Manual de Plástica Ocular - ?· O nervo supraorbitário é ramo do nervo frontal, originá-rio do nervo…

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    11-Nov-2018

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<ul><li><p>Manual dePlstica Ocular</p></li><li><p>Diretor-PresidenteSr. Jair de Melo Gonalves</p><p>Diretor Vice-PresidenteSr. Leonardo Barbosa Gonalves</p><p>Editora Amrica</p><p>Editor Presidente do Conselho EditorialProf. Ms. Gil Barreto Ribeiro</p><p>Assessora-membro do Conselho EditorialProfa. Dra. Regina Lcia de Arajo</p><p>Conselho EditorialProf. Dr. Ado Jos Peixoto - UFG</p><p>Prof. Dr. Antonio Pasqualetto - IF/GoisProf. Dr. Carlos Rodrigues Brando - Unimontes/MG</p><p>Prof. Dr. ris Antonio de Oliveira - PUC/GoisProf. Dr. Gilberto Mendona Teles - PUC/Rio</p><p>Prof. Dr. Gutemberg Guerra - UFPAProfa. Dra. Helosa Dias Bezerra - UFGProf. Dr. Jadir de Moraes Pessoa - UFG</p><p>Prof. Dr. Jos Alcides Ribeiro - USPProf. Dr. Luiz Carlos Santana - UNESP/Rio Claro</p><p>Profa. Dra. Maria Jos Braga Viana - UFMGProf. Dr. Pedro Guareschi - UFRGS</p></li><li><p>Prof. Dr. Roberto Murillo Limongi</p><p>1 Edio</p><p>Goinia - GoisGrfica e Editora Amrica</p><p>- 2015 -</p><p>Manual dePlstica Ocular</p></li><li><p> 2015, Roberto Murillo Limongi</p><p>Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei n 9.610 De 19/02/1998, artigo 29 e seus incisos. Nenhuma parte deste livro, sem autorizao pr-via por escrito do autor(a), poder ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrnicos, mecnicos, fotogrfico, </p><p>gravao ou quaisquer outros.</p><p>Reviso: o Autor</p><p>Projeto grfico e Capa: Raphael Csar</p><p>Impresso e acabamento: Grfica e Editora Amrica Ltda</p><p>Dados internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)</p><p>L714m Limongi, Roberto Murillo.Manual de plstica ocular / Roberto Murillo </p><p>Limongi. Goinia : Grfica e Editora Amrica, 2015. 180 p. : il.</p><p>ISBN 978-85-8264-091-3</p><p>1. Oftalmologia. 2. Plstica ocular. 3. Medicina. I. Ttulo.</p><p> CDU: 617.7</p><p>Impresso no BrasilPrinted in Brazil</p><p>2015</p></li><li><p>Sumrio</p><p>Bloqueios Anestsicos em Plstica Ocular ...............................7</p><p>Obstruo Lacrimal Congnita ............................................... 17</p><p>Obstruo Lacrimal do Adulto ................................................ 25</p><p>Traumatismo das Vias Lacrimais ............................................. 35</p><p>Urgncias rbito-Palpebrais ................................................... 39</p><p>Ptose Palpebral .......................................................................... 55</p><p>Retrao Palpebral .................................................................... 73</p><p>Triquase / Distiquase .............................................................. 79</p><p>Ectrpio ...................................................................................... 87</p><p>Entrpio ...................................................................................... 95</p><p>Cavidades Anoftlmicas......................................................... 105</p><p>Exames de Imagem em Plstica Ocular .............................. 117</p><p>Reconstruo Palpebral ......................................................... 129</p><p>Blefaroplastias ......................................................................... 147</p><p>Orbitopatia de Graves ............................................................ 159</p><p>Blefarospasmo e Distonias Correlatas ................................. 173</p></li><li><p>Bloqueios Anestsicos em Plstica Ocular</p><p>Haroldo Maciel CarneiroPedro Ernesto Rassi</p><p>As cirurgias oculares apresentaram grande evoluo nas ltimas dcadas, tanto no aprimoramento das tcnicas ope-ratrias como no desenvolvimento de sofisticados equipa-mentos cirrgicos. Atualmente, essas cirurgias so na maioria, de curta durao e realizadas em clnicas especializadas, sob anestesia regional e com mnimas repercusses sistmicas.