ISSN 1517-1981 SN 1809-5003 Comparação de Laranjeiras de ... ?· 8 Comparação de Laranjeiras de…

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<ul><li><p>46ISSN 1517-1981</p><p>Outubro 2000</p><p>Comparao de Laranjeirasde Umbigo</p><p>ISSN 1809-5003Dezembro, 2010</p></li><li><p>Boletim de Pesquisae Desenvolvimento 46</p><p>Eduardo Sanches StuchiEduardo Augusto GirardiSimone Rodrigues da SilvaPaulo Srgio de SouzaOtvio Ricardo SempionatoEduardo Toller Reiff</p><p>Comparao de Laranjeirasde Umbigo</p><p>Embrapa Mandioca e FruticulturaCruz das Almas, BA2010</p><p>ISSN 1809-5003Dezembro, 2010</p><p>Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuriaEmbrapa Mandioca e FruticulturaMinistrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento</p></li><li><p> Embrapa 2010</p><p>Embrapa Mandioca e FruticulturaRua Embrapa, s/n, 44380-000, Cruz das Almas, BahiaCaixa Postal 007Fone: (75) 3312-8000Fax: (75) 3312-8097Homepage: http://www.cnpmf.embrapa.brE-mail: sac@cnpmf.embrapa.br</p><p>Comit de Publicaes da UnidadePresidente: Aldo Vilar TrindadeVice-Presidente: Ana Lcia BorgesSecretria: Maria da Conceio Pereira Borba dos SantosMembros: Abelmon da Silva Gesteira</p><p>Carlos Alberto da Silva LedoDavi Theodoro JunghansEliseth de Souza VianaLa ngela Assis CunhaMarilene Fancelli</p><p>Superviso editorial: Ana Lcia BorgesReviso de texto: Abelmon da Silva Gesteira</p><p>Orlando Sampaio PassosFicha catalogrfica: Lucidalva Ribeiro Gonalves PinheiroEditorao: Maria da Conceio BorbaFoto da capa: Orlando Sampaio Passos</p><p>1a edioVerso online: (2010)</p><p>Comparao de laranjeira de umbigo [recurso eletrnio] / Eduardo SanchesStuchi... [et. al.]. - Dados eletrnicos. Cruz das Almas: EmbrapaMandioca e Fruticultura, 2010. - (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento/ Embrapa Mandioca e Fruticultura, ISSN 1809-5003; 46).</p><p>Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader.Modo de acesso: World WideWeb: .Ttulo da pgina web (acesso em 22/02/2011)</p><p>1. Laranja 2.Citricultura I. Stuchi, Eduardo Sanches. II. Girardi, EduardoAugusto. III. Silva, Simone Rodrigues da. IV. Souza, Paulo Srgio de. V.Sempionato, Otvio Ricardo. VI. Reiff, Eduardo Toller . VII. Ttulo. VII. Srie.</p><p>CDD 641.343 (21.ed.)</p><p>Todos os direitos reservadosA reproduo no-autorizada desta publicao, no todo ou em parte,</p><p>constitui violao dos direitos autorais (Lei no 9.610).</p><p>Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)Embrapa Mandioca e Fruticultura</p></li><li><p>Sumrio</p><p>Resumo ..................................................................... 5</p><p>Abstract .................................................................... 7</p><p>Introduo ................................................................. 8</p><p>Material e Mtodos ..................................................... 9</p><p>Resultados .............................................................. 11</p><p>Concluses .............................................................. 22</p><p>Agradecimentos ....................................................... 22</p><p>Referncias .............................................................. 23</p></li><li><p>Comparao de Laranjeirasde UmbigoEduardo Sanches Stuchi1</p><p>Eduardo Augusto Girardi1</p><p>Simone Rodrigues da Silva2</p><p>Paulo Srgio de Souza3</p><p>Otvio Ricardo Sempionato4</p><p>Eduardo Toller Reiff 5</p><p>1Engenheiro-Agrnomo, D.Sc., Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas, BA.stuchi@cnpmf.embrapa.br; girardi@cnpmf.embrapa.br</p><p>2Engenheira-Agrnoma, D.Sc., Departamento de Produo Vegetal ESALQ/USP, Piracicaba-SP.srsilva@esalq.usp.br</p><p>3Engenheiro-Agrnomo, Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia do Sul de Minas Gerais,Muzambinho, MG. pas_souza@yahoo.com.br</p><p>4Engenheiro-Agrnomo, Estao Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), Bebedouro-SP.otavio@estacaoexperimental.com.br; eduardoreiff@estacaoexperimental.com.br.