Magnetismo curador alphonse bué - vol 2

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    10-Jul-2015

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<ul><li><p>www.autoresespiritasclassicos.com</p><p>Alphonse Bouvier(Alphonse Bu)</p><p>Magnetismo Curativo</p><p>Volume 2Psicofisiologia</p><p>Magnetismo e Hipnotismo Sonambulismo FascinaoSugesto mental Clarividncia Catalepsia e LetargiaLei Fenomnica da Vida Sade Molstia Remdio</p></li><li><p>Contedo resumido</p><p>Alphonse Bouvier foi um dos importantes pesquisadores dos fenmenos psquicos nos fins do sculo XIX e incio do sculo XX. Foi fundador e presidente da Sociedade de Estudos Psquicos de Lyon e, ainda, diretor da revista La Paix Universelle, dedicada ao magnetismo curativo e ao espiritualismo experimental.</p><p>A presente obra o resultado de duas dcadas de estudos aliados experincia prtica adquirida pelo autor no tratamento de seus pacientes.</p><p>Magnetismo Curativo compe-se de dois volumes: Volume 1: Manual Tcnico dedicado aplicao prtica </p><p>do magnetismo na cura de molstias diversas; Volume 2: Psicofisiologia onde so expostas as </p><p>explicaes tericas sobre o magnetismo e os fenmenos relacionados.</p><p>Esta obra , conforme as prprias palavras de Bouvier, um manual terico e prtico recomendado a todos os homens de boa vontade, desejosos de, por si mesmos, aliviarem os sofrimentos dos seus semelhantes.</p><p>O autor recomenda a leitura da obra especialmente aos pais e mes de famlia, que, atravs de processos simples e sem nenhuma medicao, tero um forte aliado para promover o desenvolvimento normal e saudvel de seus filhos.</p></li><li><p>Sumrio</p><p>Prefcio......................................................................................5</p><p>Magnetismo Curativo Psicofisiologia......................................................9Primeira Parte </p><p>Exposio dos Fenmenos.........................................9Captulo I </p><p>Hipnotismo e Magnetismo.............................................9Captulo II </p><p>Das diferenas existentes entreo Magnetismo e o Hipnotismo.....................................18</p><p>Captulo III Explicao fisiolgica dos fenmenos.........................27</p><p>Captulo IV Estudo comparado, sob o ponto de vistacurativo, dos efeitos hipnticos e magnticos..............38</p><p>Captulo V Das causas....................................................................58</p><p>Captulo VI Do Sonambulismo........................................................82</p><p>Captulo VII Da Clarividncia sob o ponto de vista teraputico.......97</p><p>Captulo VIII Das causas que atrasaram o conhecimento epropagao das virtudes curativas do Magnetismo. . .112</p><p>Captulo IX O exerccio do Magnetismosob o ponto de vista legal...........................................123</p><p>Captulo X Da prtica do Magnetismosob o ponto de vista da conscincia...........................161</p></li><li><p>Segunda Parte Lei dos Fenmenos.................................................171</p><p>Captulo I O estudo do Magnetismo conduzem teraputica a uma sntese......................................171</p><p>Captulo II S h uma Vida..........................................................179</p><p>Captulo III S h uma Sade........................................................198</p><p>Captulo IV S h uma Molstia....................................................213</p><p>Captulo V S h um Remdio.....................................................225</p><p>Captulo VI O Magnetismo o verdadeiroagente da transfuso da vida......................................253</p><p>Captulo VII O Magnetismo e a evoluo neo-espiritualista..........273</p></li><li><p>Prefcio</p><p>Existe na Natureza uma lei de equilbrio baseada na analogia dos contrrios.