ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA ?· estudo da competitividade da indÚstria brasileira…

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    27-Sep-2018

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<ul><li><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>Ministrio da Cincia e Tecnologia - MCT</p><p>Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP</p><p>Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - PADCT</p><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADEDA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>_____________________________________________________________________________________________</p><p>COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA DEEQUIPAMENTOS DE AUTOMAO INDUSTRIAL</p><p>Nota Tcnica Setorialdo Complexo Eletrnico</p><p>O contedo deste documento deexclusiva responsabilidade da equipetcnica do Consrcio. No representa aopinio do Governo Federal.</p><p>Campinas, 1993</p><p>Documento elaborado pelo consultor Simo Copeliovitch.</p><p>A Comisso de Coordenao - formada por Luciano G. Coutinho (IE/UNICAMP), Joo Carlos Ferraz (IEI/UFRJ), Ablio dos Santos(FDC) e Pedro da Motta Veiga (FUNCEX) - considera que o contedo deste documento est coerente com o Estudo da Competitividade da IndstriaBrasileira (ECIB), incorpora contribuies obtidas nos workshops e servir como subsdio para as Notas Tcnicas Finais de sntese do Estudo.</p></li><li><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>CONSRCIO</p><p>Comisso de Coordenao</p><p>INSTITUTO DE ECONOMIA/UNICAMPINSTITUTO DE ECONOMIA INDUSTRIAL/UFRJ</p><p>FUNDAO DOM CABRALFUNDAO CENTRO DE ESTUDOS DO COMRCIO EXTERIOR</p><p>Instituies Associadas</p><p>SCIENCE POLICY RESEARCH UNIT - SPRU/SUSSEX UNIVERSITYINSTITUTO DE ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL - IEDI</p><p>NCLEO DE POLTICA E ADMINISTRAO EM CINCIA E TECNOLOGIA - NACIT/UFBADEPARTAMENTO DE POLTICA CIENTFICA E TECNOLGICA - IG/UNICAMP</p><p>INSTITUTO EQUATORIAL DE CULTURA CONTEMPORNEA</p><p>Instituies Subcontratadas</p><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE OPINIO PBLICA E ESTATSTICA - IBOPEERNST &amp; YOUNG, SOTEC</p><p>COOPERS &amp; LYBRANDS BIEDERMANN, BORDASCH</p><p>Instituio Gestora</p><p>FUNDAO ECONOMIA DE CAMPINAS - FECAMP</p></li><li><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>EQUIPE DE COORDENAO TCNICA</p><p>Coordenao Geral: Luciano G. Coutinho (UNICAMP-IE)</p><p>Joo Carlos Ferraz (UFRJ-IEI)</p><p>Coordenao Internacional: Jos Eduardo Cassiolato (SPRU)</p><p>Coordenao Executiva: Ana Lucia Gonalves da Silva (UNICAMP-IE)</p><p>Maria Carolina Capistrano (UFRJ-IEI)</p><p>Coord. Anlise dos Fatores Sistmicos: Mario Luiz Possas (UNICAMP-IE)</p><p>Apoio Coord. Anl. Fatores Sistmicos: Mariano F. Laplane (UNICAMP-IE)</p><p>Joo E. M. P. Furtado (UNESP; UNICAMP-IE)</p><p>Coordenao Anlise da Indstria: Lia Haguenauer (UFRJ-IEI)</p><p>David Kupfer (UFRJ-IEI)</p><p>Apoio Coord. Anlise da Indstria: Anibal Wanderley (UFRJ-IEI)</p><p>Coordenao de Eventos: Gianna Sagzio (FDC)</p><p>Contratado por:</p><p>Ministrio da Cincia e Tecnologia - MCTFinanciadora de Estudos e Projetos - FINEPPrograma de Apoio ao Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - PADCT</p><p>COMISSO DE SUPERVISO</p><p>O Estudo foi supervisionado por uma Comisso formada por:</p><p>Joo Camilo Penna - Presidente Jlio Fusaro Mouro (BNDES)Lourival Carmo Monaco (FINEP) - Vice-Presidente Lauro Fiza Jnior (CIC)Afonso Carlos Corra Fleury (USP) Mauro Marcondes Rodrigues (BNDES)Alton Barcelos Fernandes (MICT) Nelson Back (UFSC)Aldo Sani (RIOCELL) Oskar Klingl (MCT)Antonio dos Santos Maciel Neto (MICT) Paulo Bastos Tigre (UFRJ)Eduardo Gondin de Vasconcellos (USP) Paulo Diedrichsen Villares (VILLARES)Frederico Reis de Arajo (MCT) Paulo de Tarso Paixo (DIEESE)Guilherme Emrich (BIOBRAS) Renato Kasinsky (COFAP)Jos Paulo Silveira (MCT) Wilson Suzigan (UNICAMP)</p></li><li><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>SUMRIO</p><p>RESUMO EXECUTIVO ............................................................................................................ 