Monografia Adriana Pedagogia Itiúba 2012

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    05-Jun-2015

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Pedagogia Itiba 2012

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<ul><li> 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VIIPROGRAMA REDE UNEB 2000ADRIANA CARVALHO DE OLIVEIRA DARTICLA DEOLINA SEVERO DOS SANTOSNELMA MARIA DO NASCIMENTO REGIANA MAIA DE AZEVEDOO LDICO NO ENSINO DE MATEMTICADAS SRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTALSENHOR DO BONFIM2012</li></ul><p> 2. ADRIANA CARVALHO DE OLIVEIRA DARTICLA DEOLINA SEVERO DOS SANTOSNELMA MARIA DO NASCIMENTO REGIANA MAIA DE AZEVEDO O LDICO NO ENSINO DE MATEMTICADAS SRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTALMonografia apresentada ao Departamento de Educao Campus VII Senhor do Bonfim, da Universidade do Estadoda Bahia, como parte dos requisitos para obteno degraduao no Curso de Pedagogia com Habilitao NasSries Iniciais.Linha de Pesquisa: Educao MatemticaOrientadora: Prof. Ms. Alayde Ferreira dos SantosSENHOR DO BONFIM2012 3. UNIVERSIDADE DE ESTADO DA BAHIA UNEB DEPARTAMENTO DE EDUAO CAMPUS VII SENHOR DO BOMFIM BA.COLEGIADO DE PEDAGOGIAO LDICO NO ENSINO DE MATEMTICADAS SRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTALMonografia submetida aprovao, como requisito parcial obteno do grau deLicenciaturaemPedagogia pela Universidade do Estado da Bahia UNEB/Departamento de Educao Campus VII, pela seguinte banca examinadora: Aprovada em ____ de _____________de 2012 ______________________________________________________ Prof. Examinador Prof. Examinador __________________________________Profa. Examinadora e Orientadora 4. DEDICATRIANossa professora, orientadoraecoordenadorado curso,nossosprofessores, pais, irmos, irms, esposos,noivo, sogros, sogras, filhos e filhas peloincentivo e apoio que sempre tem dado. 5. AGRADECIMENTOSA Deus, em primeiro lugar, por nos conceder a vida para buscar sempremais o saber e assim multiplicar.A UNEB (Universidade do Estado da Bahia), por abrir espao a outrosprogramas de Cursos para aperfeioamento de conhecimentos cientficos.A coordenadora do Curso: Alayde Ferreira dos Santos por ter coordenadoesse curso com bastante compromisso, assiduidade e responsabilidade.A Normaci Reis de Oliveira Costa, professora orientadora do Curso, por suaamizade, meiguice, espontaneidade, compromisso, responsabilidade, ateno eassiduidade.Aos nossos professores de todo perodo do curso, por terem sido fontesvaliosas onde contriburam com novos compromissos, desafios e aprendizagenssignificativas.A nossa orientadora da Monografia, professora Alayde Ferreira dos Santos,pessoa de pulso firme, amiga, e companheira, por ter contribudo significativamentecom o desenvolvimento deste trabalho. Aos professores e diretores das Escolas: Professora Francina de ArajoSampaio, Stio do Flix e Elysio Ferreira Barros, por terem dado espao para aanlise de dados desse trabalho e terem contribudo com novas mudanas e novasperspectivas de trabalho pedaggico.A ns desse grupo de Monografia, por termos contribudo com mudanasassduas diante dos saberes cientficos, pela amizade, responsabilidade, respeito,ateno, espontaneidade e bastante compreenso por parte de todos.Aos nossos familiares: pais, irmos, irms, esposos, noivo, sogros, sogras,filhos, filhas e outros, pelo incentivo, compreenso, amizade, pela existncia eafetos que cada um traz no corao. E por ltimo, aos nossos colegas de turma que juntos vimos este trabalhonascer como um novo desafio cheio de barreiras, mas com objetivo de vencer eadquirir novos conhecimentos cientficos e novas perspectivas de mudanas. 