Jornal Cáritas Julho/Agosto

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    02-Apr-2016

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Jornal interno produzido pela Critas Brasileira Regional Paran.

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<ul><li><p>Encontro Nacional dos Centros de Referncia em Direitos Humanos proporciona interao dos CRDH da Critas</p><p>julho/agosto - ano 3, n 8</p><p>p. 3</p><p>p. 5</p><p>Troca de experincias da Critas Paran no Intercmbio Nacional de Fundos Rotativos Solidrios</p></li><li><p>HISTRIA DACRITAS</p><p>A Critas Brasileira Regional Paran,foi sendo gestada desde 2004, por acasio da vinda do Secretrio Executivo da Critas Brasileira, Jos Magalhes de Sousa, a Curitiba, na Assemblia do Povo de Deus, na oportunidade veio falar sobre a Campanha da Fraternidade. Iniciaram as conversas sobre a possibilidade de criao da Critas Brasileira Regional Paran.</p><p>Com o surgimento de novas Entidades Membros e diante da necessidade cada vez maior de criar a Critas no Paran. Em uma reunio realizada em Maring Paran no ano de 2007. Com a presena de sete Entidades Membros e algumas em fase de implantao. Surge uma comisso provisria, contendo representante das quatro provinciais eclesisticas do Paran. A partir desta reunio foram trs anos de reunies, planejamento, articulao e participao no Conselho da Critas Brasileira em Braslia.</p><p>Em 2008, foi realizado um encontro em Londrina e deniu-se as estratgias para a institucionalizao do Regional e foi organizada uma comisso ampliada que agendou posteriormente com Dom Ladislau, em So Jos dos Pinhais, uma reunio para propor a criao do Regional e denir suas diretrizes. A partir da, o prximo passo foi a aprovao da criao do Regional na Assemblia do Povo de Deus em 2008 e a convocao da Assemblia em 2009.</p><p>Com a convocao da Assemblia de criao do Regional no dia 22 de maio de 2009, na cidade de So Jos dos Pinhais, onde foi institudo o Regional, momento onde foi eleito o primeiro Conselho Gestor e o Secretrio Executivo.</p><p>O dia 4 de Dezembro de 2009, ser lembrado, com felicidade, pela Critas Brasileira Regional Paran por ter recebido o ttulo de Membro da Critas Brasileira. Na cidade de Igarassu, no Estado de Pernambuco.</p><p>Brasileira Regional Paran</p><p>2C</p><p>RITA</p><p>S BRA</p><p>SILEIR</p><p>A REG</p><p>IONA</p><p>L PAR</p><p>AN</p><p>Critas em Ao</p><p>Promoo e fortalecimento de iniciativas locais e </p><p>territoriais de desenvolvimento </p><p>solidrio e sustentvel; </p><p>Defesa e promoo de </p><p>direitos, mobilizaes e </p><p>controle social das polticas pblicas; </p><p>Organizao e fortalecimento da </p><p>Rede Critas. </p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>PRIORIDADESCRITAS/PR</p></li><li><p>A Critas Brasileira, em parceria com o Governo Federal, assumiu o projeto de Fundos Solidrios, o qual pretende incentivar as nanas solidrias. Dentro do Plano de Trabalho consta a realizao do intercmbio de experincias de Fundos, e com isso, a Critas promoveu o Intercmbio Nacional de Fundos Rotativos Solidrios, dos dias 15 a 17 de julho, Rio Grande do Sul.</p><p>Estiveram presentes cerca de 60 pessoas, de todas as regies do Brasil. No primeiro dia aconteceram as partilhas de experincias, bem como um aprofundamento sobre Fundos Rotativos Solidrios; j no segundo, o grande grupo foi dividido em trs ncleos: um deles visitou o Banco de Sementes Crioulas, na cidade de Cruzeiro do Sul, o outro conheceu o trabalho do Empreendimento Produtivo Agroecolgico, na cidade de Pinhal Grande, e o terceiro ncleo visitou a experincia de Fundo Diocesano de Solidariedade de Cruz Alta, na cidade de Joia.