ESTUDO DA REPRODUTIBILIDADE DA MOBILIDADE TÓRACO ... ?· ESTUDO DA REPRODUTIBILIDADE DA MOBILIDADE…

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    24-Nov-2018

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<ul><li><p>ESTUDO DA REPRODUTIBILIDADE DA MOBILIDADE TRACO-ABDOMINAL A PARTIRDO MTODO DE SENSORES DE DESLOCAMENTO</p><p>Autores</p><p>Cecilia Bueno Tesch Christiane Riedi Gualberto Ruas Cesar f Amorim Dirceu Costa </p><p>Orientador</p><p>Dirceu Costa </p><p>1. Introduo</p><p>As medidas das amplitudes de movimento torcico e abdominal, segundo Borgui-Silva et al. (2006), tm sidomuito utilizadas na avaliao de inmeras patologias respiratrias, durante intervenes teraputicas e emps-cirrgicos pois, a partir dela observa-se valores de retrao e expansibilidade do trax e do abdmen,teis para a eleio de tcnicas teraputicas fsicas. </p><p>Existem vrios mtodos de se avaliar os movimentos do trax e do abdmen e entre eles est a cirtometria(COSTA et al.2003), que um mtodo de baixo custo e de fcil execuo (COSTA et al. 1999). Jamami etal. (1999) utilizaram a cirtometria como uma das ferramentas para avaliar os efeitos da reabilitao pulmonarem pacientes com DPOC e constataram melhora na expansibilidade traco-abdominal de seus pacientes. </p><p>De forma semelhante, Costa et al. (2003) observaram aumento nas amplitudes traco-abdominais deindivduos obesos que realizaram o trabalho de Reeducao Funcional Respiratria. Borghi-Silva et al.(2006) relataram a necessidade de padronizao do mtodo da cirtometria e de sua comprovao cientfica,uma vez que depende de critrios humanos e individuais para a avaliao e, por isso, fica sujeito a erro deinterpretao. </p><p>Alguns equipamentos tm sido utilizados para a avaliao dos movimentos traco-abdominais, entre elesesto o magnetmetros estudados por Rees et al. (1980), Chen et al. (2000), o ELITE system ustilizado porDe Groote(1997), assim como a pletismografia por indutncia que estudada a dcadas atrs por Konno eMead (1966), Whyte et al.(1991), Ferrigno et al. (1994), Mayer et al. (2003), Clarenbach et al.(2005), Wolf(2005) e Parreira (2005). </p><p>Porm, estes equipamentos podem apresentar desvantagens, como a perda da elasticidade das faixas entreuma avaliao e outra, alm do alto custo por tratar-se de equipamento inexistente no pas. Tais aspectosnos estimulam a buscar novas formas de instrumentalizao para esse tipo de avaliao fsica, de grandeaplicao na rotina da Fisioterapia Respiratria.</p><p>1/6</p></li><li><p>2. Objetivos</p><p>O objetivo deste estudo foi estudar um novo equipamento, com segurana e confiabilidade no decorrer dasavaliaes, com menor custo, com preciso e reprodutibilidade com metodologia universalmente aceita.</p><p>3. Desenvolvimento</p><p>Foram avaliados 40 voluntrios, 21 do sexo feminino e 19 do sexo masculino, saudveis e semacometimento crdio-pulmonar, cujas caractersticas antropomtricas encontram-se na tabela 1. Todos osvoluntrios assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a participao no estudo, sendoque o mesmo foi aprovado pelo Comit de tica em pesquisa da instituio, por meio do protocolo No.76/05.</p><p>Mobilidade traco-abdominal</p><p>A medida da mobilidade traco-abdominal (MTA) foi obtida atravs de dois instrumentos, sendo um oconvencional (cirtometria manual) e o outro, por meio de um instrumento com sensores de deslocamento.