</p><p>So vrias as opes anestsicas para as cirurgias oftl-micas, desde a anestesia geral (AG), passando pelos bloqueios regionais at as mais recentes, as anestesias tpicas. A esco-lha da tcnica anestsica deve ser direcionada para cada caso, considerando as necessidades individuais do paciente e cirur-gio, tempo e natureza da cirurgia, necessidade de analgesia ps-operatria e preferncias pessoais da equipe cirrgica. (I).</p><p>Os pacientes candidatos cirurgia oftlmica, a maio-ria composta de idosos, possuem no s alteraes fisiol-gicas decorrentes da idade, como tambm vrias patologias associadas que impem certas restries anestesia geral. A anestesia locorregional responsvel pela maioria das anes-tesias oftlmicas em regime ambulatorial. Apesar de segura, a anestesia locorregional no isenta de riscos. Suas principais vantagens e desvantagens esto resumidas na Tabela 1. (II)</p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>8</p><p>Tabela 1. Vantagens e desvantagens da anestesia locorre-gional:</p><p>A anestesia geral tem indicaes precisas, especial-mente nos casos em que os bloqueios esto contraindicados, como descrito na Tabela 2. (III).</p><p>Tabela 2. Contra indicaes para anestesia geral e para blo-queios locorregionais:</p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>9</p><p>So vrias as classificaes dos bloqueios oftlmicos. Para efeito didtico, sero divididos em dois grandes grupos, a saber: os bloqueios para procedimentos intraorbitrios e os bloqueios para procedimentos periorbitrios. (IV).</p><p>Os bloqueios periorbitrios so amplamente utilizados na prtica clnica, principalmente em cirurgias de plstica ocular. Cabe aos anestesiologistas buscar o conhecimento adequado da anatomia e das tcnicas anestsicas para a rea-lizao dessas. Esses bloqueios so teis em pacientes de alto risco, com leses amplas, ou quando o tecido se encontra in-fectado na rea da leso, mas ntegro na rea da puno (V).</p><p>O bloqueio sensitivo direto no tronco tem como van-tagens sobre a infiltrao: ser menos doloroso, exigir menor quantidade de anestsico local (1 a 5ml), evitar a distoro anatmica do tecido anestesiado. Entre as desvantagens, pro-mover a vasodilao na rea anestesiada a mais citada. (VI).</p><p>Podem ser utilizadas solues anestsicas de longa du-rao, proporcionando analgesia prolongada no ps-opera-trio.</p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>10</p><p>Para a realizao destes bloqueios, importante conhe-cer a rea de inervao da regio periorbitria. Os bloqueios periorbitrios sensitivos esto bem indicados nos procedi-mentos cirrgicos em regime ambulatorial. (VII).</p><p>1 - LacrimalO nervo lacrimal origina-se do nervo oftlmico, um dos </p><p>ramos do nervo trigmeo. Penetra na rbita pela fissura orbi-tria superior acima do nulo tendneo comum. Acompanha a artria oftlmica superior em direo glndula lacrimal, iner-vando-a. Segue rente ao bordo superior do msculo reto late-ral at a juno da parede superior com a parede lateral da r-bita. Inerva a glndula lacrimal, a conjuntiva e a regio lateral da plpebra superior, apresenta ramo com anastomose para o nervo zigomtico. (VIII).</p><p>Tcnica do bloqueioO nervo lacrimal pode ser anestesiado pela introduo </p><p>de uma agulha intradrmica fina (13x4,5mm) na plpebra su-perior, rente parede superior da rbita, na juno do tero lateral com o tero medial, ao longo desta por uma profundi-dade de aproximadamente 10 mm, onde se deposita de 2 a 3 ml de soluo anestsica (IX).</p><p>2 - FrontalO nervo frontal o maior dos trs ramos do nervo of-</p><p>tlmico, ramo do nervo trigmeo. Atravessa a fissura orbit-rio superior entre os nervos lacrimal e nasociliar, externamen-te ao nulo tendneo comum. Em sua poro distal, divide-se em dois outros nervos: supraorbitrio e supratroclear. Atravs de seus ramos fornece inervao mucosa e pele da plpebra medial, pele da raiz do nariz assim com pele da regio fron-toparietal (X).