Marcio valadão n°179 paz

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    10-Jul-2015

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  • Uma publicao da Igreja Batista da Lagoinha

    1 Edio: maro/2011

    Transcrico e Reviso:

    Nicibel Silva

    Copidesque:

    Adriana Santos

    Capa e Diagramao:

    Junio Amaro

  • 5Introduo

    Onde est a paz prometida? Voc pode se per-guntar. verdade que vivemos num mundo cheio de guerras, violncia, misria... Mas se meditarmos na Palavra de Deus, veremos que tudo o que nos traz a paz foi providenciado por Jesus. O amor, o perdo, a tolerncia, a compaixo, a bondade, a pacincia, a verdade... Quando escolhemos viver segundo os ensi-namentos de Cristo, a paz consequncia. No mundo no a encontraremos, mas podemos promov-la s pessoas, ao mundo que geme por paz: [...] se possvel, quando depender de vs, tende paz com todos os ho-mens [...] (Romanos 12.18.)

  • 6Se fizermos um apanhado geral na Bblia, vere-mos que a palavra felicidade aparece poucas vezes. J o sinnimo dela, dentro do vocabulrio de Deus, a palavra paz, vista inmeras vezes. Paz e felicida-de aos olhos do Pai so sinnimas. No livro de N-meros, captulo 6, versos 24 a 26, h uma promessa de Deus que remete felicidade, mesmo sem citar, literalmente, essa palavra. O Senhor te abenoe e te guarde; o Senhor faa resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericrdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te d a paz. Pode-se dizer que no contexto bblico, dentro da palavra paz, encontramos muitas outras bnos como, misericrdia, cuidado, tudo que o seu corao precisa. Nesta mensagem vere-mos sobre a paz de Jesus Cristo, a paz que excede todo entendimento, e a paz que o mundo oferece. Qual a paz que nos preenche plenamente, a paz do mundo ou a paz de Jesus Cristo? Qual a diferena entre paz do mundo e a paz de Cristo? Leia esse mensagem e descubra a verdadeira paz.

  • 7deIxo-vos a paz

    Quando Jesus Cristo nasceu, os anjos canta-ram uma mensagem dizendo: Glria a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem. (Lucas 2.14.) Paz em todas as reas, fsica, emocional, financeira, familiar. Na sua estrutura essa palavra pode at ser pequena, mas ela com-porta os desejos mais valiosos do corao huma-no. Em Joo 14, verso 27, temos o relato da despe-dida de Jesus aos seus discpulos, momento em que o Mestre lhes deixou, tambm, uma herana:

  • 8Ele disse: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; no vo-la dou como a d o mundo. No se turbe o vosso corao, nem se atemorize. Note que Jesus disse que a paz que Ele deixou no a mesma que o mundo oferece. Logo, podemos concluir que a paz de Jesus diferente, distinta daquela que o mundo ou as coisas que nele h oferecem. Mas voc pode perguntar: Como a paz do mun-do? Qual a diferena entre a paz de Jesus e a do mundo? O mundo oferece um sentimento de paz. Sentimento este que advindo de uma situ-ao, geralmente, apenas quando tudo vai bem. Quando se est empregado, quando se ganha uma promoo, quando se conquista algo muito desejado. Enfim, a paz do mundo surge apenas quando os sonhos e desejos so realizados. Essa paz efmera, circunstancial. uma paz condi-cional, ela est presente somente nos bons mo-mentos, na alegria, nas realizaes do homem. E quando as coisas no acontecem de acordo com a vontade da pessoa, quando no so favorveis, contrrias aos anseios do corao, o sentimento de paz bate asas, voa, vai embora, porque ele s se mantm se tudo estiver bem. Muito bem.

  • 9Quando os sonhos e desejos so frustrados, con-trariados, surge, ento, a perturbao, a tristeza, o desnimo, a depresso, a murmurao.

    Completamente diferente do sentimento de paz mundano a paz de Jesus Cristo. Ela opera em todos os tempos, tanto os bons quanto os maus. Quando h abundncia ou escassez, emprego ou desemprego, sade ou enfermidade, a paz perma-nece em todos os estados. Mas isso s possvel quele que recebe o Jesus da paz. Se voc o tem, a paz dele alcanar o seu corao, e nada nem nin-gum poder tir-la de voc. Jesus no nos outor-gou um sentimento de paz, mas Ele nos deu a sua paz, deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

    Pelo fato de muitos no terem essa compreen-so, nos momentos de aflio, de dor, tribulao, a pessoa culpa a Deus pelo o que se est vivencian-do. Deus no culpado por nenhuma tragdia, tambm no deseja a infelicidade de ningum, ao contrrio, Ele bom, muito bom, e tem o melhor para cada um de seus filhos. Ns fazemos escolhas que podem nos trazer sofrimento, mas Deus no. Querido, Ele sempre faz a escolha certa e deseja que seus filhos experimentem da paz que excede todo

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    entendimento, mesmo que tudo no esteja dando certo, a paz pode existir. No precisamos viver pre-ocupados, pois nossa vida est nas melhores mos. Podemos descansar nos braos do Pai, pois pela f de que Ele est cuidando de tudo que precisamos, possvel ter paz e descansar em meio tempestade. Jesus certa feita estava atravessando com os disc-pulos o mar da Galileia. De repente veio uma tem-pestade, o vento soprava com fria, o barco em que estavam era lanado de um lado para o outro, um cenrio de medo, de desespero para alguns, mas no para Jesus, porque ele dormia tranquilamente.