</p><p>A cirtometria convencional, realizada com auxlio de uma fita mtrica escalonada em centmetros (cm) foiposicionada na regio axilar, altura da prega axilar, e tambm no abdmen, sobre a cicatriz umbilical (Britoet al. 2005), tomando cuidado pra que a fita permanecesse firmemente posicionada em linha reta a partir doponto de referncia. </p><p>A MTA tambm foi avaliada por sensores de deslocamento, por meio de duas faixas EMGsystem do Brasil </p><p>, posicionadas na regio axilar, altura da prega axilar, e no abdmen, sobre a cicatriz umbilical (Brito et al.2005). Os dois mtodos avaliaram a amplitude dos compartimentos torcico e abdominal simultaneamente eas medidas foram realizadas sempre pelo mesmo avaliador, por trs vezes consecutivas, sendo que a fitamtrica permaneceu sobre a faixa em todas as coletas. </p><p>A partir desse posicionamento, os voluntrios foram instrudos a realizar uma inspirao mxima at acapacidade vital seguida de uma expirao mxima at o volume residual, sem direcionar o ar para umacavidade especfica. Todos foram avaliados em postura ortosttica, com o trax desnudo e a mdia dos trsvalores de mobilidade foi considerada para cada equipamento. Utilizou-se como nvel de significnciap</p></li><li><p>4. Resultados</p><p>O teste de averiguao do poder da amostra evidenciou uma potncia de 95% para a amostra estudada. </p><p>Detectou-se a correlao entre as medidas das faixas (sensores) e as da cirtometria, a qual foi alta para oshomens, tanto no nvel axilar (r = 0.80), quanto no nvel abdominal (r = 0.93), observados nas figuras 1 e 2. Etambm foi alta nas mulheres, tanto no nvel axilar (r = 0,81), quanto no abdominal (r = 0,89), conformeconsta na tabela 2.</p><p>Estudos realizados por Borgui-Silva et al. (2006) avaliaram a cirtometria como mtodo de avaliao damobilidade traco-abdominal em indivduos jovens objetivando padronizar a medida da amplitudetraco-abdominal e observaram que as medidas realizadas pelos trs examinadores no foram diferentesconcluindo que esse mtodo simples e confivel quando padronizado e realizado em indivduos jovens esaudveis. Nosso estudo foi realizado tambm com indivduos jovens, saudveis, e exceto o uso da medidaxifoidiana proposta por esses autores, utilizamos a mesma padronizao para a realizao da cirtometria,em todo o experimento.</p><p>Esses nossos resultados esto tambm de acordo com os de Costa et al. (2003), que avaliaram amobilidade traco-abdominal de indivduos obesos aps tratamento de reeducao funcional respiratriacom o uso da cirtometria e observaram um aumento da mobilidade.</p><p>De forma semelhante, e com metodologia semelhante, Paulin, E.; Bruneto, A.F.; Carvalho, C.R.F. (2003)utilizaram a cirtometria para avaliar o aumento da mobilidade torcica ps-tratamento de indivduos comDoena Pulmonar Obstrutiva Crnica (DPOC) e evidenciaram melhora significativa na mobilidade basal dacaixa torcica, dando consistncia aos nossos achados.</p><p>Com auxlio da Pletismografia Respiratria por indutncia (PRI), Parreira et al. (2003) avaliou o padrorespiratrio de portadores da Doena de Parkinson e os comparou com idosos assintomticos de mesmaidade e para isso utilizou duas faixas de teflon posicionadas na regio axilar e abdominal</p></li><li><p>5. Consideraes Finais</p><p>Com base em nossos resultados podemos concluir que as medidas realizadas a partir do sensor dedeslocamento, por ter apresentado uma alta correlao com a cirtometria convencional, pode serreprodutvel para o emprego em rotinas de avaliao fsica, especialmente empregadas nas avaliaesfsicas da Fisioterapia Respiratria, dentre outras especialidades dessa natureza. Podemos tambm concluirque a cirtometria convencional, embora muito questionada enquanto mtodo cientfico pode ser confivel.