Exames Contrastados

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    03-Jul-2015

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<p>Exames Contrastados1</p> <p>Introduo Aos Meios De ContrasteOs meios de contrate permitem a obteno de imagem dos rgos e das estruturas vizinhas que possuem densidade similar; pois eles so constitudos de elementos qumicos de elevado numero atmico, como o brio e o iodo que apresentam poder de absoro aos raios-x.</p> <p>Capacidade de Absorver Radiao:1. Positivos ou radiopacos: Quando presentes em um rgo absorvem mais radiao que as estruturas vizinhas. 2. Negativos ou radio transparentes: o caso de ar e dos gases que permitem a passagem dos RX mais facilmente servindo assim como contraste negativo. (ex: radiografias de duplo contraste, ar e brio). Os meios de contrastes positivos tem peso atmico elevado determinando alta absoro dos raios-x. Estes meios de contrastes so basicamente de dois grupos: Iodados e Baritados Os meios de contraste negativos tem baixo peso atmico, com mnima absoro dos raios-x e so representados por elementos gasosos como ar atmosfrico e gs carbnico. So teis em certas circunstncias e hoje de uso bem menos comum.2</p> <p>Quanto a solubilidade existem 3 tipos: Hidrossolveis: dissolve-se em gua. Lipossolveis: dissolve-se em lipdios (gordura). Insolveis: no se dissolvem. Ex: sulfato de brio.</p> <p>3</p> <p>Vias de Administrao1.Oral: Quando o meio de contraste ingerido pela boca. Oral: EX: Sulfato de Brio para o Esfago (Esofagograma). 2. Parenteral ou EV: Quando o meio de contraste ministrado por vias endovenosas EV: ou artrias. EX: Urografia excretora e arteriografias. 3. Intratecal: aplicado dentro do canal medular por baixo da DURAMATER. usado Intratecal: para punes lombar. EX: Mielografia 4. Endocavitrio: Quando o meio de contraste ministrado por orifcios naturais que se Endocavitrio: comunicam com o meio externo. (ex: uretra, reto, tero, etc.). EX: Histerossalpingografia, Clister opaco. 5. Intracavitrio: Quando o meio de contraste ministrado via parede da cavidade Intracavitrio: em questo. (ex: fstula). EX: Colangiografia pelo dreno, Fstulografia. 4</p> <p> Os meios de contraste baritados contem em sua estrutura o elemento qumico Brio. O Sulfato de Brio a forma qumica mais usada como meio de contraste e pode ser encontrado em forma de p ou suspenso coloidal pronta para o uso. O Sulfato de brio administrado por via oral ou retal e usado para estudo radiolgico do tubo digestivo. Exame em duplo contraste so aqueles em que se usa um meio de contraste positivo junto com um meio de contraste negativo. Como exemplo temos: 1. Exame em duplo contraste do estomago e duodeno onde se utiliza um meio de contraste positivo (sulfato de brio) e um meio de contraste negativo (gs carbnico). 2. Exame em duplo contraste de uso comum o Clister Opaco, onde se utiliza um meio de contraste positivo (sulfato de brio) e um meio de contraste negativo (ar atmosfrico).5</p> <p>Embalagem do meios de contraste Sulfato de Brio (BaSO )6</p> <p>Contra indicao ao Sulfato de Brio - BaSO Por ser um composto insolvel, o sulfato de brio contra indicado se houver qualquer chance de que possa escapar para a cavidade peritoneal. Isso pode ocorrer atravs de vsceras perfuradas, ou no ato cirrgico se este suceder o procedimento radiolgico. Em qualquer dos dois casos, deve ser usado ento contraste iodado hidrossolvel ,que podem ser facilmente removidos por aspirao antes da cirurgia ou durante esta; por outro lado, se essas substncias passarem para a cavidade peritoneal, o organismo pode absorv-la facilmente. Quanto