Jornal ABRA - 15ª edição

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    08-Mar-2016

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Jornal ABRA - 15 edio, de novembro de 2008. Jornal laboratrio do curso de Jornalismo do Centro Universitrio Franciscano (Unifra), Santa Maria - RS.

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  • 15Impresso

    Santa Maria, novembro de 2008 Jornal Experimental do Curso de Comunicao Social - Jornalismo - UNIFRA

    Flores ajudam a suavizaro ritual do Dia de Finados

    Devoo a Medianeira une 300 mil pessoas na Romaria

    Descanse em paz

    A morte um assunto sombrio pela falta de explicaes cient-ficas, e delicado por envolver o sentimento de fragilidade. Entre-tanto, sua presena visvel de

    vrias outras formas no cotidiano das pessoas. Foram essas relaes que o Abra decidiu trazer para essa edio.

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    Pginas 2 a 5

    A f na padro-eira do Estado do Rio Grande do Sul reuniu uma multi-do, que demons-trou sua devoo ao longo do percurso entre a Catedral Diocesana, na Ave-nida Rio Branco, e a Avenida Medianeira, onde se localizam a baslica e o altar monumento.

    Seguindo a tradi-o ou apenas como tentativa de ameni-zar saudade e dor deixadas pela ausn-cia de algum que morreu, centenas de pessoas visitam os cemitrios no dia 2 de novembro. Orna-mentar os tmulos com flores est entre as homenagens mais frequentes .

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    NoVembro 2008

    Expediente

    EditorialEm busca da

    explicao plausvel

    Jornal experimental interdisciplinar produzido sob coordenao do Laboratrio de Jornalismo Impresso e

    Online do curso de Comunicao Social Jornalismo do Centro Universitrio Franciscano (Unifra)

    Reitora: prof Iran RupoloDiretora de rea: prof Sibila RochaCoordenadora do Curso de Comunicao Social - Jornalismo: prof Rosana Cabral Zucolo

    Professores orientadores: Iuri Lammel Marques, Laura Elise Fabrcio, Liliane Dutra Brignol e Sione Gomes (MTb/SC 0743)

    REDAO-APRENDIZChefia de reportagem: Juliano PiresEquipe de reportagem: Joseana Stringini e Vanessa MoroDiagramao: Leandro Gonalves

    Colaborao: Jucineide Ferreira e alunos das disciplinas de Redao Jornalstica 2 e Tcnicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalstica - 2 semestre, 2008/2

    Fotografia: Bibiane Moreira, Bernardo Prates, Bruno Barichello, Gabriela Perufo, Joseane Stringini e Maiara Bersch

    Tratamento digital de imagem: Bibiane Moreira, Gabriela Perufo e Vinicius Freitas (integrantes do Laboratrio de Fotografia e Memria)

    Impresso: Grfica Gazeta do SulTiragem: 1000 exemplaresDistribuio: gratuita e dirigida

    Falar em morte nem sempre uma tarefa fcil. Na maioria das vezes, pode ser considerado um assunto delicado e constrangedor. Entre as explicaes podem estar o fato de o tema envolver elementos ainda desco-nhecidos para as pessoas ou mesmo para os estudio-sos, o que acaba instigando no apenas o imaginrio, mas tambm a busca por esclarecimentos religiosos.

    Outra hiptese pode ser a de que a morte est relacionada, na maioria dos casos, a perdas pessoais e aos sentimentos de tristeza e sofrimento, o que, por sua vez, transforma o assunto em algo a ser evitado.

    E na busca da tal luz do fim do tnel, o Abra caiu de cabea (e no morreu!) na misso de trazer tona outras faces da morte, ou, em outras palavras, mostrar que existe vida jornalstica alm da morte divulgada em noticirios e jornais, e de apresent-la com novos olhares, sem almejar o sensacionalismo.

    O resultado da constatao no poderia ser dife-rente. A morte est presente, direta ou indiretamente, nos mais diversos aspectos da vida cotidiana: em campanhas pela vida, no comrcio, na indstria do cinema, nas polticas pblicas e na prpria religio. E em se tratando de um assunto intimidador e no qual poucas certezas so uma constante, algumas informa-es e exemplos possibilitam uma convivncia mais amena e tranqila com o tema.

    Como esta a ltima edio do semestre, impor-tante destacar a participao de todos os jornalistas-aprendizes que colaboraram para sua realizao e torcer para que o desafio de construir um Abra mais prximo dos acadmicos ainda gere novos frutos.

    Da mesma forma, o jornal agradece a participa-o dos acadmicos do segundo semestre pela produ-o textual e renova o convite para a continuidade da parceria formada.

    A equipe deseja a todos Boas Festas, boas frias e, principalmente, uma boa leitura!

    Tabaco: de amigo a inimigoPor Felipe da Rosa e Pedro Pavan

    No de hoje que o ser humano faz uso do tabaco. H sculos, ele era usado como remdio para tosse e outras patologias. Na Segunda Guerra Mundial, alguns soldados, como os dos Estados Unidos e da Alemanha, fuma-vam para relaxar da tenso que o con-flito causava.

    Hoje o tabaco um dos componen-tes do cigarro, dentre milhares de subs-tncias nocivas. O estudo dos males do cigarro, porm, comeou a aparecer somente a partir do sculo passado, com o surgimento de doenas como o cncer, doenas coronrias, cerebrovasculares, pulmonares e aneuris-mas arteriais.