</p><p>Resumo</p><p>Objetivando ampliar o perodo de oferta de fruta fresca no mercado ediversificar as opes de plantio, dezenove selees de laranjeiras deumbigo, plantadas na Estao Experimental de Citricultura de Bebedouro(EECB), municpio de Bebedouro-SP, sobre os porta-enxertos de limoeiroCravo e citrumeleiro Swingle foram avaliadas quanto qualidade eproduo dos frutos; incidncia e severidade da Clorose Variegada dosCitros (CVC). Os resultados foram submetidos anlise de varincia e asmdias comparadas pelo teste de Tukey ou pelo teste de Scott-Knott(ambos a P &lt; 0,05), exceto os resultados de CVC, que foramapresentados em termos de incidncia e severidade mdias ao longo doperodo de avaliao. A seleo Fischer foi a mais eficiente, em termosabsolutos (7,25 kg m-3) quando comparada a Marrs e Leng (mdiainferior a 4,00 kg m-3). Houve diferenas na poca de maturao dosfrutos, e independentemente do porta-enxerto, as selees Marrs e</p></li><li><p>Leng foram as mais tardias, enquanto Fischer ficaria entre as precoces.Os porta-enxertos no influenciaram na incidncia e severidade da CVC. Atolerncia ou resistncia das laranjeiras de umbigo a CVC em campo serobjeto de novas avaliaes.</p><p>Termos para indexao: cultivares, qualidade de frutos, produo,incidncia, severidade, clorose variegada dos citros.</p></li><li><p>Comparison of navel sweetorange varietie</p><p>Abstract</p><p>In the Estao Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), in theNorthern region of the So Paulo State, Brazil, nineteen Navel-typeselections of sweet oranges were evaluated for their aptitudes to extendthe fresh fruit offer season in the local market and as an alternative todiversify citrus groves. The selections were grafted onto Cravo Rangpurlime and Swingle citrumelo and evaluated for fruit quality and yield, andfor the incidence and severity of Citrus Variegated Chlorosis (CVC). Yielddata were analyzed by ANOVA, being the means compared by the Tukeyor Scott-Knott tests (both at P &lt; 0,05). Mean CVC incidence and severityvalues were calculated along the measuring period. The Fischer selectionwas the most efficient in absolute values (7,25 kg m-3), when comparedwith the selections Marrs and Leng (mean values below 4,00 kg m-3).The selections had different fruit ripening seasons, with Marrs andLeng being late harvested onto both rootstocks, while Fischer outstandsamong the earlier bearers. Rootstocks did not influence CVC incidence norseverity. Tolerance or resistance of Navel sweet oranges to CVC will bethe objective of further study.</p><p>Index Terms: cultivars, fruit quality, fruit yield, incidence, severity, Citrusvariegated chlorosis.</p><p>Eduardo Sanches Stuchi1</p><p>Eduardo Augusto Girardi1</p><p>Simone Rodrigues da Silva1</p><p>Paulo Srgio de Souza1</p><p>Otvio Ricardo Sempionato1</p><p>Eduardo Toller Reiff1</p></li><li><p>8 Comparao de Laranjeiras de Umbigo</p><p>Introduo</p><p>A citricultura brasileira se destaca como a maior do mundo em nmero deplantas e em importncia econmica. O Estado de So Paulo responde porcerca de 80% da produo nacional de frutos ctricos. Pode-se dizer que acitricultura bastante vulnervel a epidemias, entre elas a da CloroseVariegada dos Citros (CVC), bacteriose de elevada severidade naslaranjeiras doces, alm da baixa variabilidade de variedades copas, dasquais as laranjeiras Pera, Natal, Valncia e Hamlin, multiplicadasvegetativamente, representam cerca de 90%; e baixa variabilidade deporta-enxertos, com limoeiro Cravo representando cerca de 70% dosmesmos. Entre as principais cultivares, a Hamlin apresenta deficincia decor e no teor de slidos solveis e a Pera apresenta baixa produtividade emultiplicidade de floradas.</p><p>No Brasil, as variedades de laranjeiras de umbigo tm importnciahistrica, pois tiveram sua origem no Estado da Bahia de uma mutao dalaranjeira Seleta, sendo conhecida aqui como laranjeira Bahia,Baianinha e, em outros pases, como Washington Navel (DONADIO etal., 1995; PASSOS et al., 1977). Possuem excelentes qualidades para oconsumo como fruta fresca, entre as quais se destaca a ausncia desementes.