ENERGIA E ESPÍRITO

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    13-Jun-2015

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<p>ENERGIA E ESPRITO JOS LACERDA DE AZEVEDOJos Lacerda de Azevedo ENERGIA E ESPRITO 2 edio Edio: GRFICA E ED. COMUNICAO IMPRESSA LTA Av. Cristvo Colombo, 51 - Porto Alegre/RS FONE: 221.7024 Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Azevedo, Jos Lacerda de, 1919 1a Edio - Sobradinho, DF - EDICEL, 1993 2a Edio - Porto Alegre, RS - Comunicao Impressa, 1995 Bibliografia 1. Espiritismo 2. Mdiuns 1. Ttulo. 93-2392 CDD-133.91 ndices para catlogo sistemtico: 1. Mediunidade: Espiritismo 133.91 Composio Eletrnica - Comunicao Impressa Capa: Jos Lacerda de Azevedo Direitos reservados ao autor. Pedidos deste livro: dirigir-se diretamente ao autor Dr. Jos Lacerda de Azevedo - Rua Dr. Luiz Manuel Gonzaga, 149 - Fone: 334.1401 CEP 90.470-280 Porto Alegre/RS i Pedidos por via postal ou telegrfica.</p> <p>1</p> <p>NDICE 1. INTRODUO....... 2. ENERGIA........... 3. CORRELAES MATEMTICO-ESPIRITUAIS . Aspectos da Doutrina Esprita. A Redeno - Fruto da Vivncia do Conhecimento Espiritual.. Espiritismo e a Filosofia Ocidental...... 4. ABORDAGEM DE ASPECTOS DA FILOSOFIA DA HISTRIA DO ESPIRITISMO . . . A Invaso do Mundo Astral . . . O Desvio Espiritual do Homo Sapiens . A inquietao do Homem..... Normas para o contato com os Espritos. O mundo que nos cerca. O contato com os Espritos . Tcnica para formar campos-de-fora . Atendimento propriamente dito. 5. CASUSTICA.......... Fixao de Desequilbrios Mentais A Loucura ............ Acmulo de Faixas Barnticas.......... O Nvel BUDDHI..................... Bolses Encarnatrios.................. Limitaes do Processo Evolutivo nos Seres Humanos Aparelho Organizador Caso Interessante de Tratamento Distncia .... 6. O PENSAMENTO COMO TRABALHO DO ESPRITO Equaes A Energia tio Pensamento2</p> <p>A Psicologia Transcendental Instinto Da Clarividncia Profecia A Dimenso Teleolgica Lei do Poder de Percepo Psquica Inteligncia Percepo Razo Abstrao e generalizao das Idias Imaginao Julgamento Raciocnio Linguagem Percepo Psquica Lei da Convergncia Espacial dos Fatores da Causalidade APNDICE Breve Estudo Sobre a Cromoterapia de Nvel Mental Diretrizes aos Trabalhadores de Grupos Medinicos Dedicatria Este livro dedicado queles trabalhadores annimos que, apesar de suas imperfeies espirituais e enfrentando as agruras comuns da existncia, ainda assim, compreendendo no ntimo a mensagem da Boa Nova, do o melhor de seus esforos na Seara do Cristo, pelos Centros Espritas, nos Terreiros de Umbanda ou na intimidade de seus lares. Identificados com os ideais dos construtores do Cristianismo nascente procuram aliviar, de todas as formas possveis, a dor de seus companheiros de jornada evolutiva, encarnados e desencarnados.3</p> <p>No dirigida aos sbios, porque esses no necessitam de obra to singela, por conhecerem sobejamente tudo o que aqui foi abordado; nem inclui os detratores do vir-a-ser de todos os campos do conhecimento, pois esses so impermeveis a todo aprendizado novo.</p> <p>INTRODUO Este livro tem por finalidade auxiliar os trabalhadores do campo do psiquismo, pelo relato de inmeras experincias, levadas a efeito com os habitantes da dimenso espacial vizinha ao mundo fsico em que vivemos, ou seja, a dimenso extrafsica, onde residem os seres que deixaram o corpo carnal. Assim como esses entes invisveis tm condies de se manifestarem, sob situaes especiais, no nosso ambiente material, podemos, tambm, penetrar em seu habitai natural e, limitadamente, vislumbrar algo do que l se passa. O intercmbio da decorrente extremamente complexo, variado e altamente til para ns humanos e para eles almas desencarnadas. Resumimos, nesta obra restrita, grande cpia de experimentos de todo tipo com