Diego H. B. Nery

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE LETRAS E CINCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM HISTRIA SOCIAL DA CULTURA REGIONAL MESTRADO EM HISTRIA

REPRESENTAES DO PROGRESSO E A CULTURA POLTICA INSCRITA NOS PERIDICOS PERNAMBUCANOS (1837-1850)

DIEGO HENRIQUE B. NERY

RECIFE, 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE LETRAS E CINCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM HISTRIA SOCIAL DA CULTURA REGIONAL MESTRADO EM HISTRIA

REPRESENTAES DO PROGRESSO E A CULTURA POLTICA INSCRITA NOS PERIDICOS PERNAMBUCANOS (1837-1850)

DIEGO HENRIQUE B. NERY

Trabalho apresentado psgraduao em Histria Social da Cultura Regional da Universidade Federal Rural de Pernambuco como requisito parcial para obteno do grau de mestre. Orientadora: Prof. Dr. Maria das Graas Andrade Atade de Almeida.

RECIFE, 2010

Ficha catalogrfica

N456r

Nery, Diego Henrique Barros Representaes do processo e a cultura poltica inscrita nos peridicos pernambucanos (1837-1850) / Diego Henrique Barros Nery 2010. 1446 f. : il. Orientadora: Maria das Graas Andrade Atade de Almeida Dissertao (Mestrado em Histria Social da Cultura Regional) Universidade Federal Rural de Pernambuco. Departamento de Letras e Cincias Humanas, Recife, 2010. Referncias 1. Representaes 2. Progresso 3. Cultura poltica 4. Peridicos I. Almeida, Maria das Graas Andrade Atade de, orientadora II. Ttulo CDD 320

A ordem e a desordem so como as duas faces de uma mesma moeda: indissociveis.A Desordem: Elogio do Movimento. Georges Balandier.

Dedico este trabalho a Ruth Rego Barros, por colocar mais gua no feijo fazendo durar at o fim da semana, por me corrigir, por me dar banho quando beb, por ser simplesmente a minha me.

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AGRADECIMENTOSComo na vastido de um oceano minha mente se deu ao trabalho de selecionar as pessoas e instituies que me ajudaram, direta e indiretamente, neste trabalho e no decorrer da vida. Porm ao trmino da seleo cheguei concluso que precisaria de umas trinta laudas para agradecer tantas pessoas que de alguma forma fizeram parte de minha caminhada. Por isso caso algum nome no seja mencionado por falta de espao, mas que este espao nunca faltar em meu corao, e guardo todos nele. Primeiramente agradeo ao Programa de Ps-Graduao em Histria Social da Cultura Regional por me proporcionar todo o apoio de que tanto precisei nesta longa jornada e agradecer Universidade Federal Rural de Pernambuco pelo acolhimento deste programa e pela fora que esta instituio sempre agracia as pesquisas, pois sem elas meu trabalho no seria possvel. Sou grato ao programa da CAPES (Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior) pelo apoio concedido em minha pesquisa, suprindo minhas necessidades e auxiliando este empreendimento nascer. Dedico esta dissertao para a pessoa que foi muito importante na consecuo do trabalho, que me deu apoio emocional e material, conselhos, correes e lies que guardo para a vida. minha me em especial por acreditar em tudo o que fao desde que nasci, acreditou que falaria, e falei, acreditou que andaria, e andei, cresci e aqui estou. Ao Prof. Dr. Wellington Barbosa da Silva, meu amigo, agradeo pelas correes e pela orientao desde o incio, que infelizmente teve que ser interrompida na reta final por motivos de sade, passando assim para as cuidadosas mos da Prof. Dr. Maria das Graas A. Atade de Almeida. Por isso agradeo a ela tambm, pelo acolhimento e pelas correes, leituras incansveis e pelos conselhos que tive o prazer de ouvir e vivenciar. Agradecimento especial dispenso s professoras Suzana Cavani e Suely Luna, pelo olhar criterioso e pelas sugestes propostas para a melhoria deste trabalho disponibilizando de seus raros momentos profissionais para se dedicarem na anlise da dissertao. Agradecimento especial, tambm, para a Prof. Dr. Ana Nascimento pela leitura e colaborao na anlise da pesquisa.7

