Jornal Abra - 18º Edição

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    Santa Maria, maio de 2009 Jornal Experimental do Curso de Comunicao Social - Jornalismo - UNIFRA

    Gurias boas de bola

    Hoje dia de limpeza

    Uma grande famlia

    O futebol deixou de ser coisa de menino e cada vez mais essa paixo nacional tem integrado o dia a dia da mulherada. Tanto que j ganhou contornos prprios na forma de ser praticado e encarado por elas.

    A maioria das profisses tem seu dia de homenagem. E com os garis no poderia ser diferente. O diferencial que a luta contra o precon-ceito e a busca pelo reco-nhecimento caminham lado a lado com a misso diria.

    comum se ouvir dizer que em corao de me sempre cabe mais um, mas nem sempre necessrio ser me para ter esse esprito acolhedor. E foi movida por esse sentimento que Ana veio de So Gabriel.

    Pgina 5

    Pgina 9

    Pginas 6 e 7

    Pgina 3

    A arte de ser me

    Cuidado, proteo, carinho, ateno e amor incondicio-

    nal. dessa forma que as mulheres, consciente ou insconscientemente, doam-se para o momento mais importante e marcante de suas vidas: o de ser me.

    O momento no vivido e encarado da mesma forma, mas essa diferena que trans-

    forma a experincia em algo nico e enriquecedor para cada me. Em maio, ms das mulheres mais importantes de nossas vidas,

    o Abra foi ver como a reali-dade das mes santa-marienses.

    Seguindo o instinto materno, Mariane tem cumprido risca os cuidados com o filho que est para chegar

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  • Jornal experimental interdisciplinar produzido sob coordenao do Laboratrio de Jornalismo Impresso e Online do curso de Comunicao

    Social Jornalismo do Centro Universitrio Franciscano (Unifra)

    Reitora: Prof Iran RupoloDiretora de rea: Prof Sibila RochaCoordenao do Curso de Comunicao Social - Jornalismo: Prof Rosana Cabral Zucolo

    Professores orientadores: Iuri Lammel Marques (Mtb/RS 12734), Laura Elise Fabrcio, Sione Gomes (MTb/SC 0743) e Liliane Dutra Brignol

    Redao - AprendizEditor-Chefe: Juliano PiresDiagramao: Cassiano Cavalheiro, Dinis Cortes, Sofia VieroEquipe de Reportagem: Cassiano Cavalheiro, Claudiane Weber, Joseana Stringini, Jucineide Ferreira, Leandro Rodrigues, Liciane Brun e Vanessa Moro

    Colaborao: Aline da Silva Schefelbanis, Aline Estela Merladete de Souza, Bruna Prestes Severo, Daiane dos Santos Costa, Diego Lermen de Araujo, Fabrcio Santos Vargas, Felipe Bernardini, Fernando Custdio Oliveira, Flvia Mller, Francieli Jordo Fantoni, Joo Alberto de Miranda Filho, Joo David de Quadros Martins, Julia Schfer, Letcia Poerschke de Almeida, Lus Felipe Leal Martins, Luyany Beck da Silva, Michelle da Silva Teixeira, Natlia Vaz Schultz, Nathale Cadaval Kraetzig, Paulo Ricardo Langaro Cadore, Rodrigo Gularte Ricordi, Sabrina Kluwe, Jacinto Pereira Hoehr, Sabrina Pereira Dutra, Sibli Mori Bolsson, Tarso Negrini Farias, Thales de Oliveira, Ulisses Scheineider Castro

    Fotografia: Ana Gabriela Vaz, Arili Ziegler, Carolina Moro, Evandro Sturm, Francili Jordo, Gabriela Perufo, Giulianno Olivar, Maiara Bersch

    Tratamento digital de imagem: Ncleo de Fotografia

    Se voc tiver crticas, sugestes ou quiser ser um colaborador do Abra envie um e-mail para ns pelo endereo abra@unifra.br

    Impresso: Grfica Gazeta do Sul

    Tiragem: 1000 exemplares

    Distribuio:gratuita e dirigida

    Ao escrever o artigo para esta edio do Abra, assun-tos no faltaram. A minha dvida era em relao sobre o que discorrer para os leitores. Poderia ser sobre a gripe suna que h sema-nas preocupa o mundo, mas a mdia j se encarregou de mostrar todos os detalhes, inclusive que no neces-srio exterminar os porquinhos. Outro assunto poderia ser a violn-cia nas escolas que vemos todos os dias na TV e nos jornais, cujos prota-gonistas no podem ser inteiramente responsabilizados pela educao que receberam (ou no) em casa.

    Ao ler a coluna do jornalista Juremir Machado da Silva no jornal Correio do Povo, intitulada Viva os feios, achei o texto original, dife-rente e questionador sobre um tema que nem o espelho costuma se mani-festar. O jornalista conta a histria da escocesa Susan Boyle, que virou fenmeno internacional com sua feira, mas que, no entanto, tem uma voz que deixaria qualquer cantora do padro beleza com inveja. A candi-data, que participou de um show de calouros onde predominavam canto-res que conciliam msica e beleza, fez os queixos dos jurados carem no cho e o pblico aplaudi-la de p logo que ela comeou a cantar.