6. EPGRAFE Todo amanh se cria num ontem, atravs de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e corporifica no presente. Temos que saber o que fomos e o que somos para saber o que seremos. Freire 7. RESUMOA presente monografia aborda a utilizao de elementos ldicos na prtica educativa dassries iniciais do Ensino Fundamental, especialmente para alunos de trs escolas da redemunicipal, dos turnos matutino e vespertino, no municpio de Itiba. Objetivando ponderarsobre o espao que a ludicidade tem ocupado na prtica do Ensino da Matemtica nessamodalidade educativa; Refletir sobre a contribuio do ldico para uma aprendizagemsignificativa da matemtica nas sries iniciais do Ensino Fundamental; Identificar na prticaeducativa dos professores das sries iniciais do Ensino Fundamental, os benefcios deuma metodologia que valoriza o ldico como recurso mediador da aprendizagem. Paraalcanar os objetivos foi utilizado como procedimento metodolgico a pesquisa qualitativa,tendo como instrumento de coleta de dados um questionrio semiaberto, aplicado a 13professores que trabalham com essa modalidade educativa sob estudo. O trabalho estfundamentado em autores como: Moura (1999), Lara (2005), Vygotsky (1998), Santos(1997 1999 2000), Kishimoto (1993) Carvalho (2000) dentre outros. Os resultadosdesta pesquisa mostram a aceitao dos professores a uma metodologia ldica e asmudanas no processo de aprendizagem dos alunos, contudo constata a grandedificuldade de aplicao prtica na implementao dessas mudanas.Palavras-chaves: Ludicidade. Ensino da Matemtica. Aprendizagem. 8. SUMRIOINTRODUO .....................................................................................08CAPTULO I 1. PROBLEMATIZAO 11 1.1 A LUDICIDADE E O ENSINO DA MATEMTICA .................................11 CAPTULO II 2. FUNDAMENTAO TERICA ........................................................... 18 2.1 TEORIA DO LDICO ............................................................................ 18 2.2 O ENSINO DE MATEMTICA ............................................................. 25 2.3 O USO DO JOGO NO ENSINO DA MATEMTICA ............................. 29 CAPTULO III 3 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS323.1 TIPO DE PESQUISA ...................................... ..................................... 323.2 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS ...........................................333.3 LCUS DA PESQUISA ......................................................................... 343.2.1 Escola Profa. Francina de Arajo Sampaio .........................................343.2.2 Escola Stio do Flix ............................................................................. 343.2.3 Escola Elysio Ferreira Barros ............................................................... 353.3 SUJEITOS DA PESQUISA ...................................................................35 CAPTULO IV444 ANLISE E INTERPRETAO DOS DADOS 374.1 O PERFIL DOS SUJEITOS ..................................................................374.1.1 GNERO DOS SUJEITOS ....... ........................................................... 384.1.2 EXPERINCIA DOS SUJEITOS............................................................394.1.3 FORMAO DOS SUJEITOS ....................................... ......................394.2 OBSERVAO DA PRTICA PEDAGGICA ...................................... 404.2.1 TIPOS DE JOGOS ....................................... ........................................ 404.2.2 A CRENA NO LDICO COMO MEDIAO DA APRENDIZAGEM ...414.2.3 A FREQUNCIA NA UTILIZAO DO LDICO .................................. 424.2.4 OBSERVAO DO RENDIMENTO NAS AULAS LDICAS434.2.5 CAPACITAO DO EDUCADOR PARA A LUDICIDADE 454.2.6 CONSCINCIA PRTICA DA LUDICIDADE ........................................474.2.7 LDICO NO ENSINO DE MATEMTICA: DESAFIOS E49POSSIBILIDADES ................................................................................CONSIDERAES FINAIS .................................................................51REFERNCIAS ....................................................................................53APNDICES 9. 