JORNAL EXPRESSO - 10ª Edição

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    17-Mar-2016

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JORNAL EXPRESSO - 10 Edio

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  • CompaCto e CompletoexpressoJorNa

    l

    Fortaleza, 30 de abril a 6 de maio de 2010

    Ano I - Edio 10

    louis mello

    A um empate do tetra leo encara Vov

    Aliana Cid-Tasso vem salvar ninho tucanoPG. 24 PG. 3

    Mais que uma deciso Eleies 2010

    Natasha svetlana: princesa do gelo em flerte paralisante no EXPRESSO PG. 26

    Greve branca da Pm desafia Governo do estado

    Drogas e pnico: escolas estaduais pedem socorroPGS. 10,11,12,13

    PG. 14

  • Alerta geral

    Pimentel desmente o que ningum disse sobre apoio do governadorO deputado Jos Pimentel (foto), em entrevista ao programa Cear Agora, comandado pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Donizette Arruda, acusou a imprensa de estar fofocando a respeito de sua pretensa candidatura a sena-dor na chapa encabeada pelo governador Cid Gomes. Disse o parlamentar que o PSB, partido de Cid, nunca manifestou nenhum veto presena dele como postulante ao Senado na chapa governador. verdade, pois nem o go-vernador Cid Gomes, nem o seu partido iriam externar esse tipo de restrio. A explicao simples: tendo um acordo firmado para apoiar os nomes de Euncio Oliveira e Tasso Jereissati para o Senado, no seria conveniente ao governador, nem a qualquer poltico prximo ao Palcio Iracema, manifes-tar-se sobre o assunto. Portanto, Pimentel procura desmentir o que ningum disse: a posio de Cid quanto a uma eventual candidatura de Pimentel a senador. uma postura mineira: nem sim, nem no.Po

    ltic

    a

    o gigantesco esforo de obter mais um mandato

    no Senado, o Galeguim dos Olhos Azuis est conseguindo muitos colaboradores, alm do governador Cid Gomes e do deputado Euncio Oliveira (pelos motivos j expostos aqui). Um deles o ex-ministro Ciro Gomes, que, alijado da disputa presidencial deste ano, encontrou um bom pretexto para apoiar o ex-correligionrio de PSDB Tasso Jereissati.

    Esse engajamento de Ciro na luta pela reconduo de Tasso para o Senado to ostensivo que at mesmo a mdia do Sul tem registrado o fato. Ainda recentemente, no site da revista poca, o jornalista Paulo Moreira Leite escreveu: Na pior fase de sua vida poltica, com a reeleio ameaada no Cear, Tasso necessita do imenso prestgio de Ciro Gomes e de seu irmo, o governador Cid Gomes, para conseguir renovar o mandato em Braslia. E Moreira Leite ainda relembra: Em 2002, o tucano Tasso abandonou a

    candidatura de seu colega de partido Jos Serra para apoiar o concorrente presidencial Ciro Gomes. O que se pergunta, oito anos depois, se Ciro Gomes est devolvendo o gesto na mesma moeda.

    Na imprensa do Cear, ento, o acordo Cid-Tasso-Euncio, coadjuvado por Ciro Gomes e outros, o assunto colocado muito mais claramente. Pelo

    menos pelo EXPRESSO, revelando e antecipando o que vem acontecendo nos bastidores, em matria de sucesso estadual.

    Resumo da pera: Tasso forma um balaio poltico para no deixar apagar a estrela. Logicamente, a dele, porque a do seu PSDB cearense est, como se diz no interior, com o seu foquito ameaando queimar...

    Xyco Theophilo

    Caldeiroos ColABoRADoRes Do GAleGuim, oiTo ANos DePois xycotheophilo@jornalexpressoceara.com.brIvo encrenca com Luizianne, que encrenca com Ciro, que no sei porque deixou de encrencar com Serra, que encrenca com Dilma, que se encrenca e se atrapalha, pois j no sabe mais com quem deve encrencar a cada vez. No Cear, a encrenca se amplia. Tasso com Pimentel, este com Euncio, que se encrenca, pois no sabe se vai para as graas do governador ou se fica na corrente de Dilma, Lula, Luizianne.

    O prximo a se meter nessa encrenca Domingos Filho que vai arranjar encrenca com Catanho, Cartaxo. Na prxima edio, a encrenca continua...

