Medicina Tradicional em África:

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    31-Dec-2016

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  • O Objecto Etnogrfico e a Medicina Tradicional em frica

    Manuela Cantinho

    http://www2.iict.pt/?idc=13&idi=13752

  • Grande diversidade cultural

    Sistemas muito antigos transmitidos oralmente

    Medicina Tradicional na frica Subsaariana

  • As prticas teraputicas em frica somuito diversas:

    1. Arte da adivinhao2. Arte da cura3. Arte da proteco

    Todas elas associadas manipulao de diversos objectos

  • 1. O corpo e a pessoa que o habita2. A famlia 3. A aldeia 4. Os antepassados 5. O mundo dos espritos e das divindades

    Aelaboraoemanipulaodestesutensliosenvolveadoenaeoinfortnionumatramaqueatravessa:

  • Grande diversidade de utenslios teraputicos

    1. Utenslios para questionar a sorte2. Amuletos protectores3. Representaes dos antepassados4. Representaes da doena5. Mscaras6. Objectos para curar , ritualmente cobertos de

    substncias mgicas (sangue, saliva, diversos ingredientes naturais)

    7. Medicamentos onde a farmacopeia ocidental encontra muitas substncias activas

    8. .

  • 1. Concepo da sade / doena2. Harmonia entre os mundos3. Ler a desordem4. Adivinhao / Arte do diagnstico5. Arte da cura6. Arte da proteco

    Etapas teraputicas que se misturam social e simbolicamente:

  • Sade - Doena

    Harmonia entre dois mundos

    Concepo de doena

    Concepo de sade

  • Concepo de sade:

    1. Respeito pelas regras sociais

    2. Respeito pelos antepassados

    3. Respeito pelos espritos

    Sinais de sade:

    1. Maternidade

    2. Fecundidade

    3. Prosperidade do grupo

  • Concepo de doena:

    1. Desrespeito pelas regras sociais,

    2. Desrespeito pelos antepassados

    3. Desrespeito pelos espritos

    Sinais de doena:

    1. Infecundidade

    2. No prosperidade do grupo

    3. Doena fsica = desordem social

  • Mscara que apresenta uma deformao resultante de uma paralisia facial.

    Representa a doena ou o infortnio de quem transgrediu, que teve um comportamento imprprio.

    Utilizada com uma funo didctica em danas nas cerimnias de iniciao.

    Representao da doena e da esperana na cura (preto/branco)

    Mscara Mbangu, Pende (Congo)

  • Arte da adivinhao

    Arte da cura

  • Antes de comear o processo de adivinhao procede-se ao rito da pemba

    Processo de adivinhao Ngombo

  • Cesto de adivinhaoNgombo ya

    cisuka

    Mutopa

    Adivinho (Tahi) aspirando o fumo da Mutopa durante o processo de adivinhao

    Processo de adivinhao Ngombo

  • Mutopa (cachimbo de gua)

    Cesto de adivinhaoNgombo ya cisuka

    Microcosmos da vida dos Chokwe

    Processo de adivinhao Ngombo Chokwe (Angola)

    Cachimbo de gua utilizado pelo thai(adivinho) durante a leitura do cesto deadivinhao.O fumo que este vai soprando sobre ongoombo (conjunto do cesto e dospequenos objectos que este contem) umaoferta do adivinho que potencia o processode adivinhao.

    Museu da SGL

    Museu da SGL

  • Processo de adivinhao Ngombo

    Almofariz p/ triturar

    remdios

    Recipiente (cimangu) p/

    guardar remdios

    Ventosa Kabongo ya Ngombo (cesto onde se guardam todos os objectos da

    adivinhao)

  • Processo de adivinhao Ngombo

    Aps o processo de adivinhao procede-se novamente ao rito da pemba

  • Lunda-Chokwe, Angola

    Misambu (chocalho)

    Utilizado pelo adivinho para afastar os espritos malficos, durante o processo de adivinhao

    Museu da SGL

  • Yoruba (Nigria)

    Adivinho com a tbua de adivinhao (opon ifa) coberta com caulino e o

    recipiente (agere ifa) com as nozes de palma sagradas (19 p/ homem ou 17 p/

    mulher)Agere ifa

    Opon ifa

  • Orculo de frico (itombwa)

    Wongo (RDC)

  • Mukanda

    Circunciso dos rapazes(fase pr-operatria)

    Lwalu (bandeja onde foram colocadas folhas

    trituradas)

    O operador chefe rega os rapazes com uma mistura de gua e folhas

    trituradas (purificao)

  • Mukanda

    Circunciso dos rapazes

    Almofariz onde foram trituradas as folhas durante a fase pr-operatria da Mukanda

  • Facas de circunciso

    Museu da SGL

  • Aps a circunciso o sangue estancado com:

    Lodo (colocado na cabea do paciente)

    P proveniente da triturao de plantas hemostticas (interrompem o sangramento).