8INTRODUOA matemtica est cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. Mas apesarde sua importncia e utilizao, constantemente nota-se que no ambiente escolarela uma disciplina que apresenta altos ndices de reprovao e, por conseguinte,de abandono da escola, como ocorre nos programas de educao de jovens eadultos em que a matemtica apontada como uma das principais causas derepetncia e evaso escolar (STRAGLIOTTO, 2008, p. 9, apud ROSA 2010, p. 40grifo nosso).Frente aos grandes avanos que a espcie humana tem atingido no mundocontemporneo, cada vez mais desinteressante uma metodologia educacionalmeramente expositiva e descontextualizada, em que predomina a desmotivao e odesinteresse, que atingem tanto os educandos como o professor, que terminaclassificando a sua atividade como cansativa e estressante. partir desta observao nos propomos realizar este estudo enfocando o uso doldico no Ensino da Matemtica nas sries iniciais do Ensino Fundamental. Sem apretenso de dar receitas prontas sobre como ensinar Matemtica, mas apresentarmeios que venham amenizar as dificuldades encontradas no ensino dessecomponente curricular obrigatrio, como tambm fornecer subsdios que reforcem aimportncia do ldico como uma ferramenta eficaz na construo de aprendizagenssignificativas. Assim, o presente trabalho estrutura-se em quatro captulos voltadospara a discusso dessa temtica nos aspectos tericos e prticos:O Primeiro Captulo apresenta, alm da inquietao que motivou a escolha destetema, sua relevncia no campo scio/educacional, a definio do problema e dosobjetivos justificados nas razes obvias e incontestveis que se verificam nas 10. 9observaes da prtica educativa contempornea, bem como dos trabalhos dediversos autores.Buscamos, no Segundo Captulo, discorrer sobre as concepes referentes aoEnsino da Matemtica, abordando de forma sucinta a teoria do jogo numa tentativade compreender a estreita relao existente entre o jogo e o desenvolvimentocognitivo do indivduo. Ainda neste captulo so abordados o Ensino da Matemticae o uso do jogo no Ensino da Matemtica atravs de autores como: Alsina (2009),Lara (2003-2005), Menezes (2010), Moura (1992-1999), Neves (2009), Santos(1997-1999), Vygotsky (1998); Nacarato (2009), Rabelo (2002); Alves (2001), Brasil(1997-1998).O terceiro captulo constitui-se da exposio dos mtodos utilizados na realizao dapesquisa de natureza qualitativa, que teve como instrumento de coleta de dados oquestionrio. Os sujeitos da pesquisa foram os professores da rede pblica domunicpio de Itiba-Bahia, mas precisamente das seguintes escolas: Elysio FerreiraBarros, Professora Francina de Arajo Sampaio e Stio do Flix. Buscou-se comestes compreender suas concepes sobre o ldico no Ensino da Matemtica.No quarto captulo apresentamos a anlise e interpretao dos dados obtidos,buscando responder as questes levantadas na problemtica, articulando com asbases tericas discorridas no segundo captulo. Inicia-se caracterizando os sujeitosda pesquisa e, em seguida, discutimos suas concepes e vivncias em relao aotema proposto.Conclumos apresentando as nossas consideraes finais, enfatizando a importnciados jogos na construo de conhecimentos matemticos e como ele pode ser umapoderosa ferramenta de ensino. 11. 10Este trabalho apenas uma pequena contribuio para a discusso da insero doldico no Ensino de Matemtica nas sries iniciais do ensino Fundamental, nasEscolas pblicas, compreendendo que as atividades ldicas sendo desenvolvidas nasala de aula promovero melhora da desenvoltura dos alunos em aprenderMatemtica, alm de proporcionar um ambiente de ensino mais alegre, prazeroso emotivador. 12. 