FoCA - 10ª Edição

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    21-Mar-2016

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O FoCA o jornal realizado, como parte das atividades da Aeca, pelos estudantes de Jornalismo da Faculdade de Comunicao, Arte e Designer, do Ceunsp.

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<ul><li><p>Dis</p><p>tribu</p><p>io</p><p> Gra</p><p>tuita</p><p>Chamem os Clows!</p><p>E mais: Autismo: conhea mais dessa doena silenciosa Vegetarianismo: um estilo de vida Reta Final: TCC </p><p>Gisele</p><p> Gutie</p><p>rrez/</p><p>FoCA</p><p>Mayar</p><p>a Cruz</p><p>Ano 3 - 10 Edio. Novembro/Dezembro 2012</p><p>Conhea a irreverncia dessa turma que no quer apenas fazer sorrir</p><p>30 Bienal de So Paulo: Arte para todos</p><p>Ler sem entender: Analfabetismo Funcional</p><p>Julian</p><p>a San</p><p>dres/</p><p>FoCA</p></li><li><p>Caros leitores,</p><p>Esta a ltima edio do FoCA no ano de 2012, tambm a ltima vez que escrevo este editorial, no sem um aperto no corao, o que absolutamente justificvel. Foram dois anos de muito aprendizado, em que professores e diversas equipes, que fizeram parte deste jornal, acrescentaram sempre um algo a mais para que ele se tornasse o que hoje: um material de qualidade e que tem a nossa cara.</p><p>Essa edio do FoCA chega com um acrscimo, literalmente: so quatro pginas a mais de informao e novas possibilidades.</p><p>Nosso especial buscou inspirao em Charles Chaplin, so os clowns, mais que palhaos, mas uma turma que quer, antes de tudo, fazer com que o espectador questine e pense sobre sua prpria realidade. Tambm demos um passeio pela 30 Bienal de Artes de So Paulo, em que o contemporneo e a reflexo so palavras de ordem.</p><p>Falamos ainda sobre vegetarianismo, TCC, estgio, autismo, comidas exticas e debatemos um problema que se reflete agora, na universidade: o analfabetismo funcional.</p><p>Por fim, s resta agradecer a todos que acreditam e investem no principal jornal da FCAD. Afinal, somos FoCAS!</p><p>Gisele Gutierrez</p><p>FoCA FoCAEDITORIAL</p><p>EXPEDIENTE</p><p>VIDA UNIVERSITRIA</p><p>2 3</p><p>O FoCA est no Face! Curta </p><p>Foca Ceunsp</p><p>MURAL FCA+D</p><p>O que rolou na FCAD</p><p>FoCA - 2012Professor Orientador - Roberta SteganhaEditora chefe - Gisele GutierrezEditora assistente - Adla Machado</p><p>Reprteres - Adla Machado, Gabriel Balista, Hugo Antoneli, Juliana Sandres, Lenita Lerri, Luiz Vicentin, Ricardo Santos. </p><p>Colaboradores: Mayara Cruz, Blog Jornalismo FCAD, Matheus Garcez, Plano Sequncia, Andr Borges, Gabriel Giovanelli Rando.</p><p>O FoCA um produto da Agncia Experimental de Comunicao e Arte (AECA), da Faculdade de Comunicao e Artes (FCA) - CEUNSP</p><p>ContatoEmail focafca2011@gmail.comFacebook - Foca Ceunsp</p><p>Os textos publicados so de responsabilidade de seus autores.</p><p>Corrida de fim de anoJuliana Sandres</p><p>Lip Dub 2012 - Animao contagiante dos alunos da FCAD no dia de gravao</p><p>Gabri</p><p>el Gio</p><p>vanelli</p><p> Ran</p><p>do</p><p>Andr</p><p> Borge</p><p>s</p><p>Insnia II - Principais nomes da mfia invadiram os corredores do Bloco K</p><p>Todo fim de ano a mesma coisa, alunos do ltimo semestre correndo feito loucos para terminarem seus Trabalhos de Concluso de Curso os famosos TCCs.</p><p>Segundo o professor de Jornalismo Pedro Courbassier, a apresentao do trabalho de concluso a oportunidade que o aluno tem de colocar em prtica os ensinamentos a ele passados ao longo do curso. A apresentao uma ponte entre a vida acadmica e o mercado profissional. como se, depois de treinar na faculdade, o estudante apresentasse publicamente o que aprendeu, comenta.