Manual Técnico de Gemas

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    20-Jul-2015

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<p>GemasManual Tcnico deDNPM | IBGM</p> <p>GemasManual Tcnico de</p> <p>Edison Lobo</p> <p>MINISTRIO DE MINAS E ENERGIA</p> <p>M i n is t r o d e e s ta d o</p> <p>Mrcio Pereira Zimmermannse cr e t r i o e xe cu t i vo</p> <p>SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAO E TRANSFORMAO MINERAL</p> <p>Cludio Scliarse cr e t r i o</p> <p>Carlos Nogueira da Costa Jniorse cr e t r i o -a dj u n to</p> <p>DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUO MINERAL</p> <p>Miguel Antnio Cedraz Neryd i r e to r G er a l</p> <p>Joo Csar de Freitas Pinheirod i r e to r- G er a l a dj u n to</p> <p>Antnio Fernando da Silva Rodriguesd i r e to r d e d e sen vo lv i M en to e e co n o M ia M i n er a l | d i d e M</p> <p>Joo Ferreira Gomes</p> <p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEMAS E METAIS PRECIOSOS</p> <p>Pr e si d en t e d o co nsel h o d el i b er at i vo</p> <p>Hcliton Santini HenriquesPr e si d en t e</p> <p>cio Barbosa de Moraisd i r e to r</p> <p>REDE IBGM DE LABORATRIOS GEMOLGICOS</p> <p>Jane Leo Nogueira da Gamaco o r d ena d o r a</p> <p>Dados Internacionais de Catalogao na publicao (CIP) (Ncleo Setorial de Informao, SP, Brasil)</p> <p>I59</p> <p>IBGM. Manual Tcnico de Gemas / IBGM, DNPM. 4. ed. rev. e atual. / Consultoria, superviso e reviso tcnica desta edio, Jane L. N. da Gama. -- Braslia, 2009. 220 p. : il.; 29 cm. Anexos ISBN: 978-85-99027-02-8 1. Gemas. 2. Pedras preciosas. I. Ttulo. CDU 549.091</p> <p>Repblica FedeRativa do bRasil Ministrio de Minas e energia secretaria de geologia, Minerao e transformao Mineral departamento nacional de Produo Mineral</p> <p>GemasManual Tcnico de</p> <p>C O N V N I O</p> <p>DNPM | IBGM</p> <p>Para oBter INforMaes DetalhaDas Do setor De GeMas, JIas e afINs Do BrasIl acesse</p> <p>www.IBGM.coM.Br</p> <p>Nota do editoresta nova edio do Manual Tcnico de Gemas inclumos duas categorias, gemas sintticas e imitaes, e incorporamos microfotografias de incluses tpicas das gemas sintticas mais importantes.tambm apresentamos imagens de kimberlitos e de diamantes brutos, em diversas cores e formatos, procedentes das regies produtoras brasileiras. esto resumidas na publicao as informaes relativas s gemas usualmente mais encontradas e comercializadas no Brasil, normalmente descritas em documentos, normas tcnicas ou publicaes de difcil acesso ao pblico, profissionais e apreciadores de gemas e jias. Primeiramente, so apresentadas informaes sobre as definies, nomenclaturas e regras de utilizao das gemas. na sequncia, so descritas 158 gemas, separadas pelas categorias usuais, orgnicas, no usuais, sintticas, arti-</p> <p>n</p> <p>ficiais e imitaes, incluindo descrio de suas propriedades fsicas, qumicas e pticas. tudo ricamente ilustrado por fotos coloridas de alta qualidade, que revelam em detalhes a beleza das gemas. Para facilitar a busca do leitor, o ndice remissivo das gemas apresentadas inclui, alm das variedades, os nomes mais comumente usados pelo mercado. os anexos de i a iV apresentam, respectivamente, os mapas diamantfero e gemolgico brasileiros, os materiais gemolgicos naturais, as gemas sintticas e artificiais, os produtos encontrados no setor e os grupos mineralgicos e espcies minerais que so de interesse da gemologia. Finalmente, so indicados os endereos dos distritos do dnPM e da rede iBgM de Laboratrios gemolgicos, que estaro disposio para dirimir dvidas ou, no caso do iBgM, tambm emitir certificados de identificao de gemas.