Drenagem linfática teoria e prática

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    23-Jun-2015

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  • 1. SUMRIOPrefcio, por R. Van Don Driossche ............. VIntroduo ....................................................... I1. ESTRUTURA DO SISTEMA LINFTICOOs vasos linfticos iniciais - capilares linfticos 3Os pr-coletores ps-capilares ....................... 4Os coletores linfticos ..................................... 4As vlvulas linfticas ...................................... 6O ganglio .......................................................... 72. FISIOLOGIA DO SISTEMA LINFTICOFormao da linfa ...........................................As vias linfticas .............................................. 123. ANATOMIA DOS LINFTICOSOs linfticos do membro superior ................. 17Os ganglios linfticos do membro superior .. 18Os linfticos do membro inferior.. 19Os ganglios linfticos do membro inferior ... 20Os ganglios ilacos e lombo-articos ............. 22Os linfticos da cabea e do pescoo ............. 23Os linfticos da face anterior do tronco ....... 24Os linfticos da face posterior do tronco ...... 254. FISIOPATOLOGIA: A FORMAO DO EDEMAIntroduo ....................................................... 27Anlise .............................................................. 28Concluso ......................................................... 32

2. VIII Sumrio5. PRTICA DA DRENAGEM LINFTICA MANUALIntroduo ....................................................... 33Modalidades de execuo de manobras de drenagem ........................................................................... 34As manobras especficas de drenagem ......... 34A drenagem linftica manual da cabea e do pescoo ........................................................................... 41A drenagem linftica manual do membro superior ........................................................................... 46A drenagem linftica manual do membro inferior 49A drenagem linftica manual da parede anterior do traxe das mamas ..................................................... 53A drenagem linftica manual da parede abdominal ........................................................................... 56A drenagem linftica manual do tegumento da faceposterior do tronco e da regio lombar 57A drenagem linftica manual da regio gltea 58A drenagem linftica manual geral do corpo 59A drenagem linftica sob todas as formas .... 59BIBLIOGRAFIA ................................................ 63NDICE REMISSIVO ....................................... 65 3. INTRODUOA drenagem linftica uma das inmeras funes fisiolgicas, da mesma forma que as outras funes automticas do organismo.O aspecto geralmente incolor da linfa certamente contribuiu para que lhe fosse atribudo, a princpio, um papel discreto, que teve de esperar muito tempo at que os pesquisadores realmente se interessassem por ele.Atualmente, as caractersticas essenciais da funo linftica esto estabelecidas, ainda que muitos aspectos - sobretudo as funes ganglionares e seu papel nas reaes imunolgicas - encontrem-se relativamente pouco elucidados. Os meios moder- nos de explorao permitem o progresso em ritmo acelerado num campo bastante aberto investigao, e o pesquisador obrigado a recolher, num tempo muito curto, as mltiplas informaes, frutos de pesquisas de laboratrios, as quais, nos ltimos anos, se desenvolveram em todo o mundo.Obrigado, desse modo, a se especializar para que possa progredir no conhecimento aprofundado dos mecanismos que concorrem para a modificao do comportamento da rede linftica, o pesquisador levado a lanar mo dos meios de investigao que respondem aos critrios da mais alta tecnicidade.A originalidade da presente obra reside no fato de ela ser o fruto da ao combinada de muitos anos de pesquisas laboratoriais e do trabalho clnico levado a cabo cotidianamente por grupos especializados.A drenagem linftica manual faz parte das tcnicas utilizadas para favorecer a circulao dita "de retorno". Se somos levados, por dados laboratoriais e resultados clnicos, a mostrar a legitimidade de nossas tcnicas, lgico acreditar que a drenagem linftica manual poder encontrar um campo de aplicao nas muitas reas onde a circulao "de retorno" encontra-se impedida ou alentecida. 4. 1 ESTRUTURA DO SISTEMA LINFTICOA linfa reabsorvida por vasos linfticos distribudos em todo o corpo e denominados capilares linfticos ou vasos linfticos iniciais (Casley-Smith [2], Casley-Sniiih [3]). Estes desembocam em vasos que transportam a linfa e so denominados pr-coletores (Ottaviani [22]) ou ps-capilares (Yoffey e Courtice [29], Pfleger [231), que, por sua vez, desembocam nos coletores. A funo e a estrutura desses dois tipos de vasos so diferentes.OS VASOS LINFTICOS INICIAIS -CAPILARES LINFTICOSOs vasos linfticos iniciais so compostos por um cilindro de clulas endoteliais (tnica intima).Esses vasos se diferenciam dos capilares sangneos por (Leak [11], Pfleger |23|): um lmen maior e mais irregular que os dos capilares sangneos; um endotlio dotado de