</p><p>Tcnica de bloqueioO ponto de referncia a incisura ou o forame supra-</p><p>orbitrio, no encontro entre a borda cortante e a romba su-perior da orbitria. Introduz-se uma agulha intradrmica fina </p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>11</p><p>(25x6mm) 2 a 4 mm lateral a essa juno, a uma profundida-de de aproximadamente 15 mm, injetando-se de 2 a 4 ml de soluo anestsica. Tambm pode ser bloqueado pela infil-trao seguindo um plano horizontal do subcutneo imedia-tamente acima da sobrancelha e da raiz do nariz. Neste blo-queio so utilizados de 3 a 6 ml de soluo anestsica. Outra tcnica o bloqueio de seus dois ramos principais: os nervos supraorbitrio e supratroclear. (XI).</p><p>3 - SupraorbitrioO nervo supraorbitrio ramo do nervo frontal, origin-</p><p>rio do nervo oftlmico, um dos ramos do nervo trigmeo. Tem origem dentro da cavidade orbitria e sai da rbita pela inci-sura ou forame supraorbital. Inerva, atravs de ramos curtos, o osso, o peristeo e mucosa do seio frontal e a conjuntiva da parte mdia da plpebra superior, e tambm a pele da regio frontoparietal. (VIII).</p><p>Tcnica do bloqueioO ponto de referncia a incisura ou o forame supraor-</p><p>bitrio de mesmo nome, localizado no encontro entre a borda cortante e a romba superior da rbita, facilmente palpvel. In-troduz-se uma agulha intradrmica fina (13x4,5mm) 2 a 4 mm lateralmente a essa juno, sem pesquisa de parestesia. Depo-sita-se de 1 a 1,5 ml de soluo anestsica.</p><p>A compresso digital da regio permite o bloqueio de seu ramo medial sem necessidade de nova infiltrao. Tam-bm pode ser bloqueado pela infiltrao do subcutneo, se-guindo-se um plano horizontal imediatamente acima da so-brancelha e da raiz do nariz. Neste bloqueio so utilizados de 3 a 6 ml de soluo anestsica. (XI).</p><p>4 - SupratroclearO nervo supratroclear, como o nervo supraorbitrio, </p><p>ramo do nervo frontal, que por sua vez origina-se do nervo of-tlmico, um dos ramos do nervo trigmeo. Tem origem dentro da cavidade orbitria e repousa anteriormente acima da tr-</p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>12</p><p>clea. Inerva a parte medial da plpebra superior e conjuntiva, pele da raiz do nariz e a pele da regio frontal vizinha (glabe-la). (VIII).</p><p>Tcnica do bloqueioConsiste na introduo de uma agulha intradrmica fina </p><p>(13 x 4,5 mm) na plpebra superior, no seu ngulo superior in-terno, imediatamente acima da trclea. Injeta-se nesse ponto 1 a 1,5 ml de soluo anestsica e a compresso digital auxiliar na disperso da soluo anestsica.</p><p>Este nervo tambm pode ser bloqueado pela infiltrao seguindo um plano horizontal do subcutneo, semelhana do nervo supraorbitrio. (XI).</p><p>5 - InfratroclearO nervo infratroclear um ramo do nervo nasociliar, </p><p>ramo do nervo oftlmico (ramo do nervo trigmeo), que ca-minha prximo da parede nasal da rbita, passando por baixo do msculo oblquo superior. Inerva a pele e a conjuntiva no ngulo medial do olho e o aparelho lacrimal. (X)</p><p>Tcnica do bloqueioA tcnica da anestesia do nervo infratroclear consis-</p><p>te na introduo de uma agulha intradrmica fina (13 x 4,5 mm) abaixo da trclea e acima do ligamento cantal medial, ao longo da parede medial da rbita. A agulha inserida at 10 mm e injeta-se 1 a 2 ml da soluo anestsica. (XII).</p><p>6 - Nasociliar o nico ramo do nervo oftlmico (ramo do nervo tri-</p><p>gmeo). Penetra na rbita pela fissura orbitria superior in-ternamente ao anel tendneo comum. Na rbita divide-se um ramos comunicantes para o gnglio ciliar, nervosciliares longos, nervo etmoidal posterior, nervo etmoidal anterior e nervo infratrocelar. Inerva o corpo ciliar, a ris e a crnea pelos nervos ciliares longos, a mucosa das clulas etmoidal poste-rior. A parte anterior da mucosa da cavidade nasal e a pele da </p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>13</p><p>ponta e da asa do nariz inervadas pelo nervo etmoidal ante-rior e, finalmente, a pele e a conjuntiva no ngulo medial do olho e o aparelho lacrimal pelo nervo infratroclear. (X).</p><p>Tcnica do bloqueioPara o bloqueio do nervo nasociliar localiza-se um ponto </p><p>a aproximadamente 4 mm acima do canto interno da rbita, onde se introduz um agulha intradrmica fina (25 x 6 mm), a uma profundidade de 2 a 2,5 cm junto da parede medial da rbita e injeta-se de 2 a 3 ml da soluo anestsica. (XII).