Jornal A Notícia - 23ª edição

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O informativo de maior credibilidade de Carmo da Mata.

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  • www.portalanoticia.com.br Informaes precisas, bem apuradas e com credibilidade

    Carmo da Mata, 16 de Fevereiro de 2012

    Carmo da Mata, Minas Gerais 16 de Fevereiro de 2012 Ano 1 - N 23 Editor: Thiago Gis

    Tudo pronto para a festa...

    PGINA 03

    Matriaespecial na

    AMANDA MOREIRARODRIGUES aGarota Topdeste Carnaval

    PGINA 06

    thiago gis

    fotos: thiago gis / clay abreu e carmoweb.com.br - criao: jos luis rojas

  • 02

    Jornal A Notcia

    Carmo da Mata, 16 de Fevereiro de 2012

    O carnaval vem a. Confesso que, atualmente, no uma poca que eu goste, prefiro aproveitar o feriado para descansar e curtir a famlia. Mas tenho saudades daqueles carnavais de clube, com roda de samba no Casaro e um tempo mais tranquilo. Tenho um amigo que diz que nada mudou, e que os jovens de hoje sentem a mesma alegria que vivamos l atrs, ns que envelhecemos! Ser? Pode ser, mas acho que o carnaval hoje carrega uma urea de tudo pode, uma urgncia em viver todas as experincias possveis sem cuidado com as consequncias, que po-dem ser graves. Bebida demais, drogas vontade, nimos exaltados, sexo quase obrigatrio. Parece que o mundo vai acabar na quarta-feira de cinzas. E tudo isso faz com que paire uma tenso no ar. Pelo menos assim que me sinto nesses dias.

    Mas no podemos esquecer-nos da tradio que, em muitos lugares do Brasil, mantida e culturalmente mui-to rica. O frevo em Pernambuco, os blocos carnavalescos de muitas grandes cidades, as cavalhadas de Bonfim, as pequenas escolas de samba que encantam os interiores como o nosso, fantasias e brincadeiras. No falo dos desfi-les das grandes escolas, pois esses h muito perderam suas razes, mas ainda um espetculo bonito de se ver, apesar de ser mais que sabido que financiado com dinheiro du-vidoso. O fato que, para muita gente, o carnaval ainda trs momentos de emoo e de alegria gratuita e saudvel.

    Lembro-me com nostalgia dos carnavais de Carmo da Mata, alis, no tenho lembrana de ter vivido outros na adolescncia. Era uma maratona! Brincvamos nas ma-tins do clube, amos para a roda de samba comandada pelo Dimas e companhia e depois de um breve descanso, nos acabvamos no baile do Diamante Clube, danando ao som das marchinhas. Tudo isso regado a litros de coca--cola. A animao e entusiasmo no precisavam de aditi-vos. E na quarta-feira de cinzas, mortos de cansao, assis-tamos a apurao das escolas de samba na TV, jogados no sof da sala. Pura magia!

    Naquele tempo no havia carnaval fora de poca. Era realmente s uma vez ao ano e os trios eltricos s exis-tiam na Bahia. Naquele tempo no havia ax, nem funk, nem sertanejo universitrio. No carnaval as msicas eram caractersticas. Hoje os carnavais de rua, como o nosso, so festas comuns, iguais as que acontecem em outras ocasi-es. As msicas so as mesmas que tocam o ano inteiro, exaustivamente. A festa perdeu a exclusividade, banalizou. Mas, como tudo na vida tem seu lado bom, podemos dizer que hoje a festa mais democrtica. Nas praas pblicas no h distino de classe, nem de cor, nem de credo. A oferta para todos que querem e gostam. No o meu caso, mas respeito o gosto alheio.

    Que venha ento mais um carnaval e que seja de paz! E que ningum se esquea de que, mesmo que o mundo acabe em 2012, como pregam algumas lgubres profecias, no ser na quarta-feira de cinzas!

    A palavra tica vem sendo, nos ltimos anos, um dos conceitos mais debatidos nos discursos sociais de-vido a sua quebra de sentido por parte de algumas pessoas.

    Se formos analisar a palavra nos mais diversos sen-tidos, teremos algumas mudanas em sua conceitua-o de acordo com a rea de atuao do profissional. Em suma, de acordo com o dicionrio Aurlio, a pala-vra conceituada como o estudo dos juzos de apre-ciao que se referem conduta humana susceptvel de qualificao do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente determinada sociedade, seja de modo absoluto.

    A rigor, a palavra tem uma correlao com o con-ceito de moral, que tem o significado de conduta re-lativo aos costumes. Com isso, tica e moral so sin-nimas uma da outra.

    Dentro das profisses, o conceito da palavra tica muda de acordo com a rea de atuao. Nas cincias humanas aplicadas, cam-po em que est inserido o jornalismo, o conceito tem uma predefinio que nor-teia o trabalho do jornalista em seu dia-a-dia. a partir do cdigo de tica do jor-nalismo que se deve desen-volver o seu produto que, no caso, a informao compromissada, apurada e neutra.