11 CAPTULO IPROBLEMATIZAO1.1 A LUDICIDADE E O ENSINO DA MATEMTICAA brincadeira constitui-se na primeira forma de linguagem a que o ser humano temcontato logo aps o nascimento. Os risos e os gestos praticados pelos adultos diantedos recm-nascidos so sempre carregados de esprito e expresso da ludicidadeque se revela como algo intrnseco e eminentemente natural. Antes de aprendermosa falar, somos ensinados a rir.Esse curso inicial da vida humana, que se configura como um reconhecimento porparte dos adultos de que a criana, enquanto pequeno ser necessita de alegria parater um desenvolvimento saudvel, no pode ser interrompido na fase inicial daescolarizao da criana. Afinal, brincar, assim como chorar, um dos primeiroscdigos lingusticos que a criana possui para revelar o que se passa no seu interior,e ainda que j tenha aprendido outras formas de linguagem, nenhuma maiseficiente quando se trata de comunicar afetos. Na verdade, a brincadeira umaforma de comunicao universal que possibilita o contato inter-racial e interculturaldispensando aparatos complexos como exige, por exemplo: a linguagem falada.A Matemtica teve sua origem na necessidade de sobrevivncia do ser humano, quepor milnios traou sua histria como ferramenta para essa sobrevivncia. Noprincpio, essa ferramenta era usada diretamente para contar ou verificar umadeterminada quantidade ou para verificar a exatido de um negcio. Com odesenvolvimento de nossa raa, a ferramenta evoluiu e, aos poucos, tornou-se toessencial quanto abstrata, em sua maior parte. A Matemtica ensinada nos primeirosanos escolares distanciou-se do seu antigo papel de ferramenta para odesenvolvimento. Tal fato deve-se, principalmente, ao crescimento tecnolgico denossa civilizao. 13. 12Historicamente, a educao vale-se do brincar como mediao do ensino, aeducao informal, que alcana maior resultado que a formal, ocorre seguindo ocurso natural do desenvolvimento humano. Como que naturalmente a crianaaprende na informalidade do lar e da comunidade? A resposta inquestionvel :BRINCANDO! Nas brincadeiras, as crianas pem-se a imitar os adultos, tanto nasatividades individuais quanto coletivas. As noes bsicas das operaes maiscomplexas executadas pelo homem, ele adquire nas brincadeiras da infncia. Todosns um dia brincamos de criar filhos, de aliment-los, ou de plantar algum vegetal,ou de cozinhar alimentos, ou de dirigir automvel, ou de lecionar. Se observarmosbem, grande parte do conhecimento que possumos e das habilidades quedesenvolvemos foram adquiridas na brincadeira.Se a escola no buscar uma metodologia que siga a direo natural dodesenvolvimento humano, estar colocando-se na posio oposta aos seusobjetivos. Quanto maior a complexidade do contedo a ser ensinado/aprendidocomo se costuma referir matemtica, maior deve ser a preocupao com oaspecto metodolgico. Se o ldico cria uma ambincia natural para a aprendizagem, sensato que a prtica educativa o inclua com objetivo pedaggico para noincorrer no equvoco epistemolgico de chocar-se com a natureza original do prprioprocesso educativo.Na praxe educativa contempornea, a Educao Infantil tem incorporadorazoavelmente esse princpio, porm o Ensino Fundamental tem se mostradorelativamente fechado para a ludicidade. Na verdade, a Educao Infantil muitasvezes entendida como um perodo prprio para a criana desenvolver asocializao, por isso admitida a brincadeira. Mas o Ensino Fundamental, comofase da aprendizagem de contedos importantes, tem outra concepo. coisasria! Ento, h uma ruptura que, sem dvida, no consegue ser bem assimilada portodas as crianas. E tratando-se de escola pblica, h o agravante de que muitascrianas, sequer passaram pela Educao Infantil. 14. 13O Ensino da Matemtica frequentemente provoca sensaes contraditrias, tantoem quem ensina quanto em quem aprende: de um lado, a constatao de que setrata de uma rea de conhecimento importante, indispensvel, p...</p>