</p><p>7 - ZigomticoO nervo zigomtico origina-se da diviso do nervo ma-</p><p>xilar (ramo do trigmeo), aps o ramo anastomtico para o nervo lacrimal, sai da cavidade orbitria pelo forame de mesmo nome (forame zigomaticotemporal). Inerva a regio temporal anterior. (X)</p><p>Tcnica do bloqueioUtiliza-se uma agulha intradrmica fina (25 x 6 mm), pa-</p><p>ralela borda orbitria lateral, em direo cranial e com a inje-o de 1 a 1,5 ml da soluo anestsica. (VII).</p><p>8 - InfraorbitrioO nervo infraorbitrio origina-se como diviso do nervo </p><p>maxilar (ramo do nervo trigmeo) na fissura orbitria inferior, descendo pelo canal infraorbitrio para a fossa canina, onde origina seus ramos terminais:</p><p>a) Ramos palpebrais inferiores inervam a pele a con-juntiva da plpebra inferior e os ngulos da rima pal-pebral;</p><p>b) Ramos nasais inervam da mucosa do vestbulo ao septo mvel do nariz e pele da asa do nariz;</p><p>c) Ramos labiais superiores inervam a boca, a gengi-va e o lbio superior (VIII).</p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>14</p><p>Tcnica do bloqueioExistem vrias tcnicas para o bloqueio do nervo infra-</p><p>orbitrio. A seguir sero descritas a tcnica extraoral e a intra-oral mais utilizadas.(XIII).</p><p>Na tcnica extraoral necessrio identificar o forame in-fraorbitrio, o qual facilmente conseguido com a colocao do dedo indicador esquerdo na parte superior da fossa cani-na. Uma agulha intradrmica fina (13 x 4,5 mm) introduzida em um ponto da face localizada a 1 cm lateralmente poro mdia da asa do nariz. A agulha dirigida para cima, para trs e lateralmente no plano axial do dedo indicador. Encostando a agulha na maxila, esta recuada e injeta-se de 2 a 3 ml da so-luo anestsica prximo do forame orbitrio inferior. Obtm--se a anestesia do lbio superior e da plpebra inferior. </p><p>Na tcnica via intraoral localiza-se o forame infraorbital como na tcnica extraoral. Levanta-se o lbio superior com o polegar e indicador da mesma mo, introduz-se uma agulha de carpule curta (2,4 x 27G) atravs da mucosa oral no pice do canino, direcionada cranialmente, para trs e lateralmente ao longo da maxila, em direo ao dedo que est palpando o forame.</p><p>Referncias Bibliogrficas</p><p>I. ATKINSON WS. Akinesia of the orbicularis. Am J Oph-talmol 1956; 36:1255.</p><p>II. AHMAD S, AHMAD A, BENZON HT. Clinical experien-ce with peribulbar block for ophthalmologic surgery. Reg Anesth 1993; 18 (3):184-8.</p><p>III. DOLON JR. JV. Anestesia para cirurgia oftalmolgica e otorrinolaringolgica. In: MILLER RD. Anestesia. So Paulo. Artes Mdicas; 1993. P. 2001-24.</p><p>IV. KUMAR C, DOWD T. Ophthalmic regional anaesthe-sia. Cur Opin Aneast 2008;21 (5): 632-7.</p><p>V. ESPADA LAHOZ D. Anestesia regional para cirurgia de </p></li><li><p>Manual de Plstica Ocular</p><p>15</p><p>face. In: MELEGA JM. Cirurgia Plstica fundamentos e arte: princpios gerais. So Paulo. 2002.</p><p>VI. VANETE LFA. Anestesia para oftalmologia. In: ORTEN-ZI AV, TARDELLI MA. Anestesiologia SAESP. So Paulo: Ateneu 1996.</p><p>VII. MCGOLDRICK KE. Anestesia e o olho. In: BARASH PG, CULLEN BF, STOELTING RK. Tratado de Anestesiologia Clnica. So Paulo: 1993.</p><p>VIII. NASSIF JM MELTZER MA. Anatomia das plpebras, da rbita e anexos oculares. Clin Oftalmol Am Norte 1990;3:13-30.</p><p>IX. TIND GS, RUBIN AP. Local anaesthesia for eye surgery: no room for compleency. Br J Anaest 2001; 86 (4): 473-6.</p><p>X. DANTAS AM. Nervos. In: DANTAS AM. Anatomia Fun-cional do olho e seus anexos. 2ed. Rio de Janeiro: Co-lina Livraria Editora e Livraria Editora Revinter; 2002. P. 361-459.</p><p>XI. PEREIRA AMSA. Bloqueio dos nervos supraorbitrio e supratroclear. Rev. Bras. Anestesiol 1995;45 (Supl 20):13-5.</p><p>XII. FERREIRA MA. Bloqueio do nervo nasociliar. Rev. Bras. Anestesiol 1995;45 (Supl 20): 19-20.</p><p>XIII. SANTANA L. Bloqueio do nervo infraorbitrio. Rev.Bras. Anestesiol 1988; 38 (Supl 8:1): 10-1.</p></li><li><p>Obstruo Lacr...</p></li></ul>