1</p><p>APRESENTAO ................................................................................................................... 18</p><p>1. PADRO DE CONCORRNCIA E ESTRATGIAS DAS EMPRESAS LDERESNA INDSTRIA MUNDIAL .............................................................................................. 19</p><p>1.1. Caracterizao do Setor................................................................................................. 191.2. Estrutura Industrial e Padres de Concorrncia .............................................................. 231.3. Estratgias Empresariais de Sucesso .............................................................................. 251.4. Fatores de Competitividade............................................................................................ 27</p><p>2. COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA ...................................................... 28</p><p>2.1. Diagnstico da Competitividade da Indstria Brasileira .................................................. 282.2. Capacitao Tecnolgica ............................................................................................... 342.3. Componentes Microeletrnicos...................................................................................... 362.4. Relaes Capital/Trabalho ............................................................................................. 372.5. Mercosul ....................................................................................................................... 372.6. Oportunidades e Obstculos Competitividade.............................................................. 38</p><p>3. POLTICA INDUSTRIAL E O PAPEL DO ESTADO ......................................................... 40</p><p>3.1. Polticas de Reestruturao Setorial ............................................................................... 433.2. Polticas de Modernizao Produtiva ............................................................................. 473.3. Polticas Relacionadas aos Fatores Sistmicos................................................................ 47</p><p>4. INDICADORES DE COMPETITIVIDADE......................................................................... 51</p><p>5. CONCLUSES .................................................................................................................... 52</p><p>BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................... 54</p><p>RELAO DE TABELAS, QUADROS E FIGURAS.............................................................. 55</p><p>RELAO DE SIGLAS........................................................................................................... 56</p><p>ANEXO: PESQUISA DE CAMPO - ESTATSTICAS BSICAS PARA O SETOR................ 57</p></li><li><p>1</p><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>RESUMO EXECUTIVO</p><p>1. TENDNCIAS INTERNACIONAIS DA COMPETITIVIDADE</p><p>1.1. Caractersticas Estruturais</p><p>O setor de automao industrial um setor de bens de capital eletro-eletrnicos e seusprodutos destinam-se a supervisionar, controlar e comandar o processo produtivo industrial.Como tal, sua evoluo depende do crescimento e/ou da modernizao do parque industrial. Aomesmo tempo, os equipamentos de automao induzem a modernizao da indstria, elevandopatamares de eficincia e flexibilidade.</p><p>As solues e os produtos de automao, numa primeira fase, eram especficos aosdiversos segmentos usurios. Numa segunda fase, prevaleceu a tendncia de reduzir o preo dosprodutos atravs do maior volume de produo. A tendncia mais recente de adaptar produtosde uso geral aos requisitos de automao das diversas plantas industriais, numa tentativa deconciliar o universal com o especfico.