</p><p>Os dois representantes da Critas Paran viveram a experincia de conhecer o Fundo Diocesano de Solidariedade, onde visitaram alguns projetos apoiados pelo Fundo na Cidade de Joia. A comunidade apresentou sua experincia, principalmente o trabalho feito por meio da conscientizao na escola, conta Amauri Mossmann, secretrio-executivo da Critas/PR, que tambm participou do evento. </p><p>Segundo os representantes da Critas Paran, foi uma experincia mpar, onde puderam perceber como um grupo organizado realmente transforma vidas, e para melhor. Alm disso, tambm tiveram a oportunidade de conhecer o poder do trabalho em comunidade, tendo a alegria de ver, na prtica, o que aprende-se nas teorias. A transformao passa pela formao, pude ver isso na formao dos grupos que uma formao alm do parmetro acadmico. uma formao social. Realmente foi uma visita joia em Joia, muito impactante para o ncleo do qual participei, que tinha o nome de Girassol e, aps a visita, mudou seu nome para Ncleo Jia, relata Amauri. </p><p>Veja como foi a troca de experincias da Critas Paran no Intercmbio Nacional de Fundos Rotativos Solidrios</p><p>3</p><p>Desde junho de 2013 a Aras/Critas tem prestado atendimento aos imigrantes que esto chegando em Maring e regio, em especial aos haitianos, os quais tm uma demanda assumida pela Critas em mbito nacional, e tambm por estarem migrando em maior quantidade para o pas. No incio, esse atendimento consistia em montar o processo de solicitao de refugio e auxiliar o imigrante com as demandas junto a Polcia Federal. Tendo em vista a temtica da campanha da fraternidade deste ano Fraternidade e Trco Humano a ARAS/Critas, juntamente com seus parceiros e colaboradores, vem organizando uma srie de novas aes, para tentar auxiliar os imigrantes que, por uma srie de circunstancias, so obrigados a abandonar sua cultura e costumes para viver em um pas desconhecido, onde, na maioria dos casos, no compreendem a lngua portuguesa, dicultando assim a entrada no mercado de trabalho ou adaptao na regio onde esto inseridos.</p><p>CRI</p><p>TAS B</p><p>RASIL</p><p>EIRA R</p><p>EGIO</p><p>NAL P</p><p>ARAN</p><p>Critas em Ao</p><p>Rafaela Bez</p><p>A 25 Romaria do Trabalhador e Trabalhadora da Arquidiocese de Maring, por exemplo, foi uma dessas aes em que foram arrecadados alimentos e redistribudos aos imigrantes haitianos recm chegados na regio metropolitana de Maring, como sinal de um primeiro gesto concreto da CF 2014.</p><p>Srie de aes auxilia insero de imigrantes na regio de Maring (PR)</p><p> (Conra fotos na pg. 07)</p></li><li><p>CRI</p><p>TAS B</p><p>RASIL</p><p>EIRA R</p><p>EGIO</p><p>NAL P</p><p>ARAN</p><p>4</p><p>Novo espao social da Critas destinado a comunidade inaugurado em Londrina</p><p>Critas em Ao</p><p>Critas Arquidiocesana de Londrina</p><p> com muita alegria que a Critas Londrina disponibiliza para toda a comunidade um espao de integrao, construo de propostas e aes sociais que vo ao encontro das necessidades e demandas locais da comunidade londrinense. O Espao Social da Critas Arquidiocesana de Londrina &amp; Sicoob foi inaugurado no dia 31 de julho de 2014, na regio norte de Londrina (PR).Ofertando oportunidade de capacitao prossional atravs de </p><p>vrios cursos em parceria com o Senac Londrina e o fortalecimento de grupos na perspectiva da Economia Solidria, os quais j esto se reunindo e produzindo nesse local, que ns da Critas Londrina nos comprometemos com a comunidade para que, de fato, esse espao seja til a todos e todas.Desejamos que toda a comunidade sinta-se em </p><p>casa neste espao que de todos ns. Que no seja s um espao de cursos, mas um local onde, juntos, possamos partilhar as experincias, os sonhos e a vida do povo!</p><p>Realizou-se, ento, uma srie de encontros em que esto sendo denidas estas aes e as colocando em prtica. Uma delas a organizao de uma Associao dos Imigrantes da Regio Metropolitana de Maring, que, a princpio, est sendo dirigida pelos imigrantes haitianos, estando aberta todos os demais. Outras aes que esto sendo desenvolvidas so os cursos de lngua portuguesa para iniciantes; o projeto de hortas comunitrias, voltado para as famlias de imigrantes; orientaes sobre as leis trabalhistas em vigor.