Hermenêutica Bíblica

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    18-Nov-2014

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<ul><li> 1. Noes Bsicas Para interpretao de Textos da Bblia </li> <li> 2. Introduo Definio Uma das primeiras cincias que o pregador deve conhecer certamente a hermenutica. Porm, quantos pregadores h que nem de nome a conhece! Que , pois a hermenutica? A arte de interpretar textos responde o dicionrio. Porm, a hermenutica do qual nos ocupamos, forma parte da teologia exegtica, ou seja, a que trata da reta inteligncia e interpretao das escrituras bblicas. </li> <li> 3. 1. Disposies necessrias para o estudo proveitoso das escrituras a) Esprito respeitoso. A Bblia a revelao do onipotente, o milagre permanente da graa de Deus. Sem esse esprito, talvez o estudante seja como o insensato que joga lama sobre um monumento artstico que admirado por todo mundo. b) Esprito dcil. A pessoa obstinada e teimosa que intenta estudar a Bblia, lhe acontecer o que disse Paulo do homem natural (1 Co 2.14). </li> <li> 4. d) Paciente no estudo. Ao dizer Jesus: examinai as Escrituras, se serve duma palavra que mostra o mineiro que cava e revolve a terra, buscando com diligncia o material precioso, ocupado numa obra que requer pacincia. As escrituras necessariamente devem ser ricas em contedos e inesgotveis como as entranhas da terra. e) Prudncia. Saber iniciar a leitura pelo mais simples e prosseguir para o mais difcil. fcil descobrir que o novo testamento mais simples que o antigo, e que os evangelhos so mais simples que as cartas apostlicas. Ainda entre os evangelhos, os trs primeiros so mais simples que o quarto. </li> <li> 5. 2. Regra fundamental: A primeira e fundamental regra da correta interpretao bblica A Bblia a sua prpria interprete. Ignorando ou violando este principio simples e racional, temos encontrado como dissemos aparente apoio nas escrituras para muitos erros como: os judeus para rejeitar a Cristo, os papistas para os erros do papado e das matanas com eles relacionadas, os espritas para sua errnea Reencarnao e os russelitas para seus erros blasfemos. Esta a regra das regras, porque desta, que fundamental, se desprendem as outras vrias e que dela nascem naturalmente. </li> <li> 6. 3. primeira regra: preciso, o quanto seja possvel, tomar as palavras em seu sentido usual e comum. Por exemplo, houve quem imaginasse que as ovelhas e os bois que menciona o salmo 8, eram os crentes, enquanto as aves e os peixes eram os incrdulos donde se conclua em conseqncia, que todos os homens queiram ou no, esto submetidos ao poder de Cristo. </li> <li> 7. Porm, tenha-se sempre presente que o sentido usual e comum no equivale sempre ao sentido literal. Em outras palavras, o dever de tomar as palavras e frases em seu sentido natural e comum, no significa que sempre deve tomar-se ao p da letra. Vejamos alguns exemplos. </li> <li> 8. Exemplo : Em gnesis 6.12 lemos: Porque toda carne havia corrompido seu caminho sobre a terra. Tomando aqui as palavras carne e caminho em sentido literal o texto perde seu significado por completo. Porm tomando em seu sentido comum, usando-se como figuras, isto , carne em sentido de pessoa e caminho no sentido de costume, modo de proceder ou religio, j no s tem significado, mas um significado terminante, dizendo-nos que toda pessoa havia corrompido seus costumes. </li> <li> 9. 4. Segunda regra: necessrio tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase. Dos exemplos que oferecemos a seguir, veremos como varia, segundo a frase texto ou versculo o significado de algumas palavras. </li> <li> 10. Exemplo : F. A palavra f ordinariamente significa confiana; mas tambm tem outras acepes. Lemos de Paulo, por exemplo: agora prega a f que outrora procurava destruir (Gl 1.23). Do conjunto desta frase vimos claramente que a f, aqui, significa crena, ou seja, a doutrina do evangelho. </li> <li> 11. 5. Terceira regra: necessrio tomar as palavras no sentido indicado no contexto, a saber, os versculos que precedem e seguem ao texto que se estuda. s vezes sucede que no basta o conjunto de uma frase para determinar qual o verdadeiro significado de certas palavras. </li> <li> 12. Exemplo: No contexto achamos expresses, versculos ou exemplos que nos esclarecem ou definem o significado da palavra obscura. Ao dizer Paulo: quando lerdes podeis compreender o meu discernimento no mistrio de Cristo (Ef.3.4). Pelos versculos anteriores e posteriores, verificamos que a palavra mistrio se aplica aqui a participao dos gentios nos benefcios do evangelho. </li> <li> 13. 6. Quarta regra: preciso tomar em considerao o objetivo ou desgnio do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expresses obscuras. </li> <li> 14. Exemplo : evidente que as cartas aos Glatas e aos Colossenses foram escritas na ocasio dos erros que, com grande dano, os judaizantes ou falsos mestres procuravam implantar nas Igrejas apostlicas. </li> <li> 15. 7. Quinta regra: preciso consultar as passagens paralelas, explicando coisas espirituais pelas espirituais (1 Co 2.13). Ou seja, que tenha entre si alguma relao, ou tratem de um modo ou outro de um mesmo assunto. Vejamos os trs tipos de paralelos. </li> <li> 16. a) Paralelos de palavras: Quando o conjunto de frases ou o contexto no bastam para explicar uma palavra duvidosa, procura-se s vezes adquirir seu verdadeiro significado consultando outros textos em que ela ocorre. </li> <li> 17. Exemplo: Em Glatas 6. 17, diz Paulo: Trago no corpo as marcas de Jesus. Que eram essas marcas? Iremos, pois as passagens paralelas: em 2 Co 4.10, encontramos em primeiro lugar, que Paulo usa a expresso levando sempre no corpo o morrer de Jesus falando da cruel perseguio que continuamente Cristo padecia o que nos indica que essas marcas se relacionam com a perseguio que sofria. Veja tambm 2 Co 11.23-25. </li> <li> 18. Exemplo : Ao dizer Jesus: Sobre esta pedra edificarei aminha igreja. Constitui ele a Pedro como fundamento da Igreja? Note-se que Cristo no disse: sobre ti Pedro. Em Mateus 21. 42, 44, vemos Jesus mesmo como a pedra fundamental profetizada e tipificada no Antigo Testamento. Veja tambm 1 Co 3:10,11. </li> <li> 19. c) Paralelos de ensinos gerais: preciso recorrer aos ensinos gerais das escrituras. Exemplo: Diz a escritura: O homem justificado pela f sem as obras da lei. Ficaria o homem livre das obrigaes de viver uma vida santa? No, porque os evangelhos em todas as partes previnem os crentes contra o pecado, exortando- os pureza e santidade. </li> <li> 20. Concluso Que possamos partir do pressuposto de que a Bblia a palavra de Deus. Que ao estudarmos, devemos guardar a regra fundamental, ou seja, a Bblia sua prpria interprete, para que possamos desenvolver uma hermenutica sadia,sem especulaes e erros de interpretao. </li> <li> 21. BIBLIOGRAFIA: LUND, e/ NELSON, p.c. Hermenutica. So Paulo: vida, 1968. 126p. </li> <li> 22. Contato: Blog Reflexes Teolgicas www.teologiapararefletir.blogspot.com sites.google.com/sites/estudandoasescri turas E-mail: maurelio.aurelio46@gmail.com </li> </ul>