ao sulfato de brio no ser absorvido e dever ser removido pelo cirurgio, de qualquer lugar em que seja encontrado fora do canal alimentar. Embora seja RARO j foi descrito pacientes hipersensveis ao sulfato RARO, de brio, por isso todo paciente deve ser observado quanto a quaisquer sinais de reao alrgica.7</p> <p>Caso Celobar Pesquisa para prxima aula valendo 1.0 pontoFonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/ult2767u6.jhtm</p> <p>8</p> <p>Meios de Contraste Iodados A estrutura bsica dos meios de contraste iodados formada por um anel benznico, ao qual foram agregados tomos de iodo e agrupamentos complementares, onde esto cidos e substitutos orgnicos, que influenciam diretamente na sua toxicidade e excreo.</p> <p>Anel de Benzeno</p> <p>9</p> <p>Estrutura Bsica dos Meios de Contraste IodadosMONMERO COOH I I I I I I COOH DMERO R3</p> <p>R1 I</p> <p>R2</p> <p>R1 I I 2 anis de benzeno 6 TOMOS DE IODO</p> <p>R2</p> <p>1 anel de benzeno 3 TOMOS DE IODO</p> <p>10</p> <p>Frasco de M.C Iodado11</p> <p>Hidrossolvel X Lipossolvel Os meios de contraste hidrossolveis so solveis em gua e correspondem a quase totalidade dos meios de contraste em uso hoje. Estes so os meios de contraste possveis de administrao vascular, venosa ou arterial e quase sempre eliminados pelos rins. Os meios de contraste lipossolveis so compostos oleosos solveis em gorduras e de difcil eliminao. No podem ser administrados por via vascular venosa ou arterial, muito pouco utilizados hoje, estando em completo desuso.12</p> <p>Inico X No Inico O grupo cido (H+): MC inico: substitudo por um ction (Na+ ou inico:meglumina).</p> <p> MC no-inico : substitu por aminas portadoras de nogrupos hidroxila (R = radical orgnico).</p> <p>13</p> <p>UMA SOLUO PODE TER NATUREZA INICA OU NO-INICA CONFORME SUA ESTRUTURA QUMICA,MAS TODAS APRESENTAM ALGUMAS PROPRIEDADES QUE ESTO RELACIONADAS </p> <p>CONCENTRAO DO SOLUTO</p> <p>14</p> <p>15</p> <p>MONMEROS Em soluo, dissociam-se em 2 partculas = 1 nion radiopaco e 1 ction (sdio ou meglumina) No radiopaco em soluo, 3 tomos de iodo para 2 partculas = maior osmolalidade Entre todos os meios so isotnicos ou seja mesma osmolalidade dos fludos corpreos a 70mg de iodo/mL .</p> <p>16</p> <p>DMEROS Em soluo, dissociam-se em 2partculas = 1 nion radiopaco (ioxaglato) e 1 ction (sdio ou meglumina) 6 tomos de iodo para 2 partculas so isotnicos.</p> <p>17</p> <p>18</p> <p>MONMEROS No se dissociam em soluo. Fornecem 3 tomos de iodo para 1 partcula So isotnicos 150mg de iodo/ml</p> <p>19</p> <p>DMEROS No se dissociam em soluo Fornecem 6 tomos de iodo para 1 partcula = menor osmolalidade. So isotnicos a 300mg de iodo/mL Maior peso molecular = grande viscosidade.</p> <p>20</p> <p>1.Densidade/ concentrao g/ml Nmero de tomos de iodo por mililitro de soluo.</p> <p>21</p> <p>2. VISCOSIDADE fora necessria para injetar a substncia atravs de um cateter aumenta com a concentrao da soluo e com o peso molecular NI dimricos tem maior viscosidade que NI monomricos Viscosidade menor quanto maior a temperatura</p> <p>22</p> <p>3. OSMOLALIDADE a concentrao molecular das partculas osmoticamente ativas de uma soluo por quilo de gua (mOsm/kg). Nmero de partculas de uma soluo por unidade de volume mosm/kg de gua. Representa o poder osmtico que a soluo exerce sobre as molculas de gua. Influncias: peso molecular, concentrao, efeitos de associao/dissociao e hidratao da substncia qumica.