</p><p>As laranjeiras de umbigo esto entre as mais consumidas e so cultivadasem muitas regies do mundo, como: Califrnia, Austrlia, Flrida, Espanha,Marrocos e frica do Sul (DAVIES &amp; ALBRIGO, 1994). No Brasil, nasdcadas de 50 e 60, a variedade Baianinha foi a mais estudada,principalmente no perodo de exportao de fruta fresca. Posteriormente,por predominar uma citricultura voltada para indstria de suco, perdeu suaimportncia (DONADIO et al.,1995). Um dos problemas das laranjeiras deumbigo a presena de frutos com granulao. A granulao umadesordem fisiolgica dos frutos que afeta as vesculas de suco de frutos demuitas variedades de laranjeiras, tangerineiras e pomeleiros e que estassociada a plantas jovens, frutos grandes, porta-enxerto, atraso nacolheita e estresse hdrico (RITENOUR et al., 2004; ORTZAR et al.,</p></li><li><p>9Comparao de Laranjeiras de Umbigo</p><p>2000, AGUST, 2000). WRIGHT &amp; PENA (2000), estudando as cultivaresLanelate, Atwood, Fischer, Parent Washington e Tulegold enxertadas emcitrangeiro Carrizo, verificaram que ocorrem diferenas de granulaoentre as cultivares. Souza et al. (2005) e posteriormente Stuchi et al.(2008) demonstraram haver uma cultivar de laranjeira de umbigo que noapresentava sintomas de CVC.</p><p>Devem-se estudar novas variedades e em diferentes locais, paradiversificar as opes de plantio e, consequentemente, poder aumentar operodo de colheita com vistas produo de variedades mais especficaspara o mercado. Preferencialmente, tais materiais deveriam apresentarmaior tolerncia CVC, o que parece ser o caso das laranjeiras do tipoBahia.</p><p>Material e Mtodos</p><p>O pomar experimental foi plantado em novembro de 1999, noespaamento de 7 x 4 m. A rea da quadra foi de 1.456 m2. A disposiono campo foi em lotes de seis plantas, trs sobre limoeiro Cravo e trssobre citrumeleiro Swingle, totalizando 54 plantas. Como o loteexperimental foi pequeno, as avaliaes foram realizadas obedecendo aodelineamento experimental inteiramente casualizado, com trs repetiese uma planta por parcela. As selees foram: Carter, Bonanza, Marrs,Navel Frost, Parent, Leng, Fischer, Atwood e Lanelate.</p><p>As plantas localizavam-se na Estao Experimental de Citricultura deBebedouro (EECB), no municpio de Bebedouro, Estado de So Paulo,latitude 20o 53 16"S longitude 48o 28 11" W e altitude de 601 m, numsolo classificado como Latossolo Vermelho-escuro, epieutrofico, endoalico,A moderado, textura media (Haplustox); clima tipo Cwa (Koppen) comtemperaturas mdias mxima e mnima de 28,8 e 18C, respectivamente,e precipitao anual de 1.467 mm.</p></li><li><p>10 Comparao de Laranjeiras de Umbigo</p><p>Tambm foram estudadas quanto qualidade dos frutos outras cultivaresde laranjeiras de umbigo, pertencentes a outras colees de citros daEstao Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), a saber: NewHall Navel SRA 343, Yoshida Navel SRA 558, Navelina SRA 332, SkaggsBonanza Navel SRA 202, Navelina ISA 315 (4 anos de idade e 3 plantasavaliadas); New Hall (IVIA-55), Cara Cara (IVIA-300), Navelate (IVIA-2) eLanelate (IVIA-198) (9 anos de idade e 4 plantas avaliadas); Baianinha 1(11 anos de idade e 4 plantas avaliadas). O porta-enxerto para a variedadeBaianinha 1 foi o citrumeleiro Swingle e para as demais foi o limoeiroCravo.</p><p>As variveis estudadas incluram: tamanho de plantas [dimetro (D) decopa, altura (A) de planta e volume (V) de copa, este calculado porV = 2/3 x x (D2/4) x A]; produo de frutos (produo acumulada emkg planta-1 e t ha-1); qualidade de frutos (peso, altura e dimetro de fruto,acidez titulvel expressa em percentagem de cido ctrico, teor deslidos solveis expresso em grau Brix, ratio e percentagem de suco); eincidncia e severidade da CVC. A partir dos resultados obtidos,calcularam-se os seguintes ndices: taxa mdia de crescimento (TC),expressa em incremento de volume de copa ano-1; eficincia produtivamdia (EfP), calculada pela relao entre produo e volume de copa daplanta em dado perodo; e ndice tecnolgico (IT), conforme Di Giorgi etal. (1991).