</p> <p>5</p> <p>6</p> <p>apreseNtao</p> <p>C</p> <p>om vistas a incorporar constantes aperfeioamentos aos nossos trabalhos, de forma a melhor atender aos nossos objetivos e clientes, temos a satisfao de apresentar a quarta edio do Manual Tcnico de Gemas, fruto da parceria entre o departamento nacional de Produo Mineral- dnPM e o instituto Brasileiro de gemas e Metais Preciosos IBGM. nesta edio, que marca a passagem dos 75 anos de criao do dnPM, buscou-se incorporar diversas melhorias, incluindo 45 novas gemas, com respectivas especificaes e fotos, e aperfeioamentos no texto. outra novidade que o Manual est sendo apresentado tambm na verso inglesa, em</p> <p>mdia eletrnica (Cd e em sites para download), com o objetivo de ampliar a divulgao de nossa imensa riqueza gemolgica, tanto no Brasil quanto no exterior. assim, esta publicao cobre praticamente todo o universo das gemas, ao apresentar informaes tcnicas e fsicas relativas a 158 gemas, fortalecendo ainda mais seu papel de material de referncia para pesquisas e consultas. ao agradecer a todos aqueles que tornaram possvel a realizao deste Manual tcnico, reafirmamos a nossa confiana de que ele continuar bem atendendo a demanda do pblico a que se destina, particularmente aos gemlogos, lapidrios, tcnicos, professores e empresrios.</p> <p>Braslia, agosto de 2009 Miguel Antnio Cedraz Neryd i r e to r- G er a l d o d n PM</p> <p>Hcliton Santini HenriquesPr e si d en t e d o i b G M</p> <p>7</p> <p>sumrio</p> <p>11 13 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62</p> <p>Prefcio materiais gemolgicos esPecificao das gemas UsUais</p> <p>gata gua-marinha alexandrita ametista andaluzita apatita Berilo Verde Brasilianita Calcita Citrino Cornalina Crisoberilo Crisoprsio diamante diopsdio epidoto escapolita esfnio esmeralda espinlio espodumnio euclsio Feldspato Microclnio Feldspato ortoclsio Feldspato Plagioclsio Fluorita granada almandina granada andradita granada espessartita granada grossulria granada Hidrogrossulria granada Piropo granada rodolita granada Malaia e com mudana-de-cor Heliodoro Hematita Howlita iolita Jade (Jadeta) Jade (nefrita) Jaspe Lpis-lazli</p> <p>63 Lazulita 64 Malaquita 65 Marcassita 66 Moldavita 67 Morganita 68 obsidiana 69 olho-de-gato 70 olho-de-tigre 71 nix 72 opala 73 Pedra-de-sangue 74 Peridoto 75 Pirita 76 Quartzo aventurino 77 Quartzo Cristal-de-rocha 78 Quartzo dendrita 79 Quartzo Fum 80 Quartzo rosa 81 Quartzo rutilado 82 Quartzo turmalinado 83 Quartzo Verde 84 rodocrosita 85 rodonita 86 rubi 88 safira 91 serpentina 92 sodalita 93 tanzanita 94 topzio 96 turmalina Bicolor 97 turmalina indicolita 98 turmalina Paraba 99 turmalina rubelita 100 turmalina Verde 101 turquesa 102 Zirco 105 esPecificao das gemas orgnicas 106 mbar 107 amonita 108 azeviche 109 Casco-de-tartaruga 110 Chifre 111 Concha 112 Copal 113 Coral (Calcrio)</p> <p>8</p> <p>114 Coral (Conchiolina) 115 Jarina 116 Marfim (elefante) 117 Prola 118 Prola Cultivada 119 Prola de Caramujo 121 esPecificao das gemas no UsUais 122 actinolita 123 aragonita 124 axinita 125 azurita 126 azurmalaquita 127 Benitota 128 Berilonita 129 Cassiterita 130 Childrenita 131 Cianita 132 Clinohumita 133 Cuprita 134 danburita 135 datolita 136 dispora 137 dioptsio 138 ekanita 139 enstatita 140 esfarelita 141 estaurolita 142 Fenaquita 143 gahnoespinlio 144 Hemimorfita 145 Herderita 146 idocrsio 147 Kornerupina 148 Maw-sit-sit 149 Montebrasita 150 Pectolita 151 Petalita 152 Prehnita 153 rutilo 154 scheelita 155 sillimanita 156 sinhalita 157 smithsonita 158 sugilita</p> <p>159 taaffeta 160 thomsonita 161 tugtupita 162 Unakita 163 Variscita 165 esPecificao das gemas sintticas 166 alexandrita sinttica 168 Berilo sinttico 170 diamante sinttico 172 esmeralda sinttica 174 espinlio sinttico 176 Moissanita sinttica 177 opala sinttica 178 Periclsio sinttico 179 Quartzo sinttico 180 rubi sinttico 182 rutilo sinttico 183 safira sinttica 185 turquesa sinttica 187 esPecificao das gemas artificiais 188 ggg 189 Minkovita 190 niobato de ltio 191 tantalato de ltio 192 titanato de estrncio 193 Yag 194 Zircnica Cbica 195 esPecificao