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  • [Jornal Vernria] [Agrupamento de Escolas Vieira de Arajo] [trimestral: dezembro 2014 / n.10] [Clube de Jornalismo]

    . Volta a Portugal Solidria

    . Jogos Matemticos

    . Dia do Diploma

    . Esclerose Mltipla

    . Clima@EduMedia

    e muito mais!

  • FICHA TCNICA

    Escola: Agrupamento de Escolas Vieira de Arajo

    Diretor: Alberto Rui Monteiro da Silva

    Equipa Professores: Carla Machado e Maria Jos Ramalho

    Colaboradores: Fernando Gomes

    Reviso: Emlio Gomes

    Endereo: Rua Dra. Maria Jlia Alves Martins, 4850 - 549 VIEIRA DO MINHO

    Telefone: 253 647 201 | Email: clubejornalismovieiraaraujo@gmail.com

    Grafismo: Clube de Jornalismo | Fotografia: Clube de Jornalismo

  • EDITORIAL

    Caros e caras leitores e

    leitoras cibernautas do Agrupamento de Escolas Vieira de Arajo, de uma maneira geral

    e cada um em particular!

    Qual inevitabilidade e fatalidade incontrolveis, eis-nos chegados ao final de mais um perodo letivo deste ano 2014-2015. Mais uma vez, merc da envolvncia da comunidade educativa, este perodo tambm decorreu recheado de experincias da mais variada ordem e feitio. Tratou-se de mais um conjunto de meses que, pela especificidade de cada um de ns, foram, de certeza, nicos e, definitivamente, nunca se iro repetir. esta circunstncia, a da irrepetibilidade da existncia que legitima a razo de ser do Jornal Vernria, e que, entre outros meios de divulgao da vida do Agrupamento, existe para, por um lado, registar para a posteridade a passagem de todos os intervenientes que compem a comunidade educativa (pessoal docente e no docente, Associao de Pais, Cmara Municipal, Escola Segura, CAVA, GNR, Centro de Sade, entre outros), nas atividades da mais multifacetada

    espcie, cujo prioritrio objetivo o de enriquecer o crescimento fsico e cognitivo, harmonioso e saudvel, de todos, em especial, os alunos.

    Assim sendo, agora que nos aproximamos a passos largos da poca, porventura, mais bonita do ano - o Natal -, cumpre-me, balizado pela mais elementar justia, realar o papel preponderante de todos (docentes, no docentes, alunos e encarregados de educao) e agradecer a participao pelo contributo dado na prossecuo das atividades inseridas no Plano Anual de Atividades deste Agrupamento de Escolas, nunca deixando de referir a atitude de trabalho incansvel, laboriosa e persistente da equipa responsvel por esta provecta publicao, por, mais uma vez, ter tornado possvel o merecido, o devido destaque de tudo o que se fez e que nesta edio se publica.

    Tambm faz todo o sentido, nesta poca e neste momento conjuntural econmico e social difceis que atravessamos, no esquecer que compete a todos ns prestar a maior ateno possvel s situaes que possam indiciar alguma falta de condies bsicas fundamentais para que a nobre misso de aprender possa decorrer com normalidade. Tendo como base os pressupostos antes referidos, permitimo-nos garantir, sempre, que a escola esteve, est e estar muito atenta a tal, j que os alunos tm de constituir a verdadeira prioridade da nossa ao.

  • Para finalizar, apresento-vos votos de um final de ano civil em paz e que o to desejado e merecido descanso, coincidente com a poca natalcia de que nos aproximamos possa ser igualmente rica em experincias e repouso.

    O Diretor do Agrupamento de Escolas Vieira de Arajo

    Alberto Rui Monteiro da Silva

  • QUE EU EDUQUE

    QUE NS EDUQUEMOS!

    INSUCESSO ESCOLAR

    Etimologicamente, insucesso pode significar mau resultado, mau xito, falta de xito, fracasso, desastre,

    Semanticamente, no entanto, o conceito de insucesso abrange um universo de

    significaes bem mais vasto. Com efeito, insucesso tanto pode ser encarado no sentido de insucesso escolar como em

    qualquer outro domnio e horizonte.

    No senso comum e dentro do mbito educacional, quando falamos de insucesso estamos indubitavelmente a referir-nos ao insucesso escolar. No entanto, mesmo aqui o conceito no tem univocidade. De facto, o insucesso tanto pode ser do aluno, como da prpria escola e dos seus agentes. Tanto pode residir essencialmente no aspeto avaliativo ou classificativo do rendimento dos alunos, como na certificao do mesmo, ou apenas na perceo do professor e da escola.

    Seja como for, ao analisarmos os factores de insucesso, verificar-se- que muitos so exteriores ao sistema, outros tero a ver com o funcionamento das escolas e ainda uma parte significativa com a forma como se ensina e avalia os alunos.

    O ttulo leva-nos a que refiramos alguns conceitos, pelo menos no que a Portugal diz respeito. Assim, segundo Iturra, o insucesso escolar consiste na dificuldade que as crianas tm no ensino primrio em aprender, em completar os quatro anos de escolaridade dentro do tempo previsto, e em continuar os seus estudos at chegarem, idealmente, ao ensino superior, tcnico ou profissional.