</p><p>As solues proprietrias - como SDCDs, sistemas SCADA e computadores especficospara processo - representavam fortes barreiras entrada de novas empresas pelo alto investimentonecessrio para desenvolv-las. O uso de solues de informtica adaptadas automaoindustrial tem sido uma forma de superar estas barreiras.</p><p>Alguns produtos de automao industrial so de produo mais massiva do que outros,como o caso de pequenos controladores programveis utilizados em substituio a rels. Socomponentes de baixo custo e tm aplicao em todo tipo de indstria, incluindo pequenasoficinas de manufatura, e at em residncias. Estes produtos so considerados commodities e sofabricados em larga escala por grandes corporaes que concentram a produo mundial. Emgeral estas empresas possuem tecnologia, recursos financeiros, mercado e centros de pesquisa edesenvolvimento que atendem s necessidades de diversos setores do complexo eletro-eletrnico.Apesar de serem tidos como commodities, as inovaes so frequentes, o que acarreta um ciclo devida curto para os produtos e dispndios elevados em P&amp;D.</p><p>Outros produtos tm uso mais especfico (dedicados) e sua produo tambm apresentagrande concentrao a nvel internacional. Os braos de robs, por exemplo, so fabricados quaseque exclusivamente no Japo e as empresas americanas e europias procuram adicionar valor aosmesmos ao comercializ-los em seus pases. Os fabricantes de robs japoneses so empresas</p></li><li><p>2</p><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>tradicionais do setor eltrico que comearam produzindo bens de capital (Hitachi, Toshiba eMitsubishi) e empresas produtoras de bens de consumo (Matsushita/Panasonic).</p><p>O processo produtivo destes produtos muito avanado tecnologicamente, com fbricastotalmente automatizadas. Os componentes dos cartes (chips) so de ltima gerao e asmontagens utilizam tcnicas avanadas para compactao. O progresso tcnico gira em torno deavanos nos chips, nas arquiteturas de microcomputadores, na mecnica fina e nos acionamentosassociados robtica, nos sistemas de comunicao de dados e nas ferramentas de software.</p><p>Em ambos os segmentos a fixao da marca muito importante pois, apesar daimportncia do preo, sistemas de automao representam, quase sempre, uma parcela pequenado investimento em novas plantas industriais. A marca, neste caso, est associada confiabilidadedos produtos, fator fundamental do sucesso competitivo no setor.</p><p>Os equipamentos de automao podem ser utilizados de forma autnoma ou interligadosem sistemas. Para as atividades de integrao, o hardware considerado commodity e adiferenciao acontece no software e na sistemtica de integrao. O conceito de computerintegrated manufacturing (CIM) prev a integrao dos sistemas de automao e de informticacom o uso de redes de comunicao de dados com protocolos padronizados. Empresas menorestm conseguido sucesso em nichos do mercado internacional, integrando produtos de terceirosatravs do fornecimento de solues de automao e de processo.</p><p>As principais caractersticas estruturais do setor de automao industrial so relacionadasno Quadro 1.</p><p>QUADRO 1</p><p>CARACTERSTICAS ESTRUTURAIS DO SETOR DE AUTOMAO INDUSTRIAL</p><p>- Elevada participao dos investimentos em P&amp;D em relao receita lquida</p><p>- Incorporao das inovaes da microeletrnica</p><p>- Ciclo de vida curto dos produtos do tipo commodity</p><p>- Elevada concentrao nos segmentos j estabelecidos</p><p>- Progressiva segmentao para solues especficas</p><p>- Importncia da marca, associada confiabilidade</p><p>1.2. Estratgias Empresariais de Sucesso</p><p>As estratgias das empresas lderes so muito difceis de serem imitadas: as barreiras entrada tornam cada vez mais caro o preo da imitao, com reforo cada vez maior da posiodos lderes.</p></li><li><p>3</p><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>As empresas lderes europias, grandes empresas de bens de capital, tm adotado aestratgia de crescimento atravs de fuses e incorporaes. A fuso da ASEA (Sucia) com aBBC (Sua-Alemanha) foi a forma de constituir uma empresa (ABB) de tamanho suficiente paracompetir com a Siemens e com as japonesas. Outros importantes conglomerados da CEE so:AEG (Daimler Benz - Alemanha), Alcatel-Alsthom-GEC (Frana, Inglaterra), Schneider (Frana)e Ansaldo (Itlia).