</p><p>Para o estudante do ltimo semestre de Fotografia Coh Merlin, a maior dificuldade em fazer o TCC a falta de tempo. comum neste estgio do curso o aluno j estar trabalhando em tempo integral, o que dificulta na hora de preparar um trabalho to importante. Eu at que no tive muitas dificuldades em preparar meu TCC, a minha maior barreira foi a falta de tempo mesmo, diz o estudante que d aulas de fotografia na Secretaria da Cultura e Turismo de Salto e trabalha como tcnico de fotografia no Ceunsp (Centro Universitrio Nossa Senhora do Patrocnio). </p><p>Durante o processo de desenvolvimento do TCC os graduandos contam com a ajuda de um professor orientador, que tem a misso de direcionar os estudantes a conseguirem os melhores resultados. A estudante de Jornalismo Natlia Esteves fala sobre a importncia do orientador. Eles nos ajudam a no nos perdemos. Me ajudaram a no fugir do Jornalismo, porque a crnica muitas vezes se encaixa em Literatura. As vezes d raiva porque um TCC nosso filho, a gente quer criar do nosso jeito, a vem a Super Nanny palpitar em como devemos fazer, mas no fim vemos que era tudo para o nosso bem, explica a criadora da revista Crnicativa.</p><p>O nervosismo nesta reta final inevitvel, afinal o trabalho precisa ser apresentado para uma banca julgadora. Natlia se diz </p><p>Capa da revista Crnicativa, trabalho de concluso de curso desenvolvido pela estudante de Jornalismo Natlia Esteves</p><p>" como se, depois de treinar </p><p>na faculdade, o estudante </p><p>apresentasse publicamente o que </p><p>aprendeuPedro Courbassier</p><p>ansiosa, apesar de preparada para o desafio. Estou ansiosa! No vejo a hora. Sei que fui bem nas pr-bancas, mas a banca oficial ter outras pessoas me julgando, ento fico na ansiedade de: Ser que vo gostar? Ser que vo entender minha inteno?</p><p>Para quem ainda no est no ltimo ano, fica a dica: comece a se preparar para o seu trabalho de concluso de curso desde j. Segundo Courbassier, quanto antes melhor. E por antes significa comear a pensar no tema, na abordagem que vai dar a esse tema, em procurar e ler a bibliografia - e no, necessariamente, a escrever o trabalho. Tem muito a fazer. Portanto, arregacem as mangas, comecem suas pesquisas e evitem a famosa correria de final de curso.</p><p>Coh Merlin desenvolveu para o seu TCC o ensaio fotogrfico Retrato e Sensual</p><p>Jorna</p><p>lismo F</p><p>CAD</p><p>Jorna</p><p>lismo F</p><p>CAD</p><p>Mathe</p><p>us Ga</p><p>rcez</p></li><li><p>busca uma vaga de estgio. fundamental que o interesse seja na vaga e no somente porque o estgio necessrio para se formar comenta. </p><p>Para ela, o candidato deve saber exatamente o que procura, deve se informar e conhecer um pouco sobre a empresa da qual participar do processo seletivo. Ser sempre sincero, claro e objetivo enfatiza. A analista ainda faz um alerta muito importante: hoje as empresas exigem que os alunos, e qualquer outro profissional, sejam antenados sobre todos os assuntos, que tenham determinao, atitude e, principalmente, que sejam flexveis.</p><p>FoCA 54 FoCA</p><p>Segundo definio da Organizao das Naes Unidas para a Educao, a Cincia e a Cultura (UNESCO), o analfabeto funcional o indivduo que sabe escrever seu prprio nome, assim como l e escreve frases simples e efetua clculos bsicos, porm incapaz de interpretar o que l. Ou seja, estes indivduos sabem ler e escrever, mas no conseguem compreender ou interpretar textos longos. Tampouco sabem decifrar entrelinhas, ironias ou metforas contidas nos mesmos ou tirar suas prprias concluses sobre eles. </p><p>O termo analfabeto funcional surgiu durante a Segunda Guerra Mundial. o que afirma a professora universitria Maria Regina Amlio, 52, formada em Letras, com especializao em Didtica no Ensino Superior. Durante a Segunda Guerra, militares americanos passaram a utilizar o termo para identificar a capacidade de suas tropas em entender as instrues escritas, necessrias para a realizao das tarefas militares, explica a professora.</p><p>Atualmente, no Brasil, 38% dos estudantes universitrios so considerados analfabetos funcionais, como aponta o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). Para a professora Maria Eduarda Santos Farias, 32, formada em </p><p>Letras, Literatura e Pedagogia, este nmero consequncia de falhas no ensino bsico, tanto pblico quanto particular, e tem relao direta com a falta de infraestrutura das instituies.