das imitaes 196 imitao de Coral 197 imitao de Lpis-lazli 198 Plstico 199 Vidro 200 ndice remissivo 205 anexos 206 anexo i | maPas diamantfero e gemolgico brasileiros 208 anexo ii | materiais gemolgicos natUrais 211 anexo iii | gemas sintticas, artificiais e ProdUtos 212 anexo iv | grUPos mineralgicos e esPcies minerais 214 endereos Para contatos</p> <p>9</p> <p>10</p> <p>prefcioManual Tcnico de Gemas um produto/resultado tangvel da parceria estabelecida e renovada pela quarta vez consecutiva: 1998, 2001, 2005 e 2009 entre o departamento nacional de Produo Mineral dnPM e o instituto Brasileiro de gemas e Metais Preciosos iBgM, sustentada no pressuposto: O conceito de parceria adotado pelo DNPM para efeito de celebrao de ACTs Acordos de Cooperao Tcnica reside no (termo de) compromisso assumido entre pessoas jurdicas, de natureza pblica ou privada, de forma temporria ou permanente, sob o pressuposto da transversalidade de aes e convergncia de esforos para a consecuo de objetivos institucionais afins e metas estabelecidas, compartilhando inves-</p> <p>O</p> <p>timentos, riscos, custos e benefcios dos servios e produtos gerados, na perspectiva da maior eficcia, eficincia e efetividade dos resultados scio-econmicos e ambientais esperados do Programa Minerao e Desenvolvimento Sustentvel e suas Aes, inserido na concepo do PPA 2008-2011. Com efeito, ao compartilhar do lanamento desta edio atualizada do Manual tcnico de gemas 2009, o dnPM ao comemorar 75 anos de existncia, reafirma seu papel de Gestor do Patrimnio Mineral do Brasil, contribuindo efetivamente para a ampliao e melhoria das condies acesso ao conhecimento das geocincias, em particular da Disciplina Gemologia, aos estudantes, aos profissionais, academia e sociedade brasileira.</p> <p>Antonio Fernando da Silva Rodrigues, Gel. MSc.d i r e to r d e d e sen vo lv i M en to e e co n o M ia M i n er a l | d i d e M d ePa r ta M en to naci o na l d e Pr o d u o M i n er a l | d n PM</p> <p>11</p> <p>12</p> <p>materiais gemolgicos</p> <p>s materiais gemolgicos normalmente encontrados no Brasil ou que so comumente comercializados possuem definies e nomenclaturas indicadas em normas tcnicas especficas nacionais aBnt e internacionais - iso e CiBJo. Julgou-se conveniente reunir e apresentar, de forma sistematizada, as principais definies, nomenclaturas e regras de utilizao comercial e tcnicas constantes dos citados documentos tcnicos, conforme a seguir:p R i N c i pa i s d e F i N i e s e N o M e N c l at U R a U t i l i Z a d a</p> <p>o</p> <p>os materiais gemolgicos naturais so aqueles inteiramente formados pela natureza, sem interferncia do homem. so de origem inorgnica: os minerais e as rochas; e orgnica: os de origem animal ou vegetal. Quando as substncias naturais orgnicas ou inorgnicas, por suas caractersticas intrnsecas (cor, brilho, raridade, dureza e outros), so utilizadas principalmente como adorno pessoal, estas so denominadas de gemas naturais. Quando os minerais ou rochas naturais so utilizados principalmente para</p> <p>colees, esculturas, decoraes de interiores e como acabamento arquitetnico, so denominados de materiais ornamentais. os produtos gemolgicos sintticos e artificiais so os fabricados pelo homem. so denominados de gemas artificiais os produtos criados e fabricados pelo homem, sem ter um correspondente na natureza. as gemas sintticas so os produtos cristalizados, cuja fabricao, foi ocasionada pelo homem independentemente do mtodo utilizado. suas propriedades fsicas, qumicas e estrutura cristalina correspondem essencialmente s das gemas naturais. as gemas compostas so corpos cristalinos ou amorfos, compostos de duas ou mais partes unidas por cimentao, ou qualquer outro mtodo artificial. seus componentes podem ser tanto gemas naturais, sintticas ou artificiais, como tambm vidro. as gemas revestidas so as que sobre sua superfcie se fez depositar, por cristalizao ou outros meios, uma fina camada, colorida ou no, que pode ser ou no de igual composio qumica.