    TuDo Pelo AmoROs lderes do PSB, PMDB e PT acham difcil fechar um acordo para que os trs partidos marchem unidos e apiem o candidato a governador em sua reeleio. O arranjo para evitar que um racha entre os partidos prejudique o palanque no Estado da pr-candidata do PT ao Palcio do Planalto, Dilma Rousseff, e fortalea a candidaturas da oposio no grande colgio eleitoral que o Cear, onde Lula teve cerca de 90% dos votos. At o dia 22 de maio, data limite dada pela prefeita, que guardou bom estoque de Maracujina sugerida, a tendncia Cid, Vice do PT (quem ser, quem ser?), Euncio e Pimentel. Tudo que discrepar ser beicinho e tchau - tchau.isoNomiA s De PAGAmeNToComo neste ano houve um crescimento de aproximadamente 9,25% no nmero de eleitores do

    Pas, - que era de 115,2 milhes e, atualmente, de quase 126 milhes -, cresceu tambm o nmero de votos necessrios para que um parlamentar seja eleito. Esse nmero varia de Estado para Estado. Em So Paulo, so necessrios quase 100 mil. J em Roraima, pouco mais de 29 mil votos so suficientes. Na hora do pagamento, tudo igual seja qual for o lugar. A enorme diferena deve-se ao clculo das bancadas. Aqui, tudo vai depender ainda dascoligaes nas proporcionais e na majoritria. Voltaremos ao assunto.

    2 Fortaleza, 30 de abril a 6 de maio de 2010expressoJorNal

    opinio Por Ossian Lima | EDITOr DE POLTICa

    Por via das dvidas...Cmara aprova ttulo de cidadania para serraDepois da pr-candidata do PT Presidncia da Repblica, Dilma Rousseff, agora a vez do pr-candidato tucano a presidente, Jos Serra (foto). Ele foi contemplado, tera-feira, com t-tulo de cidadania fortalezense. A Cmara Mu-nicipal aprovou a proposta por 23 votos a favor e duas abstenes (Eliana Gomes PCdoB, e Joo Alfredo, do PSOL). A iniciativa partiu no de um tucano, mas de Marcelo Mendes, do PTC, legenda que forma, ao lado de outros pequenos partidos, a Frente da Cidadania. Essa frente quer lanar candidato a uma vaga de senador, mas Marcelo sonha em disputar o Governo do Esta-do. Pelo menos, para no ver Cid Gomes (PSB) ganhar no WO.(Do blogdoeliomar.com.br)

    1

    2

    uma campanha uma maratona

    de muitos quilmetros. Quem

    tentar correr, vai chegar cansado

    (lula da silva)

    N

    CiD, TASSO E CiRO: aliana vem de longe

  • O acordo fechado pelo senador Tasso Jereissati com o governador Cid Gomes e outras lideranas polticas locais no faz parte de um projeto voltado unicamente para a reeleio do peessedebista. Est no bojo de um plano de salvar da extino o ninho tucano no Cear. Do apogeu da dcada de 90 do sculo passado, chegou a um processo de fragilizao eleitoral que hoje preocupa os seus filiados, notadamente aqueles que pensam em renovar mandatos: os deputados federais e estaduais.

    Plano de resgate

    3expressoJorNal

    Fortaleza, 30 de abril a 6 de maio de 2010

    Acordo Cid-Tasso quer salvar ninho tucano da extino

    Nos primeiros anos de sua exis-tncia, o PSDB no teve dificul-dades para se dar bem, poltica e eleitoralmente. Comeou por

    Agora, ciente do definhamento de seu PSDB no Cear, o senador Tasso Jereissati agarra-se a todos os aliados possveis. Primeiro, tenta garantir a renovao da cruz que seria passar mais oito anos no Senado. Segundo, tenta evi-tar o mais possvel a reduo das cadeiras que os tucanos tm hoje na bancada cearense na Cmara e Assembleia .

    Nessa linha de puro pragmatismo, invocan-do afinidades anteriores, buscou logo fechar acordo com Cid Gomes e com Euncio Oliveira. Muito claras as bases do entendimento: Cid, que teve o apoio integral dos tucanos no seu primeiro governo, contaria com o apoio destes para se reeleger, oferecendo, em contrapartida, apoio reeleio de Tasso. Por sua vez, Eun-cio, candidato ao Senado, formaria dobradinha com Tasso na disputa das duas vagas para o Senado.