</p> <p>23</p> <p>3. OSMOLALIDADEA osmolalidade dada por meio de valores em milimoles por Kg de gua, equivalente a uma soluo de NaCl ( Cloreto de Sdio- Sal de cozinha) a 0,85%. Hipertnicos: maior que 300 milismoles; Istonicos: igual a 300 milismoles; HipoTnicos: menor que 300 milismoles. Maior osmolalidade = maior vasodilatao Quanto maior a densidade, a gravidade e a viscosidade, mais dificuldade ter a soluo para se misturar ao plasma e aos fludos corporais </p> <p>24</p> <p>Osmose o processo atravsda qual um liquido atravessa a membrana semipermevel. A passagem do liquido atravs da membrana semipermevel ocorre no sentido da soluo de menor concentrao para a soluo de maior concentrao.</p> <p>25</p> <p>Osmolalidade n de particulas por kg de massa.Representadopor mosmol/kg de agua1200</p> <p>1000</p> <p>800</p> <p>600</p> <p>Series1</p> <p>400</p> <p>200</p> <p>0</p> <p>Sangue</p> <p>Monmeros Inicos</p> <p>Dmeros Inicos</p> <p>Dmeros No Inicos26</p> <p> Osmolalidade, viscosidade, hidrofilicidade e solubilidade no podem ser optimizadas simultaneamente. Apenas 2 parmetros podem ser mudados ao mesmo tempo. Osmolalidade = carac. principal a ser optimizada para ajustar a do sangue Viscosidade = outro parmetro que pode ser ajustados junto com a osmolalidade Se aumentar a hidrofilicidade, aumenta tambm a viscosidade e osmolalidade27</p> <p>Freqncia de Reaes Adversasinico X no-inicos / baixo risco X risco elevado no-</p> <p>28</p> <p>Principais sintomas clnicos - Reaes Adversas</p> <p>29</p> <p>Indicaes para uso de MC INTRAVASCULAR</p> <p>30</p> <p>Indicaes para uso de MC INTRATECAL somente no-inicos no-</p> <p>31</p> <p>Outras indicaes para o uso de MC.</p> <p>32</p> <p>REAES ADVERSAS E RISCOAspectos considerados antes da utilizao de MC 1. Consultar e esclarecer o paciente evitando ansiedade 2. Avaliar histria e condio clnica, avaliar o uso do MC e considerar outras alternativas diagnsticas 3. Checar fatores de risco, medicaes em uso, agentes nefrotxicos, antihiperglicemiantes orais,...33</p> <p>FATORES DE RISCO REAES ADVERSAS Hipersensibilidade ao agente de contraste Alergia Hipertireoidismo Desidratao Insuficincia cardiovascular severa Insuficincia pulmonar de alto grau e asma</p> <p>34</p> <p> Insuficincia renal Nefropatia Diabetes mellittus (metformina) Paraprotena elevada Doena autoimune Idade avanada Ansiedade (medo)35</p> <p>Atitudes que diminuem os riscos da reaes adversas Aquecer a 37 C (facilita a excreo) Temperatura = viscosidade = facilidade administrao exije menos fora para se injetar o meio de contraste. Reaes fisicoquimiotxicas esto diretamente relacionadas a dose. A dose em adultos deve ser de 2 a 3 ml para cada 1 Kg do paciente (padro adulto 70 kg). A dose em crianas (acima de 20 kg) deve ser de 1 a 2 ml para 2Kg da criana.36</p> <p>REAES FISICOQUIMIOTXICAS Sensao de calor Dor vascular Leso endotelial Alterao da hemcia Reduo da funo renal Arritmia Convulso e paralisia Alterao da coagulao37</p> <p>REAES IDIOSSINCRTICAS Reao severa ou fatal Hipotenso grave Perda da conscincia Convulso Edema pulmonar Urticria Edema larngeo Broncoespasmo Parada cardaca38</p> <p>Anamenese o conjunto de perguntas direcionadas para saber se o paciente tem alergias, doenas, toma medicaes que em interao com os meios de contraste causaro reaes adversas. Alguns Exemplos de perguntas:1. Voc alrgico a alguma coisa? 2. Voc j tem asma ou urticria? 3. Voc alrgico a algum remdio? 4. Voc alrgico ao iodo? 5. Voc alrgico a algum tipo de comida? 6. Voc est tomando Glucofage no momento? 7. Voc j realizou exames radiolgicos que precisaram de injeo intravenosa ou intra-arterial?Glucofage formado por cloridato de METIFORMINA. Uma resposta positiva a qualquer dessas perguntas alerta equipe para um aumento na probabilidade de reaes.39</p>