um citoplasma tnue, exceto na regio perinuclear; uma membrana basal interrompida; um grande nmero de conexes celulares endoteliais. As relaes entre as clulas endoteliais tm uma importncia fundamental no funcionamento do sistema linftico. Essas conexes podem apresentar vrias formas: uma ao lado da outra, acavalgamento de uma sobre a outra ou um entrelaamento completo.Segundo Leak [11], e Ruszniak et al. [26], alguns vasos comportam conexes bem determinadas (zonas oclusivas) e desmossomos (ligaes de finos filamentos plasmticos [zonas aderentes]). Outros autores, como Yoffey e Courtice 129), no observaram essas zonas especficas.Todos esses autores, no entanto, esto de acordo num ponto: a abertura das conexes entre as clulas endoteliais facilitada pelos movimentos dos tecidos adjacentes ou pelo edema (por exemplo, aps um traumatismo - l.educ (12). 5. Essas conexes se adaptam s circunstncias locais (Yoffey (29)), A ligao entre duas membranas plasmticas pode se formar de vrias maneira, seja por mucopolissacardeos, seja por uma fuso completa das lamelas que partem de duas membranas, nas quais ocorre o surgimento ocasional de microfibrilas. Estas ltimas passam sem continuidade de uma clula a outra.Essas formaes por fuso completa entre as lamelas ocorrem frequentemente.4. Estrutura do sistema linfticoDesse modo, essas clulas endoteliais formam uma barreira intransponvel s molculas cujo peso molecular superior a 2.000-3.000. Essas conexes por fuso so mais freqentes no nvel dos coletores. Em contraposio, tais zonas aderentes so limitadas a pequenas pores da superfcie celular no nvel dos vasos linfticos iniciais. Em outros locais, essas clulas endoteliais apresentam conexes pouco coerentes.Se, de um lado, percebemos a ausncia freqente de conexes intercelulares das clulas endoteliais nos vasos linfticos iniciais, de outro observamos um reforo do tecido conjuntivo que, no entanto, menor que no nvel dos capilares sanguneos.Alm disso, as membranas basais dos vasos linfticos iniciais so muito finas, algumas vezes at mesmo ausentes, contrariamente s membranas basais dos vasos sangneos e dos coletores linfticos.As clulas endoteliais esto muito ligadas ao tecido conjuntivo (por projeo da parede celular e do tecido conjuntivo circunvizinho) (Leak [11], Casley-Smith [3]). Conseqentemente, cada movimento do tecido provoca uma separao das clulas.Esses diferentes fatores tm como efeito a abertura ampla das conjunes endoteliais intercelulares. Essa abertura pode ser de 20 mu para as clulas endoteliais dos vasos sangneos e dos 6. coletores linfticos, e at 100 mu, algumas vezes mais, para os vasos linfticos iniciais.As conexes abertas so freqentes nos tecidos ativos, como o diafragma, e tambm nos tecidos lesionados (por exemplo, em razo de uma queimadura, o nmero de conexes abertas aumenta de 1 a 50/100, at 1 a cada 2!).Alm disso, cada modificao do tecido, provocada por uma leso ou por um movimento, tem como resultado o afastamento das clulas do eixo longitudinal do vaso, o que provoca uma separao celular ainda maior.OS PR-COLETORES PS-CAPILARESEsses vasos possuem a mesma estrutura fundamental que os capilares, com a diferena de o cilindro endotelial interno ser coberto por um revestimento de tecido conjuntivo, munido de elementos elsticos e musculares. Isso explica as propriedades fsicas - alongamento e contratilidade - dos vasos.A experincia mostra que o vaso pode se contrair de uma forma rtmica (Mislin [20]). H um maior nmero de zonas aderentes e oclusivas, e um nmero menor de conexes abertas (Casley-Smith [1], Leak [11], Poirier [24]).Da mesma forma, a membrana basal mais desenvolvida.Os pr-coletores so providos de vlvulas, contrariamente ao que se verifica nos vasos linfticos iniciais. Eles apresentam um trajeto sinuoso.OS COLETORES LINFTICOSTal como as artrias importantes e as grandes veias, os coletores linfticos se compem de trs camadas diferentes: tnica intima, tnica media e tnica adventitia.Os elementos da camada interna so freqentemente orientados de uma forma longitudinal, enquanto os da camada central formam uma espiral slida e, por isso, parecem estar dispostos de forma circular. 7. Os coletores linfticos 5Os elementos da camada externa so mais ou menos separados. So, alm disso, paralelos ao eixo longitudinal do vaso.A camada externa funde-se ao tecido adiposo c ao tecido conjuntivo, nos quais se encontram grandes vasos linfticos.Tnica intimaAs clulas longitudinais possuem uma forma cbica num vaso contrado e, na sua maioria, so achatadas quando o vaso encontra-se distendido. A espessura do endotlio pode variar de 2 u (regio perinuclear) a menos de 0,1 u.A membrana plasmtica, dotada de invaginaes de profundidade varivel, circunda o protoplasma.As dimenses dessas invaginaes concordam com as vesculas onde se produz a micropinocitose no nvel dos vasos capilares e sanguneos. A micropinocitose responsvel pela passagem das grandes molculas pelo endotlio.O citoplasma rico em ribossomos em forma de roseta ou bem lixados s poucas e pequenas cisternas do retcu

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