    Portanto, o panorama que se desenha, po-der at no deixar dvidas quanto reeleio

    de Tasso para o Senado. Porm, no permitir uma outra dvida: a de que, no Cear, o ninho tucano est desmantelado e, para se manter, est na dependncia direta do socorro de ou-tras foras.

    Por essas e outras razes, a ningum sur-preende a sbita deciso do senador de passar a ideia de que o PSDB cearense no morreu, est ativo. Assim promove reunies regionais, s quais comparecem mais pessoas integrantes de claques organizadas do que propriamente parlamentares, prefeitos, vereadores e outros militantes do partido.

    Preferem dialogar com o governador Cid Go-mes, os secretrios estaduais e outros interlo-cutores, mais prximos do que o doutor Tasso, desfrutando a animao poltica do Planalto. Pareceu durante muito tempo haver esquecido o caminho dos sertes cearenses, que procura reaprender agora, em busca de votos para si e da salvao do seu ninho da extino.

    apoiar os governos Fernando Collor e Itamar Franco, o que lhe foi incutindo o hbito de viver sombra frondosa do poder. Logo em seguida, sob as bnos do ento presidente Itamar Franco, o PSDB conquistou a Repblica,

    na pessoa de Fernando Henri-que Cardoso. Este tomou gosto pelo cargo, a ponto de, a que custo sabe a sociedade, conse-guir do Congresso a aprovao de emenda Constituio per-mitindo a reeleio presidencial.

    Dessa forma, o PSDB no teve que se esforar muito para nos estados crescer, sendo exemplar o caso do Cear, onde estabe-leceu uma hegemonia de que resultaram: trs mandatos de governador para o dono da sigla

    aqui, o hoje senador Tasso Jereis-sati; grande parte da bancada cearense no Congresso; a grande maioria dos prefeitos cearenses; e assim por diante. Concretizava-se, ento, o plano gestado pela turma do CIC, capitaneada pelo prprio Tasso e tendo como guru intelectual e estrategista o ex-governador Beni Veras.

    No entanto, o povo cansou do modelo neoliberal dos seguidos governos FHC, principalmente os abusos nos processos de pri-vatizaes, o que, nas eleies de 2002, resultaram na derrota do candidato sucesso presiden-cial, Jos Serra (na poca pre-terido pelo prprio Tasso, que, apesar de tucano, preferiu apoiar o conterrneo e amigo Ciro Go-mes). Resultado: Lula conquis-tou sua primeira eleio para a Presidncia, inaugurando uma era que, se surgiu como um tem-po de festa para os companhei-ros dele, passaria a ser o inferno astral para o PSDB.

    Perda de vida orgnica no Cear. Cardeais e sombras, nem pensara partir da Era Lula, o PSDB comeou a se en-fraquecer eleitoralmente na grande maioria dos estados, sobrevivendo no Cear graas aos esforos individuais, muito mais dos seus parlamentares e prefeitos, do que propria-mente do agora senador Tasso Jereissati. Este preferiu cuidar do seu mandato em Braslia, deixando que algum de sua confiana fi-casse pastorando o PSDB daqui, de forma cartorial, sem vida orgnica.

    Nessas condies, deputados federais, estaduais e prefeitos tucanos cearenses pas-saram a viver na base do cada qual por si, sem articulao partidria. O chefe passou a morar em Braslia e, no entusiasmo com o mandato senatorial, o partido ficou aqui praticamente sem comando, mesmo porque os cardeais que pontificavam no PSDB ce-arense, em seus primeiros anos, foram, aos poucos, sendo alijados.

    Para que no fizessem sombra a Tasso, foram deixando a vida do partido lideranas como Srgio Machado, amarlio Macedo e

    outros. assim, para que o diretrio regional funcionasse, ao menos cartorialmente, teve o senador a idia de colocar na sua presidn-cia regional o empresrio Carlos Matos. Este, com sua proverbial simpatia, preocupou-se unicamente em dar entrevistas, fazer de conta de que o PSDB daqui ainda era muito, despreocupando-se inteiramente com as bases, que ficaram plenamente vontade para agirem como bem entendessem, prin-cipalmente no interior.