</p><p>Esta lei revela-nos a existncia de um s princpio, fora motora original, que, andrgina por essncia, atrai e repele, coagula e dissolve, engendra e destri, e marcha incessante para limitaes sempre novas, movimenta eternamente o Universo entre dois impulsos contrrios que se equilibram.</p><p>De um extremo a outro do mundo, misteriosa cadeia de simpticas afinidades prende todos os corpos entre si por alternncias de correntes centrpetas e centrfugas, cujo funcionamento contnuo, baseado na dupla resistncia de limitaes graduadas, condensa e dispersa, produz equilbrios e rompe-os, agrupa ou desassocia as molculas, e d lugar a esses mltiplos estados de condensao e disperso que caracterizam os slidos, os lquidos e os gases.</p><p>A fora primordial, geradora das formas, revela-se aos nossos sentidos por meio de quatro manifestaes distintas: eletricidade, calor, luz e magnetismo; porm a vida reside antes de tudo na tenso equilibrada das correntes; possuindo os corpos a faculdade de absorver e organizar as foras livres em proveito prprio, fixam na direo do seu centro as foras atrativas centrpetas e irradiam para a sua superfcie as foras propulsoras centrfugas, constituindo deste modo uma atmosfera radiante protetora, e identificando-se por esta dupla polaridade individual a corrente bipolar universal.</p><p>Minerais, vegetais e animais possuem estados de condensaes apropriadas, que lhes permitem exercer influncias radiantes especiais; os astros influenciam a Terra, a Terra influencia os corpos terrestres e estes se influenciam entre si; h um magnetismo mineral, vegetal, animal.</p><p>O magnetismo astral se manifesta pelo movimento peridico das mars e das evolues siderais; o magnetismo terrestre pela sensibilidade bipolar da bssola e dos ms; o magnetismo </p></li><li><p>mineral, vegetal e animal por aes particularmente especializadas constituio ntima de cada substncia ou de cada ser.</p><p>Todos os fenmenos da Natureza, atrao, gravitao, gravidade, afinidade, coeso, etc., no so mais que a expresso de um s e mesmo fenmeno, isto , a expresso do funcionamento alternativo das correntes! Mas essas correntes, que por seu equilbrio asseguram a harmonia universal dos mundos, so ao mesmo tempo o seu agente mais dissolvente; ocupadas de contnuo em dar assalto aos equilbrios que formaram, desassociam inexoravelmente tudo que delas se afasta; no h um corpo slido, qualquer que seja a sua densidade, que a influncia dissolvente da ao centrfuga no possa instantaneamente volatilizar; no h um s corpo gasoso, por mais sutil que seja, que a fora condensadora centrpeta no possa solidificar; este antagonismo das correntes impele continuamente os equilbrios para a sua formao e para a sua ruptura, apresentando a luta perptua de dois princpios, o ativo contra o passivo, um que divide, quebra, espalha, labora, semeia; o outro que coagula, ajunta, rene, fecunda.</p><p>A alma dos mundos, a mola da vida universal est neste duplo movimento antagnico, centrpeto e centrfugo; este movimento que regula a justa ponderao das coisas e sua reciprocidade de influncias.</p><p>Sobre este terreno, detemo-nos no domnio das foras instintivas da natureza, na maneira de agir das foras fatais, no complemento puro e simples da Lei.</p><p> o que se poderia chamar a fsica da Natureza. sob esse aspecto, puramente fsico, que em nosso primeiro </p><p>volume do Magnetismo Curativo, sob a denominao de Manual Tcnico, apresentamos o magnetismo.</p><p>No Manual, limitando-nos a enumerar os processos tcnicos por meio dos quais se pode acionar as correntes e favorecer o seu movimento alternativo centrpeto e centrfugo, mola de toda a vida, explicamos o que era uma imposio, uma insuflao, um passe, uma disperso e o que se deve entender por massagem </p></li><li><p>magntica, automagnetizao, cadeia, magnetizao dos corpos animados e dos corpos brutos.