</p><p>A incidncia foi calculada como percentagem de plantas sintomticas e aseveridade mdia foi definida a partir de uma escala de notas (0, 1, 2 e 3para sintomas ausentes, leves, mdios e intensos de CVC,respectivamente).</p><p>Todos os resultados foram submetidos anlise de varincia e as mdiasforam comparadas pelo teste de Tukey ou pelo teste de Scott-Knott(ambos a P &lt; 0,05), exceto os resultados de CVC, que foramapresentados em termos de incidncia e severidade mdias ao longo doperodo de avaliao. Valores de percentagem de precocidade da produo(PP) foram transformados por (x + 0,5). As variveis de qualidade de</p></li><li><p>11Comparao de Laranjeiras de Umbigo</p><p>fruta foram expressas como mdia do perodo total de avaliao, sendorealizadas anlises no ms de julho em todos os anos do perodo total.As anlises estatsticas das variveis de qualidade dos frutos foramrealizadas com os dados do ms em que a maioria das cultivaresapresentaram ratio igual ou superior a 12.</p><p>Foram apresentados os resultados das avaliaes no perodocompreendido entre julho de 2007 e junho de 2009, sendo que para amaioria das variveis tambm se apresentaram resultados referentes atodo o perodo de avaliao do projeto (julho de 2005 a julho de 2009),bem como dados previamente coletados nos primeiros anos deimplantao dos experimentos. Desta forma, foi possvel realizar umaanlise mais completa acerca dos aspectos horticulturais e reao CVC das variedades estudadas.</p><p>Resultados</p><p>Limoeiro Cravo e citrumeleiro Swingle conferiram tamanhos similares scopas de laranjeira Bahia, em 2008, em geral (Tabela 1). As variedades delaranjeira avaliadas tambm no se diferenciaram quanto altura e dimetrode copa, exceto para Leng enxertada em limoeiro Cravo, apresentandovolume de copa (38,79 m3) superior ao de Bonanza (14,41 m3). Quando oporta-enxerto utilizado foi citrumeleiro Swingle, Navel Frost resultou emcopa mais volumosa (38,54 m3) que as variedades Bonanza, Marrs e Leng(mdia de 14,20 m3). Os valores mdios de altura e dimetro de copaverificados para as laranjeiras Bahia foram de, respectivamente, 3,20 e3,70 m, sendo que a taxa mdia de crescimento na copa no perodo 2006-2008 tambm foi equivalente entre as variedades (6,00 m3 ano-1). Mesmoassim, ressalta-se que Bonanza e Marrs foram visualmente poucovigorosas em relao s demais variedades.</p><p>A produo de frutos foi submetida anlise estatstica somente para asafra de 2008 (Tabela 2), uma vez que nos anos anteriores no se</p></li><li><p>12 Comparao de Laranjeiras de Umbigo</p><p>empregou delineamento apropriado na rea experimental. Acerca daproduo total e eficincia produtiva da copa, em 2008 no seidentificaram diferenas entre as variedades ou efeito do porta-enxerto.Contudo, ressalta-se que o clone Fischer foi mais eficiente, em termosabsolutos (7,25 kg m-3), especialmente quando comparado a Marrs eLeng (mdia inferior a 4,00 kg m-3).</p><p>Tabela 1. Dimenses das plantas de nove selees da laranja Bahia sobrelimoeiro Cravo e citrumeleiro Swingle, no ano de 2008, e taxa mdia decrescimento (TC) de copa no perodo 2006-2008. Bebedouro, SP.</p><p>Mdias seguidas da mesma letra minscula na coluna no diferem entre si pelo testede Tukey (5%), dentro do mesmo portaenxerto.a os nmeros inteiros tm o portaenxerto Cravo;b os nmeros com dgito 1 tm o portaenxerto Swingle</p><p>TratamentoVolume Dimetro Altura TC</p><p>- - - m3</p><p>- - - - - - - m - - - - - - - m3</p><p>ano-1</p><p>- - -</p><p>Carter 1a</p><p>22,06 ab 3,30 a 2,90 a 4,76 a</p><p>Bonanza 2 14,41 b 3,12 a 2,83 a 3,18 a</p><p>Marrs 3 22,32 ab 3,73 a 3,03 a 3,81 a</p><p>Navel Frost 4 33,53 ab 4,10 a 3,77 a 7,67 a</p><p>Parent 5 26,60 ab 3,83 a 3,40 a 6,30 a</p><p>Leng 6 38,79 a 4,38 a 3,88 a 9,75 a</p><p>Fischer 7 32,53 ab 4,12 a 3,55 a 5,62 a</p><p>Atwood 8 25,37 ab 3,67 a 3,13 a 6,94 a</p><p>Lanelate 9 30,15 ab 4,08 a...</p></li></ul>