    O fumo responsvel por 30% das mortes por cncer e 90% das mortes causadas por doenas pul-monares no mundo todo.

    Yuri Teixeira, 22 anos, fuma desde os 16. Ele conta que comeou vendo o pai fumar e acendeu o primeiro cigarro por curiosidade. Hoje admite ser difcil largar o vcio, ainda mais quando misturado com bebidas alcolicas. Estima-se que no Brasil, a cada ano, 80 mil

    pessoas morrem precocemente devido s doenas causadas pelo tabagismo, nmero que no pra de aumentar. O cigarro causa muitos mais danos s mulheres do que aos homens, princi-palmente durante a gravidez, quando o feto tambm acaba prejudicado e adquirindo vrias seqelas, como pro-blemas respiratrios.

    Mdicos especializados no assunto do dicas para parar de fumar. Beber bastante gua, mastigar balas e gomas de mascar de nicotina, como substituio ao cigarro, e evitar bebidas alcolicas e caf so algumas das medidas que os fumantes devem tomar se quiserem largar o vcio. Exerc-cios fsicos tambm so fundamentais.

    Por Jucineide Ferreira

    Dia Internacional de Luta contra Aids, Dia Mun-dial de Combate Aids, Dia Mundial de Preveno Contra Aids. Todas essas denominaes tem o mesmo significado no dia 1 de dezembro. O objetivo dessa data informar sobre a doena, prevenir o mundo contra o seu avano e alertar e conscientizar sobre o uso de pre-servativos.

    Nesse desenvolvimento e reforo da luta mundial contra a doena, as atividades buscam promover a troca de informaes e de experi-ncias, alm de criar um esprito de tolerncia social. A formao desse esprito inclui o incentivo soli-dariedade, compaixo e com-preenso entre os portadores e no portadores do HIV.

    Entre as maiores barreiras no com-bate disseminao da epidemia

    esto o preconceito e a discrimina-o, desencadeados por motivos que incluem falta de conhecimento, mitos e medos. Segundo o Ministrio da Sade, a principal finalidade da data prevenir, reduzir e eliminar o precon-ceito e dar assistncia no tratamento da Aids e em seu diagnstico.

    A data foi criada pela Assem-

    blia Mundial de Sade, com apoio da Organizao das Naes Unidas (ONU), em outubro de 1987, e vigora no Brasil desde 1988.

    Em Santa Maria, situado na Casa Treze de Maio, funciona o Centro de Testagem e Acon-selhamento (CTA), que atende qualquer pessoa com suspeita de portar doenas sexualmente trans-missveis (DST) e o vrus do HIV. Alm do aconselhamento, as pes-soas tm acesso a atendimento mdico, distribuio de preserva-tivos e testes gratuitos e sigilosos de HIV e Sfilis.

    O centro est localizado na rua Treze de Maio, 35, prximo ATU. O horrio de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h s 12h, com horrios alternativos nas segundas, das 17h s 20h, e nas quartas, das 14h s 20h. O telefone para contato o (55) 3223-7038.

    Juntos pela mesma causa

    Por Andrez Dorneles Granez

    Jovens torcedores, agregados a torcidas organiza-das, tm mudado o significado da palavra torcer, transformando ruas e estdios em ringues de vale tudo. O resultado dessas brigas leva muitos desses tor-cedores morte. No Rio de Janeiro, a cidade foi divi-dida pelos componentes das principais organizadas e constante o registro de brigas em 15 pontos da cidade. Quem invade territrio do rival considerado alemo (inimigo) e pode at morrer.

    Em So Paulo, no diferente e os confrontos chegam a ser marcados pelo site de relacionamentos Orkut. As tor-cidas no tm respeito uma pela outra, e o registro de mortes constante. Algumas torcidas chegam a denominar-se hooligans, em referncia aos torcedores europeus ligados a racismo e vandalismo. Muitos desses torcedores incitam verdadeiras guerras, depredam locais pblicos e agregam-se a movimentos como nazismo, como ocorreu com um grupo de tor-

    cedores do Grmio que fazia parte de um movimento nazista que venera Hitler, em Porto Alegre. O grupo foi preso no dia 10 de outubro.

    No Rio Grande do Sul, s nesse ano, foram regis-tradas duas mortes ligadas a guerras de torcidas. Dois jovens colorados foram assassinados por componen-tes da torcida gremista, no dia 26 de junho, em So

    Leopoldo, no Vale do Rio dos Sinos, onde so mais freqentes estas ocor-rncias. Alm desse caso, foram regis-tradas mais brigas envolvendo torcidas organizadas.

    Santa Maria no est livre desses incidentes. Foram registradas, nesse ano, duas brigas na cidade envolvendo torcedores do Inter e do Grmio,

    ambas na regio do centro, onde ficam os bares das organizadas. S vai haver paz depois que algum morrer, porque no falta respeito entre os rivais. Sempre um vai querer ser melhor que outro, relatou o integrante de uma torcida organizada da cidade, que no quis se identificar.

    Torcidas desafiam a morte

    O fumo responsvel por 30% das mortes por cncer no mundo todo

    Torcidas no tm respeito entre si.

    Registros de mortes so constantes

  • abra 15 impresso 3

    NoVembro 2008

    Por Ana Barbat, Bruno Barichello e Gilkiane de Mello

    A arte no cemitrio tem acompanhado, no decor-rer dos anos, a