esses homens imateriais, tendo por objetivo em primeiro lugar anular a ao malfica e predatria de algumas dessas criaturas desencarnadas sobre o comum dos mortais. Nessa tentativa caridosa adquirimos condies de capturar almas dedicadas ao mal, trat-las dos males e deformidades de que eram portadoras, orient-las e conduzi-las para locais preparados para receb-las. Conhecemos na Patologia Mdica, grande nmero de enfermidades sem etiologia definida, incluindo, sobretudo, os vastos horizontes da Psicopatologia, cujos estados mrbidos s ao dos mais encontradios na sociedade moderna. A grande maioria deles, no entanto, so provocados por esses seres desencarnados, como ver o no decorrer destas pginas, ao identificarmos agentes etiolgicos espirituais._</p> <p>4</p> <p>Em segundo lugar, motiva-nos igualmente o interesse investigao cientfica, pois deparando-nos a cada momento com manifestaes estranhas, comeamos a investigar as origens desses fenmenos inslitos, a fim de conhec-los intrinsecamente. Alguns anos de trabalho, e atingimos condies de adentrarmos nessas dimenses imateriais desconhecidas, descobrindo paragens estranhas, horizontes imensos a serem investigados, com sistematizao cientfica, para benefcio da humanidade. Conclumos, aps mais de vinte e cinco anos de pesquisas, que a realidade espiritual desdobra-se muito alm do que informam as religies. As descries dos quadros em que participaram espritos, coincidem perfeitamente com todos os relatados pela Doutrina Esprita. A vida continua alm da nossa dimenso cartesiana, sem cessar, com implicaes iguais ou diferentes destas em que nos situamos no momento presente. A morte um mero fenmeno biolgico, que nos coloca definitivamente nos ambientes que se seguem imediatamente ao fsico, coisa que os materialistas negam ingenuamente, por no os verem, pois parem, so pesarem. A vida das criaturas n o se restringe ao campo fsico da superfcie da Terra; ela continua mais viva e mais ampla para muito alm do estado fsico de encarnado, e esta ampliao existencial ps-mortem faz parte inerente da condio do Esprito. Todos os relatos que tratam desses assuntos subjetivos, envolvendo aparies de almas do alm-tmulo e suas manifestaes, so imprecisos quanto a lugares espaciais de onde provm, at datas temporais pela prpria condio de fenmeno paranormal: sendo assim, escapam investigao rigorosa dos mtodos cientficos, acabando por virarem lendas ou crendices sendo, por essa razo, desprezados pela Cincia oficial. Afeitos, os cientistas, ao objetivismo dos mtodos laboratoriais, cujos parmetros calibraram-se para o universo material, no aceitam a realidade da imensa fenomenologia extrafsica, fora do alcance dos ponteiros de sua aparelhagem de medida, razo da qual desacreditam._</p> <p>5</p> <p>E, por desacreditarem, negam e combatem tudo que existe de vivo alm das fronteiras da morte. Urge que se investiguem as leis que regem tais fatos, pois no mundo manifestado criado por Deus (fsico ou extrafsico), ou seja, no domnio da realidade de tudo quanto existe, todos os fenmenos jungem-se s leis. Uma vez identificada com preciso, toda manifestao regida por ela pode ser repetida, ou, pelo menos, entendida (como j havamos iniciado no livro Esprito /Matria). Somente assim o fenmeno pode gozar de cidadania nos arraiais da Cincia. Aps anos de observao, conseguimos identificar algumas leis pertencentes ao domnio do Esprito e, por elas, seguir adiante, na investigao sistemtica de grande nmero de estados e comportamentos anormais do homem enfermo. Tivemos xito, felizmente, pois essa pesquisa levou-nos a supor (e, possivelmente, a identificar) a energia que move esse vasto e intrincado mundo, onde vivem "mortos" e vivos, mostrando-nos que o magnetismo em todas as suas formas agente impulsor e modificador csmico. Neste livro