</p><p>No dia nal de junho, a ARAS/Critas realizou na cidade de Flrida (PR), a primeira palestra para imigrantes sobre direitos e deveres na rea trabalhista brasileira. Dentre as orientaes dadas destaca-se a importncia de se compreender que cada trabalhador tem um sindicato e que dentro dele h um departamento jurdico para resolver questes trabalhistas. Ainda foi salientado que, uma vez que um estrangeiro foi registrado ou contratado por uma determinada empresa, os direitos so idnticos aos direitos dos cidados brasileiros.</p><p>Estiveram presentes tambm contribuindo com o evento as irms Carmem Barbelli e Ceclia Zanet, da Critas Diocesana de Apucarana, o padre Paulo, da cidade de Flrida, a Professora de Geograa Sueli de Castro Gomes, da Universidade Estadual de Maring, Mauro Cardoso dos Santos, representante do sindicato dos trabalhadores da construo civil e os representantes da Associao Haitiana de Arapongas, Bazelais Jean Franois e Jean Simon os quais tambm deixaram sua contribuio ressaltando a importncia de se articular uma associao para imigrantes em cada regio onde os mesmos esto inseridos.</p><p>Como demanda, ser elaborado um cronograma de agendamento de palestras com intuito de atender o maior nmero possvel de imigrantes em Maring e regio.</p><p>ARS/Critas</p></li><li><p>O VI Encontro Nacional dos Centros de Referncia em Direitos Humanos, que aconteceu no incio do ms de agosto e foi representado pelo Centro de Referncia em Direitos Humanos Dom Helder Cmara, aconteceu em Braslia e, alm do conhecimento sobre a atuao e a agenda da Secretaria de Direitos Humanos, proporcionou a troca de experincias entre os Centros de Referncia de todo pas, propiciando, principalmente, a interao entre os CRDH da Critas (Paran, Piau e Santa Catarina).</p><p>O encontro foi aberto com a fala da Ministra-chefe, Ideli Salvati, a qual ponderou os avanos legislativos na rea de Direitos Humanos alcanados, mas ressaltando que ainda existem muitas lutas para prosseguir. Nesse contexto, ainda ressaltou a importncia dos Centros de Referncia em Direitos Humanos na defesa e promoo dos Direitos Humanos. Aps a abertura, a secretaria da presidncia apresentou uma breve formao sobre o marco regulatrio das organizaes da sociedade civil. Seguida de uma explanao, pela coordenaria de Centros de Referncia de Direitos Humanos sobre a atuao destes equipamentos, conta a coordenadora do CRDH Dom Helder Cmara Critas/PR, Tailaine Costa de Andrade. </p><p>O evento seguiu com formaes sobre as agendas transversais abarcadas pela Secretaria de Direitos Humanos, dentre elas: pessoa com decincia, povos e comunidades tradicionais, educao em direitos humanos, registro civil, populao em situao de rua, sade mental, diversidade religiosa, LGBT, pessoa idosa, mortos e desaparecidos polticos, trabalho escravo, combate tortura.</p><p>Encontro Nacional dos Centros de Referncia em Direitos Humanos proporciona </p><p>interao dos CRDH da Critas</p><p>CENT</p><p>RO D</p><p>E REF</p><p>ERN</p><p>CIA EM</p><p> DIR</p><p>EITOS</p><p> HUM</p><p>ANOS</p><p> DOM</p><p> HEL</p><p>DER C</p><p>MAR</p><p>A</p><p>5Critas em Ao</p><p> Rafaela Bez</p></li><li><p>Na busca de sensibilizar a juventude sobre diversas situaes de violaes de direitos humanos e informar quanto aos instrumentos e entidades que atuam nesse meio, as representantes do CRDH Dom Helder Cmara, a coordenadora Tailaine Costa e a psicloga Cssia Furtado, participaram da Semana da Cidadania do Cursinho Pr-Vestibular Com-Cincia, um cursinho popular localizado na Vila So Pedro (Xaxim), em Curitiba. A atividade contou com a participao dos alunos, professores voluntrios e colaboradores do projeto.</p><p>Iniciamos a atividade com questionamentos ao grupo sobre o que so os direitos humanos. Depois zemos uma breve apresentao sobre o tema, recuperando o histrico e conceituando. Em seguida, dividimos os participantes em vrios grupos, cada um recebeu uma noticia relatando um desrespeito aos Direitos Humanos, explica a psicloga Cssia Furtado. Aps o debate nos grupos, as noticias foram apresentadas para todos os participantes, fazendo uma discusso coletiva.