Manual Gemas DNPM

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    19-Oct-2015

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<ul><li><p>GemasManual Tcnico de</p><p>DNPM | IBGM</p></li><li><p>Gemas</p><p>Repblica FedeRativa do bRasilMinistrio de Minas e energia</p><p>secretaria de geologia, Minerao e transformao Mineraldepartamento nacional de Produo Mineral</p><p>Manual Tcnico de</p><p>C O N V N I O DNPM IBGM</p></li><li><p>M I N I S T R I O D E M I N A S E E N E R G I ASilas Rondeau Cavalcante SilvaMinis t r o d e e s tad o</p><p>Nelson Jos Hubner Moreirasecr e tr i o - e xecu t i vo</p><p>SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINER A O E TR ANSFORMA O MINER ALCludio Scliarsecr e tr i o</p><p>Carlos Nogueira da Costa Jniorsecr e tr i o -adjun to</p><p>DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODU O MINER ALMiguel Antonio Cedraz Neryd ir e to r Ger al</p><p>Joo Csar de Freitas Pinheirod ir e to r- Ger al adjun to</p><p>Antnio Fernando da Silva Rodriguesd ir e to r d e d e sen vo lv iMen to e eco n oMia Miner al | d id eM</p><p>I N S T I T U TO B R A S I L E I R O D E G E M A S E M E TA I S P R E C I O S O SJoo Ferreira GomesPr e sid en t e d o co nselh o d el ib er at i vo</p><p>Hcliton Santini HenriquesPr e sid en t e</p><p>cio Barbosa de Moraisd ir e to r</p><p>Edmundo Calhau Filhod ir e to r</p><p>REDE IBGM DE L ABOR ATRIOS GEMOLGICOSJane Leo Nogueira da Gamaco o r d enad o r a</p><p>Dados Internacionais de Catalogao na publicao (CIP)(Ncleo Setorial de Informao, SP, Brasil)</p><p>IBGM.I59 Manual Tcnico de Gemas / IBGM, DNPM. 3. ed. rev. e atual. / Consultoria, </p><p>superviso e reviso tcnica desta edio, Jane Leo N. da Gama. -- Braslia, 2005.156 p. : il.; 29 cm. </p><p>Anexos</p><p>ISBN: 85-99027-01-8</p><p>1. Gemas. 2. Pedras preciosas. I. Ttulo.</p><p>CDU 549.091 </p></li><li><p>GemasManual Tcnico de</p></li><li><p>APRESENTA OINTRODU OMATERIAIS GEMOLGICOSESPECIFIC A O DAS GEMAS USUAISgatagua-marinhaalexandritaametistaandaluzitaapatitaBerilo VerdeBrasilianitaCalcitaCitrinoCornalinaCrisoberiloCrisoprsiodiamantediopsdioepidotoescapolitaesfnioesmeraldaespinlioespodumnioeuclsioFeldspato MicroclnioFeldspato ortoclsioFeldspato PlagioclsioFluoritagranada almandinagranada andraditagranada espessartita</p><p>68</p><p>10141617181920212223242526272829303132333436373839404142434445</p><p>granada grossulriagranada Hidrogrossulriagranada Piropogranada rodolitagranada Malaia e com mudana-de-corHeliodoroHematitaHowlitaiolitaJade (Jadeta)Jade (nefrita)JaspeLpis-lazliLazulitaMalaquitaMarcassitaMoldavitaMorganitaobsidianaolho-de-gatoolho-de-tigrenixopalaPedra-de-sanguePeridotoPiritaQuartzo aventurinoQuartzo Cristal-de-rochaQuartzo dendritaQuartzo FumQuartzo rosaQuartzo rutiladoQuartzo turmalinado</p><p>su mri o</p><p>464748495051525354555657585960616263646566676869707172737475767778</p></li><li><p>Quartzo Verderodocrositarodonitarubisafiraserpentinasodalitatanzanitatopzioturmalina Bicolorturmalina indicolitaturmalina Parabaturmalina rubelitaturmalina VerdeturquesaZircoESPECIFIC A O DAS GEMAS ORGNIC ASmbaramonitaazevicheConchaCopalCoral (Calcrio)Coral (Conchiolina)Marfim (elefante)ProlaProla CultivadaESPECIFIC A O DAS GEMAS NO USUAISactinolitaBenitotaCassiteritaCianitadanburita</p><p>dioptsioenstatitaesfarelitaFenaquitagahnoespinlioidocrsioKornerupinaMontebrasitaPectolitaPetalitarutilosillimanitasinhalitataaffetathomsonitaVariscitaESPECIFIC A O DAS GEMAS ARTIFICIAISgggtitanato de estrncioYagZircnica CbicaNDICE REMISSIvOANExOSANExO I MAPA GEMOLGICO BRASILEIROANExO II MATERIAIS GEMOLGICOS NATURAISANExO III PRODUTOS SINTTICOS E ARTIFICIAISANExO Iv GRUPOS MINERALGICOS DE INTERESSE GEMOLGICOENDEREOS PARA CONTATOS</p><p>79808182848788899092939495969798</p><p>100102103104105106107108109110111112114115116117118</p><p>119120121122123124125126127128129130131132133134135136137138139140144146148151152 </p><p>154</p></li><li><p>Apres entAo</p><p>Braslia, dezembro de 2005</p><p>temos o prazer de apresentar a terceira edio do Manual Tcnico de Gemas, fru-to da parceria entre o DNPM departamento nacional de Produo Mineral e o IBGM instituto Brasileiro de gemas e Metais Preciosos. a exemplo das edies anteriores, este Manual tcnico incorporou diversas melho-</p><p>rias, incluindo 22 novas gemas, incluso/excluso de fotografias e o aperfeioamento do texto.