    Conduzido (?) dessa maneira, o PSDB, nas eleies de 2006, s no fez pior nas urnas, porque, mesmo no tendo ocorrido a reelei-o do governador Lcio alcntara, ainda conseguiu eleger um razovel nmero de par-lamentares federais e estaduais. Juram, nos bastidores polticos, que muitos deles, sem compromisso mais forte nem com a candi-datura de Lcio, nem de Geraldo alckmim reeleio, acabaram se omitindo ou mesmo apoiando a candidatura, para a sucesso es-tadual, do ento neolulista Cid Gomes.

    Volta ao serto visa reagruparlideranas desmanteladas

    CiD hoje a tbua da salvao tucana

  • 4 Fortaleza, 30 de abril a 6 de maio de 2010expressoJorNal

    Rede TV ( 25 de abRil)

    * Hoje quem manda no pmDB no tem escrpulo, nem tica. michel temer o chefe dessa turma.

    * pmDB um ajuntamento de assal-tantes.

    * No abandono a candidatura presi-dencial. mas respeitarei a vontade do meu partido. lamentarei se no for. Ficarei triste.

    * Daqui a 15 anos terei a idade que o serra tem hoje. por isso no posso di-zer que no serei candidato a presiden-te [outra vez].

    * Vou parar um pouco. escrever, pensar, ganhar algum dinheiro[se no for candi-dato a presidente].

    * o que afirma um partido a disputa nacional. se pesquisa valesse para tirar candidatos do preo, lula no teria sido candidato. Nem FHC.

    * montenegro, do Ibope, vende resultado de pesquisa. ele vende at a me.

    * sabe quantas vezes sa na rede Globo

    sendo o deputado proporcionalmente + vo-tado do pas? Uma vez, no Jornal Nacional.

    * o Ibope e o sensus fazem qualquer neg-cio. o Datafolha o nico instituto que no se aluga a partidos e empresas.

    * s quem no chora nesse pas serra que tem olho de cobra.

    * acho que lula est completamente errado. o Brasil tem uma diversidade de opinies. Confinar em um bi-partidaris-mo? est errado.

    * essa polarizao pt e psDB faz muito mal ao pas.

    * o pt fez uma campanha golpista contra FHC com aquela histria de Fora, FHC.

    * a lula vem para o poder, bem avaliado, o que faz o psDB? Uma escalada golpista com a histria do mensalo.

    * FHC se juntou com uma turma inescrupu-losa, bandida e suja para governar. e vem lula e se junta com essa mesma gente?

    * at Itamar Franco governou sem essa

    corja [que hoje governa]. Quando se che-ga ao poder ento tudo que se dizia deixa de valer?

    * apoiar Dilma se no for candidato? eu seguirei o meu partido.

    ao reprter Breno Costa, da Folha de so paulo, na ltima segunda feira, 26.

    Ciro - O que eu digo a todo mundo que me pergunta que a Dilma uma pessoa muito melhor do que o Serra, mas infelizmente para ns outros, o Serra mais preparado do que ela, mais legtimo do que ela.Folha - O que confere legitimidade a um candidato?Ciro - Estrada, servio prestado, experincia, derrotas, vitrias, compromissos assumidos. Isso o que confere legitimidade a algum.Folha - O senhor pretende, se no vier a ser candidato a presidente da repblica, se can-didatar a algum outro cargo eletivo este ano?Ciro - Se eu no for candidato a presidente da repblica, eu vou me aquietar. Vou sair da poltica, no sei se definitivamente, mas pelo menos por um longo tempo.Folha - Sair da poltica por um longo tempo significa se ausentar dos debates agora das eleies presidenciais?Ciro - Depende, se eu for candidato a presi-dente da repblica, eu no posso me ausen-tar. Se eu no for, voc espera o defunto ser enterrado para voc tripudiar em cima, cuspir na cova.

    impresses de Ciro jogam poltica nacional no ventilador

    Informe-se:

    85 3257-3010 / 85 3227-5001

    + 30.000 EXEMPLARES

    = 80.000 EXEMPLARES

    AGUARDEM! MAIO 2010

    - 10.000 MARACANA- 10.000 CAUCAIA- 5.000 CRATO- 5.000 BARBALHA

    Fortaleza: 50.000

    Semanais

    CompaCto e CompletoexpressoJorNa

    l

    Sua entrevista est completamente fora de tempo, ou ento voc est que-rendo enterrar o defunto com ele vivo ainda. preciso refrasear as perguntas a.Folha - Insisto. Na hiptese da deciso de tera-feira ser desfavorvel aos seus anseios, o senhor prete...