</p><p>Referncias Bibliogrficas</p><p>BORGUI-SILVA, A.; MENDES, R.G.;SILVA, E.S.; PAULUCCI, H.L.; PICCHI, P.C.; Di LORENZO, V.A.P.Medida da amplitude traco-abdominal como mtodo de avaliao dos movimentos do trax e abdome emindivduos jovens saudveis. FISIOTERAPIA BRASIL, v.7, n.1, p.25-29, 2006. </p><p>BRITTO, R.R.; VIEIRA, D.S.R.; RODRIGUES, J.M.; PRADO, L.F.; PARREIRA, V.F. Comparao do padrorespiratrio entre adultos e idosos saudveis. REV. BRAS. FISIOTER, v.9, n.3, p.281-287, 2005.</p><p>CHEN, R.; KAYSER, B.; YAN, S.; MACKLEN, P.T. Twich transdiaphragmatic pressure depends critically onThoracoabdominal configuration. J. APPL. PHISYOL, v.88, p.54-60, 2000.</p><p>CLARENBACH, C.F.; SENN, O.; BRACK, T.; KOHLER, M.; BLOCH, K.E. Monitoring of ventilation duringexercise by a portable respiratory inductive plethysmograph. CHEST, v.128, p.1282-1290, 2005.</p><p>COSTA, D.; SAMPAIO, L.M.M.; Di LORENZZO, V.A.P.; JAMAMI, M.; DAMASO, A.R. Avaliao da foramuscular respiratria e amplitudes torcicas e abdominais aps a RFR em indivduos obesos. REV.LATINO-AM. ENFERMAGEM, v.11, n.2, p.156-160, 2003. </p><p>DE GROOTE, A.; WANTIER, M.; CHERON, G.; ESTENNE, M.; PAIVA, M. Chest wall motion during tidalbreathing. J. APPL. PHISYOL, v.83, p.1531-1537, 1997.</p><p>FERRIGMO, G.; CARNEVALI, P.; ALIVERTI, A.; MOLTENI, F.; BEULCKE, G.; PEDOTTI, A.Three-dimensional optical analysis of chest wall motion. J. APPL. PHISYOL, v.77, n.3, p.1224-1231, 1994.</p><p>KONNO, K.; MEAD, J. Measurement of the separate volume changes of rib cage and abdomen during tidalbreathing. J. APPL. PHISYOL, v.22, n.3, p.407-422, 1967.</p><p>MAYER, O.H.; CLAYTON, R.G.; JAWARD, A.F.; McDONOUGH, J.M.; ALLEN, J.L. Respiratory InductancePlethysmography in healthy 3- to 5- year- old children. CHEST, v.124, p.1812-1819, 2003.</p><p>PARREIRA, V.F.; GUEDES, L.U.; QUINTO, D.G.; SILVEIRA, E.P.; TOMICH, G.M.; SAMPAIO, R.F.;BRITTO, R.R.; GOULART, F. Padro respiratrio em pacientes portadores da doena de parkinson e emidosos assintomticos. ACTA FISITRICA, v.10, n.2, p.61-66, 2003.</p><p>4/6</p></li><li><p>PARREIRA, V.F.; TOMICH, G.M.; BRITTO, R.R.; SAMPAIO, R.F. Assessment of tidal volume andThoracoabdominal motion using volume and flow-oriented incentive spirometers in healthy subjects. BRAZ.J. MED. BIOL. RES, v.38, n.7, p.1105-1112, 2005.</p><p>PAULIN, E.; BRUNETTO, A.F.; CARVALHO, C.R.F. Efeitos de programa de exerccios fsicos direcionadoao aumento da mobilidade torcica em pacientes portadores de doena pulmonar obstrutiva crnica. J.PNEUMOL, v.29, n.5, p.287-294, 2003.</p><p>REES, P.J.; HIGENBOTTAM, T.W.; CLARK, T.J.H. Use of a single pair of magnetometer coils to monitorbreathing patterns in a intensive care unit. THORAX, v.35, p.384-388, 1980.</p><p>WHYTE, K.F.; GUGGER, M.; GOULD, G.A.; MOLLOY, J.; WRAITH, P.K.; DOUGLAS, N.J. Accuracy ofrespiratory inductive plethysmograph in measuring tidal volume during sleep. J. APPL. PHYSIOL, v.71, n.5,p.1866-1871, 1991.</p><p>WOLF, G.K.; ARNOLD, J.H. Noninvasive assessment of lung volume: respiratory inductanceplethysmography and electrical impedance tomography. CRIT. CARE MED, v.33, n.3, p.163-169, 2005.</p><p>Anexos</p><p>5/6</p></li><li><p>6/6</p></li></ul>