Libertacao 121

  • Published on
    09-Mar-2016

  • View
    212

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Boletim oficial e informativo da Fraternidade Esprita Crist - Lisboa Portugal

Transcript

  • Ano XXX - N 121 - Trimestral - janeiro/fevereiro/maro 2014

    Ser Feliz na FEC A Flor do Amor Houve um Tempo... ...Evangelho... Espritas de Ontem Verdinho, O Lagarto do Rolinha

  • Horrio20142 FeiraEstudos Espritas - das 20h00 s 21h30ESDE Estudo Sistematizado da Doutrina Esprita Ano II EIMECK Estudo e Interpretao da Mensagem dos Espritos Codificada por Kardec Ano I JESUS CONTEMPORNEO Viagem ao mundo das emoes Ano II Estudos s com inscrio prvia

    3 FeiraIntegrao no Centro Esprita (Entrevista individual) Entre as 17h00 e as 19h00Com inscrio prvia

    4 FeiraEstudo Doutrinrio (Palestra pblica)Momentos de Reflexo - 19h30 19h45Estudo Doutrinrio - 20h30h 21h30Assistncia Espiritual (Passe) - 21h30h 21h45 Com transmisso vdeo on-line em direto em - http://www.fec.pt

    5 Feira Assistncia Espiritual (Passe) Abertura - 17h30Assistncia Espiritual 18h00 19h30Atendimento Fraterno 18h00 19h45Momento de Reflexo 19h00 K Iniciao (Iniciao ao Estudo da Doutrina Esprita) 19h30 20h30 6 FeiraSesso Evanglica Casa do Caminho (Sesso de orao e comentrio do Evangelho)Momentos de Reflexo 19h30 19h45Livro Pronto Socorro Espiritual 20h00 20h20Sesso Evanglica 20h30 21h30Sesso pblicaCom transmisso vdeo on-line em direto em - http://www.fec.pt SbadoAulas D.I.J.Evangelizao Infanto-Juvenil Aulas de Evangelizao e Atividades Complementares 15h00 18h00Assistncia Espiritual para crianas e jovens (Passe) 15h30 16h30Receo Individual 16h00 17h00Estudo Bsico das Obras de Andr Luiz (para adultos) 16h30 18h00 Nota: Com inscrio prvia

    - - A Flor do Amor

    - Houve um tempo... - ...Evangelho...

    - Espritas de Ontem - Verdinho, O Lagarto do Rolinha

    - BD - Nosso Lar- Notcias

    Ser Feliz na FEC (Continuao)

    Fraternidade Esprita Crist

  • janeiro / fevereiro / maro

    Sempre que o calendrio nos avisa que, em breve, vai surgir de novo o ms de janeiro, folheamos a nossa Agenda cujas folhas, marcadas pelos muitos compromissos, trazem memria os dias vividos.

    Alguns deles com apreenso, outros preenchidos com tarefas rotineiras e aqueles em que se sorriu interiormente porque foram dias de conquistas, de realizaes concludas.

    H os dias de tristeza, os que ficaram marcados pela perda, aqueles em que tudo foi difcil e que terminaram envolvidos na sensao de fadiga extrema e h aqueles em que se pensou que, apesar de tudo, viver na Terra Planeta de Provas e Expiaes , tambm nos traz alegria e um pouco de felicidade.

    Entre o acordar e o voltar a adormecer surgiu o dia, a p g i n a e m b r a n c o , a oportunidade de repetir at fazer bem feito, de ver chegar o inabi tual , o d i ferente, o desconhecido e enfrent-los no como adversrios mas como amigos poderosos do nosso crescimento interior.

    Houve tambm o momento do reencontro com o mesmo problema de sempre, a desafiar a pacincia, e a exigir mudana para que, por ter sido finalmente resolvido, no volte a angustiar-nos.

    a cincia de viver, a sabedoria do Tempo a passar pela nossa vida, dando abrigo aos reencontros mesmo quando parecem desencontros, para que se estabelea um novo patamar de entendimento.

    E todos prosseguimos mais ricos de experincias, mais crentes Naquele que tudo sabe e a tudo prov, que tudo dirige e a todos conforta.

    No no ano novo que a vida se torna nova, no momento em que a alma amadurece que a vida se define de outra forma e nos d essa maravilhosa emoo de recomeo.

    Dia a dia, como passo a passo, se vence a barreira da dificuldade e do medo.

    E por isso que, na cadncia do tempo que no se atrasa nem se apressa, todos temos o direito, o dever mesmo, de recomear a busca de tudo aquilo que nos faz bem, que nos conduz paz, sem esperar por outro momento que no seja aquele por que a alma clama.

    Editorial

  • 4 A Libertao

    janeiro / fevereiro / maro

    LILIANA HENRIQUES (FEC 1978) De uma alma persistente que teima em crescer.No corpo de menina nele que eu encontroEscondia as camadas trazidas como herana,Os sorrisos que me fazem bemPercursos detidos nos abismos da alma,E desenho na alma Ecos longnquos,O sorrisoImagens esbatidasDe quem aprende a ser feliz.No olhar distrado

    Trazia a saudade de um abrao maiorMARCIAL BARROS (FEC 1978)E na mo infantilFoi no sculo passado, era muito pequenino, O fio de um papagaio feito de sonhos,meio franzino e com mais cabelo, quando De promessas recentes, comecei a frequentar as aulas da Julieta, a