</p><p>a publicao apresenta, agora, dados sobre 113 gemas e continua disponibilizando ao mercado brasileiro informaes tcnicas e fsicas relativas aos materiais gemolgi-cos, em lngua portuguesa, tornando-se fonte de referncia para pesquisa e consulta. o trabalho permite ainda, a harmonizao e normalizao dos conhecimentos utilizados pelos setores pblicos e privados, a exemplo dos documentos tcnicos emitidos pelos laboratrios gemolgicos na certificao de autenticidade de gemas.</p><p>Confiantes em que o Manual atender demanda do pblico a que se destina, par-ticularmente aos gemlogos, agradecemos a todos quantos tornaram possvel a sua realizao.</p><p>Hcliton Santini HenriquesPr e sid en t e d o ibGM</p><p>Miguel Antnio Cedraz Neryd ir e to r Ger al d o d nPM</p></li><li><p>top</p><p>zio</p><p> impe</p><p>rial</p><p> f</p><p>oto</p><p>: car</p><p>los </p><p>corn</p><p>ejo</p></li><li><p>nesta nova edio do Manual tcnico de gemas, optamos por adotar a classifi-cao das gemas de acordo com a mineralogia. esto resumidas na publicao as informaes relativas s gemas mais comumente encontradas e comercia-lizadas no Brasil, que so normalmente descritas em documentos, normas tcnicas ou publicaes de difcil acesso ao pblico que se dedica profissionalmente ou como apreciador de gemas e jias.</p><p>Primeiramente so apresentadas informaes sobre as definies, nomenclaturas e regras de utilizao das gemas.</p><p>na seqncia, so descritas 113 gemas, separadas pelas categorias usuais, no usuais, orgnicas e artificiais, incluindo descrio de suas propriedades fsicas. tudo ricamente ilustrado por fotos coloridas de alta qualidade, que revelam em detalhes a beleza das gemas.</p><p>Para facilitar a busca do leitor, foi incorporado um ndice remissivo de gemas que inclui, alm das variedades, os nomes mais comumente usados pelo mercado.</p><p>os anexos de i a iV apresentam, respectivamente: o mapa gemolgico brasileiro, os materiais gemolgicos naturais; as gemas sintticas, artificiais e os produtos en-contrados no setor e os grupos mineralgicos e espcies minerais que so de interes-se para gemolgia.</p><p>Finalmente, so apresentados os endereos das delegacias do dnPM e da rede iBgM de Laboratrios gemolgicos que estaro disposio para dirimir dvidas ou emitirem certificados de identificao de gemas.</p><p>i ntro du o</p></li><li><p>Para oBter INforMaes </p><p>DetalhaDas Do </p><p>setor De GeMas, </p><p>JIas e afINs Do BrasIl </p><p>acesse o sIte Do IBGM </p><p>www.IBGM.coM.Br</p><p>qua</p><p>rtzo</p><p> rut</p><p>ilad</p><p>o </p><p> fot</p><p>o: c</p><p>arlo</p><p>s co</p><p>rnej</p><p>o</p></li><li><p>10</p><p>mAt er iA i s g em o lg i cosrutilo</p><p> foto: carlo</p><p>s corn</p><p>ejo</p></li><li><p>11</p><p>os materiais gemolgicos normalmente encontrados no Brasil ou que so comumente comercializados possuem definies e nomenclatu-ras indicadas em normas tcnicas especficas nacionais aBnt e in-ternacionais - iso e CiBJo. Julgou-se conveniente reunir e apresentar, de for-ma sistematizada, as principais definies, nomenclaturas e regras de utiliza-o comercial e tcnicas constantes dos citados documentos tcnicos, con-forme a seguir:</p><p>p R i N c i pa i s d e F i N i e s e</p><p>N o M e N c l at U R a U t i l i Z a d a</p><p>os materiais gemolgicos naturais so aqueles inteiramente formados pela natureza, sem interferncia do homem. so de origem inorgnica: os minerais e as rochas; e orgnica: os de origem animal ou vegetal.</p><p>Quando as substncias naturais orgnicas ou inorgnicas, por suas caracte-rsticas intrnsecas (cor, brilho, raridade, dureza e outros), so utilizadas princi-palmente como adorno pessoal, estas so denominadas de gemas naturais.