</p><p>Damos o meio prtico de reconduzir ou de entreter no organismo a tenso equilibrada das correntes, nica que pode manter o estado de sade.</p><p>Mas, ao lado desses processos mecnicos rudimentares, cuja aplicao to simples no exige da parte do operador mais do que uma espcie de neutralidade passiva, h outros, que possuem o dom, pelos seus efeitos prodigiosos, de excitar vivamente a ateno pblica.</p><p>Desde que estudamos a marcha das foras nos organismos superiores dotados de volio e pensamento, no podemos efetivamente manter-nos no crculo acanhado dos fenmenos fsicos, e forosamente nos achamos em contacto com os fenmenos perturbadores da psicofisiologia, fenmenos que abrem, sob os nossos passos, misteriosos abismos.</p><p>So esses fenmenos que nos despertaram o interesse de apresentar este segundo volume sob as epgrafes: Hipnotismo, Sonambulismo, Sono provocado, Catalepsia, Letargia, Sugesto mental e Clarividncia.</p><p>Explicamos de que modo o hipnotismo originou-se do magnetismo, que matizes separam os processos desses dois mtodos, e sobre que consideraes fisiolgicas nos podemos basear para explicar tais diferenas. O enunciado comparativo dos recursos curativos que se podem tirar do hipnotismo e do magnetismo d-nos o valor respectivo desses processos.</p><p>Vemos que os fenmenos, que por sua prpria singularidade excitaram o entusiasmo dos investigadores e a curiosidade das multides, e que foram o tema obrigatrio de todas as experincias pblicas ou particulares, das conferncias, das publicaes, das polmicas, dos concursos nas academias e dos exames da Faculdade, so a causa principal das constantes barreiras que o magnetismo tem encontrado em sua vulgarizao e na propaganda de suas virtudes curativas.</p><p>Averiguamos que so precisamente os seus mais fervorosos adeptos que, persistindo em apresentar o magnetismo sob um </p></li><li><p>falso aspecto, mais largamente contriburam para que se levantem as oposies, as suscetibilidades e os dios que lhe fizeram tantas vezes partilhar e o tornaram vtima dos juzos errneos de que ele ainda hoje objeto.</p><p>Finalmente, na Segunda parte deste volume empreendemos a tarefa delicada de expor os princpios sobre os quais quisramos ver edificar a teraputica; acreditamos na existncia de uma Lei fsica baseada num trinmio universal. Tentamos esboar essa lei; aplicamo-la ao magnetismo, e tomando ainda da idia sobre a qual repousa a doutrina mesmeriana: S h uma vida, uma sade, uma molstia e um remdio, procuramos demonstrar que todos os fenmenos (inclusive o magnetismo) vm fundir-se na unidade do plano que preside, de uma forma imutvel, gnese das coisas.</p><p>Alphonse Bouvier</p></li><li><p>Magnetismo Curativo PSICOFISIOLOGIA</p><p>PRIMEIRA PARTE Exposio dos Fenmenos</p><p>CAPTULO I Hipnotismo e Magnetismo</p><p>Experincias do Dr. James Braid, em 1841. Depois de haver concludo pela identidade dos efeitos produzidos pelo seu sistema e os produzidos pelos partidrios do mesmerismo, ele volta sua primeira opinio, especificando as diferenas que distinguem esses efeitos. Sua definio do sono nervoso provocado. Experincias e teorias do Dr. Durand de Gros (1854-1860). Estado hipotxico, sua definio. Experincias pblicas de fascinao experimental (Hansen e Donato, 1880-1886). Hipnotismo moderno. Grande e pequena hipnose. O que se deve entender por hipnotizar. Nomenclatura dos fenmenos hipnticos. Suas tendncias para substituir o automatismo, o desdobramento e a inconscincia unidade do eu consciente. Opinio de Msmer acerca da inutilidade e perigos do sono nervoso provocado.