    Assim que terminei de ler o comentrio de Juremir, minha curio-sidade foi tanta que resolvi olhar a apresentao dela no YouTube. algo realmente emocionante e sugiro que quem no assistiu, olhe para entender o que estou falando. Porm, essa no foi a nica ocorrncia de uma feia que hoje um fenmeno, essa histria se repete desde o tempo de Salomo. O escritor Moacyr Scliar conta no seu livro A mulher que escreveu a Bblia a histria de uma mulher feia que nem ele mesmo encontrou adjetivos para descrev-la. Segundo o autor, a prota-gonista da obra era uma das mulheres do harm de Salomo, e que foi entre-gue por seus pais como pagamento de uma dvida com o rei. Embora tivesse um corpinho de miss, seu rosto era to assustador que nem Salomo quis saber da figura por perto.

    Fora o detalhe de seu rosto pouco afeioado, ela tinha tanto talento que conquistou todos no reino por sua coragem e inteligncia. Salomo a nomeou como lorde, lhe deu pode-res de decidir sobre qualquer assunto do palcio e pediu que escrevesse um livro sobre seu reino. Isso fez com que todas as outras esposas do rei passassem a invejar a coitada por sua conquista. Reao semelhante ao que aconteceu com Susan Boyle, ao

    ganhar o mundo com a sua linda voz. Diante de circunstncias como essas me lembro de uma frase que escutei: Deus faz os bonitos, mas no desam-para os feios. Os padres estticos das duas no eram adequados s oca-sies e talvez por isso elas se tornaram o centro das atenes, tanto do escri-tor, quanto dos homens que pediram a mo de Susan em casamento. Mods-tia parte elas se deram bem.

    As mulheres fora dos padres ditados pela sociedade hoje gor-dinhas, baixinhas, feinhas ou que tenham alguma anomalia esttica devem tomar cuidado, pois quando a mdia se cansar dos rostinhos afeioados e dos corpos esguios, e optar por algo inovador e diferente, elas sero o alvo.

    Se perante Deus somos todos iguais, qual a funo do espelho? Desmentir essa verdade universal? Me parece ele que tambm serve para mostrar que a sociedade tem esta questo do ser diferente bem definida, e que no apenas a aparn-cia fsica, mas tambm o social, a raa e o poder aquisitivo servem para incrementar diferenciais. S que todos esquecemos de um deta-lhe, quando Deus chamar, todos ns viajaremos para o mesmo lugar.

    Por Jucineide Ferreira

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    maio 2009

    Expediente

    Editorial Carta senhora felicidade

    A palavra que vale mais do que mil imagens

    Incoerncias...Vive-se um perodo em que, com freqncia, o encontro com

    acontecimentos ambguos e contraditrios se torna cada vez mais constante. Verses diferentes, uma mentindo, e a outra mentindo sobre a mentira, acabam por sepultar a verdade de tal forma que chegar at ela s possvel com a ajuda dos prprios mentirosos. E assim que se forma o lamaal da corrupo pes-soal e profissional, um crculo vicioso onde quem experimenta jamais deixa de retornar.

    Lama parte, quem quer entender esse processo precisa cha-furdar para visualiz-lo antes que ele chegue at ao ventilador. O primeiro sinal de quando algo est errado um leve incomodo, como se algo cheirasse mal, seguido de uma desconfiana em relao s peas que no se encaixam e parecem desconexas. Em seguida, comeam a surgir as contradies, o que era passa a no ser mais, e tudo passa a discordar entre si.

    Humanamente, todas as pessoas tm o direito de errar uma vez em determinada ao ou com uma pessoa especfica, mas errar com um Estado inteiro, e mais de uma vez... Difcil de classificar entre racional e irracional, a certeza de que tal ser, e o secretariado que o acompanha, no humano. E diante dos acontecimentos que cercam essa esfera na mdia gacha, dis-pensvel qualquer identificao mais direta e objetiva.

    Entretanto, antes que a bomba estourasse midiaticamente, a administrao j dava sinais de que continha irregularidades na conduo dos gachos. Porm, devido poltica do acober-tamento, e o asco a CPIs, o assunto amornou e foi empurrado para debaixo do tapete. Por sorte, algum tempo depois, as acu-saes infundadas, e que no eram levadas a srio, passaram a estampar as pginas de revistas como a Carta Capital.

    Abalar o castelo de 400 mil notas de reais parecia uma rea-lidade distante, mas, estando expostas as evidencias, e aliado divergncias ideolgicas, a revista Veja deu um sopro que pro-mete fazer a casa cair. A reportagem intitulada O caixa dois do caixa dois, vem reforar a importncia de montar o quebra-cabea da forma certa, ainda mais quando uma das peas abre uma Ferst na legalidade e na tica.

    Uma pergunta que voc leitor pode estar se fazendo sobre o que esse artigo est tratando. A resposta mais vivel a rea-lizao de outra pergunta: se a incoerncia tem o hbito de se manifestar nas entrelinhas, porque necessrio ser coerente de maneira direta e objetiva?

    Enquanto isso, na sociedade dos bichos...

    Ainda bem que j estou

    vacinado!

    , eu ainda preferia a febre

    amarela... atchim!

    Querida felicidade, sempre fui muito forte perante as situaes que se apresen-taram em minha vida e consegui contornar todos os problemas de uma maneira que todos sas-sem ilesos. Porm, eu sempre sa ferido, e procurei a senhora em todas as pginas de todos os livros. E no final deles, quando eu imaginava ter lhe encontrado, era ento que me deparava com a senhora melancolia