abordamos assuntos gerais, tangenciando a Fsica, no campo da energia, e citamos algumas leis investigadas, que tratam de mdiuns e espritos desencarnados. Julgamos necessria a abordagem da temtica da energia, porque nosso trabalho baseia-se essencialmente no emprego da energia mental, sujeita s mesmas leis conhecidas na fsica. Os temas que desenvolvemos na maioria dos captulos so positivamente espiritistas, embora muitos assuntos no constem na vasta bibliografia oficial da Doutrina Esprita. Por outro lado no tratamento dos fatos estudados, todos o foram sob os padres metodolgicos cientficos, de vez que no nos moveram quaisquer interesses de proselitismo religioso que pudesse distorcer resultados verificados. Da mesma forma que no livro Esprito/Matria, esta obra no foi escrita propriamente para os sbios, e sim para os modestos trabalhadores do mundo esprita que procuram, de qualquer forma, aliviar as dores e angstias do prximo; vale como pequena ajuda no campo prtico de6</p> <p>seus trabalhos psquicos. Ela contm tcnicas de manipulao de energias magnticas da natureza e de energias mentais humanas, que podem ser empregadas facilmente. 2 -ENERGIA Primum movens (primeiro, est o movimento), exclamou o primeiro filsofo que apreciou o movimento, provavelmente Herclito. O mundo, o homem, as coisas, esto em incessante transformao. "As coisas so como um rio, no h nada permanente". Tudo um eterno vira-a-ser. Esse filsofo reconhece, todavia, que o devir tambm tem sua causa e obedece a uma lei. A lei que regula os movimentos e que a causa da ordem e da harmonia das coisas a razo universal, o logos. Para Herclito, o logos uma realidade transcendente nem uma inteligncia ordenadora existente fora do mundo, mas algo imanente, uma lei intrnseca, existente nas coisas. Esta lei imanente nas coisas , para Herclito, o Deus nico. Em linguagem de nossos tempos podemos dizer que, para que haja movimento, necessrio uma causa e esta causa manifestante a energia. Tudo que existe como fenmeno manifestado, existe em funo da energia, pois o prprio existir significa que algo saiu de uma causa, foi movimentado para fora... No campo da Cincia, a energia surge nas mais diversas formas, de acordo com o campo em que se manifesta. Assim, temos energia cintica, trmica, luminosa, qumica, sonora, nuclear, eltrica, magntica, gravitacional, etc.. H, tambm formas de energia mais quintessenciadas. tais como a energia do pensamento, da vontade, do Esprito, que aparecem como caractersticas especficas da realidade do Esprito. No entanto, a essncia da energia nos desconhecida, sobretudo as formas mais sutis se nos escapam, pois no conhecemos intrinsecamente a energia gravitacional, a magntica, a do pensamento ou a da vontade, por exemplo, as quais nem sabemos se so vibratrias. Ainda no conseguimos saber se a energia gravitacional tem frequncia determinada, o7</p> <p>mesmo acontecendo com a magntica ou com a do pensamento, embora tudo nos leve a crer que a energia do pensamento seja de natureza radiante. A Fsica a define como uma fora. E fora tudo aquilo capaz de produzir trabalho. Prosseguindo, fizemos leve abordagem sobre a energia e suas equaes clssicas da Fsica Quntica, no captulo referente ao binmio matria e energia e sua reversibilidade, j tratadas no livro Esprito/Matria. Nesse captulo vimos que a matria pode transformar-se totalmente em energia livre, da mesma forma que esta, teoricamente, pode condensar-se em matria slida. A clebre equao de EINSTEIN E=mC2 define esta transformao. Por ela, sabemos que um grama de massa material acumula a fantstica energia de 25.000.000 de KWh(Kilowatthora). As formas de energia variam constantemente e podem ser aplicadas sobre todos os objetos materiais existentes no planeta, da mesma forma que sobre os objetos imateriais de