</p><p>Tive a experincia de trabalhar com analfabetos funcionais tanto na rede pblica quanto na particular. Na rede pblica, trabalhei no EJA (Educao de Jovens e Adultos) e encontrei vrios obstculos estruturais. Eles no tinham livros, a escola no possua mquina de xerox e nem disponibilizava material ou qualquer outro recurso. Havia alunos no 2 ano do Ensino Mdio que mal sabiam escrever o nome, revela. Apesar de ser em menor proporo, o problema tambm est presente na rede particular de ensino. Na rede particular, havia uma estrutura disponvel para que o trabalho fosse realizado de forma plena e mesmo assim existiam cinco alunos, em uma turma de 30, que eram analfabetos </p><p>Juliana Sandres</p><p>Sem entender: Analfabetismo Funcional</p><p>funcionais. Esses alunos acabam chegando nas universidades com lacunas que deveriam ter sido sanadas nos anos anteriores, explica Maria Eduarda. </p><p>DEBATE</p><p>"Havia alunos no 2 ano do Ensino Mdio que mal </p><p>sabiam escrever o nome</p><p>Maria Eduarda Santos Farias</p><p>"J me deparei com estudantes que diziam odiar </p><p>literatura, isso numa faculdade </p><p>de Comunicao e Artes"</p><p>Regina Amlio</p><p>A forma como a leitura abordada em algumas instituies pode fazer com que a literatura torne-se uma matria chata para os alunos, dificultando que este hbito seja associado ao prazer. Para a estudante Carolina Rodrigues, 18, poucos professores conseguem ou tentam abordar a leitura como forma de prazer. A maioria dos professores nos fazem ler apenas para que possamos decorar a matria e passar no vestibular, relata.</p><p>Segundo Regina Amlio, pessoas que esperam da leitura apenas benefcios prticos no so bons leitores. J cheguei a me deparar com estudantes que diziam odiar literatura, isso numa faculdade de Comunicao e Artes, onde o substrato so as questes relacionadas ao pensamento, e completa dizendo: Bom mesmo ser o dia em que, numa pardia titnica, cantarmos: a gente no quer s ler. A gente quer ler, entender e ter prazer.</p><p>MERCADO</p><p>Julian</p><p>a San</p><p>dres/</p><p>FoCA</p><p>Gisele</p><p> Gutie</p><p>rrez/</p><p>FoCA</p><p>Estgio: O Pontap Inicial</p><p>Depois de comear o to sonhado curso, muitos questionamentos passam na cabea do estudante. Quem nunca se perguntou nos corredores da faculdade como seria sua vida dali para a frente? Novos amigos, novos professores, disciplinas diferentes e muitos trabalhos. Mas ser que voc j se perguntou como vai ser sua vida no mercado de trabalho? Certamente tem uma palavra que ecoa na cabea de todos os universitrios: estgio.</p><p>De acordo com a lei 11.788/08, artigo 1, "Estgio o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa preparao para o trabalho produtivo de educandos". Algumas empresas seguem essa lei, porm, exigem do estudante certa experincia. Dessa forma, fica aquela questo: Mas o aluno no precisa justamente fazer o estgio para adquirir o conhecimento necessrio?</p><p>Hugo Antonelli Junior, 20, est no primeiro ano do curso de Jornalismo e, mesmo sem experincia, j conseguiu um estgio na sua rea. Ainda bem que eu consegui logo no primeiro ano. Uma oportunidade que normalmente as pessoas no conseguem. Para ele, o mercado exige um conhecimento, que muitas vezes, o aluno ainda no tem. Eu acho vlido exigir experincia, porm pode ser burrice no fazer os prprios profissionais declara o estudante. Que ainda completa Tem muitos universitrios bons.</p><p>J para a professora de Ingls e tambm estudante de Jornalismo, Nathalya Mendona, 22, essa realidade bem diferente. Ela est se formando este ano e ainda no conseguiu fazer estgio. Na cidade em que moro, no h oportunidades de estgio para a rea e, as que tem, so em cidades longe declara </p><p>a professora. Ela ainda enfatiza o fato da maioria dos estgios no serem remunerados Isso tambm acaba atrapalhando muito. Quanto ao fato de algumas empresas exigirem experincia do aluno, Nathalya categrica: Acho uma hipocrisia isso. Estagirio contratado para aprender.