    Na imprensa regional estes preceitos no devem mudar. Embora seja difcil falar sobre tica no jorna-lismo regional, pois ela ainda apresenta sintomas de vinculao com os donos do poder. Porm, a prpria discusso sobre a tica jornalstica est aqum de seus objetivos que, no caso, o cidado. Contudo, apesar de ser difcil se manter com as prprias pernas no jornalismo do interior, necessrio que se faa uma reflexo com o intuito de olhar o lado da populao e demonstrar seriamente os seus anseios e objetivos nas pginas dos jornais. preciso que haja uma liga-o entre o poder e o povo e, tambm, do povo at o poder. Caso seja o contrrio, o jornalismo no interior, em quase sua totalidade, continuar na condio de amadorismo.

    O cidado, maior interessado na divulgao da informao de interesse pblico, fica, quase sempre, alheio ao processo que estipula, cria, questiona e mo-difica as normas de conduta desses profissionais.

    Editorial

    Thiago Gis

    O exerccioda ticano interior

    Editor Chefe Jornal A Notcia

    Editorial / Opinio

    Dentro das pro-fisses, o conceito da palavra tica muda de acordo com a rea de atuao. Nas cincias humanas aplicadas, campo em que est inserido o jornalismo, o con-ceito tem uma prede-finio que norteia o trabalho do jornalis-ta em seu dia-a-dia. a partir do cdigo de tica do jornalis-mo que se deve de-senvolver o seu pro-duto que, no caso, a informao compro-missada, apurada e neutra.

    Carnaval

    Jnia

    Paixo

    casosereflexoes.blogspot.com

    Professora

    O Cerrado um impor-tante bioma brasileiro que apresenta uma rea total de 2 milhes de Km e pos-sui riqussimas fauna e flo-ra. Abrange todo o estado de Gois e partes dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Tocantins, Maranho, Piau e Rondnia. Esse bioma tam-bm apresenta duas estaes bem definidas, sendo uma chuvosa que se estende de ou-tubro a maro, e a outra seca que compreende os meses de abril a setembro. Durante a estao seca comum a ocor-rncia de queimadas, promo-vidas por produtores rurais, como forma de limpar o terre-no para o plantio, ou queima-das causadas por pessoas que jogam pontas de cigarro ou ateiam fogo criminosamente na vegetao.

    A devastao do Cerrado, iniciada na dcada de 1950, in-tensificou-se ao longo das d-cadas posteriores, sobretudo devido ascenso do agrone-gcio, que domina a paisagem do Cerrado e foi o responsvel por elevar o mesmo ao status de celeiro do mundo. Essa expresso se deve ao fato da enorme produo de gros (soja e milho) e da criao de gado que ocorre no bioma, e cuja produo est quase toda voltada para a exportao. O modelo desenvolvimentista adotado para a ocupao do Cerrado, prioriza a obteno do lucro atravs das exporta-es agropecurias, que tem contribudo para a destruio do bioma por meio de quei-madas, preparo inadequado do solo e uso exagerado de agrotxicos.

    No Cerrado mineiro, o grande problema a remo-o da vegetao que levada aos fornos e transformada em

    A devastao doCerrado brasileiro

    Leonardo

    Alves

    Gegrafo

    carvo vegetal para abaste-cer as siderrgicas. Depois da devastao, os proprietrios costumam converter as reas em pastagens, ou ento plan-tam eucaliptos que tambm vo abastecer as siderrgicas. Atitudes como essas reduzem a biodiversidade do Cerrado, pois faz com que muitos ani-mais morram ou fujam para as cidades em busca de ali-mentos, e tambm diminui bastante a presena de plantas tpicas, sendo que muitas de-las so medicinais.

    Cerca de 45% do Domnio do Cerrado j foram converti-dos em pastagens cultivadas e lavouras diversas, e nada se faz para aumentar o nmero de unidades de conservao nas reas onde esse bioma do-minante. As unidades de con-servao mais significativas que existem no Cerrado atu-almente so: Parque Nacional das Emas (131.832 hectares), Parque Nacional Grande Ser-to Veredas (84.000 hectares), Parque Nacional da Chapada dos Guimares (33.000 hecta-res), Parque Nacional da Serra da Canastra (71.525 hectares), Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60.000 hecta-res) e Parque Nacional de Bra-slia (28.000 hectares).

    Para que ocorram mudan-as significativas no atual qua-dro em que se encontra o Cer-rado, o poder pblico (federal, estadual e municipal) precisa fiscalizar melhor as proprieda-des rurais e empreendimentos agroindustriais atravs de seus rgos ambientais competen-tes, e tambm deve se empe-nhar na implantao de mais unidades de conservao no Domnio do Cerrado, pois as poucas que existem no con-seguem manter a rica biodi-versidade existente nesse to importante bioma brasileiro.

    Tamires

    Martins Ado

    Carnaval: folia com mais segurana

    tamiresadao@hotmail.com

    Estudante de Nutrio

    Nutrio e vida saudvel

    O carnaval uma festa popular em todo o Brasil. As pessoas se divertem, brincam, se fanta-siam e buscam aproveitar, da melhor forma possvel, os dias de folia. Muitas pessoas se esquecem de tomar cuidados com a alimentao e hidratao, colocando em risco a integridade do organis-mo.

    necessria uma ateno maior a esses fatores (hidratao e alimentao). A hidratao um fator de extrema importncia nesses dias de folia e calor. O corpo fica mais vulnervel desi-dratao, devido ao grande consumo de bebidas alcolicas e sudorese intensa (suor excessivo). O consumo de gua, sucos e gua de coco deve ser maior, j que o corpo est perdendo muita gua. A desidratao causa ressecamento da pele e da boca e, os