    J para Joo Formosinho, h insucesso na educao escolar quando algum ou alguns dos objectivos da educao no so alcanados.

    Por sua vez, Lusa Corteso refere que o importante termos conscincia de que a escola tambm tem a sua quota parte de responsabilidade e que neste campo, todos ns, professores, podemos fazer algo que contribua para minorar o problema e que vital a conscincia de que os professores tm uma palavra a dizer, uma ao a desenvolver, na misso de transcendente importncia que ajudar os alunos a desenvolverem-se.

    H alguns anos, o insucesso, como fenmeno real escolar, sempre existiu, s que no era colocado discusso como problema social, pois tal exigiria propostas de anlise e de soluo,

  • em termos sociais. Da tivesse sido encarado como um fenmeno perfeitamente normal e pouca importncia se dava sua irradiao.

    Noutros tempos, no ensino no obrigatrio tradicional, a seleco dos alunos pelo seu aproveitamento era, at, encarado como um sinal de exigncia e uma marca da qualidade do sistema e dos seus agentes. No incio, a ateno era centrada principalmente no aluno. O insucesso era explicado pela inexistncia de aptides da criana, de origem inata.

    Esta leitura do problema e seu aproveitamento pelas classes dominantes e seus servidores perdurou at dcada de sessenta.

    A partir dos finais da dcada de oitenta, de acordo com Ana Benavente, o sucesso/insucesso explicado pelas maiores ou menores capacidades dos alunos, pela sua inteligncia, pelos seus dotes naturais.

    Desde ento, com a democratizao do ensino, este fenmeno do insucesso comea a ser encarado, embora de forma incipiente, como um problema social e cultural sob as vrias vertentes e no mbito da sociologia e da pedagogia da educao.

    Ainda segundo Ana Benavente, nessa altura comeou a desenvolver-se a denominada teoria do handicap sociocultural, baseada em explicaes de natureza sociolgica. O sucesso/insucesso explicado pela presena

    social, pela maior ou menor bagagem cultural de que os alunos dispem entrada na escola.

    Esta tendncia foca os factores socioculturais como a principal causa que entra na educao escolar: quem, partida, entra numa situao de desvantagem, os seus efeitos prolongam-se ao longo de toda a escolaridade.

    bvio que outras anlises centraram a origem do insucesso na escola. E factores como os currculos, os mtodos, a avaliao e a formao de professores podem explicar o insucesso escolar.

    Na perspectiva de que a culpa do insucesso reside no aluno que no tem inteligncia ou dotes, s restava uma soluo: reprovar e repetir o ano ou os anos como castigo ou como uma nova oportunidade. S que, com a viso e metodologia selectiva do sistema, a nica alternativa era o abandono, pois a carncia de capacidades era reconhecida pelos prprios pais.

    Se, porm, a falta de sucesso se situava na no mbito sociocultural, ento a estratgia adequada consistiria na utilizao de actividades de compensao, procurando remediar as deficincias do aluno que j trazia do passado. Era a chamada discriminao positiva, pela qual a escola tenta camuflar as desigualdades que admite sob a capa das diferenas.

  • Quando o problema deixa de se colocar ao nvel do aluno e do contexto sociocultural, a viso fatalista desaparece ou, pelo menos, dilui-se substancialmente e passa-se a investir na transformao da prpria escola, nas suas estruturas, contedos e prticas.

    Na prtica, que diferenas palpveis encontramos entre o passado e o presente?!

    Seja como for, a escola tem que ter em conta as necessidades dos seus alunos que so o centro do processo do ensino-aprendizagem!

    Nesta tica, o problema do insucesso escolar, as suas causas ou indicadores e correspondentes remediaes comeam a ser encarados de outro modo, provocando uma mudana e uma renovao nas mentalidades dos vrios agentes educativos, bem como nas medidas governativas, nas estruturas escolares, nos processos e nas metodologias.

    Esta nova viso analtica e estas prticas vm sendo implementadas e concretizadas nestas trs ltimas dcadas, em Portugal, embora de forma lenta e paulatinamente.

    Com muita pena nossa, pois no temos grande espao fsico nem temporal, no vamos poder aprofundar, muito mais, o problema numa perspectiva pedaggica!

    Em pedagogia, no pode haver uma receita geral e uniforme que sirva ou se aplique a todos por igual. J Aristteles dizia que nada mais difcil do que tornar iguais as coisas

    desiguais. Da que a escola deva oferecer o melhor ensino e o mais adequado a cada sujeito e para todos os sujeitos. Ela deve prestar a mxima ateno s particularidades prprias de cada aluno.

    Contudo, no podemos esquecer ou deixar de meditar bem nos indicadores do insucesso, quer a nvel interno quer a nvel externo, nas suas correlaes com a cultura e o sistema escolares do pas.

    No se podem olvidar as situaes de repetncia, dos resultados da avaliao, da dist