existncia ontolgica comprovada - os Espritos - variando apenas as dimenses matemticas compatveis. Dessa forma, podemos aplicar energia sobre os Espritos com resultados surpreendentes, necessitando unicamente que essa energia esteja nos parmetros desses espritos. No teramos resultado algum se dssemos um tiro de arma de fogo sobre um esprito, por exemplo, pois o projtil, que um objeto material, encontra-se na dimenso fsica, e mesmo que esteja animado de intensa energia cintica, jamais poderia lesar o ser imaterial. No entanto, a energia do pensamento e da vontade ir atingir em cheio uma entidade espiritual, como vemos diariamente. A prtica esprita est adquirindo conotaes novas em nossos trabalhos, precisamente porque estamos abrindo este captulo novo na Fsica e na Medicina espiritual, pelo tratamento racional, em moldes altamente cientficos, atravs da Medicina do futuro prximo - que ser a Medicina do Esprito.8</p> <p>- CORRELAES MATEMATICO-ESPIRITUAIS O movimento uma constante do Universo. a resultante da grande Lei da evoluo. Nada est parado, tudo se transforma e se desloca. o eterno "vir-a-ser" de Herclito, que supunha um universo dinmico para explicar as transformaes que observava. H 25 sculos o homem investiga as causas do movimento, mas respostas satisfatrias s nos foram dadas por Galileu e Isaac Newton. O movimento requer energia, havendo um binmio indissocivel: Movimento - energia. Para mudar um objeto pesado de lugar, necessitamos de energia, que chamamos "fora". A noo de fora, tal como conhecemos em Fsica, surgiu desta imagem. Posteriormente, ao ampliarmos o conhecimento, a idia de fora englobou todas as causas de movimento. A atrao do pedao de ferro, por um m uma fora. A prpria modificao do movimento de um objeto em deslocamento exige uma fora. Essa fora se exerce em uma poro do espao que circunda os objetos. A Fsica moderna j avanou muito no campo da pesquisa e do conhecimento. Penetrando no mbito da dimenso do tomo, deu origem a um captulo novo - a Fsica nuclear - que veio revolucionar at mesmo a estabilidade social de nossos dias. Retiramos fabuloso caudal de energia dos tomos radiativos de maneira insuspeitada pelas geraes que nos precederam. A transmutao do s metais, sonho dos alquimistas medievais, tornou se realidade a partir de 1935. Sintetizamos elementos novos, no existentes na natureza, os chamados elementos trans-urnicos, obtidos nos laboratrios atmicos. Estamos penetrando no limiar da Fsica da energia pura. Talvez pudssemos deduzir uma frmula matemtica que equacionasse o deslocamento de um esprito no espao partindo do estudo do comportamento dos espritos nos trabalhos medinicos.9</p> <p>Esta frmula seria:</p> <p>na qual: L = Distncia percorrida pelo esprito, h = Constante energtica universal de Planck que vale h= 6,626196.. x IO"34 joule/seg. (quantum de energia). v = Frequncia vibratria do esprito. M = Imantao do esprito ou (h) intensidade de seu campo magntico. = Densidade do meio ambiente. Temos, ent ao: a - A distncia que um esprito percorre no espao diretamente proporcional a o produto da energia fornecida a ele, dada pela constante universal de Planck, e pelo valor de sua frequncia vibratria; h. v b - Esta distncia inversamente proporcional ao produto de sua massa magntica pela densidade do meio ambiente em que opera: M. Um esprito bem evoludo tem, necessariamente, uma frequncia vibratria de alto valor, o que facilita seu avano a grandes distncias espaciais com pequeno acrscimo de energia, conforme a frmula (a). Este mesmo esprito tem um baixo valor de (M), isto , de sua massa magntica, em virtude de sua evoluo, o que o torna mais leve e mais difano. A evoluo traz a desmaterializao por diminuio da massa magntica, consequentemente, torna mais fcil seu deslocamento pelo menor dispndio d...</p>