</p> <p>13</p> <p>as imitaes so os produtos que imitam gemas naturais ou sintticas. denominados de produtos de fantasia, so fabricados pelo homem no intuito de reproduzir o efeito ptico, a cor e/ou a aparncia das gemas naturais ou sintticas, sem possuir suas propriedades fsicas, qumicas ou sua estrutura cristalina. as gemas reconstitudas so materiais produzidos pelo homem mediante fuso parcial ou aglomerao de fragmentos de gemas. as gemas simulantes so gemas naturais, artificiais ou sintticas que pela sua aparncia (cor, brilho) simulam gemas naturais de maior valor ou mais conhecidas. ex.: zirco incolor, safira incolor, zircna cbica e berilo incolor como simulantes do diamante. o espinlio vermelho como simulante do rubi e a turmalina verde como simulante da esmeralda. os produtos gemolgicos cultivados so os produzidos pela natureza com interveno parcial do homem. a prola cultivada uma gema de origem orgnica produzida pela natureza com interveno parcial do homem.R e G R a s d e U t i l i Z a o d a s d e F i N i e s e N o M e N c l at U R a</p> <p>os nomes de minerais, gemas e outros termos devem ser usados adequadamente, principalmente quando utilizados em certificados, documentos comerciais, cientficos e tcnicos. as normas tcnicas nacionais aBnt e internacionais iso e CiBJo apresentam as regras que devem ser atendidas quando do uso dos termos inerentes aos materiais gemolgicos. a seguir so indicadas as consideraes mais importantes a serem observadas: as substncias naturais e produtos sintticos e artificiais devem ser denominados de acordo com as definies e as nomenclaturas anteriormente indicadas. Quando as denominaes exigirem complementos, estes devem constar, no caso de apresentao escrita, em caracteres da mesma dimenso e da mesma cor que os da denominao fundamental, devendo-se evitar qualquer abreviao. isto deve aplicar-se nas publicaes oficiais e tcnicocientficas, em toda comunicao dirigida ao pblico ou em qualquer transao comercial (documentos publicitrios, etiquetas, faturas, notas, outros documentos fiscais, etc.). nas ocasies e nos locais onde so exibidas gemas naturais, gemas sintticas ou gemas artificiais ou jias com elas fabricadas, deve-se identificar claramente cada artigo e material utilizado ou exposto. no caso de jia confeccionada com uma ou mais gemas, naturais ou no, essa deve ser acompanhada de um documento que descreva a natureza, quantidade e massa das gemas, bem como o metal precioso empregado na sua fabricao, na sua titularidade e massa (peso). deve-se evitar o uso de nomes de minerais ou gemas como descritivos de atributos de cor. ex.: rubi-espinlio e safira tipo alexandrita. no se deve combinar nomes de gemas, que no possuem nada em comum uma com a outra. ex.: a variedade amarela de quartzo no deve ser descrita como quartzo-topzio, citrino-topzioou topzio-citrino, sendo recomendados somente os nomes citrino e quartzo amarelo. o termo brilhante, sem qualquer descrio adicional do material, deve ser somente aplicado para diamantes redondos, em lapidao brilhante.</p> <p>deve-se evitar o uso de nomes de talhes e formas de lapidao sozinhos para designar uma gema, exceto no caso do termo brilhante como anteriormente indicado. indicaes com relao aos tipos de lapidao e forma devem ser expressas como nos exemplos a seguir: ex.: safira lapidao brilhante, diamante lapidao rosa, esmeralda lapidao navette, esmeralda lapidao baguette, rubi lapidao esmeralda, turmalina lapidao gota e safira lapidao cabocho, etc. gemas que so coloridas ou tm sua cor modificada por tratamento qumico ou fsico-qumico devem ser classificadas como tratadas, devendo sempre, sem qualquer ambigidade e com igual destaque, ser colocado junto ao nome d...</p>