    Ento, entrando ele no barco, seus discpulos o se-guiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tem-pestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discpulos vieram acord-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, ento, Jesus: Por que sois tmidos, ho-mens de pequena f? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonana. E maravilha-ram-se os homens, dizendo: Quem este que at os ventos e o mar lhe obedecem? (Mateus 8.23-27.)

    Note que os discpulos tinham um sentimen-to de paz. Quando a tempestade surgiu, eles fica-

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    ram apavorados, sem saber o que fazer, mas Jesus dormia profundamente, tanto que os discpulos tiveram que acord-lo. Quem o acordou no foi a tempestade, no foi o barulho do vento, mas os dis-cpulos. A paz que emana de Cristo nos faz dormir tranquilamente, conforme escrito no Salmo 4, verso 8: Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SE-NHOR, s tu me fazes repousar seguro.

    Diante da atitude desesperada dos discpulos, Jesus lhes disse: Homens de pequena f. Jesus esta-va presente, e junto de Jesus no temos que temer a nada.

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    a paz que excede todo

    entendImento

    Muitos foram os dias em que atravessei tempes-tades, e o que no me fez desistir foi a paz de Cristo. Quando o Senhor levou o meu irmo mais velho, senti muita dor. Eu estava na Rede Super, e de re-pente chegou a minha filha mais velha, Ana Paula, o meu genro, Gustavo, e o meu neto, Isaque, para me darem a notcia do falecimento. O meu corao ficou apertado, recordei dos nossos momentos jun-tos, percebi que tinha ido para a glria algum to

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    importante para mim; no foi fcil, no so fceis esses momentos, mas apesar do meu sofrimento, havia uma paz, uma paz to doce, a paz do Senhor. Por mais que tente, sei que jamais conseguirei expli-car essa paz, pois ela excede todo o entendimento (Filipenses 4.70). Essa paz, que no um sentimen-to, se expressa por um sentimento, contudo, no permite que o desespero tome conta da nossa vida.

    A morte do Hlio, meu irmo, no foi motivo para que eu questionasse a Deus, ela foi motivo de gratido por tudo que o Senhor fez por meio da vida dele. Dois anos antes de ele falecer, uma cirurgia foi realizada. Porm, popularmente falando, o mdico apenas abriu parte do corpo e depois fechou. Isso porque uma interveno divina aconteceu. Um tu-mor maligno havia sido diagnosticado, logo seria preciso oper-lo. Entretanto, os mdicos ficaram surpresos com o que viram, ou melhor, no viram, o tumor havia desaparecido. Ns sabemos que ele foi arrancado pelas mos do Mdico dos mdicos, o melhor e maior cirurgio de todos. Meu irmo tam-bm pde testemunhar os desejos que o Senhor o permitiu realizar, e um deles foi a construo de sua casa, do jeito que ele queria. J o seu maior sonho,

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    de ver os filhos se rendendo ao Senhor, tambm foi realizado. Aps o dia da cirurgia, Hlio viveu ain-da melhor, saudvel, e contemplando os feitos do Senhor em sua vida. Choramos pela morte dele, as lgrimas so inevitveis, ficamos entristecidos, mas em nenhum momento o desespero tomou conta de ns. Algumas pessoas que foram ao velrio e no eram convertidas, foram surpreendidas pela paz que dominava aquele local. Olhavam para a esposa do Hlio, para os filhos, para os irmos, e percebiam que naquele lugar havia algo diferente. A paz de Je-sus nos d a convico, a certeza que a morte no uma perda. Podemos dizer como Paulo: [...] sei em quem tenho crido e estou certo de que ele poderoso para guardar o meu depsito at aquele Dia. (2 Ti-mteo 1.12.)

    H um hino que diz: Se paz a mais doce me deres gozar, se dor a mais forte sofrer; Oh, seja o que for, tu me fazes saber, que feliz com Jesus hei de estar. Essa paz dom de Deus, um presente do Senhor, uma bno dele a ns, conforme descrito no Sal-mo 29, versculo 11: O Senhor d fora ao seu povo, o Senhor abenoa com paz ao seu povo. Mesmo que voc no tenha as coisas que o mundo valori-

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    za, algo tangvel, se voc tiver a paz do Senhor ter tudo, ela a bno principal. A paz que Jesus nos deixou, no uma paz circunstancial, mas uma paz que est alm das circunstncias, das situaes, das perdas, dos bens materiais. Sem ela todos os tesou-ros do mundo tornam-se nada. Ela no se compra nem se vende, somente Deus pode nos conced-la. Ele disse que abenoaria o povo dele com a paz, en-to todo aquele que parte do seu povo a ter. No permita que ningum tente tir-la de voc.

    Veja o que Salmo 119, verso 165, nos ensina acerca da bno que Deus no deixou: Grande paz tm os que amam a tua lei; para eles no h tropeo. (Salmo 119.165.) Mas os mansos herdaro a terra e se deleitaro na abundncia de paz. (Salmo 37.11.) Provrbios captulo 3, verso 17 diz: Os seus cami-nhos so caminhos deliciosos,