</p><p>Nos Estados Unidos, as empresas lderes so mais especializadas, como o caso daHoneywell e da Allen Bradley. A estratgia de especializao, ao mesmo tempo que promove aotimizao dos esforos tecnolgicos e mercadolgicos, tem uma desvantagem comparativa emrelao a empresas mais horizontalizadas em termos de recursos para P&amp;D. A compra de diversasempresas especialistas americanas por empresas da CEE comprova esta desvantagem. Dasempresas mais horizontalizadas, apenas a GE tem uma posio competitiva forte. Empresas deinformtica (como IBM, DEC e HP) tm procurado oferecer produtos e servios para automaoindustrial, em parcerias com empresas especialistas menores</p><p>O Japo lidera a produo mundial de equipamentos de automao industrial atravs deempresas como Fugiyon-Fanuc, Toshiba, Mitsubishi, Hitachi, Yokogawa e Matsushita/Panasonic.As empresas japonesas so muito mais horizontalizadas que as americanas, podendo-se citar comoexemplo a Hitachi, que fabrica bens de capital e toda a linha de eletro-eletrnicos e deequipamentos de informtica. Estas empresas aproveitam sinergias tecnolgicas e de mercado, eoperam geralmente atravs de unidade autnomas de negcios, combinando flexibilidade comeconomias de escopo.</p><p>As estratgias de sucesso de late comers so mais viveis de serem imitadas, embora ascondies existentes quando de sua implementao possam no persistir. O exemplo dos "tigresasiticos" o mais importante para o complexo eletro-eletrnico, incluindo a automao industrial.</p><p>Uma das chaves para o sucesso dos NICs asiticos foi sua poltica de insero no mercadomundial. Esta poltica viabilizou-se em funo de estratgias de empresas e pases lderes nosentido de baixar seus custos atravs da importao de produtos fabricados com mo-de-obramais barata. A estratgia dos NICs asiticos foi investir no aprendizado paulatino das tecnologiasde produto e de mercado envolvidas, evoluindo de meros coadjuvantes para atores principais nocenrio competitivo internacional. Pode-se identificar cinco estgios percorridos pelas empresasdestes pases para atingir a competitividade internacional1:</p><p>1 - Atendimento passivo aos requisitos dos importadores;</p><p>2 - Venda ativa da capacidade de produo; </p><p>1Hobday (1992)</p></li><li><p>4</p><p>ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA</p><p>IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX</p><p>3 - Capacidade de produo avanada;</p><p>4 - Venda de produtos e no de capacidade (orientao para o marketing dos produtos);</p><p>5 - Marketing dos produtos direto aos consumidores.</p><p>O Quadro 2 lista as principais estratgias empresariais de sucesso.</p><p>QUADRO 2</p><p>ESTRATGIAS EMPRESARIAIS DE SUCESSO EM AUTOMAO INDUSTRIAL</p><p>- Competir no mercado internacional via associaes com empresas lderes e progredirpaulatinamente no aprendizado da tecnologia e mercadologia (NICs asiticos)</p><p>- Uso do conceito de fuso de tecnologias para ampliar o escopo de produtos (Japo)</p><p>- Aliana com fabricantes de bens de capital para modernizao ou implementao denovos processos</p><p>- Concentrao nos mercados locais para implementao de solues mais abrangentes earticuladas</p><p>- Fuses e incorporaes para atingir economia de escala e de escopo (CEE)</p><p>- Segmentao atravs de unidades de negcio autnomas que usam a sinergia dacorporao maior (Japo-CEE)</p><p>- Elaborao de nichos inovando processos com as ferramentas de automao disponveis</p><p>- Ampliao do mercado de automao atravs do conceito de Automao da Fbrica("Factory Automation") (Japo)</p><p>- Uso de canais mercadolgicos, inclusive tradings, independentes das fbricas(Japo)</p><p>- Associao com especialistas em solues e mercados (EUA)</p></li><li><p>5</p><p>ESTUDO DA COMPE...</p></li></ul>