    Farinha de mandiocacozida e quente

    Processo de cicatrizao:

    Vo colocando sobre o pnis casca de raiz de lupunga.

    Seiva de algumas rvores (ex: Burkea africana HOOK/Famlia das Leguminosas)

    Rapazes circuncizados com a

    vareta lupaci

  • Figura em postura real telama lwimbanganga, indicativa da sua capacidade de clarividncia .

    Embora seja o escultor que executa estes objectos, o ngaanga (especialista do ritual) que providencia o bilongo, atravs das substncias mgicas que lhe confere a fora sobrenatural.

    Minkisi (Kongo)(Medicamentos de Deus)

    Museu da SGL

  • Minkisi (Kongo)(Medicamentos de Deus)

    1. Vigilantes da moral e da sade

    2. Cura / destri

    3. Protege / ataca

    4. Essncia do Nkisi: conter uma alma e dizer-lhe o que fazer

    5. Assume diversas formas: vaso cermico; saco. cesto; estatueta

    6. Receptculo que contem medicamentos que activam os espritos.

    7. S a partir desse momento o Nkisi tem alma (mooyo) e pode exercer a sua funo

    8. Medicamentos que do vida e despertam o Nkisi: nomeadamente terras de cemitrio, caulino, p de giz

  • ATshol (Medicamento)Baga (Guin-Bissau)

    Pea de santurio e toucado de dana utilizado para curar e proteger a comunidade.

    Colocadas algumas

    substncias com poderes sobrenaturais

    dentro dos orifcios

    Museu da SGL

  • Yaka/NkanuAngola

    Tambor amuleto

    Recipiente para medicamento

    Museu da SGL

  • Embora as suas funes possam ser diversas, usado exclusivamente pelos adivinhos-curandeiros yaka/nkanu.

    Quando serve de recipiente, o ngaanga ngoongo (adivinho curandeiro) mistura nele as substncias mgicas com que prepara os medicamentos para administrar aos doentes.

    Tambor de fenda (mukoko ou n-kooku)

  • Receptculo / Figura de chefeChokwe (Angola)

    Revela as competncias regenerativas dos chefes (antepassados)

    Receptculo utilizado para conter substncias rituais /medicinais.

    Ajuda a activar os poderes sobrenaturais dos chefes (antepassados)

    Ligao ao mundo dos espritos

    Tampa

  • Arte da proteco

    Amuletos: individuais, da famlia e da comunidade

  • Escultor borrifa, com vinho de palma, a rvore que

    escolheu para esculpir um Iran

    Dois Irans Bijag

    Museu da SGL

  • AmuletoNdembo (Angola)

    Utilizado com funes mgico religiosas. Saquinhos com substncias medicinais.

    AmuletoKongo (Angola)

    Utilizado com funes mgico religiosas. Recipiente com substncias medicinais.

    Museu da SGL

    Museu da SGL

  • BarreteMandinga, Guin-Bissau

    Utilizado pelo adivinho/curandeiro.

    As bolsas em couro contm pedaos de papel com inscries de passagens do Coro, destinadas a proteger ou a curar.

    Normalmente o adivinho diagnostica as causas do mal que afligem o consulente e confecciona um amuleto/talism composto a partir de passagens do livro sagrado, que se cr produzirem efeito imediato.

    Museu da SGL

  • Tbuas cornicasGuin-Bissau

    Inscrio de passagens do Coro alusivas ao problema de sade do paciente.

    A inscrio lavada com gua onde estiveram imersas diversas razes.

    O paciente ingere o lquido resultante da lavagem.

    (A tinta normalmente constituda por: carvo, argila, gua e goma arbica) Museu da SGL

  • Oadivinho/psicoterapeutaOcurandeiro/ervanrioSadeereinserosocialSistemasalternativosUsossociaisdadoenaemfrica

    Funo Socialda Medicina Tradicional

  • Agradecimentos

    Agradece-se Sociedade de Geografia de Lisboa acedncia das imagens do seu Museu Etnogrfico,devidamente assinaladas..

    SGL - Imagens

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