</p><p>Em 1841, um mdico ingls, o Dr. Braid, de Manchester, assistindo a uma sesso pblica dada em Londres por La Fontaine, o bem conhecido magnetizador, admirou-se da singularidade dos efeitos produzidos pelo clebre prtico sobre os seus sonmbulos, fixando-lhes o olhar e segurando-lhes os polegares.</p><p>Desejoso de penetrar a causa fisiolgica desses efeitos provocados, empreendeu uma srie de experincias em que obteve os mesmos fenmenos, substituindo a pessoa do magnetizador por um objeto brilhante qualquer, tal como um instrumento de ao ou uma simples rolha de garrafa o que o </p></li><li><p>levou a concluir que o magnetizador no tinha influncia alguma na produo do fenmeno, e que a fixao prolongada do olhar, paralisando os centros nervosos e destruindo o equilbrio do sistema nervoso, bastava por si s para determinar o efeito produzido. (James Braid, pg. 23).</p><p>O sono provocado, segundo essas concluses, no dependia, portanto, como se pretendia crer, de uma volio do operador ou dos passes pelos quais este ltimo pretendia pr em movimento certos agentes msticos da Natureza, tais como um fluido universal ou particular, mas dependia essencialmente de um estado fsico e psquico do paciente; a concentrao do olhar, o repouso absoluto do corpo, a fixao da ateno e a supresso da respirao que acompanham sempre essa fixao, eram suscetveis de trazer aos centros crebro-espinhais uma modificao suficientemente profunda para provocarem aquele estado.</p><p>Se a opinio emitida pelo Dr. Braid fosse fundada, teria acabado com o mesmerismo, seus processos e teorias; mas, enganado por certas aparncias de semelhana, o sbio observador, que desde logo havia acreditado na identidade dos efeitos produzidos pelo seu sistema e pelos dos partidrios do mesmerismo, foi obrigado a convir posteriormente que existiam, entre esses efeitos to notveis, diferenas que deviam ser consideradas como resultantes de dois agentes distintos. (James Braid, pg. 27).</p><p>Pelos processos artificiais, indubitavelmente se consegue bem produzir os efeitos fisiolgicos da letargia, da catalepsia e do xtase, mas no se consegue desenvolver essas preciosas faculdades de clarividncia, de dupla vista e de previso, que so precisamente o apangio especial dos sonmbulos formados pelos processos mesmricos.</p><p>A seguinte passagem da obra de Braid fornece o testemunho desta confisso sincera, toda ela em honra desse consciencioso experimentador:</p><p>Os magnetizadores asseguram positivamente diz ele poder realizar certos efeitos que eu nunca pude provocar </p></li><li><p>com o meu mtodo, se bem que o tenha tentado. Os efeitos a que aludo so, por exemplo, ler a hora num relgio colocado por detrs da cabea ou na cavidade epigstrica, ler cartas dobradas ou um livro fechado, reconhecer o que se passa distncia de alguns quilmetros, adivinhar a natureza das enfermidades e indicar-lhes o tratamento sem possuir conhecimentos mdicos, magnetizar sonmbulos na distncia de muitos quilmetros, sem que eles tenham conhecimento da operao que se propem fazer. Devo dizer, a esse respeito, que no julgo razovel, nem mesmo conveniente, pr em dvida as afirmaes de experimentadores, homens de talento e de observao, cuja palavra constitui autoridade em outras matrias, sob pretexto de que no fui pessoalmente testemunha dos fenmenos, ou que no pude reproduzi-los quer pelo meu mtodo, quer pelo deles. (J. Braid, pg. 28).</p><p>Seria para desejar que aqueles que deviam mais tarde reapossar-se das idias de Braid, j conhecidas, tivessem limitado a sua imparcialidade; seja como for, interessante consignar aqui o juzo feito acerca do mesmerismo e de seus adeptos pelo pai dos hipnotistas de hoje; o Dr. Braid pode, com razo, ser considerado o verdadeiro promotor da doutrina...</p></li></ul>