mas que ficam para depois por pura falta de tempo!Bem, ao fazer uma lista das tarefas dirias propos-ta pela autora num dos ca-ptulos, percebi que passo diariamente cerca de 70 minutos dentro do metr, um meio de transporte que me ajuda a driblar o trn-sito infernal de So Paulo e a ganhar tempo! Nesse perodo, me distraio obser-vando as pessoas. Adoro reparar o estilo, o compor-tamento, a diversidade. Mas poderia aproveitar o trajeto para tarefas mais tangveis. Contudo, perde-ria esse tempo de obser-vao, que julgo precioso. Sigo a lista procurando alternativas e, de repen-te, percebo que eu e pro-

    vavelmente a grande maioria das mulheres (s tenho propriedade para falar por ns) somos ca-pazes, sim, de fazer o tempo multiplicar. Filhos, casa, marido, trabalho, famlia, amigos, compras, cabelo, unha, maquia-gem. Estava tudo na lista diria. Ok, admito, stress e ansiedade assombram meus dias, e tarefas me-nos urgentes tambm so adiadas. Mas o que seria deles se optasse sempre pela praticidade, tudo racional e organiza-do. Acredito que perde-ria pequenos detalhes, contatos e emoes. Ento, desculpem, vol-tei livraria e optei por um clssico da literatura, escolhendo usar o meu tempo com o que, acre-dito, realmente faz dife-rena.

    DILOGO MetropolitanoPuBlICADo PElA AlPhA PRImE EDIToRA E JoRNAlISmo lTDA.ALPHA PRIME: 50 ANOS DE JORNALISMO

    Nas reas de risco, um alerta para salvar vidas

    A Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, atravs da Secretaria de Sade e Defe-sa Civil, realiza mensalmen-te exerccios simulados de desocupao em comunida-des que so consideradas reas de risco durante as fortes chuvas que assolam a cidade.

    Ao todo, 103 comunida-des recebem o treinamento, que tem como objetivo edu-car e orientar a populao para agir com segurana em eventuais tempestades. Representantes das famlias que vivem na regio so convocados para participar e aprender como proceder em situaes de risco.

    Primeiro, ns capacita-mos as pessoas a terem uma percepo do risco, te-rem cincia de que moram em uma rea de risco afir-ma o Coronel Mrcio Motta, subsecretrio de Defesa Ci-vil do Rio de Janeiro. Em se-guida, um membro de cada famlia que reside na regio escolhido para participar do exerccio, agendado pre-viamente.

    Agentes comunitrios, tcnicos da Defesa Civil e voluntrios ministram o exerccio simulado po-pulao das comunidades onde o Sistema de Alerta e Alarme para chuvas fortes j est implantado. O sistema conta com sirenes localiza-das nas reas de maior ris-co - previamente mapeadas pelo Instituto de Geotcnica do Rio de Janeiro (Geo-Rio) - que so acionadas quando

    h riscos de tempestades, enchentes ou deslizamen-tos de encostas.

    Ao soar da sirene, que emite um som altssimo, a populao deve agir e co-locar em prtica os ensi-namentos aprendidos no treinamento. A pessoa, de-vidamente treinada, auxilia seus familiares e vizinhos prximos a evacuarem suas residncias e se dirigirem aos locais seguros da co-munidade, designados pela Prefeitura e Defesa Civil. So chamados pontos de apoio, reas seguras que fo-ram criadas com a ajuda da comunidade, onde os mora-dores podem ficar at que a tempestade acabe, afirma Robson Maciel, gerente do Centro Municipal de Sade Carlos Figueiredo Filho, lo-calizado em Borel.

    Antes de se deslocarem para os pontos de apoio, os moradores precisam ser alertados a tomarem al-gumas aes que seriam facilmente esquecidas me-diante momento de deses-pero. Eles so lembrados de levarem juntos de si do-cumentos pessoais, cartes, dinheiro e alimentos rpi-dos como biscoito e gua. Se a pessoa toma remdio controlado, deve levar tam-bm, alm de desligar a luz, fechar o gs e a casa diz o Coronel Mrcio Motta.

    Instalada nos pontos de apoio, a populao recebe suporte por parte da Defe-sa Civil e aguarda o fim da tempestade em segurana. Quando eles ficam aqui, esto seguros. Aps o pe-rigo passar, ns os encami-nhamos de volta para suas

    casas, afirma Maria Helena Lopes, voluntria do CIEP (Centro Integrado de Educa-o Pblica).

    morro do BorelNo dia 02 de maro, os

    moradores da comunidade do Borel, localizada na Tiju-ca, participaram do exerc-cio simulado de desocupa-o realizado pela Defesa Civil na regio. Tcnicos da Defesa Civil, Assistentes So-ciais, Agentes Comunitrios e voluntrios demonstraram como a populao deve agir e se locomover para um ponto de apoio quando as reas onde moram apresen-tarem riscos iminentes.

    O Morro do Borel foi o pri-meiro a receber o servio do Sistema de Alerta e Alarme e hoje conta com seis pon-tos de apoio disp