</p><p>Quando os minerais ou rochas naturais so utilizados principalmente para colees, esculturas, decoraes de interiores e como acabamento arquitet-nico, so denominados de materiais ornamentais.</p><p>os produtos gemolgicos sintticos e artificiais so os fabricados pelo homem.</p><p>so denominados de gemas artificiais os produtos criados e fabricados pelo homem, sem ter um correspondente na natureza.</p><p>as gemas sintticas so os produtos cristalizados, cuja fabricao, foi ocasionada pelo homem independentemente do mtodo utilizado. suas pro-priedades fsicas, qumicas e estrutura cristalina correspondem essencialmen-te s das gemas naturais.</p><p>as gemas compostas so corpos cristalinos ou amorfos, compostos de duas ou mais partes unidas por cimentao, ou qualquer outro mtodo arti-ficial. seus componentes podem ser tanto gemas naturais, sintticas ou arti-ficiais, como tambm vidro.</p><p>as gemas revestidas so as que sobre sua superfcie se fez depositar, por cristalizao ou outros meios, uma fina camada, colorida ou no, que pode ser ou no de igual composio qumica.</p></li><li><p>12</p><p>as imitaes so os produtos que imitam gemas naturais ou sintticas. denominados de produtos de fantasia, so fabricados pelo homem no intui-to de reproduzir o efeito ptico, a cor e/ou a aparncia das gemas naturais ou sintticas, sem possuir suas propriedades fsicas, qumicas ou sua estru-tura cristalina.</p><p>as gemas reconstitudas so materiais produzidos pelo homem median-te fuso parcial ou aglomerao de fragmentos de gemas.</p><p>as gemas simulantes so gemas naturais, artificiais ou sintticas que pela sua aparncia (cor, brilho) simulam gemas naturais de maior valor ou mais conhecidas. ex.: zirco incolor, safira incolor, zircna cbica e berilo incolor como simulantes do diamante. o espinlio vermelho como simulante do rubi e a turmalina verde como simulante da esmeralda.</p><p>os produtos gemolgicos cultivados so os produzidos pela natureza com interveno parcial do homem. a prola cultivada uma gema de origem or-gnica produzida pela natureza com interveno parcial do homem.</p><p>R e G R a s d e U t i l i Z a o d a s </p><p>d e F i N i e s e N o M e N c l at U R a</p><p>os nomes de minerais, gemas e outros termos devem ser usados ade-quadamente, principalmente quando utilizados em certificados, documen-tos comerciais, cientficos e tcnicos. as normas tcnicas nacionais aBnt e internacionais iso e CiBJo apresentam as regras que devem ser atendidas quando do uso dos termos inerentes aos materiais gemolgicos. a seguir so indicadas as consideraes mais importantes a serem observadas:</p><p>as substncias naturais e produtos sintticos e artificiais devem ser de-nominados de acordo com as definies e as nomenclaturas anteriormente indicadas. Quando as denominaes exigirem complementos, estes devem constar, no caso de apresentao escrita, em caracteres da mesma dimen-so e da mesma cor que os da denominao fundamental, devendo-se evitar qualquer abreviao. isto deve aplicar-se nas publicaes oficiais e tcnico-cientficas, em toda comunicao dirigida ao pblico ou em qualquer transa-o comercial (documentos publicitrios, etiquetas, faturas, notas, outros do-cumentos fiscais, etc.).</p><p>nas ocasies e nos locais onde so exibidas gemas naturais, gemas sint-ticas ou gemas artificiais ou jias com elas fabricadas, deve-se identificar cla-ramente cada artigo e material utilizado ou exposto.</p><p>no caso de jia confeccionada com uma ou mais gemas, naturais ou no, essa deve ser acompanhada de um documento que descreva a natureza, quan-tidade e massa das gemas, bem como o metal precioso empregado na sua fa-bricao, na sua titularidade e massa (peso).</p><p>deve-se evitar o uso de nomes de minerais ou gemas como descritivos de atributos de cor. ex.: rubi-espinlio e safira tipo alexandrita.</p><p>no se deve combinar nomes de gemas, que no possuem nada em co-mum uma com a outra. ex.: a variedade amarela de quartzo no deve ser des-crita como quartzo-topzio, citrino-topzio ou topzio-citrino, sendo reco-mendados somente os nomes citrino e quartzo amarelo.