</p><p>Marcela de Oliveira, 26, analista de recursos humanos, quando ainda estava cursando a faculdade lembra que a oportunidade de estgio aconteceu de forma natural. Uma amiga me indicou, participei do processo seletivo e consegui a vaga conta. Hoje, no lado oposto, Marcela d algumas dicas sobre a postura que o aluno deve ter quando </p><p>Adla Machado</p><p>Saia na Frente: estgio em 5 passos</p><p>Conseguir um estgio no tarefa fcil. Tem que conciliar com a rotina da faculdade e, muitas vezes, at mesmo com o horrio de trabalho. Por isso separamos algumas dicas para ajudar quem est a procura de uma oportunidade no mercado de trabalho antes mesmo de se formar. </p><p> Verifique sempre nos meios de comunicao da sua faculdade sobre vagas disponveis. Se cadastrar em sites especializados como o CIEE (Centro de Integrao Empresa Escola) e Ncleo Brasileiro de Estgios (NUBE) tambm uma boa ideia. Ambos so gratuitos e oferecem diversas oportunidades.</p><p> Montar um bom currculo fundamental. Faa um currculo curto contendo as principais informaes como nome, idade, endereo, telefones, formao, cursos, experincias anteriores, conhecimento em novas tecnologias. </p><p> Fique atento as redes sociais e mantenha seu perfil sempre atualizado. Hoje algumas empresas utilizam o Twitter, Facebook, Linkedin, entre outros para anunciar suas oportunidades.</p><p> Est realmente interessado na vaga? Demonstre isso atravs de atitudes. Criar um site ou blog com assuntos da sua rea de interesse pode ajudar na hora do processo seletivo.</p><p> Se conseguir a vaga, sempre esteja preparado para colaborar. Quanto mais se mostrar colaborativo e disposto a aprender, mais so as chances de ser efetivado aps passar o perodo de estgio.</p><p>Folha</p><p> Vitr</p><p>ia</p><p>Site A</p><p>DESG</p></li><li><p>FoCAFoCA 76CULTURA</p><p>O clown o artista de rua que tem como essncia despertar o riso seguido da reflexo, tornando assim, um espelho social para as pessoas criarem uma autocrtica sobre diversos assuntos, sejam sociais, polticos ou mesmo econmicos. Apesar de serem rotulados como palhaos - por conta de suas roupas, maquiagens caractersticas e travessuras ridculas sempre induzindo o humor - diferem-se do artista circense: eles atuam em cenas caracterizadas por um humor intenso, ao fsica vigorosa e apresentam sempre situaes absurdas, porm reais.</p><p> palhao ou no ? O palhao faz as pessoas rirem e s, o clown tem como obrigao fazer rir e despertar a curiosidade, outra filosofia, diz Ednalva Galvo, 37, professora de Artes e artista clown. J Marcus Mazieri, 23, clown desde 2008, no faz diferenciao alguma e afirma so todos palhaos, com tipos diferentes, mas, ainda assim, todos palhaos.</p><p>Para Marcus, ser um palhao estar em constante busca pela liberdade, pela espontaneidade, " uma troca sincera entre as pessoas", diz. "Ser clown ser ridculo, aceitar o riso do outro e rir de si prprio. levar a vida com menos seriedade e mais poesia, completa Mazieri.</p><p>Mas Gilles Defacque, clown francs, que serve de inspirao a muitos grupos, para ele, o clown esse ser que vaga pela cidade rindo e fazendo rir: "Este rstico ser a afirmao da diferena de cada um. Ele vem nos englobar em um engraado presente: Sua presena! E reivindicar furiosamente seu direito a existncia, sua presena no brilho de sua estranheza. </p><p> Chamem os clows Os Doutores da Alegria um grupo de clowns bastante conhecido no Brasil. Foi pioneiro em levar essa arte para hospitais, fazendo com que surgissem diversos grupos que se inspiram nesse tipo de ao. O estudante Leonardo Antunes, 18, lembra de uma passagem da trupe em um hospital de So Paulo: Acompanhei uma visita deles no Instituto da Criana, lindo realmente o que eles fazem", recorda Leonardo, "o ambiente pesado, crianas morrendo, doentes.... Mas eles conseguem tirar um sorriso sincero delas, dos pais e funcionrios.</p><p> Na regio de Indaiatuba, o Grupo Gandai j bastante conhecido. </p><p>Formado por 10 gandaieros como se definem buscam, em suas aes, manter a essncia dessa arte. Sempre atuando em aglomerados, onde o pbico est, sejam e...</p></li></ul>