    A voar alto sobre os meus passos, ouvir histrias de um peixinho azul com muito Como anjo da guarda carinho muita ternura, e Sugos tambm!A atrair ao cu o meu olharFoi assim que eu entrei neste lar.Foi neste lar que sempre ouviAs vozes brandasA direcionar o meu caminho,Ensinando-me a pensar,Educando o meu sentir.Foi nele que sempre recebi

    medida que crescia, aumentava a minha O terno abrao,famlia que se estendia a todos os que, fim-de-Apaziguando as correntes de um rio semana aps f im-de-semana, nos

    Que flui em mim. encontrvamos para ouvir falar de Jesus. neste lar que eu encontro a fonte Fomos jovens e tornarmo-nos adultos, Que me galvaniza o ser, crescemos a estudar a Doutrina Esprita e em

    todos os momentos a FEC e os seus Dilatando-me a f e a esperana.trabalhadores A Minha Famlia, esteve Porque nele ecoam, presente, ensinando-me pelo exemplo a

    Em cada canto, tornar-me numa pessoa melhor e a valorizar o Os coraes amigos que no termina com o desencarne.Que desde menina me acompanham Hoje sou sinceramente FELIZ porque a FEC

    me ensinou a s-lo em todas as situaes e E que me conhecem to bemsei que do alto dos seus 85 anos vai continuar Conhecem todos os gritos de mudas a levar essa mesma felicidade a todos os que confisses, procuram este Nosso Lar, Porto de abrigo.

    Todos os sorrisos de vitrias solitrias, Parabns FEC! Todos os avanos e recuos

  • Todos os dias me deparo, h j alguns anos, na Todos os dias passo, todos os dias lhe digo Boa Casa onde trabalho, com um ritual afectivo e tarde, oferecendo-lhe o meu sorriso que desenho regular mantido por um senhor de uma certa idade. nos lbios e pinto no olhar. Fao questo de lhe

    dar, de tanto que me enterneo, de tanto que o Todos os dias o senhor visita a sua esposa, admiro, de tanto que me acanho pelas palavras naquela casa internada, levando-a para um que no tenho. Fao questo de lhe dar devagar, espao junto a uma grande janela, onde sem pressa. E ele responde-me com o mesmo ternamente lhe d o lanche boca e Boa Tarde. Antes, mero reflexo educativo; agora, tranquilamente permanece, lendo o jornal junto acompanhado por uma cabea que se levanta dela. quando eu passo, por um olhar que acompanha, A esposa tem uma doena degenerativa, cujos que fala sem palavras, que quase sorri, quase.sinais so bem visveis: numa cadeira de rodas, Como tero sido as serenatas daquele casal movimentos limitados, afasia, olhar inexpressivo, quando o sol resplandecia no corpo, quando as boneco de peluche na mo. bocas riam e os olhares cintilavam? Que poemas, O senhor leva-a para junto de uma janela, num que cnticos ecoaram aos ouvidos um do outro? local que um pouco de passagem, mas que Como amadureceu a sua paixo? Que timbre teve tambm permite um certo recolhimento ao casal, o seu amor? De certo, um timbre infantil, um afastamento do ambiente habitual, longe dos encantador mas infantil, como quase tudo a que os outros doentes e perto do sol. Um passeio sem sair homens chamam de amor. de casa. D-lhe o lanche pacientemente, num Tudo tem um tempo para amadurecer e tudo monlogo carinhoso, como quem fala com um requer condies para que tal acontea. H um beb, sabendo contudo que nem um sorriso obter tempo para ser criana, tempo de felicidade como resposta. Sua vibrao tranquila. Seus ingnua, limitada, mas de preparao para movimentos so os mesmos, esperados e nunca trabalhos e conquistas futuras. Tempo para ser esquecidos. Depois, senta-se de frente para ela e

    l o jornal em silncio. Na companhia dela ali fica um pouco, banhando-se na luz que entra pela janela. Na companhia dele, fica ela tambm um pouco, banhando-se da sua luz, acalmando-se no seu amor tranquilo. Um silncio que um cntico de amor, poema cantado a viva voz do corao, serenata que se repete, serena, ao luar de uma existncia.

    janeiro / fevereiro / maro

  • 6 A Libertao

    janeiro / fevereiro / maro

    adolescente, jovem, adulto. Um caminho que se empurra a escurido da terra e ergue-se alarga, num desenvolvimento que robustece as milagrosamente ao esplendor do sol. Este, disco pernas e os passos. Uma alegria que se aprofunda, de luz a condensar os valores morais, atrai a si a quando a alma no se deixa deturpar. Uma semente pequenina que, fiel ao compromisso, conscincia que se amplia, possibilidades que se deixa o cho da vulgaridade. Inebriada de multiplicam, num amadurecimento constante. Mas esperana e de f, ala-se devagar a novas a robustez dos msculos depende da intensidade conquistas, descobrindo-se capaz de novas regular do exerccio, que por sua vez se associa formas, novas texturas e novas cores. A beleza dificuldade do caminho ou disciplina da debuxa-se devagar, em cada ptala de dedicao, caminhada. Assim o amor. pacincia, alegria, tolerncia, lealdade, sacrifcio

    so tantas as ptalas que compem uma flor e so Leio, sobre o amor, alguns pensadores actuais e tantos os aromas que perfumam um jardim! no quase nunca me identifico com as suas equaes. sacrifcio de si mesma que a semente conquista a Conceitos que me parecem sempre to limitados, beleza e o perfume. Assim o amor.to estreitos, to pequenos, to perto de

    experiencias banais de vidinhas vulgares, embora Nessa serenata regular, o senhor estende uma flor aparentemente coloridas mas to longe do amor. ao corao da esposa, cujo perfume mais Vidinhas de bebs que se amedrontam s delicado sob a luz do luar. Um dia, quando os dois pri