</p><p>Em todos os momentos enfatizamos a importncia de rompermos com a omisso, denunciando os casos de violaes dos direitos humanos e buscando a organizao coletiva para a superao desse problema, conta a coordenadora do Centro, Tailaine Costa.</p><p>A questo dos direitos humanos sempre trabalhada na didtica do cursinho, o qual atua de maneira solidria com os alunos e alunas, geralmente moradores da comunidade. O cursinho preza, muito alm da vitria da entrada na Universidade, a atuao em conjunto, mostrando o lado da no-competitividade e da unio entre os estudantes.</p><p>CRDH participa da Semana da Cidadania do Cursinho Popular Com-Cincia</p><p>CENT</p><p>RO D</p><p>E REF</p><p>ERN</p><p>CIA EM</p><p> DIR</p><p>EITOS</p><p> HUM</p><p>ANOS</p><p> DOM</p><p> HEL</p><p>DER C</p><p>MAR</p><p>A</p><p>Em meio ao intenso avano da tecnologia e sua inuncia cada vez mais signicativa nas relaes humanas, a imagem, principalmente na internet, tornou-se algo banalizado. De acordo com a Constituio Federal, o direito imagem cuida de protege-la de forma expressa e efetiva, distinguindo a imagem da intimidade, honra e vida privada. O direito imagem assumiu uma posio importante principalmente aps o progresso dos meios de comunicao, com a alta facilidade de captao de imagem e tambm sua reproduo.</p><p>Dentro desse aspecto, na ltima semana, o Centro de Referncia em Direitos Humanos Dom Helder Cmara discutiu sobre a importncia do zelo com o direito imagem. Em debate, a psicloga Cssia Furtado ressaltou a necessidade de valorizar-se esse direito, hoje em dia to escasso. Sempre que zermos atividade coletiva, informaremos que vamos divulgar as imagens e solicitamos que, caso algum tenha restries, deve marcar na lista de presena, cita a psicloga do CRDH, Cssia Furtado. J a advogara do CRDH explica que o direito imagem muito importante e que ningum deve ser exposto sem o consentimento, caso contrrio, ocorre a violao de um direito.</p><p>Desse modo, o Centro de Referncia em Direitos Humanos assume o compromisso de respeitar o direito de imagem de qualquer pessoa exposta aos trabalhos e atividades coletivas. Essa iniciativa um alerta para que todos possam respeitar esse direito essencial, porm to violado atualmente.</p><p>6 Critas em Ao</p><p> Rafaela Bez</p><p>NOTA: Respeito ao direito de imagem</p><p>Reunio de pl</p><p>anejamento </p><p>CRDH com Ale</p><p>ssandra </p><p>Mirandaa, da</p><p>Critas Nacion</p><p>al</p><p> Rafaela Bez</p></li><li><p>Representante da Critas Paran toma posse como conselheira no Conselho Estadual de Assistncia Social</p><p>CRI</p><p>TAS B</p><p>RASIL</p><p>EIRA R</p><p>EGIO</p><p>NAL P</p><p>ARAN</p><p>7</p><p>CRITAS </p><p>Critas em Ao</p><p>No ms de julho, um grande marco para a Critas Paran foi efetuado: a posse do Conselho Estadual de Assistncia Social CEAS, com a representante do estado, rica Francine Pilarski Clarindo, da Critas Diocesana de Ponta Grossa (PR). O ato aconteceu no auditrio da Secretaria da Famlia e Desenvolvimento Social, colocando como conselheiros da sociedade civil 15 titulares e 15 suplentes, os quais permanecem em gesto de 2014 a 2016.</p><p>Os conselhos so instancias de controle social e de participao popular, um espao onde a sociedade civil, como organizaes no governamentais, trabalhadores do 3 setor e usurios, participam de discusses conjuntas e deliberam sobre assuntos da poltica pblica, como programas, projetos e repasse de recursos de interesse de toda a sociedade.</p><p>A importncia para Critas/PR participar deste espao estar presente e debatendo sobre o controle social da poltica da Assistncia Social, bem como atuando na construo de polticas pblicas que possam atender os interesses e demandas da populao em geral, principalmente a mais vulnervel. A Critas acredita que o Conselho um espao legitimo para estarmos qualicando e ampliando a democracia participativa, cita Amauri Mossmann, secretrio-executivo da Critas/PR.</p><p>Assistncia social uma poltica pblica, um direito do cidado e dever do estado. Faz parte do trip da seguridade social, juntament...</p></li></ul>