</p><p>o termo brilhante, sem qualquer descrio adicional do material, deve ser somente aplicado para diamantes redondos, em lapidao brilhante.</p><p>deve-se evitar o uso de nomes de talhes e formas de lapidao sozi-nhos para designar uma gema, exceto no caso do termo brilhante como ante-riormente indicado.</p><p>indicaes com relao aos tipos de lapidao e forma devem ser expres-sas como nos exemplos a seguir: ex.: safira lapidao brilhante, diamante lapidao rosa, esmeralda lapidao navette, esmeralda lapidao baguet-te, rubi lapidao esmeralda, turmalina lapidao gota e safira lapidao cabocho, etc.</p><p>gemas que so coloridas ou tm sua cor modificada por tratamento qu-mico ou fsico-qumico devem ser classificadas como tratadas, devendo sem-pre, sem qualquer ambigidade e com igual destaque, ser colocado junto ao nome da gema, bem como nos documentos comerciais, a natureza do trata-mento ao qual foi submetida. incluem-se nesse caso:</p><p>a] gemas cuja cor foi alterada por irradiao ou bombardeamento. ex.: diamante irradiado, topzio bombardeado, topzio irradiado;</p><p>B] gemas que foram revestidas. ex.: esmeralda revestida;</p><p>c] gemas tratadas por processo de difuso ex.: safira e rubi com tratamento de difuso</p><p>D] gemas cuja cor for alterada por tratamento qumico. ex.: opala tingida, gata tingida;</p><p>e] as gemas cujas incluses foram removidas ou tratadas com o uso de laser ou outros meios, ou cujas cavidades foram preenchidas com vidro ou produtos similares solicitadas devem sempre e sem qualquer ambigidade e com igual destaque ter seu nome acompanhado das expresses: com incluses removidas ou com cavidades preenchidas .</p><p>as gemas que, em conseqncia do tratamento a que foram submetidas, se tornarem radioativas no devem ser comercializadas ou usadas, enquanto a radioatividade adquirida no houver cessado totalmente.</p><p>todas as gemas modificadas artificialmente, para simular a cor ou apa-rncia de uma outra gema, devem ser designadas como tal sem qualquer am-bigidade. ex.: jaspe tingido de azul.</p><p>existem tipos de tratamento considerados prticas comerciais estabeleci-das e que so aceitas no mercado internacional , tais como:</p><p> a transformao permanente de cor da gema somente por tratamento trmico. ex.: berilo (gua-marinha, morganita); corndon (safira, rubi); quartzo (citrino, prasiolita); topzio (rseo); turmalina (todas as cores); zoisita (tanzanita).</p><p> transformao permanente de cor da gema por meio de tratamento trmico, juntamente com efeito de cidos e/ou solues tingidoras: gata verde e gata azul.</p><p> Branqueamento de marfim, coral e prola. o tratamento de esmeralda, rubelita, corndon e outras gemas </p><p>com parafina, substncias oleosas ou leos incolores ou resinas incolores do tipo pticon e similares uma prtica estabelecida que o mercado geralmente aceita, sendo obrigatrio a informao completa do tratamento que a gema recebeu.</p></li><li><p>13</p><p>a international Colored gemstone association iCa principal entidade de classe, que rene os mais importantes produtores e exportadores de pe-dras coradas, determina aos seus associados que coloquem nos documentos de venda e certificados de gema a descrio completa, ou as letras de codifi-cao apresentadas no Quadro n.e.t de gemas ou a descrio do tratamento que as gemas forem submetidas para realar a transparncia, cor e/ou retira-da e preenchimento de incluses:</p><p>Por outro lado, deve-se evitar o uso de nomes de fantasia para gemas co-loridas artificialmente ou tratadas, uma vez que tais nomes podem gerar d-vidas. ex.: prasiolita (ametista que adquire a cor verde por tratamento trmi-co), que pode ser confundido com uma prasiolita natural.</p><p>gemas que mostram fenmenos pticos como o acatassolamento ou chatoyancy devem ser descritas por seus nomes minerais ou de variedades, seguidos do termo olho-de-gato. (ex.: turmalina olho-de-gato). somente a variedade de crisoberilo, que apresenta este fenmeno ptico, pode ser cha-mada apenas de olho-de-gato. do mesm...</p></li></ul>