Aos amigos e irmos que ganhei na vida, desde meus estudos na UPE at a UFRPE. Agradeo a Glibson, Bruno, Fernanda, Clcia, Fernando, Esdras, Douglas e a Professora e amiga Gilda; Glibson, Bruno, Fernanda e Clcia pelo companheirismo constante pelas caminhadas juntos e diverses, por uma infinidade de momentos que vivemos e que guardo na memria, a minha amiga e professora Maria Gilda (UPE), por todos os conselhos e apoio que tive o privilgio, desde a graduao de receber e que at hoje conversamos, por telefone ou pessoalmente, estou sempre grato. Aos amigos que constitui no Mestrado que me forneceram palavras de fora e companheirismo. Keila pelas pilantragens que s amigos como ela podem nos proporcionar, pois voc foi minha guia nesta caminhada, meu confessionrio, foi quem me estendeu a mo amiga, para voc um especial obrigado; Mrio que se tornou um amigo especial desde o incio, um exemplo de simpatia e escritor que, me perdoe, causa-me uma grande inveja, eu te admiro pelo amigo que voc se tornou e pelas correes e convivncias maravilhosas. Agradeo a dupla dinmica Paulo Julio e Carlos Andr que juntos me proporcionaram dicas e suporte para muitos momentos no mestrado, desde as aulas at os eventos e, tambm, pelas conversas descontradas que em sua singularidade me proporcionaram momentos de felicidade; por fim, mas no por ltimo, Janana que foi e sempre ser uma grande amiga e que passei momentos de felicidade e muito estudo nas aulas que estivemos sempre juntos. Agradecimentos a professores e amigos de longo e curto perodo que contriburam para o aperfeioamento de minha vida acadmica e pessoal. Ao meu primeiro orientador e amigo Maciel Henrique, que no s foi um orientador foi um parceiro na pesquisa, por momentos de conselhos e acompanhamentos, por ter pacincia de trabalhar com um orientando inexperiente e confiar no trabalho realizado, por corrigir meus textos por at dez vezes, sempre com a mesma pacincia e dedicao. Mesmo com muito trabalho para o Doutorado, me apoiou at a seleo do mestrado, indo l no dia para me dar palavras de apoio, mesmo vivendo um momento difcil, a voc meu amigo que me fez estudar com afinco e dar os primeiros passos, obrigado. Aos professores do Programa de Ps-Graduao que estiveram ao meu lado nas aulas e se esforaram para me aconselhar. Prof. Dr. Giselda Brito pelas aulas e correes, Prof. Dr. Suely Almeida, por ser um exemplo de companheirismo com os alunos e pelo apoio na minha caminhada. Agradeo a todos os meus professores que8

no posso citar, mas que dedicaram seu tempo para transformar minha vida no que ela hoje. De todo meu corao agradeo a minha grande famlia que em especial esteve ao meu lado. Agradeo aos meus irmos Andr e Flvia que agora moram longe, mas que sempre estiveram to perto, nem Roraima, nem Braslia podem nos separar, espero ter sido o casulinha que vocs sempre quiseram. Aos meus amigos e irmos Marcelo Jos, Diego Jos (Diegoto), Evanessa Moura (Eva), Danilo Jos (Dan) e Kssia Rafaelle (Fifa) que de tanta amizade se transformaram em irmos de verdade, em especial a Marcelo que desde a quarta srie at hoje um grande amigo e parceiro, saiba que tenho o prazer de te chamar de irmo. Ao meu av Virglio por ser o grande pai da famlia e que um exemplo de vida, por criar tantos filhos, por me dar essa me preciosa, por me chamar de ngo, ao meu tio Paulo Jorge pelo apoio e lies de vida, a minha tia Irani pelas melhores conversas acadmicas que j tive e pelo prazer de trabalhar com a melhor professora, e a minha querida tia Ester pelo olhar criterioso que transformou este trabalho em um primor. E em especial para as duas mulheres da minha vida, que so parte de mim e faro parte pela eternidade, quero agradecer a Fabiana Maria da Silva (Preta), futura senhora Nery, que passou por toda dificuldade no labutar desta dissertao ao meu lado sempre me apoiando nos momentos mais difceis, e a minha enteada Mariana Laura (Pretinha), pelo amor que recebo e pelos momentos especiais que passo com ela. Estou sempre grato por tudo o que consegui em minha vida, mas sem vocs sei que no chegaria esquina, pois, no s pelo amor, posso contar com todas essas vidas que cruzaram e abrilhantaro a minha vida com a mais forte luz.

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RESUMONeste trabalho propomos tratar das formas como os pernambucanos na primeira metade do Sculo XIX, percebiam e discursavam sobre a concepo de progresso na provncia, suas relaes com as prticas vindas da Europa, modelo de civilidade, representadas em discursos jornalsticos que circulavam na provncia, principalmente a capital. Para tal faremos uso das concepes de Michel De Certeau quanto ao conceito de estratgia para a elaborao dos discursos jornalsticos, a categoria de representao do Roger Chartier para relacionarmos o entendimento de progresso inscrito nos peridicos. O foco destas representaes de civilidade e de progresso foi analisado nos desencontros discursivos, nas brigas e nas anlises feitas pelos prprios provincianos sobre a temtica nos peridicos. Esta anlise foi realizada aos olhos da estrutura organizacional do prprio peridico, e para tal tarefa, utilizamos as concepes de anlise do Mouilland quanto diagramao dos jornais e nos auxiliamos tambm pela anlise de discurso da Eni Orlandi. Percebemos diversas formas de representar o progresso e as formas como seus meandros chegaram a influenciar nas disputas partidrias existentes em Pernambuco demonstrando a cultura poltica. Conjuntamente analisamos as disputas ocorridas nas folhas dos jornais realizadas por conservadores e liberais com o intuito de conseguir espaos no cenrio poltico de Pernambuco fazendo uso de conceitos prprios de progresso e modernidade. Palavras-Chaves: Representaes, Progresso, Cultura Poltica e Peridicos.

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ABSTRACTIn this work we address the ways in Pernambuco in the first half of the nineteenth century, they saw and spoke about the conception of progress in the province, its relations with the practices from Europe, a type of civility, represented in journalistic discourses that circulated